Os Quatro Grandes Pilares do Conhecimento
Adriano Camargo | 10 de agosto de 2008Faz parte da busca pelo auto-aperfeiçoamento, pelo auto-conhecimento e pela liberdade psicomental a educação da Vontade, o exercício do livre-pensar, a psiconáutica, a criação visionária. Dentro do contexto draco-luciferiano, o indivíduo procura englobar em sua bagagem cultural superior as Ciências Arcanas e os quatro grandes pilares do conhecimento humano, a saber: Ciência, Religião, Filosofia e Arte em seus aspectos mais ocultos, criativos e práticos para a experiência da consciência individual.
Mas todo o conhecimento adquirido deve ser profundamente compreendido e internalizado para que se torne sabedoria. É importante “filtrar” com discernimento a cultura, o conhecimento, as informações que se adquire, pois todo e qualquer conhecimento internalizado pode ser néctar ou veneno. O néctar proporciona clareza de pensamento, organização intelectual e consciência iluminada (Luxfero); o veneno se espalha na constituição humana, dispersando e confundindo todo o conhecimento não compreendido e não assimilado, distorcendo a realidade, distorcendo o entendimento e podendo causar algum nível de insanidade.
A cultura pessoal de cada indivíduo auto-consciente deveria ser relativamente ampla e abrangente, dentro do possível. Mas não é o que ocorre. Há pessoas, ou grupos, com matéria mental ainda muito crua e rudimentar, mesmo na atualidade na qual existe tecnologia e informação acessíveis a muitos. Por outro lado, há também aqueles de inteligência mediana muito específica, condicionada, um tipo bastante comum de “inteligência de ofício”, útil somente para a atividade profissional estritamente mundana (mas muitos estendem essas características culturais “do trabalho profissional” para todas as esferas da vida, em todos os momentos, o que é muito chato e entediante para os outros).
O verdadeiro influxo mental expandido desce dos planos sutis e invisíveis (pode-se ver a mente?) e se manifesta como avançada compreensão interior naqueles que são naturalmente receptivos devido ao seu próprio grau evolutivo individual. Pessoas tais possuem inquietudes e vontade pelo saber, capacidade de descobrir as coisas por si mesmas e sede por conhecimentos. Essa arte de descobrir, de adquirir conhecimento e experiência, de solucionar problemas, etc., é o que se chama de heurística, seja na Ciência, na Religião, na Filosofia ou na Arte.
Assim, os quatro grandes pilares do conhecimento devem formar um todo na mente e na vida do indivíduo consciente.
O pilar da Ciência, ou Gnosis (Conhecimento), é o fundamento intelectual com a experiência direta das causas e efeitos das coisas, vivenciando as próprias verdades. Teoricamente, a Ciência é um conjunto de conhecimentos organizados e coordenados entre si acerca de determinadas coisas, e, geralmente, considerado como o conhecimento intelectual individual. Mas é também o auto-conhecimento, o verdadeiro Gnosis, o estudo de si mesmo pela contínua e concentrada auto-observação, para além do mero cientificismo “desumano”, mecanóide e materialista. Na Via Draconiana, a Ciência representa a mente elevada, o pensamento livre e esclarecido e o discernimento racional para a aquisição de cultura superior e de conhecimento científico útil e prático para o próprio indivíduo.
O pilar da Religião, ou Agape (Amor), representa a experiência direta da emoção superior consciente, algo apenas vivenciado no interior de cada um. É a união do espírito individual com a essência do universo. É o verdadeiro amor devocional por si mesmo enquanto entidade espiritual auto-consciente. Trata-se de uma experiência supranormal e extemamente marcante vivida e provada para si próprio e mais ninguém. A Religião pode ser considerada também um sistema das relações entre os seres humanos e os seres não-humanos de qualquer categoria divina (incluindo-se os assim chamados daemonos), no qual busca-se uma união espiritual. Na Religião verdadeira e digna busca-se sempre a limpeza do corpo e da alma, a auto-purificação, eliminando as escórias físicas e psicomentais que embotam o despertar da consciência e a evolução interior. A Religião do verdadeiro Agape certamente não é a religião das massas ignorantes; não é a religião do Je$u$ ($alva seu dinheiro) que cobra caro por seus “serviços de salvação”; não é a religião de um deus moribundo, agonizante que instila dor, sofrimento, tristeza e confusão mental em seus cegos cordeirinhos de abate; não é a religião da enfermidade da alma, da estagnação psicomental e da acídia, ou seja, da preguiça e desolação do espírito. Na Via Draconiana, a Religião é a viagem da alma em seu próprio interior, um mergulho em suas próprias emoções primitivas (e divinas!) que jazem no fundo microcósmico espiritual.
O pilar da Filosofia, ou Sophia (Sabedoria), é a busca da verdade individual que só tem fundamento e valor para o próprio buscador; é a busca pela realização do ideal fundamental latente no espírito. Ao contrário de muitos filósofos cartesianos estéreis, aprisionados em seus labirintos intelectuais, o filósofo draconiano pragmático emprega meios tais como sistemas metafísicos, entre outros, para a experiência da consciência, para a aquisição de Sabedoria acerca de si e do universo, na medida em que isso seja possível. Teoricamente, a Filosofia é o sistema que estuda a natureza de todas as coisas e suas relações. Por meio da reflexão, de questionamentos, de especulações e de análises, estuda os processos do pensamento e sua manifestação. Na Via Draconiana, Sophia conduz à paz ataráxica, impertubável, do espírito, ao bem-estar, à alegria, à satisfação, às dádivas do ideal que busca realizar-se.
O pilar da Arte, ou Thelema (Vontade) é o fundamento das idéias intuitivas, da vontade criadora, do espírito individual criativo e realizador. A Arte só pode expressar a criatividade se houver verdadeira vontade, impulso e ousadia, livre de limitações impostas e oriundas de diversas fontes tais como as repressões sócio-religiosas. Arte é a capacidade de realizar a Obra da Criação sobre si mesmo, de aperfeiçoá-la com vontade forte. Na Via Draconiana, Arte é o conjunto de conhecimentos, capacidades e talento para concretizar idéias, sentimentos e visões de maneira estética e “viva” por meio de imagens, música e literatura. A verdadeira Arte realizada através de Thelema (Vontade) está muito longe da pseudo-arte intelectualóide, moderninha, criativa e tecnicamente tosca, grosseira, anti-estética, de mau gosto e desonesta que “artistas” estereotipados produzem sem nenhuma inspiração autêntica. A verdadeira Arte se realiza sob Vontade para manifestar porções do próprio Ser.
Eis os quatro pilares do conhecimento que sustentam a Via Draconiana e que podem levar o indivíduo ao auto-aprimoramento, ao auto-conhecimento e ao desenvolvimento de poderes latentes em quatro planos de manifestação, o físico, o emocional, o mental e o espiritual.
Fr.’. Adriano Camargo Monteiro
http://br.geocities.com/viadraconiana/os_4_grandes_pilares_do_conhecimento.htm





































Maytréia.
Físico, Emocional, Mental e Espiritual.
Entendi mais um pouco sobre isso!
Alguma coisa a ver com terra ,água,ar,….?hehehe
sim e agora… mas onde encontrar isso, se são sociedades secretas discretas q n estão abertas p quem quiser… onde encontrar isso… estudar so…. como chegar ate a luz
Pode até ser Ricardo!
Físico=Terra, Emocional=Água, Mental=Ar, Espiritual=Fogo
Se alguém souber se tem relação pra gente poder ter certeza avisa ae!
De resto, ótimo texto! ^^
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“Pode até ser Ricardo!
Físico=Terra, Emocional=Água, Mental=Ar, Espiritual=Fogo
Se alguém souber se tem relação pra gente poder ter certeza avisa ae!
De resto, ótimo texto! ^^”
Segundo a Filosofia das Artes marciais
Terra= Fisico
Agua = Energetico
Ar= Emocional
Fogo= Mental
Éter = Espititual
Ótimo trabalho!!!
Parabéns!
Olá Marcelo,
Desculpe-me se pergunta for estúpida, mas eu notei um pequeno detalhe em todos os textos do Franz Bardon que li até hoje.
Por exemplo, na frase:
É importante “filtrar” com discernimento a cultura
Esse “discernimento a cultura” não deveria ser “discernimento E cultura”?
Inicialmente eu achava que isso era um erro de tradução ou digitação, mas já vi que esse detalhe se repete em praticamente todos os textos dele. A pergunta é: Isso tem algum significado especial? É só um detalhe sem importância? Ou a frase está certa e eu é que estou precisando de um cursinho de alfabetização?
Penso que a frase está certa e significa exatamente o que ela diz.
Fazendo referência aos 4 pilares do conhecimento de uma maneira mais direta, pelo texto exposto:
Ciência = o Físico (apenas quando a ciência em sua essência for compreendida)
Religião = o Espiritual (apenas quando a religião for entendida e desperta individualmente)
Filosofia = o Mental (apenas quando deixarmos de lado o “circus” imposto e realmente acontecer o “Penso, logo existo”)
Arte = o Emocional (apenas quando não tivermos medo de representar a arte que está em nós.)
Estudados a fundo – não só o que nos empurram nas escolas e na mídia, mas as facetas que tanto nos escondem e ocultam – formam a base para:
Éter = a Autoconsciência Individual (aproveitando o comentário do “Gustavonkm”)
Não é de se admirar que os GRANDES gênios que são reconhecidos como iniciados tinham também GRANDES conhecimentos sobre esses assuntos.
O problema é: como “filtrar”?
MDD,
Para esse filtro funcionar, terei que ler/ver/ouvir alguns “lixos” e só assim aprender a separar o joio?
Como identificar se é ou não algo que valha a atenção e o esforço?
Vou estudar a respeito, para depois dar uma resposta ou fazer alguma pergunta.