Teoria da Conspiração

O Que Eles não gostariam que você soubesse…
  • Início
  • Marcelo Del Debbio
  • Enciclopédia
  • Cursos
  • Colunas
  • Mapas e Sigilos Pessoais
  • Bibliografia
  • A.’. A.’.
  • Exercícios

O Simbolismo no Labirinto do Fauno

deldebbio | 15 de junho de 2010

No pano de fundo da Espanha fascista, em plena Segunda Guerra Mundial, a imaginação de uma menina de dez anos cruza o caminho de um capitão cruel e implacável. O Labirinto do Fauno é uma fábula ao mesmo tempo lírica e violenta, que tematiza as contradições e possibilidades contidas no simbolismo de Peixes, o mais labiríntico de todos os signos.

Magia: uma criança descobre uma borboleta, que pode se transformar em fada, guiando-a para adentrar em fantásticos mundos.

Crueldade: um capitão fascista é implacável na perseguição dos seus inimigos. Desconhece o que são empatia e sentimentos. Mas tem poder, subordinados e armas.

Os caminhos do capitão e da criança irão se cruzar. O que poderá acontecer? Quem irá vencer, a força bruta ou a imaginação infantil?

O que são labirintos?
Todo labirinto tem um local onde se pretende chegar, uma espécie de núcleo. Para alcançá-lo, há várias combinações de caminhos e não é possível saber, de antemão, qual delas irá levar ao objetivo. Isto só seria possível se fosse visto de cima. A lógica e a razão pouco podem fazer nos labirintos. De alguma maneira, é preciso ativar um sentido que não costuma figurar dentre os outros: a intuição, que é a capacidade de colher informações através de uma via não racional. A intuição é simplesmente um saber ou um adivinhar. Algo se agita dentro como se fosse uma certeza, que pode ser acolhido ou não.

Para ingressar em um labirinto, é preciso ter um objetivo, se não o de alcançar algo no interior dele, pelo menos o de conseguir sair. Labirintos podem ser perigosos, pois a possibilidade de se perder é muito maior do que a de se achar. Se forem pequenos, a única perda será a de tempo. Quando grandes, pode-se perder a vida. Além disso, talvez seus corredores tortuosos escondam surpresas.

Labirintos remetem ao signo de Peixes, o mais misterioso dos doze. Peixes é o único a ter a visão total do conjunto, o que tornaria a travessia de um labirinto uma brincadeira de criança. Mas como o ser humano não consegue racionalmente acessar o todo (em geral, é apenas capaz de senti-lo por fugazes momentos), precisa empregar outra ferramenta de Peixes, que é a capacidade intuitiva. Peixes como arquétipo (não como indivíduo) tem acesso a tudo, não existindo, para ele, nenhuma informação secreta. Representa a intuição que irá captar o que não está acessível à razão e também a possibilidade de conexão com o todo.

No filme O LABIRINTO DO FAUNO, de Guillermo Del Toro, a menina Ofelia entra e sai do labirinto com a maior facilidade. Ela está muito próxima de atributos piscianos, como imaginação, sensibilidade e também aventura (pelo fato de Peixes ser co-regido pelo planeta Júpiter, significador de expansão). Ofelia viverá uma aventura com destino a sua própria alma. A menina faz, sem o saber, uma busca por significado em um mundo carente de explicações para acontecimentos como perdas, mortes e brutalidades.

Labirintos parecem corresponder à viagem do ser humano para dentro de si mesmo. Há muitos caminhos – religião, psicanálise, arte, ciência – e nenhum deles é absoluto, tampouco garantido. Uma das razões é porque talvez porque haja um labirinto para cada aventureiro, e somente ele possa descobrir seus caminhos.

A aventureira
Ofelia é a protagonista deste filme fantástico, cuja história se desenrola em 1944. Tem dez anos. Nem tão criança que não perceba as verdades – tantas vezes amargas – dos adultos, mas ainda sem ter formado a quase sempre rígida espinha dorsal deles. Está imantada da abundante energia infantil, que ainda acha que tudo seja possível e que se encontra protegida. A fé e a magia de Peixes seguem com ela através de um território cada vez mais rude, inóspito e cruel. Sua essência, porém, não responde à lógica do tempo e da realidade que habita, particularmente a de agir como um tirano ou uma vítima. Ainda que Ofelia seja, na prática, vítima, em nenhum momento se sente, de fato, deste modo. Ela está sempre tentando extrapolar os limites, nunca se vendo contida por eles.

Ausência de limites – seja para transcender ou escapulir – é algo pisciano. Mas o que é transcender? Transcender, de algum modo, é superar. Sutilmente, suavemente, mas, sem dúvida, superar. Só pode transcender quem for maior ou mais largo por dentro do que os eventos com os quais se depara fora.

Peixes (e Netuno, seu regente), como arquétipo, não enfrenta nada diretamente e nem tem a pretensão declarada de mudar o que quer que seja. Mas ele em si só já é a mudança. Acaba por mudar ou afetar tudo o que toca. Suaviza, dilui os contornos, altera a forma, rouba algo da rigidez, a qual desgasta, deforma e, ao final, reforma. Ofelia, mesmo que não faça nada e tente ficar somente no seu lugar de fantasia, incomoda ou encanta: é difícil lhe ficar indiferente. Ela invade o espaço em que chega, transformando-o. Revolução igual ocorrerá dentro dela.

O começo
O ingresso definitivo de Ofelia na realidade fantástica ocorre através do encontro com um fauno, uma figura híbrida, meio animal, meio humana, sem correspondência com o que possa haver no reino físico conhecido. O fauno conta que ela é a filha perdida de um rei, que um dia fugiu de casa, partindo o coração do pai, mas que este nunca perdeu a esperança em seu retorno, e que a aguarda, não importa com que forma ela regresse. Órfã de pai e mandada para junto do padrasto brutal, a menina tem seu coração capturado por essa história e dá a ela crédito imediato.

O pai oculto é uma metáfora de Deus. É amoroso, ilimitado e a espera. Ela teve com ele uma história da qual não se lembra, mas na qual acredita. E quando Ofelia se encontrar com seu pai, não saberemos como será o encontro, o que acontecerá, assim como não saberemos como e quando será nosso próprio encontro.

Contrastes e paradoxos
Peixes pertence ao ritmo Mutável, caracterizado pela duplicidade. É o ritmo que encerra os paradoxos, as coisas não resolvidas de uma única maneira. O LABIRINTO DO FAUNO está profundamente estruturado nesta dinâmica. Tem por marca a mistura do mágico e incrível com o grotesco e implacável, tornando natural que lindas fadas possam ser mastigadas e engolidas, e que encantadoras crianças possam ser doentiamente perseguidas. Sua mola propulsora são os contrastes e os paradoxos típicos dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes). Isto é particularmente visível no fato de que quanto mais Ofelia penetra no fantástico universo paralelo mais densa e insuportável se torna a realidade ao seu redor. Ou seria o contrário?

A realidade pode ser colocada como um princípio pertencente à Virgem, signo oposto e complementar a Peixes. Assim, quanto mais Ofelia fortalece a si mesma e ao seu mundo interno (algo pisciano), mais a sua vida real desmorona, como se suas convivências concomitantes fossem incompatíveis no momento específico que ela vive. Somente Ofelia não percebe que parece haver um fio invisível fazendo com que a roda gire inexoravelmente neste descompasso, tornando impossível unir a magia à integridade física. Ela, tendo a ingenuidade de um representante de Peixes, não nota que quanto mais abissais forem suas descobertas, maiores, aparentemente, serão os preços a serem pagos por elas. E que quanto mais abastecida interiormente ela estiver, mais se aproximará de ter de enfrentar o que mais teme, seu padrasto capitão.

Depois que a pequena borboleta a atrai, não existe mais retorno. A menina será incitada ao movimento por sua própria curiosidade e encantamento. Doce ilusão a de que houve qualquer escolha quando se tratava de uma criatura tão sonhadora. Peixes parece representar as histórias (e até a falta delas) a que estaremos fadados a viver por nosso temperamento.

Como filme pisciano, O LABIRINTO DO FAUNO contém infinitos jogos de espelhos, em que muitas coisas não são o que pareçam, a começar pela abertura, que se assemelha a de tantos outros filmes em que parece ter sido dada a certeza ao espectador de que o protagonista viverá algo mágico, que correrá muitos riscos fictícios, que parecerão bastante reais, mas que no final tudo dará certo. Entretanto, contra esta idéia idílica, soa suspeita a insistência ríspida de uma mãe quase histérica em mostrar a realidade à filha. Esta mãe, que fala de forma amargurada sobre a realidade, não tem o toque cômico e maniqueísta que os adultos de filmes infantis costumam ter. Há realismo demais no seu rosto cansado e na sua gravidez avançada. Ela atravessa uma floresta em tempos difíceis, de guerra, para alcançar um marido que mal conhece.

É neste momento que a protagonista encontra a tal borboleta, um símbolo da transformação que a aguarda. A mãe, Carmen, na condição de grávida e futura esposa de um capitão, também está vivendo uma transformação. Mas, diferente de Ofelia, não está encantada, e sim, fazendo algo que vê como prático: indo ao encontro de um homem para proteger a si mesma, a filha e a criança que nascerá. Enquanto Ofelia teme o destino da viagem, sua mãe anseia por ele, em interpretações diametralmente opostas do que é melhor a ser feito naquela situação. Puro Peixes, posto que este signo representa as múltiplas visões que se pode ter da realidade. Qual estará mais certa? Em um momento de guerra, existe alguma coisa que seja, realmente, mais segura?

Mãe e filha estarão sempre em pólos opostos, sem nunca conseguirem se entender, apesar do amor que as une. A mãe encarna Virgem, signo da realidade, oposto a Peixes, relacionado à fantasia e que representa Ofelia. A realidade tem limites, e Carmen irá vivê-los. A fantasia é ilimitada, e Ofelia irá experimentá-lo. Ambas irão provar até o fim as consequências das suas próprias crenças.

O LABIRINTO DO FAUNO não será um filme fácil. O espectador é conquistado aos poucos, como se a própria Ariadne lhe desse o novelo capaz para entrar no labirinto e conseguir sair dele.

A psicologia de um tirano
O capitão desgosta de Ofelia já na primeira cena em que os dois se encontram. É chocante a forma rude como aperta a mão da enteada, fulminando-a com os olhos. É alarmante que a pouca idade de Ofelia não o comova. Ele a enxerga como um potencial inimigo, como condiz a um tirano pensar.

O capitão fascista é o oposto exato de Ofelia. A menina é toda sentimento e fluidez. Está voltada apenas para o presente, distraindo-se com tudo o que cruza o seu caminho, enquanto o seu opositor é frio e objetivo, para não dizer cruel e implacável, focado em eliminar do seu caminho tudo o que possa ameaçar o seu futuro, o qual deseja que seja triunfante e poderoso. Seu ego distorcido não permite que nada tenha vida ou liberdade ao seu redor, e a menina é plena disso. Ele submete a mãe de Ofelia já no início às suas regras, obrigando-a a locomover-se em uma cadeira de rodas, apesar de a mesma estar apenas grávida e não doente, o que ela ficará com o tempo. O capitão está tomado pelo arquétipo do tirano, cuja maior necessidade é o de apenas ele existir. Seu objetivo é o de tentar transformar a todos ao redor em pálidas sombras rastejantes. Esta é a única maneira de assegurar as ilusões a respeito de si mesmo e a manutenção do poder.

Como o tirano tenta matar as individualidades, também tem a sua própria individualidade esvaziada, e por isto todos os tiranos se parecem imensamente entre si. A filosofia de um déspota é sempre rígida, esquematizada e hierárquica. Além disso, tem dentro dele uma vítima em potencial, pois seus atos convergem em eliminar as supostas ameaças, as prováveis pessoas que tentariam prejudicá-lo. Esforço em vão, pois cedo ou tarde tiranos ou seus descendentes são depostos, submetidos à roda da vida, nem que seja para trocar um grupo por outro.

Como ele não quer que nada exista além de ele mesmo, o tirano devora sistematicamente o que há ao seu redor. Em O LABIRINTO DO FAUNO, haverá um momento em que o capitão sofrerá um feio ferimento na boca, que irá deixá-la descomunal. É a boca insaciável de um gigantesco tirano ameaçado. Ele também guardará grande semelhança com um ser repelente que Ofelia encontrará em uma de suas aventuras, que se alimenta de carne humana. Na realidade, de qualquer coisa, como um tirano. O tirano busca o poder como forma de transcendência da condição frágil de se estar em um corpo humano. É um Deus às avessas, tentando conter e controlar o que não é possível.

Texto da astróloga Vanessa Tuleski.

Talvez você também goste de:

  • As Sete Consonâncias
  • Cursos em Maio/Junho 2013
  • Mapa Astral de Orson Welles
Categorias
Arte, Astrologia
Tags
Astrologia, Filmes
Comentários RSS
Comentários RSS
Trackback
Trackback

« Astrologia e Ciência A Maçonaria do país da Copa »

51 Responses to “O Simbolismo no Labirinto do Fauno”

  1. Estanho disse:
    16 de junho de 2010 às 0:05

    Excelente texto, Marcelo :)
    Me responde uma dúvida que surgiu agora, é possível ligar / traçar paralelos de Signos com Esferas da Cabala? Se sim, como seria isso?

    @MDD – Com as esferas não, mas com os caminhos entre elas sim.

    Responder
    • Eduardo disse:
      16 de junho de 2010 às 12:17

      Pensei exatamente isso quando vi os signos desenhados nos caminhos entre os sephirot, é essa a ligação entre ambos ? existem mais ligações ?

      @MDD – MUITAS mais… arcanos maiores do tarot, signos, planetas, elementos, runas, cores, símbolos, arquétipos e significados para cada um dos 22 caminhos.

      Responder
      • Raphael disse:
        23 de junho de 2010 às 13:31

        Tio Marcelo,

        por onde posso começar a estudar Kabbalah?

        Abraços

        Responder
  2. Anderson" disse:
    16 de junho de 2010 às 1:19

    Boa noite, gostaria de parabenizá-lo pelo texto, sou um grande fã do filme e após esta interpretação comecei a admirá-lo mais ainda, então, também agradeço pelo conhecimento distribuido. Mas tenho uma dúvida: O que o fauno representa? Um Mensageiro de Deus? Grande Abraço

    Responder
    • Lookseth disse:
      31 de março de 2012 às 2:37

      Na mitologia romana, Fauno é uma divindade campestre que primitivamente fora um rei da Itália, e cujo nome se tornou célebre, segundo a lenda, por ter criado leis para o seu povo e por ter inventado a flauta. Interessado em ensinar a prática da agricultura e da pecuária aos seus súditos, passou, por isso, a ser adorado como deus dos campos e dos rebanhos.

      Responder
    • jefferson disse:
      12 de junho de 2012 às 20:49

      FAUNO é o Portador da Luz. Se pesquisar direito não vai gostar da resposta.

      Responder
  3. camilo jeferson disse:
    16 de junho de 2010 às 1:26

    ótimo filme ^^

    Responder
  4. Samuel disse:
    16 de junho de 2010 às 1:49

    Nossa!
    Muito bom!
    Um filme pisciano!
    Gostei, tenho sol em peixes e sou apaixonado por esse signo xD
    Assim como pelo filme, um dos melhores que já vi, achoq eu já sei por que, hahaa

    Parabéns pra Vanessa que escreveu o texto

    Responder
  5. Edson Santos disse:
    16 de junho de 2010 às 6:48

    Esse foi um filme que despertou em minha pessoa muitas dúvidas, até então eu na faixa dos 30 anos nunca tinha escutado/lido/prestado atenção no nome “Fauno” e foi buscando essa palavra que consegui sair do pensamento coletivo e acalentar um pouco esse coração perturbado que em meu peito bate descompassado, sinto arrepios e extase ao lembrar do filme e aguardava muito um texto do DD, Labirinto do Fauno é ótimo, acho que todos aqui deveriam assistir, mas saiba que não ficará alegre e sim comovido!

    Responder
  6. Cleiton Moraes disse:
    16 de junho de 2010 às 8:50

    Um ótimo filme, não havia interpretado a passagem onde o capitão recebe o ferimento na boca com essa visão! Interessante!

    Responder
  7. Libano disse:
    16 de junho de 2010 às 9:25

    Já vi uma parte deste filme.Sabia que haviam simbolismos nele, mas nao sabia quais.Mto bom mesmo!

    Responder
  8. TiagoW disse:
    16 de junho de 2010 às 9:46

    Interessante Marcelo.
    Uma dúvida que me ocorreu agora. Seria correto relacionar o arquétipo do tirano como sendo uma manifestação do signo de Leão em suas oitavas mais baixas?

    Responder
  9. paulo "kruger" disse:
    16 de junho de 2010 às 10:22

    O labirinto do Fauno é um de meus filmes favoritos.

    Texto muito bom :D

    Responder
  10. edujanu@gmail.com disse:
    16 de junho de 2010 às 11:24

    Só pra constar.
    Tem uma estátua de um Fauno num parque de frente ao MASP, não sou de sampa por isso não sei o nome do parque.

    Responder
    • Rafael disse:
      16 de junho de 2010 às 12:20

      O nome do parque é Parque Trianon. E a estátua se parece bastante com o fauno do filme, só que com os traços bem mais suaves e menos chocantes. Abraços a todos!

      Responder
  11. Ghabriel disse:
    16 de junho de 2010 às 13:40

    Marcelo, é impressão minha ou existe uma analogia entre o fauno deste filme(que é analogo a muitas coisas) ao chiron astrológico ?

    @MDD – acho que nao. Quiron é uma invencionice de New Age. Me acha quiron na Árvore da Vida e eu passo a levar a sério.

    Responder
    • Douglas disse:
      5 de junho de 2012 às 20:19

      Meio offtopic, mas nas tais profecias de Chico Xavier, ele fala sobre Quiron, um planeta menos evoluído do que a Terra, ao qual os desencarnados após 2000, e que não fizeram os esforços necessários para sua evolução, são levados para continuarem as suas tentativas.

      Abraços!

      Responder
  12. Vinícius Pedro disse:
    16 de junho de 2010 às 14:32

    é um ótimo filme!
    sempre me lembro da estória que ofélia conta para o irmão na barriga da mãe. que seria uma versão curta da própria estória do filme.

    e “por acaso” eu estava pensando nesse filme antes de ontem.

    Responder
  13. Carla A disse:
    16 de junho de 2010 às 14:59

    Nossa Marcelo, esse post me caiu como uma luva! Há um tempo assisti esse filme e me encantei pela beleza enigmatica dele. Recentemente (após conhecer o seu trabalho e ler muitos textos seus) assisti novamente e consegui captar a essencia de algumas coisas nesse filme. Entretanto, como não sou estudiosa do ocultismo (e sim uma entusiasta muito curiosa) ainda fiquei “boiando” com muita coisa e esse texto foi perfeito pra mim! Um dia voce bem que podia falar sobre O Anticristo (Lars Von Trier), assisti o filme e percebi que há muito nas entrelinhas que eu não consegui ler. Obrigado!

    Responder
  14. Vinicius disse:
    16 de junho de 2010 às 15:24

    Pessoal, aqui tem mais material sobre as questões sobre o filme do ponto de vista Junguiano que talvez vocês gostem de ler:
    http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2008/11/o_labirinto_do_fauno.html

    E, err.. deldebbio, não sou especialista no assunto (mais um incluido digital), mas teve um dia em que vim aqui no site e por um segundo a interface ficou meio zoada, como no dia do ataque hacker (com uns detalhes verdes e tal). Espero que não tenah sido nada muito grave.

    Responder
  15. Victor disse:
    16 de junho de 2010 às 18:10

    Marcelo, gostaria de aprender mais sobre astrologia. Eu li o livro “iniciação astrológica” de Papus (não sei se esse é o nome correto), mas queria me aprofundar mais. entrei no site do Dane Rudhyar que encontrei na sua bibliografia pois não tenho problemas com inglês, mas fiquei perdido la, não encontrei nenhum livro abrangente que não trate somente de aspectos específicos da astrologia, queria um livro mais básico. Tem alguma indicação??

    Meu signo é virgem mas minha personalidade corresponde muito mais a peixes , e são signos opostos. Por conta da falta de informação sobre isso eu acabo tendo que tomar uma posição cética pra não cometer erros. No livro de Papus eu aprendi muita coisa, ele detalha muito bem os sete astros e os signos, mas não fala como eles exercem influencia sobre as pessoas. Além disso eu sempre tive uma duvida; onde fica o livre arbítrio nessa história? E como podemos definir nossa personalidade se a cada reencarnação nascemos sobre o “efeito” de um signo diferente? Se o espirito é o mesmo não é lógico que esse mantenha todas as características inerentes à sua personalidade e o comportamento independente da influencia de qualquer signo?

    Desculpa se eu fugi demais do assunto. Um grande abraço!

    Responder
  16. ilhan disse:
    16 de junho de 2010 às 18:51

    Este filme é uma obra de arte e tudo nele– interpretação dos atores e atrizes, cenárioos, direção , figurinos– é surpreendente. A atuação da menina é comovente.
    A análise do filme feita por vc é bastante esclarecedora, e toca em pontos para os quais eu ainda não havia prestado atenção, mas que indiscutivelmente são muito importantes para o entendimento da obra.
    No site Anoitan também existe uma outra análise muito boa. Graças a Deus somos salvos da mediocridade pela internet.

    Responder
  17. camila disse:
    16 de junho de 2010 às 18:51

    AMO esse filme! Precisava descobrir mais parecidos com esse.

    Responder
  18. John Grabd disse:
    16 de junho de 2010 às 22:20

    Eu ja me acostumei a pensar sobre alguns assuntos interessantes e esperar um ou dois dias para ler sobre ele aqui no TdC.

    E alias, Marcelo, existem estudos publicados sobre a relação de uma egregora com um individuo, e toda a mecânica de sua influencia no individuo e do individuo sobre ela. Gostaria muita de saber mais sobre o assunto.

    Paz.

    Responder
  19. MaxRaven disse:
    16 de junho de 2010 às 23:45

    Engraçado, desde que vi/li sobre este filme, antes mesmo de ser lançado por aqui, tinha para mim que seria um filmão em todos os sentidos, contudo até hoje não consegui terminar de assistir. Já foi alugado, já passou na tv por assinatura, já até fui comprar um DVD e sempre algo acontece que me faz perder quase o filme inteiro.

    Vamos ver se uma hora consigo e, quando conseguir, vou imprimir o texto para ficar seguindo todas as referencias passadas e tentar encontrar outras.

    Responder
  20. TiagoMazzon disse:
    16 de junho de 2010 às 23:46

    Como sempre, vc humilha com seus textos. Eu estava pensando em fazer um post no meu blog referente ao filme, ja que meu blog leva o nome de Labirinto da Mente. Agora simplesmente isso se tornou impossível de fazer sem que ele pareça medíocre ou uma simples sombra/tentativa de cópia desse texto aqui, como creio que várias pessoas com certeza pensarão.
    Nao obstante, agradeço pela elucidação desse filme fantástico, o qual adorei. Às vezes me pergunto se devo realmente continuar com meu blog ou não…

    Responder
  21. Ghabriel disse:
    18 de junho de 2010 às 15:44

    Marcelo existe alguma analogia ( além das diversas outras que possam existir ) do fauno exemplificado no filme com o chiron astrologico, no caso o chiron da Ofélia ?

    Responder
  22. Anderson disse:
    19 de junho de 2010 às 4:28

    Falando em labirintos, Marcelo qual a relação entre o jogo da oca e aquele labirinto circular desenhado no chão de alguns templos em que a pessoa percorre de joelhos o trajeto até o centro ??
    Otimo post como sempre

    Responder
  23. Keitan disse:
    21 de junho de 2010 às 21:00

    DD…lendo esta analise me veio a cabeça um pedido…
    você poderia fazer uma analise do manga/anime Saint Seya(Cavaleiros do Zodiaco)?
    afinal de contas até mesmo a afirmação de peixes estar a ver o todo é usado no posicionamento das casas no manga/anime….
    desde já agradecido.

    @MDD – Vou resumir: Cavaleiros do Zodíaco é uma porcaria em termos astrológicos. Fim do resumo.

    Responder
    • Edson Santos disse:
      22 de junho de 2010 às 12:00

      E Dragon Ball? É que vejo muita coisa em comum com o que você escreve e é um dos denhos que lembro de ter assistido! Não quero analise, só uma, tipo, aquela grande dissertação ali acima. (uma porcaria) ^^

      @MDD – DB é baseado levemente em uma lenda chinesa do Son Goku. Eu gosto da idéia de reunir as 7 esferas e passear pelas costas do dragão até os céus, mas tirando isso, o resto é viagem.

      Responder
    • Barba Negra disse:
      22 de junho de 2010 às 21:32

      A ordens das seguiu o ano astrológico (de áries a peixes), acho que é só isso.

      Responder
  24. Filipe disse:
    22 de junho de 2010 às 2:56

    Eu incluiria uma análise ao homem pálido. o qual é magro mesmo tendo tem um banquete à sua frente, pois só pode ver o que toca. Representado com olho na mão.
    O filme é riquíssimo, poderíamos dissertar páginas e páginas

    Responder
  25. Taty From disse:
    22 de junho de 2010 às 21:32

    MDD, simplesmente fantástico esse texto. Valeu!
    Aproveitando que vc falou sobre o Guilhermo del Toro, seria possivel um dia, análisar os aspectos ocultistas do filme “O Orfanato”?
    Acho esse filme incrivelmente pertubador e poético…

    Fica minha sugestão!
    =)

    Responder
    • livio disse:
      24 de junho de 2010 às 10:44

      melhor perguntar para a autora do texto, devidamente assinalada pelo Marcelo, que é a Vanessa Tuleski

      Responder
  26. Matérias de Junho de 2010 « Teoria da Conspiração disse:
    4 de agosto de 2010 às 17:53

    [...] Melhores matérias de Junho de 2010 no Teoria da Conspiração: – Assim florescerão tuas rosas! – O Simbolismo no Labirinto do Fauno – Astrologia e Ciência – Mapa Astral de Fernando Pessoa – História do Rito Escocês Retificado [...]

    Responder
  27. juninho disse:
    17 de agosto de 2010 às 8:28

    sabe quando olhei o filme, imaginei exatamente como o signo de peixes, do qual eu sou, e algumas outros aspectos da filosofia….

    Responder
  28. alessandro disse:
    13 de setembro de 2010 às 4:49

    Na verdade não era uma borboleta que guiava ela, era um louva-deus, achei que tinha alguma relacao entre louva-deus e o grilo falante da historia do pinoquio que ao meu ver representa a conciencia, to certo Marcelo?

    Responder
  29. Elaine disse:
    3 de outubro de 2010 às 23:19

    Só uma correção: o filme não se passa na Segunda Guerra Mundial e sim na Guerra Civil Espanhola – que eclode bem antes das loucuras hitlerianas, em 1936 – e que levou Francisco Franco à presidência ditatorial da Espanha.

    Responder
  30. simone disse:
    23 de janeiro de 2011 às 20:15

    hj deu o filme no canal 44 da net ou sky

    muito bom o filme

    Responder
  31. camila disse:
    16 de março de 2011 às 15:58

    O que belo e grostesco de acordo com o filme o labirinto do fauno?
    [ Se alguem puder responder por favor responda :)]

    Responder
  32. Vercetti disse:
    24 de maio de 2011 às 10:34

    Camila,
    Eu acho que eh a vida.

    Responder
  33. Thorbes disse:
    6 de outubro de 2011 às 0:58

    Fantástico! Deixou muita coisa clara na minha mente agora. Ótimo texto e ótimo site, muito obrigado por compartilhar. Estou lendo incansavelmente a 2 dias leitura de qualidade, meus parabéns!

    Responder
  34. paulo disse:
    27 de outubro de 2011 às 7:50

    “A lógica e a razão pouco podem fazer nos labirintos.”

    Falso. O link abaixo resume uma porção de algoritmos (oriundos da lógica) que podem ser usados para sair de um labirinto:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Maze_solving_algorithm#Shortest_path_algorithm

    Você não sabe tudo irmão, lembre-se disso.

    @MDD – O texto não é meu, em primeiro lugar.
    Em segundo, apesar de agradecer sua tentativa de apontar os erros, estes algoritmos valem apenas e tão somente se o labirinto não ficar em perpétua mutação, que é o que acontece em labirintos mentais ou simbólicos. Eles também não valem para labirintos em 3D ou 4D.
    Em terceiro lugar, um labirinth é diferente de um Maze e, por definição, não tem becos sem saídas, portanto, basta seguir em frente que, apesar das inúmeras voltas, o caminhante chegará ao seu centro eventualmente, sem se perder. Algorítmos só valem para labirintos literais em 2D, não para símbolos.

    Responder
  35. Vitória. disse:
    8 de novembro de 2011 às 23:40

    Eu já assisti esse filme milhares de vezes, e achei fantástico!
    Agora está tudo claro em minha cabeça. (:
    Os simbolismos, agora eu entendi com base no texto.
    Em vários outros filmes que já assisti, O LABIRINTO DO FAUNO é o meu preferido.
    Este filme me encorpora!
    Fantástico texto! Obrigado. (:

    Responder
  36. Jone disse:
    30 de março de 2012 às 20:32

    gente!gente!
    vcs não estão percebendo?
    Por mais que os efeitos especiais sejam belíssimos e o roteiro bem definido, esse filme inculte uma mentalidade satanica e tende a manter-nos preso a todo esses sofismas. cuidado!
    esse filme faz aluzão a todas as estratégias de satanas, mostra uma trindade demoníaca totalmente voltada para a demolição do homem.
    A nossa mente é como um imenso labirinto, a medida que nos aprofundamos em determinado assunto abrimos várias portas. o inimigo sabe disso e usa desses artifícios misticos para abrir as portas que levem a alma e assim a aprisiona.
    Hoje , satanas quer aprisionar as almas das crianças incultido essas porcarias na mente delas.
    Familias, protejam seus filhos com a palavra de Deus, mostrando-lhes o sacrifício que Jesus fez para nos salvar do imperio das trevas. As trevas estão aí tragando famílias inteira.Leiam a BIBLIA e encontrem O que está oculto em Jesus Cristo.

    você mesmo vai lembrar dessas palavras quando o teu inimigo passar pela brexa da porta. Jesus é o caminho a verdade e a vida.

    @MDD – Adoro os paraquedistas de Jezuis.

    Responder
    • Vinícius Pedro disse:
      31 de março de 2012 às 12:00

      mesmo sendo um paraquedista ele escreveu uma frase que anda me perseguindo nas últimas semanas “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”

      Responder
      • Aline disse:
        30 de maio de 2012 às 1:22

        preste atenção quando diz essa frase “eu sou o caminho, a verdade e a vida” . eu sou o caminho. você também é. cada um, usando o livre arbítrio escolhe percorrer ou não o caminho de conhecer a si mesmo. caminho que leva ao centro. onde todos nós temos a centelha divina. é isso que importa. religiões pregam união fraternal, amor., etc, mas são as primeiras a mostrar um grande preconceito em relação a tudo e todos que tiverem um pensamento “contrário” aos dogmas (que nada mais são que formas de controle) por elas estabelecidos.

        Responder
  37. simone disse:
    2 de junho de 2012 às 17:28

    Labirintos parecem corresponder à viagem do ser humano para dentro de si mesmo. Há muitos caminhos – religião, psicanálise, arte, ciência – e nenhum deles é absoluto, tampouco garantido. Uma das razões é porque talvez porque haja um labirinto para cada aventureiro, e somente ele possa descobrir seus caminhos.

    fechou com chave de ouro

    Responder
  38. Jehan disse:
    5 de junho de 2012 às 17:08

    Olá, na verdade gostaria apenas de comentar o texto. xD

    Eu vi este filme 2 vezes. Na primeira vez, vi algumas partes, das quais foram impossiveis demais para continuar. Era pesado, denso, triste e esmagador. Assim como a mãe de Ofélia, estava prestando atenção nessa realidade, acreditando na dor, por mais que a própria Ofélia conseguisse me fascinar.

    Várias coisas acontecem e uma hora quando você encontra seu caminho, tudo faz sentido.. então, assim como sou de peixes, me cansei desta perspectiva limitada.

    Seguida da transformação, veio o anseio por assistir o filme novamente. Não com os mesmo olhos, claro. Realmente a realidade existente não condiz com o da fantasia, se o podemos chamar assim, na verdade, o que seriam realidade e fantasia? O caminho duo e oposto recorrente a Ofélia que acontece quando entra en contato com uma outra perspectiva é bem interessante, mas a satisfação acontece no retorno de casa. Tudo faz sentido agora, mas não que antes precisasse de um sentido, entende!?

    Muito interessante o texto. Mesmo com a identificação inicial de algo conhecido, a ficha só caiu quando li a relação do simbolismo, haha.
    Agradeço

    Responder
  39. rhayssa lafayette disse:
    2 de julho de 2012 às 23:41

    Filme totalmente Satánico.

    Responder
  40. clecia disse:
    15 de outubro de 2012 às 15:20

    ESSE FILME E TOTALMENTE DE OUTRO MUNDO O CARA TINHA MUITA IMAGINAÇÃO PRA FAZER TUDO ISSO ALEM DE PERSONAGENS PARECENDO QE SAIO DO INFERNO CREDO MAS QE FOI BEM FEITO FOI

    Responder

Leave a Reply

Clique aqui para cancelar a resposta.

Tarot da Kabbalah Hermética

Follow Us

Pesquisar no Blog

Arquivos

Facebook

Calendário

Comentários Recentes

  • Loading...
TopOfBlogs
Science Blogs

Projeto Mayhem Wikipedia de Ocultismo
Conspiradores

Colunas

Planetas


CURRENT MOON
moon info

Categorias

  • AA (50)
  • Alquimia (39)
  • Arte (109)
  • Artigo 19 (53)
  • Astrologia (138)
  • Astronomia (8)
  • ATL (17)
  • AyaSofia (15)
  • Biografias (21)
  • Blogosfera (125)
  • Bruxaria (10)
  • Cabala Judaica (16)
  • Ceticismo (20)
  • Ciência (68)
  • CIH (1)
  • Colunas (17)
  • Concursos (3)
  • Conspirações (36)
  • Cursos (78)
  • Demolay (19)
  • Diário do Adeptu (10)
  • Enochiano (1)
  • Exercícios (23)
  • Festividades (9)
  • Filosofia (30)
  • Fraudes (40)
  • Hermetic Rose (14)
  • hermetismo (127)
  • Hospitalaria (54)
  • HQ (10)
  • Humor (11)
  • I-ching (3)
  • Imagens (3)
  • Jedi (12)
  • Kabbalah (135)
  • Labirinto da Mente (20)
  • LHP (21)
  • Livros (2)
  • Maçonaria (68)
  • Maçonaria e Satanismo (6)
  • Magia do Caos (6)
  • Magia Oriental (15)
  • Magia Prática (95)
  • Mapas Astrais (113)
  • Mayhem (5)
  • Mitologia (19)
  • Música (20)
  • No Esquadro (20)
  • O Alvorecer (62)
  • Old Posts (21)
  • Ordens Iniciáticas (20)
  • Palestras (27)
  • Paradigma Divino (4)
  • Pessoal (50)
  • Pirâmides (1)
  • Plano Astral (18)
  • Podcast (34)
  • Religiões (142)
  • Rosacruz (24)
  • S&H (107)
  • Sdm (16)
  • Sem categoria (1)
  • Signos (45)
  • Tao (21)
  • Tarot (37)
  • Templários (11)
  • Textos para Reflexão (80)
  • Thelema (19)
  • Umbanda (35)
  • Videos (24)
  • Wiki (17)
  • ZZurto (17)
rss Comentários RSS valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox