Resposta de Richard Simonetti à Superinteressante
deldebbio | 8 de abril de 2010Que a matéria sobre Chico Xavier na Superinteressante ficou um lixo, isso não há o que negar. Tendenciosa, cheia de falácias e falsos argumentos, baseada em uma abordagem leviana típica dos pseudo-céticos que adubam a internet.
Aqui está a carta aberta que Richard Simonetti escreveu ao editor da revista Superinteressante Sérgio Gwercman.
Sou assinante dessa revista há muitos anos. Sempre a encarei como publicação séria, fonte de informações a oferecer subsídios para meu trabalho como escritor espírita, autor de 49 livros publicados.
Essa concepção caiu por terra ao ler, na edição de abril, infeliz reportagem sobre Francisco Cândido Xavier, pretensiosa e tendenciosa, objetivando, nas entrelinhas, denegrir e desvalorizar o trabalho do grande médium.
Isso pode ser constatado já na seção “Escuta”, com sua assinatura, em que V.S. pretende distinguir respeito de reverência, como se reverência não fosse o respeito profundo por alguém, em face de seus méritos.
Podemos e devemos reverenciar Chico Xavier, não por adesão de uma fé cega, mas pela constatação racional, lúcida, lógica, de que estamos diante de uma personalidade ímpar, que fez mais pelo bem da Humanidade do que mil edições de Superinteressante, uma revista situada como defensora do bom jornalismo, mas que fez aqui o que de pior existe na mídia – a apreciação superficial e tendenciosa a respeito de alguém ou de uma notícia, com todo respeito, como pretende seu editorial, como se fosse possível conciliar o certo com o errado, o boato com a realidade, o achincalhe com o respeito.
Para reflexão da repórter Gisela Blanco e redatores dessa revista que em momento algum aprofundaram o assunto e nem mesmo se deram ao trabalho de ler os principais livros psicografados pelo médium, sempre com abordagem superficial, pretendendo “explicar” o fenômeno Chico Xavier, aqui vão alguns aspectos para sua reflexão e – quem sabe? – um cuidado maior em futuras reportagens.
De onde a repórter tirou essa bobagem de que “toda essa história começou com as cartas dos mortos?”
Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier. A história começa bem antes disso, com a publicação, em 1932, do livro Parnaso de Além-Túmulo, quando o médium tinha apenas 22 anos.
A reportagem diz: “Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu. Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos e prosa.”
Afirmativa maliciosa, sugerindo o pastiche, a técnica de copiar estilo literário. O repórter não se deu ao trabalho de observar que no próprio Parnaso há, nas edições atuais, 58 poetas desencarnados, menos conhecidos e até desconhecidos, como José Duro, Alfredo Nora, Alma Eros, Amadeu, B.Lopes, Batista Cepelos, Luiz Pistarini, Valado Rosa… Poetas do Brasil e de Portugal que se identificam pelo seu estilo, em poesias personalíssimas enriquecidas por valores de espiritualidade.
Não sabe ou preferiu omitir a repórter que Chico psicografou poesias de centenas de poetas desencarnados, ao longo de seus 75 anos de apostolado, na maior parte poetas provincianos, conhecidos apenas nas cidades onde residiam no interior do Brasil. Pesquisadores constatam que esses poemas não são “razoavelmente fiéis ao estilo dos autores”. São totalmente fiéis.
Não tem a mínima noção de que a técnica do pastiche, a imitação de estilo literário, é extremamente difícil, quase impossível. Pastichadores conseguem imitar uma página, uma poesia de alguém, jamais toda uma obra ou as obras de centenas de autores.
Afirma que Chico foi autodidata e leitor voraz durante toda a vida, sempre insinuando o pastiche. Leitor voraz? Passava os dias lendo? Só quem não conhece sua biografia pode falar uma bobagem dessa natureza, já que Chico passava a maior parte de seu tempo atendendo pessoas, psicografando, participando de reuniões e atendendo à atividade profissional. Não conheço um único documentário, uma única foto mostrando Chico lendo “vorazmente”. Ah! Sim! Para a repórter Chico certamente escondia isso.
Fala também que Chico teria 500 livros em sua biblioteca e que “a lista inclui volumes de autores cujo espírito o teria procurado para escrever suas obras póstumas, como Castro Alves e Humberto de Campos”.
E as centenas de poetas e escritores que se manifestaram por seu intermédio. Chico tinha livros deles? E de poetas que sequer publicaram livros?
Quanto a Humberto de Campos, cuja família tentou receber na justiça os direitos autorais pelas obras psicografadas por Chico, o que seria ótimo acontecer, o reconhecimento oficial da manifestação dos Espíritos, esqueceu-se a repórter de informar que Agripino Grieco, o mais famoso crítico literário de seu tempo, recebeu uma mensagem do escritor, de quem era amigo. Reconheceu que o estilo era autenticamente de Humberto de Campos, mas que o fato para ele não tinha explicação, já que, como católico praticante, não admitia a possibilidade de manifestação dos espíritos.
Esqueceu ou ignora que Chico, médium psicógrafo mecânico, recebia duas mensagens simultaneamente, com ambas as mãos sendo usadas por dois espíritos. Desafio Superinteressante a encontrar um prestidigitador capaz de fazer algo semelhante.
Uma pérola de ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos: “seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70.” Seria superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia, também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente como está na revista.
A repórter reporta-se às reuniões mediúnicas das quais Chico participava como shows que o tornaram famoso e destila seu veneno. Cita o sobrinho de Chico que, dizendo-se médium, confessou que era tudo de sua cabeça, o mesmo acontecendo com o tio. Por que passar essa informação falsa, se o próprio sobrinho de Chico, notoriamente perturbado e alcoólatra, pediu desculpas pela sua mentira? Joga penas ao vento e espera que o leitor as recolha? Omitiu também a informação de que ele confessou que pessoas interessadas em denegrir o médium pagaram-lhe pela acusação.
Eram frequentes nas reuniões a ocorrência de fenômenos como a aspersão de perfumes no ambiente, algo que, deveria saber a repórter, costuma ocorrer com os médiuns de efeitos físicos. No entanto, recusando-se a colher informações mais detalhadas sobre o assunto, limitou-se a dizer que em 1971 um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, denunciou que viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. Sugere que havia mistificação, aliás, uma tônica na reportagem.
Por que não foram consultadas outras pessoas, inclusive centenas que tiveram seus lenços inexplicavelmente encharcados de perfume ou a água que levavam para magnetizar, a exalar também um olor suave e desconhecido que perdurava por muitos dias?
Na questão das cartas, milhares e milhares de cartas de Espíritos que se comunicavam com os familiares, sugere a repórter que assessores de Chico conversavam com as pessoas, anotando informações para dar-lhes autenticidade. Lamentável mentira. E ainda que isso acontecesse, Chico precisaria ser um prodígio para ler rapidamente as informações e inseri-las no contexto de cada mensagem, de cada espírito, mistificando sempre.
E as mensagens dirigidas a pessoas ausentes? E os recados aos presentes? Não eram só mensagens. Eram incontáveis recados. A pessoa aproximava-se de Chico e ele, sem conhecer nada de sua vida, transmitia recados de familiares desencarnados, na condição de um ser interexistente, que vivia simultaneamente a vida física e a espiritual, em contato permanente com os Espíritos.
Lembro o caso de um homem inconformado com a morte de um filho. Ia toda noite deitar-se na sepultura do rapaz, querendo “ficar com ele”. Não contava a ninguém, nem mesmo aos familiares. Em Uberaba recebeu mensagem do filho pedindo-lhe que não fizesse isso, porquanto ele não estava lá.
Durante muitos anos Chico psicografou receituário mediúnico de homeopatia. Perto de 700 receitas numa noite. Ficava horas psicografando. E os medicamentos correspondiam à natureza do mal dos pacientes, sem que o médium deles tivesse o mínimo conhecimento. Na década de 70 tive uma uveíte no olho esquerdo. Compareci à reunião de receituário. Escrevi meu nome e idade numa folha de papel. Não conversei com ninguém. Após a reunião recebi a indicação de dois medicamentos. Tornando a Bauru, onde resido, verifiquei num livro de homeopatia que o dois medicamentos diziam respeito ao meu mal. Curaram-me.
Concebesse a repórter que, como dizia Shakespeare, há mais coisas entre a Terra e o Céu do que concebe nossa vã sabedoria, e não se atreveria a escrever sobre assuntos que desconhece, com o atrevimento da ignorância.
Outras “pérolas” da reportagem:
Oferece “explicações” lamentáveis para o fenômeno Chico Xavier.
Psicose, confundindo mediunidade com anormalidade.
Epilepsia, descarga elétrica que “poderia causar alheamento, sensação de ausência, automatismo psicomotor”, segundo a opinião de um médico. Descreve algo inerente ao processo mediúnico, que não tem nada a ver com desajuste mental, ou imagina-se que o contato com o Espírito comunicante não imponha uma alteração nos circuitos cerebrais, até para que ocorra a manifestação? E porventura o médico consultado sabe de algum paciente que produza textos mediúnicos durante a crise epilética?
Criptomnésia, memórias falsas, lembranças escondidas no subconsciente do médium, ao ouvir informações sobre o morto. Inconscientemente ele “arranjaria” essas informações para forjar a “manifestação”.
Telepatia. Aqui o médium captaria informações da cabeça dos consulentes e as fantasiaria como manifestação do morto. Como dizia Carlos Imbassahy, grande escritor espírita, inconsciente velhaco, porquanto sempre sugere que é um morto quem se manifesta, não ele próprio.
Informa a repórter que “acuado pelas críticas na Pedro Leopoldo de 15 mil habitantes, Chico resolveu fazer as malas e partir para Uberaba, um polo do Espiritismo onde contaria com um apoio de amigos”.
Mentira. Ele deixou Pedro Leopoldo, onde tinha muitos amigos, não por estar “acuado”, mas simplesmente seguindo uma orientação do Mundo Espiritual, em face de tarefas que desenvolveria em Uberaba que, então sim, com sua presença transformou- se em “polo do Espiritismo”.
Na famoso pinga-fogo a que Chico compareceu, em 1971, na TV Tupi, um marco na história das entrevistas televisivas, com uma quase totalidade de audiência, diz a repórter que Chico foi “bombardeado por perguntas. Mas se safou.” Bombardeado? Safou-se? O que foi essa entrevista, um libelo acusatório contra um mistificador? Se a repórter se desse ao trabalho de ver a entrevista toda, o que lhe faria muito bem, verificaria que o clima foi de cordialidade, de elevada espiritualidade, e que em nenhum momento os entrevistadores “bombardearam” Chico. E em nenhum momento ele deixou de responder as perguntas com a sobriedade e lisura de quem não está ali para safar-se, mas para ensinar algo de Espiritismo.
Falando da indústria (?) Chico Xavier, há um box sobre “Dieta do Chico Xavier”, que jamais fora veiculada por Chico. Usaram seu nome. Por que incluí-la nas inverdades sobre o médium, simplesmente para denegrir sua imagem, aqui sugerindo que seria ingênuo a ponto de conceber semelhante bobagem? Se eu divulgar via internet que Superinteressante recomenda o uso de cocô de galinha para deter a queda de cabelos, seria razoável que alguma revista concorrente citasse essa tolice, mencionando a suposta autoria, sem verificação prévia?
Falando dos 200 livros biográficos sobre Chico Xavier, a repórter escreve: “Tem até um de piadas, Rindo e Refletindo com Chico Xavier”. Certamente não leu o livro, porquanto não conhece nem o autor, eu mesmo, Richard Simonetti, nem sabe que não se trata de um livro de piadas, mas um livro de reflexão em torno de ensinamentos bem-humorados do médium.
Não fosse algo tão lamentável, tão séria essa agressão contra a figura respeitável e venerável de Chico Xavier, eu diria que essa reportagem, ela sim, senhor redator, foi uma piada de péssimo gosto!
Doravante porei “de molho” as informações dessa revista, sem o crédito que lhe concedia.
A repórter Gisela Branco esteve em Pedro Leopoldo e Uberaba com o propósito de situar Chico Xavier como figura mitológica. É uma pena! Não teve a sensibilidade nem o discernimento para descobrir o médium Chico Xavier, cuja contribuição em favor do progresso e bem estar dos homens foi tão marcante que, a exemplo do que disse Einstein sobre Mahatma Gandhi, “as gerações futuras terão dificuldade para conceber que um homem assim, em carne e osso, transitou pela Terra.”
E deveria saber que não vemos Chico Xavier como um mártir, conforme sugere. Não morreu pelo Espiritismo. Viveu como espírita. E se algo se aproxima de um martírio em seu apostolado, certamente foi o de suportar tolices e aleivosidades como aquelas presentes na citada reportagem.
Finalizando, um ditado Zen para reflexão dos redatores da Super:
O dedo aponta a lua.
O sábio olha a lua.
O tolo olha o dedo.
Richard Simonetti
Bauru, 3 de abril de 2010.




































o que o defensor se esquece é que as obras supostamente psicografadas de poetas brasileiros tem um conteúdo abaixo do que se esperava, se os autores fossem quem afirmam ser.
@MDD – mentira. Foram analisadas por especialistas nos autores e confirmadas que a qualidade era semelhante às obras publicadas enquanto os autores estavam vivos. Essa balela de “qualidade inferior” surgiu no forum dos ateus.net como uma falácia, sem nenhuma prova ou justificativa, e tem sido repetida ad nausean pelos ateus/pseudo-céticos desde então.
o defensor não citou uma única evidência comprovada científicamente a favor do espiritismo. nenhuma das “experiências científicas” citadas puderma ser comprovadas, repetidas ou verificadas, o que sugere ou desonestidade, ou má-fé, ou prestidigitação.
@MDD – Todas as experiencias são repetidamentes comprovadas nos laboratórios do IPPC, por exemplo. O Waldo Vieira possui uma série de laboratórios em todo o Brasil especializados em comunicação entre médiuns/espíritos, centenas de centros kardecistas, umbandistas ou de candomblé também possuem médiuns capazes de reproduzir os fenômenos de psicografia ou incorporação da mesma maneira que o Chico fazia. Má-fé, para mim, é escrever um texto atacando a mediunidade sem nenhuma pesquisa de campo.
A Superinteressante deixou de ser interssante há muito tempo…a cada reformulação da revista eles se transformam mais e mais numa “internet de papel” simplesmente colando tudo em artigos rasos,mal escritos,tendenciosos e em grande parte com informações erradas.Como alguem ja disse nos comentarios interessante será a publicação dessa carta na revista.
Quanto ao Chico Xavier,é engraçado ver que as pessoas, apesar de todas as provas em contrario,ainda preferem atacar e desconfiar de toda sua obra e vida, mas acreditam sem nem piscar, no folclore da igreja catolica sobre Jesus e a biblia, ou nos “pastores superpoderosos” que todos os dias expulsam demonios com seus “poderes” em horario nobre na TV, ou até mesmo no nosso famoso presidente Lula “não sei de nada”.A revista perdeu uma grande oportunidade de fazer uma boa reportagem e ajudar a espalhar a mensagem de Chico Xavier.
a respeito da pergunta q fiz antes e vc ja rspondeu;
Concordo inteiramente com o q vc disse, q ele era possuidor de uma mediunidade impressionante e, eu como espírita, acredito q ele fez um grande esforço para q ela, mediunidade, alcançasse tamanho grau e fosse possível a comunicação com espíritos tão elevados (já q o espiritismo diz q é necessário uma grande elevação moral do medium para q os espíritos superiores se comuniquem através dele, tipo, diga-me com quem andas q te direi quem és. Esta é uma outra pergunta q tenho p ti, isso realmente ocorre?).
Vc n acha q esse endeusamento acaba sendo prejudicial para q se aceite mais as religiões espíritas?
Eu to começando a concordar com o Waldo Vieira q diz q o kardecismo vai virar uma ceita católica, considerando o Chico Xavier um santo.
@MDD – O maior problema do espiritismo são os ex-católicos que a infestaram com suas superstições e crendices, fugindo do caráter científico dos estudos de Kardec.
De maneira alguma o problema do espiritismo são os ex católicos. A própria doutrina espirita coloca indios como selvagens. Então, um caboclo ou preto velho jamais teria vez em um centro espirita, por essa lógica.
@MDD – Isso levado ao pé da letra por quem? em que país? Quem colocou os indios como selvagens foram os ex-católicos que fizeram aquela tradução porca dos textos do Kardec, não os originais da doutrina espírita.
Você pode até ter razão em afirmar isso, mas no discurso do Caboclo 7 Encruzilhadas ele cita os kardecistas em 1908 terem preconceito sim para com os espíritos de índios e preto-velhos.
@MDD – Caio, é óbvio que eles iriam ter… no começo dos séculos, as mesas kardecistas esperavam encontrar seus pares europeus, de acordo com a teoria… mas a teoria funciona só na europa, onde incoproravam os europeus-velhos… os kardecistas só se esqueceram que os “antepassados” que incorporariam aqui seriam pretos-velhos e índios-velhos hehehe
Saladino, o fato de nós admirarmos o trabalho do Chico Xavier e principalmente a forma como ele conseguiu evoluir e trabalhar a sua mediunidade para atender às manifestações dos espiritos não significa que o estamos endeusando.
Aprender com alguém e compartilhar conhecimento não é venerar, não é adorar.
Pra mim Chico Xavier é um mestre, não um Deus, é um exemplo de disponibilidade, doação, entrega, evolução, abertura, crescimento e desenvolvimento mediunico, mas está longe de ser objeto de minha adoração. Quem se interessa por Chico Xavier são aqueles que pretendem aprender, conhecer uma espiritualidade evoluida, já o endeusamente fica por conta da mídia burra e preguiçosa que ou se limita a venerá-lo sem aprofundar-se em seu trabalho ou o difama, como a Superinteressante.
Dentre as manifestações no blog que avalia a reportagem sobre Chico na Superintessante (http://super.abril.com.br/forum/225906_assunto.shtml), pincei apenas um trecho do desabafo de uma psiquiatra (Tereza Chedid, 9abr2010-18h55), que não é espírita, por sinal: “Ver a Super se tornar Sub. [...] falar de doenças mentais e dar ‘diagnósticos’ de segunda categoria sobre psicoses e epilepsias. [...] Quanta desinformação! Como eu, outros profissionais de saúde liam esta revista. Medicina, senhor editor — do alto de meus 33 anos de formada e mestra no assunto —, assim como a moral de um homem digno, não são para se brincar. Adeus! Há coisas melhores para ler”. Pois é, foram muitos desabafos desses em mais de dois comentários! Agora… serenemos os ânimos. Chico não gostaria de tanta efervescência em seu nome. Os fatos falam por si. Simonetti e Alamar Régis já disseram tudo nas suas réplicas à revista, e que a essa altura já rodaram o planeta. Tranquilizem-se, amigos de ideal, quanto às contendas. Não levam a nada. Pensem no que o filme Chico Xavier está operando em milhares de telespectadores. Muitos estavam tímidos, ou em cima do muro, ou aguardando um empurrãozinho para se aprofundar nos princípios trazidos pela nossa luminosa Doutrina Espírita. Pensem na avalanche de eventos espíritas deste ano ligados ao nome de Chico e enaltecendo a mensagem do Cristo por nova ótica. Pensem nos desdobramentos positivos disso, e que resultarão em melhoria para a humanidade. Estamos em uma nova fase do Espiritismo, que agora se firmará de vez. É tempo de divulgação com novas tecnologias, influenciando mentes e corações de forma racional, significativa, inteligente, sem espalhafato. Lembremo-nos de que o mais importante, neste ano de Chico Xavier, não é cultuar o homem, nem santificá-lo, nem morrer por ele rebatendo Quevedos e Turattis, mas seguir os seus exemplos de fidelidade aos princípios de Jesus.
Correção em tempo:
“Pois é, foram muitos desabafos desses em mais de dois comentários!” Em lugar de “dois comentários”, leia-se “dois mil comentários”.
Nem compro mais as revistas super interessante, tanto é que vi essa revista do chico xavier nas bancas e até pensei em comprar mas lembrei que a qualidade da revista está tão pífia que desisti (desde que comprei a revista SI sobre maçonaria) simplesmente superdesinformada, superdesinteressante.
Acabo de copiar e colar todo o conteúdo da carta para meu e-mail e
enviei para todos os meus contatos,simpatizantes ou não de Chico.
Não sou espirita, mas para esse homem eu tiro o chapel!
Meu protesto.
Juarez pereira.
pq vc, ao invés de entrevistar as entidades nos centros espíritas, não conversa com elas enquanto estiver em desdobramento, “andando” no plano astral?
@MDD – E quem disse que não faço isso?
A revista superinteressante caiu no caminho das facilidades. É simples contar histórias da qual não se dá o trabalho de pesquisar sériamente. É simples jogar palavras sem o comprometimento com a verdade. É simples quando se acha que seu publico é feito de pessoas que não vão buscar outras fontes de informação a respeito do que leu ali.
Erraram na proporção das facilidades encontradas em escrever essa matéria.
Desrrespeitaram principalmente o publico, do qual julgaram não ter o minimo de conhecimento no assunto que a matéria abordou.
Desrrespeitaram até doutores da ciencia, citando opinioes medicas como conceito medico geral, ignorando compeltamente a opiniao de outros doutores.
Algumas pessoas, já pre dispostas a taxar como mentira o espiritismo, encontrou nessa matéria mais material para seus argumentos absurdos.
Acredito que somente quem saiu manchado com isso foi a própria revista, e imagino que em nada ela prejudicou o espiritismo, pois a casa dos espiritismo está sobre solo rigido, enquanto a casa dos ceticos e ateus passa seus dias empilhando andares sobre a areia.
MDD, não fique respondendo a esses céticos, acho que são até pior que o “GADO” Não deveria perder seu precioso tempo com gente inutil…
Abração,
Carlos A.
Quando milhares de brasileiros celebram o centenário da ilustre figura de Chico Xavier é natural abordar uma questão tão importante para a vida espiritual do povo brasileiro. Assim, muitas perguntas surgem: O que a Bíblia, o livro sagrado dos judeus (Antigo Testamento) e dos cristãos (Antigo e Novo Testamento) fala a respeito da adivinhação, necromancia (evocação de mortos) e outras práticas nas quais multidões buscam respostas e consolo para suas vidas?
Em Deuteronômio 18.9-12 a proibição é clara: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor”.
… Paulo de Tarso, conforme Atos dos Apóstolos 16.16-26, curou uma jovem escrava, possessa de espírito adivinhador – fato que contrariou seus donos, pois adivinhando dava grandes lucros a eles. Essa jovem estava seguindo a Paulo e dizia: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação”. Paulo voltou-se para ela e disse ao espírito maligno: “Retira-te dela. E ele, na mesma hora saiu”. Por causa disso Paulo e Silas foram açoitados e presos em Filipos.
O povo brasileiro é um povo de fé que, mesmo enfrentando tantas adversidades, corrupção política, etc., busca a verdade, com sinceridade. Há liberdade de expressão e religião e devemos amar e respeitar uns aos outros. Entre os que seguem doutrinas espíritas há milhares de grandes e ilustres homens e mulheres – são cidadãos exemplares, que causam boa impressão e até deixam muitos cristãos envergonhados, por sua conduta ética responsável e solidária. Deixamos claro, pois, neste texto o sentido da nossa intenção que é a refletir e buscar a verdade com toda a sinceridade e respeito aos nossos leitores.
E admirável como a Bíblia não esconde os defeitos de seus personagens, mesmo sendo figuras fundamentais, como Abraão, chamado de “o pai da fé”; não esconde as mazelas e graves pecados de adultério do rei Davi e seu envolvimento na morte de Urias, após adulterar com Beth Seba, sua esposa; não esconde o fato de Pedro negar Jesus na hora mais difícil de sua prisão e condenação por Pilatos e a cúpula religiosa representada pelo Sinédrio. Há os que preferem seguir e confiar em mitos, inclinando sua fé e dedicando sua devoção a homens e mulheres falíveis – como todos nós – negando o culto ao Deus verdadeiro.
Há os que seguem e estudam o Evangelho de N.S.Jesus Cristo – evangélicos e católicos – e há os que seguem o Evangelho Segundo o Espiritismo, decodificado no século passado pelo francês Allan Kardec. Entre eles, o cidadão chamado Chico Xavier cuja biografia alavancou a prática do Espiritismo no Brasil – em função de obras sociais e, especialmente, pelas práticas ligadas a contatos com espíritos do além – ou espíritos desencarnados, como os nominam. Não temos a intenção de julgar ninguém, pois todo julgamento cabe ao Juiz Supremo, mas devemos refletir sobre esse personagem tão importante e controverso do nosso Brasil – quando homenagens, produções cinematográficas e artigos pipocam em função do centenário de seu nascimento.
Escrevendo a Igreja da Galácia São Paulo aconselha os cristãos, dizendo: “Ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1.6-9). Infelizmente vivemos hoje numa época em que muitos cristãos, tanto evangélicos como católicos, inclusive líderes, sucumbem a um sincretismo perigoso que os afastam da verdade bíblica. Por isso mesmo Jesus disse a um grupo de religiosos sinceros e bem intencionados: “Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus” (MT 22.29)
Caro J. Julio Azevedo
Parece que o teu entendimento das “escrituras” é literal assim como o fazem os evangélicos. Sito pena deste fato pois o entendimento profundo das escrituras poderia levar ao conhecimento e este o libertaria.
Não devemos nunca esquecer que a Bíblia foi escrita por homens e não diretamente por Deus e lá colocaram muitas coisas que lhes convinham, inclusive a passagem que diz que nada poderia ser acrescido na Bíblia.
É comum os evangélicos falarem que a Bíblia foi escrita por intervenção divina, ok, por que não poderiam ter, os livros escritos por Kardec, terem tido a mesma intervenção divina?
Abraços
Creio que a editora (Abril) precisa tomar cuidado com informações imprecisas, como as que foram colocadas na revista Superinteressante, a fim de que outras revistas de sua publicação (i.e. Veja) não venham a sofrer restriçoes de seus leitores.
Conheci Chico em 1938, quando ainda era criança, em Leopoldina (MG). Ele era funcionário da Feira Agropecuária Permanente,lá e,nas sessões do Centro Espírita, ele aparecia, recebendo mensagens para pessoas que ele desconhecia inteiramente. Mensagens de uma fidelidade inconteste. Depois, ele se tornou amigo de meus pais e sempre que íamos a B. Horizonte, ele “exigia” que meus pais passassem alguns dias em sua casa, na cidade de Pedro Leopoldo, de onde se mudou, segundo consta, para Uberaba, por motivo de serviço. era um médim de primeira linha! Quem dele fala tem despeito, por isso, ao ler sua carta para a revista “Superinteressante”, acabei sabendo que esta publicação, provavelmente, visando a publicidade, agiu de forma ridícula e nojenta, ao criticar o médium que jamais cometeu qualquer deslize moral em sua conduta mediúnica.
Parabens, meu caro Richard, pelo seu trabalho.
Com ele me solidarizo inteiramente.
….É REVISTA SUPER INTERESSANTE E JORNALISTA GISELE BRANCO…………..PERDERAM OPORTUNIDADES INCALCULÁVEIS DE FICAREM DE BOCA CALADA…..
Dois trechos do texto do Richard Simonetti:
Se esta informação for verdadeira, ela não indicaria que Chico Xavier era um leitor voraz?
@MDD – Marcus, o que os pseudo-céticos chamam de a “biblioteca” do Chico eram os livros que ele ganhava de presente das pessoas que iam lá se consultar, que ele ia deixando em uma sala acumulados, JUSTAMENTE porque não tinha tempo para lê-los. Ao contrário das afirmações de má-fé dos céticos, ele não “tinha livros variados de todos os gêneros”, ele RECEBIA livros variados porque os temas dos livros eram escolhidos pelas pessoas que lhe presenteavam, não por ele! Só quem tem total desconhecimento da rotina do Chico pode falar uma baboseira dessa de que ele “passava os dias lendo”. Ele passava praticamente o dia INTEIRO atendendo pessoas. E isso posso afirmar com toda certeza porque amigos pessoais meus da FEESP já passaram uma semana inteira ao lado dele acompanhando sua rotina para reportagens na revista da FEESP. Ter muitos livros não quer dizer nada, se você tirar a informação do contexto. Infelizmente, é o que os detratores dele fazem, de má-fé, repito.
O que me deixa mais preocupado é a pessoa achar que possuir “500 livros” o faz um “leitor voraz”. Poxa! Quem faz esse comentário nunca leu nada, nem sabe o que são 500 livros, sabe?
500 livros era muito em 1700 ou 1800, quando um médico teria cerca de 30 livros em sua biblioteca pessoal só porque havia “estudado muito”.
Digamos que cada livro custa 20 pila, são 10 mil reais em livros. Admito que pouca gente invista isso tudo em livros (a maioria gasta isso em cinema, pipoca, tv por assinatura, jornais e revistas de amenidades – nunca em livros), mesmo assim todos nós já lemos o equivalente a muito mais do que 500 livros lá pelos 20 anos de idade.
Só se for você. Eu não vou ler 500 livros em minha vida inteira. Tenho 28 anos e acredito não ter lido nem a metade.
Tudo bem.
Calcula então quantas páginas de internet tu lês por dia.
Depois faz uma média de 100 páginas para cada livro.
@MDD – E quantos % destas paginas de net são lixo puro ou perda de tempo? Livro é livro. Não tem substituto.
“Livro é livro. Não tem substituto.”
Perdão por querer corrigi-lo, Marcelo.
Concordo, o exercício de ler do objeto livro é insubstituível.
Mas quanto ao conteúdo…
Lista “Auto-ajuda e esoterismo” mais vendidos Veja:
- o monge e o executivo, james hunter
- como se tornar um líder servidor, james hunter
- jesus, o maior psicólogo que já existiu, mark baker
- nada é por acaso, zíbia gasparetto
- nunca desista de seus sonhos, augusto cury
- pais brilhantes, professores fascinantes, augusto cury
- casais inteligentes enriquecem juntos, gustavo cerbase
- por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?, allan e barbara pease
- superdicas para falar bem em conversas e apresentações, reinando polito
- filhos brilhantes, alunos fascinantes, augusto cury
Infelizmente, uma enorme porcentagem dos livros também é lixo. Lixo institucionalizado, mas lixo mesmo assim.
Não queria entrar no mérito da qualidade. Fiz referência ao texto da Superinteressante e à resposta do Simonetti, onde ambos indicavam quantidade de livros como índice de cultura. E eu quis indicar um problema grave (grave para mim, aluno de doutorado em Letras) ninguém se dá conta de que lemos muito e o tempo todo. E, porque ninguém se dá conta, a “leitura” é um mito – “livro é bom; ergo, o resto não tem importância”.
Se fosse assim, sabes bem, não precisaríamos nos preocupar com o que ou com o como escrevemos aqui, em blogs, no orkut, em jornais, em revistas. Eu sei que a maioria das pessoas pensa assim (poxa, “estudo cabala há sete anos” indica tempo e é com H, gente!).
Ler não é perda de tempo.
Se quiser deixar uma mensagem para os teus leitores, que seja: leiam muito, leiam coisas diferentes e, principalmente, leiam textos de autores de cujas opiniões vocês discordem.
@MDD – Eu sou muito antiquado pra pensar em internet como substituto de livros de papel, embora tenha de concordar que você está totalmente correto nessa conta de 100pgs igual a mais ou menos um livro no formato antigo (terei de rever drasticamente a conta de quantos “livros” eu já li na vida) e nunca paramos mesmo para contar como “leitura” o que não esteja no papel! Fantástico isso…
Por curiosidade pelo que voce escreveu, revi os posts do próprio TdC e vi que tenho aproximadamente 200 artigos publicados; cada um deles com 3-5 páginas de word… isso daria algo próximo a 800 páginas de conteúdo (sem imagens), coisa que provavelmente boa parte dos leitores daqui leu inteiro ou está lendo… e que duvido que teriam lido se estivesse na forma de um livro de papel. Cada post no Sedentário tem algo em torno de 30.000 leitores… NUNCA no Brasil um livro deste tipo de assunto com este tamanho teria atingido tanta gente… então tenho de dar o braço a torcer. :)
E ainda acha isso vantagem? Que pena! Mais uma existência inútil!
Essa foi para o Gustavo. OK!
Ah, Marcelo, mais uma coisa; o pessoal da AMORC de Nova Friburgo, o que você acha? Tenho interesse em ingressar na Ordem, e gostaria de saber a opinião de alguém mais gabaritado.
Para uma pessoa de fé, não é preciso “comprovação científica”, Deus é o criador de tudo e para Ele nada é impossível.
resposta de Richard simonetti a revista interessante
Parabens ilustre Simonetti pelos lúcidos esclarecimentos à reportagem mal feita
Parabéns Simonetti por sua resposta àquela SUPER HORRÍVEL INTERESSANTE, que aliás imediatamente cancelei a minha assinatura. Creio até que deveriam todos fazerem-no como repudio a esta manifestação deprimente acerca do maior médium do Brasil, quiçá do mundo. Chico Xavier no mínimo um fenômeno da psique, que só por isso deveria ser reconhecido por todos os brasileiros, deveria ser um orgulho para o Brasil, sem falar que foi um homem que dedicou toda a sua vida em favor dos que sofrem, em favor do próximo, e nunca pensando em si em primeiro lugar.
Independentemente de sermos desta ou daquela religião o mais importante é sermos dignos filhos de Deus. As pessoas não podem se esquecer que tudo, exatamente tudo, acontece porque Ele permite. Deus não coloca frutos maus em árvores boas.
E desde que a Humanidade existe, os homens são assim, egoistas, mal intencionados, orgulhosos, tendenciosos, arrogantes, IGNORANTES!
Em toda a História os homens ou mulheres que procuraram fazer o bem, amar o próximo, doar seu coração ou sua vida em prol dos outros, sempre foi rechaçado, recriminado, vilipendiado, destorcido, mal visto, desacreditado, mal falado, mal interpretado, assassinado, CRUCIFICADO, etc…
Desde os tempos bíblicos até os dias atuais a história se repete, é um ciclo interminável, enquanto aqui continuarem seres humanos extremamente imperfeitos, pequenos de espiritualidade, incapazes de verem a grandeza de Deus nos pequenos atos que existem em seres humanos como um CHICO XAVIER.
É pena que muitos não puderam compreender a sua mensagem, a sua tarefa, a sua vida, a sua missão.
Não vamos nos preocupar com aqueles que não puderam “ver”, simplesmente porque não têm olhos, pois são cegos, também não vamos nos preocupar com aqueles que não puderam “ouvir” pois são surdos.
Se não conseguem crer numa espiritualidade, em um Deus Espiritual, cuidado para “não atirarem a primeira pedra”, pois pelo menos na física vocês acreditam: Toda ação sofre uma reação contrária de mesma força e intensidade.
Ronaldo Luiz.
O Mundo Assombrado Pelos Demônios – Carl Sagan
Boa leitura a todos.
@MDD – Já está nos livros básicos… não é divertido quando um ateuzinho cai de paraquedas e quer catequizar o pessoal do blog?
[...] Outros posts bacanas: – Análise cética do fenômeno Chico Xavier – Por dentro do Pró-Vida – Mapa Astral do Chico Xavier – Registros de Umbanda – O Alfabeto [...]
Eu apelidei a Super Interessante carinhosamente de Super Estressante. Também não me agrada muito.
Mas achei a carta acima muito passional, com todo o respeito. Gostaria de saber quem são os estudiosos que afirmaram que os textos são exatamente idênticos em estilo ao dos autores originais, já que reconhecer um texto pastiche é tão difícil e requer tanto conhecimento quanto fazer um.
O autor da carta se queixa da falta de aprofundamento da matéria. Mas não é justamente isso que o jornalismo faz? O Fantástico, por exemplo, aborda de Nietzsche ao funk carioca num bloco só. Como se pode ser acurado o suficiente ao tratar de temas tão distintos? É evidente que pros leigos, tudo é uma maravilha (ou não faz diferença mesmo). Já pros que entendem mais sobre o assunto, é um despautério. Um espírita enxerga uma matéria “tendenciosa”. Já um cético acha um absurdo que uma revista de grande circulação aborde como tema de capa esse “charlatão de marca maior”.
No final das contas, sua opinião, nesse caso, depende, quase exclusivamente, daquilo em que você acredita. Nada se resolve.
Aliás, o pinga-fogo está aqui, em dois links:
http://video.google.com/videoplay?docid=1832677517507007078
http://video.google.com/videoplay?docid=-1415852355166493654
Acredito que, para se comentar os assuntos, necessário termos um mínimo de embasamento. A Doutrina Espírita é uma doutrina séria; o Chico Xavier na minha opinião é um Apóstolo do Cristo. Sou espírita há anos e, mesmo assim, embora tenha lido toda a coleção do espírito André, dos cinco livros de Kardec, de outros autores, do próprio Dr Richard Simonetti, que por sinal, são ótimos livros, creio eu, que ainda não tenho condições de tecer comentários acerca do irmão Chico Xavier, dado a dimensão extraordinária da sua existência.
Bom, sou agnóstico e antes de mais nada respeito o espiritismo. Não acredito, mas respeito por saber ser uma religião séria (diferente de outra que prefiro nem dizer).
De qualquer forma, é muito comum, ao publicarem uma matéria, parecerem tendenciosos e levianos ao tratarem de certos temas… Até pq seria impossível que eles fossem tão entendidos do assunto quanto um escritor e estudioso da própria religião.
Estamos num país laico, onde se prega além da liberdade de religiões, o respeito à liberdade de pensamento. Portanto, não vejo como um absurdo tal matéria, mesmo admitindo não ter competência para saber se ela foi escrita em desacordo com os fatos ou não.
Qualquer reportagem sobre uma determinada religião iria causar indignação caso os grandes estudiosos da mesma decidissem examinar cada ponto da reportagem.
Enfim, respeito a opinião do Sr. Simonetti. Porém, ao meu ver, criou-se um alvoroço. Se fosse assim, a vida de historiadores seria de fazer críticas a redatores, produtores de filmes, escritores, músicos etc. Não é besteira defender o que se acredita, mas não vai lhe acrescentar em nada. Vc não vai acreditar no que te falarem pq vc é fanático pela coisa, e eles não vão refazer a matéria só pq vc citou 10 mil erros nela.
As obras que o Chico Xavier psicografou, a própria vida que pôs em prática, revelam realmente o grau de adiantamento moral e espiritual do irmão citado.
Nenhuma pessoa de bem, que conhecesse a vida de Chico Xavier, poderia ter refutado tão bem a Super. Chico é a personificação da humildade, tolerancia e amor, por isso, devemos respeita-lo como ser humamo e como espírito. Ademais, a função básica de qualquer jornalista é a busca dos fatos com IMPARCIALIDADE, o que nao acontece nesta reportagem. Parabéns, Richard, pela sua coragem e pela sua capacidade de amar e respeitar o próximo.
De certa forma pode-se dizer que ainda estamos vivenciando o mesmo preconceito (se é que se possa chamar tal desrespeito de preconceito!) de séculos atrás quando a Doutrina Espírita começou a ser difundida. Não só a Superinteressante, quanto todos os demais meios de comunicação sempre que se arvoram a abordar o tema espiritismo e espiritualismo traçam, de forma leviana, perfis e condutas inverídicas, claramente com o propósito de desacreditar. A Super foi só mais uma. Bem, se eles se sentem no direito e no poder de desqualificar a Doutrina Espírita, nós, leitores e espíritas, também temos o direito e o dever de desvalorizar a revista, porém, com uma grande diferença… eles tentam desqualificar àquilo que desconhecem e nós ao material impresso e publicado deles e que nós, cada vez mais, nos certificamos tratar-se literatura duvidosa. Lamentável em se tratando de uma revista que se propõe a ser científica.
Há muito a superinteressante tornou-se um reduto de ateismo e ceticismo. Não sei se para vender mais, induzindo o surgimento de polemicas criadas em laboratorio, no melhor marketing ” fale mal mas fale de mim”. Várias materias de capa criticando esta ou aquela religião, sempre antiteísta, talvez buscando alcançar leitores que pensem dessa forma. despois de ver algumas capas, parei de ler, pois tornou-se, para mim, superdesinteressante. recomendo a todos que busquem outra fonte de leitura.
Cara, sou professor universitário da área da saúde, espírita e estudante de tudo que se relaciona com outros sistemas (por isso amo esse wiki, é um sonho realizado, sempre tive um pé no oculto desde a infância. Lembro que com 8 anos pedi para minha mãe um livro sobre magia egípcia do E. A. Wallis Budge, porque a capa e o tema me atraíram muitíssimo. Bom, mas isso já é divagação….)
Quando li (e ainda estou lendo) “Evolução em Dois Mundos”, reconheci imediatamente naquelas palavras um autêntico profissional de saúde altamente versado em Bioquímica, Fisiologia, Semiologia e Biologia geral. Um mero “leitor voraz” faria isso? Mas nem com inteligência excepcional para dominar tantos assuntos diferentes (poesia, medicina, etc…) com esse nível de maestria. Tem profissional dos bons que não escreveria um parágrafo daquele livro.
Os céticos que me perdoem, mas é um atestado de burrice contestar Chico com base no argumento de que era um homem de ampla cultura geral e leitor voraz. Só se ele leu o “Tratado de Fisiologia” do Guyton e dois volumes (mais ou menos 4 mil páginas) de um tratado de Medicina Interna.
E acho uma pena o Espiritismo ter desviado um pouco desse cunho científico no Brasil. creio que um grupo bom nessaárea seja o ICEF de Santa Catarina. E aos mais ortodoxos, sempre gosto de recordar que no Livro dos Espíritos, Q 628, fala sobre a utilidade de se estudar sistemas e crenças alheias.
Em tempo: CTRL+C, CTRL+V
“Há muito a superinteressante tornou-se um reduto de ateismo e ceticismo. Não sei se para vender mais, induzindo o surgimento de polemicas criadas em laboratorio, no melhor marketing ” fale mal mas fale de mim”.
Boa noite!
Não percam tempo discutindo isso. Nós espíritas não precisamos provar nada.
O ônus da prova é de quem acusa.
Quanto mais tentam menosprezar o Espiritismo, mas ele se torna incontestável.
Por que será que Ele incomoda a tantos??? Será porque ele mostra que muitos não querem ver ?!?!
Uma abraço. Reinaldo