Teoria da Conspiração

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Referências Ocultistas em Promethea

deldebbio | 21 de fevereiro de 2011

O Alan Moore é um gênio. E Promethea é uma de suas obras primas, com referências muito mais complexas do que Watchmen ou mesmo a Liga Extraordinária. Recentemente, comentei sobre uma sequencia de páginas de Promethea referentes a Daath e o pessoal me pediu para escrever sobre toda a série. Nesta série de posts, que começará no Sedentário e continuará no Teoria da Conspiração, tentarei comentar sobre as referências ocultistas que ele utilizou enquanto escrevia Promethea.
Não será um trabalho simples. Ao longo de 32 edições (que por si só já foi uma escolha pensada, visto que a Árvore da Vida possui 32 Paths (entre 10 Esferas e 22 Caminhos) que relacionam praticamente todos os Sistemas magísticos e filosóficos que existem.
A primeira HQ, “The Radiant Heavenly City”, traz na capa Promethea desenhada por ninguém menos do que Alex Ross, em um estilo egipcio, mas a própria capa já traz dentro de si algumas surpresas e referências:

O Nome “The Radiant Heavenly City” é uma referência bíblica; Apocalipse 22,14 “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na Cidade Celestial pelas portas.“. A Cidade Celestial mencionada é o Paraíso que os crentes pensam que é de verdade e os ateus pensam que é de mentira mas, na realidade, é apenas simbólica para representar Kether, o Universo e a origem de todas as idéias. A Árvore da Vida é uma estrutura simbólica que representa todos os níveis de consciência humanos, de Malkuth (a pedra bruta) a Kether (o todo).
“Se Ela não existisse, nós teríamos de inventá-la” é uma referência ao maçon Voltaire, que disse “Se deus não existisse, nós teríamos de inventá-lo“.

E finalmente, o conjunto de imagens à direita de Promethea não são apenas desenhos aleatórios: são hieróglifos egipcios e símbolos esotéricos que contam uma história: O Sol (que acompanha Promethea durante sua jornada – o iniciado, iluminado); Ibis (que representa o Pai); O Por do Sol (que representa o fim de um período ou era); o Labirinto (que representa a jornada); O capacete (representando as muralhas de tróia, o conflito e a guerra); As águas e o olho (o despertar da consciência e a pesquisa – a protagonista entra na Jornada do Herói fazendo uma pesquisa a respeito de Promethea); os dois ankhs (herança – promethea é filha do sábio que morre no início da HQ), o escaravelho (renascimento de Promethea) e o Alef (o Começo)… em resumo para quem não leu: Alan Moore conta a história da primeira HQ em hieroglifos!

No Lado esquerdo, os hieroglifos representam as águas (consciência, emoções), a serpente e os dois lados da árvore da Vida (A via úmida e a via Seca dos alquimistas), a pena de Maat queimada (a incompletude), o abismo (a separação entre o reino material e o das idéias) a Lira e louros (representando a poesia e poetas), o Ankh (o domínio da árvore, a própria Promethea) e finalmente Hórus, filho do Sol. Novamente, para quem não leu, spoilers: Alan Moore explica que a idéia de Promethea e a escalada até a iluminação não pode ser destruída, permanecendo dormente até cruzar novamente o abismo através da poesia (ou textos).

O caduceu e as duas vias de subida na Árvore da Vida são representadas no bastão que Promethea segura. A palavra “Promethea” vem de Prometeus, o titã que roubou o fogo dos deuses para trazer aos mortais e, por causa, disso foi punido e condenado a permanecer acorrentado a uma rocha pela eternidade, com uma águia comendo seu fígado, que renascia a cada novo dia. Tal qual os símbolos, cujos significados atravessam o tempo e as culturas.

e acabamos a CAPA… faltam 32 paginas. Agora vocês têm uma idéia do porquê o Alan Moore é foda!

Alexandria 411 DC – Ano em que Santo Agostinho faz o discurso sobre “A imutabilidade de Deus é percebida através da mutabilidade de suas criações”. O mesmo tema de Promethea, já que estamos falando de idéias e formas mutáveis. Voce pode conferir este discurso no site do Vaticano. Obviamente a escolha da data não é uma coincidência.

O pai de Promethea está terminando traduções do egipcio para o grego (note as estátuas de Hermes e Toth sobre a mesa, representando o mesmo deus na cultura grega e egípcia) quando é abordado pelos fanáticos cristãos malucos. Ele possui o dom da profecia, não apenas avisando Promethea sobre seu reencontro (que só vai acontecer lá pela edição 19) mas também falando as frases dos cristãos antes deles próprios, demonstrando que já sabia seu destino e o aceitava (se ele previa o futuro, poderia ter fugido, mas não o fez, e estava sorrindo quando o mataram). Note as imagens do Sol nos cantos dos quadrinhos, desenhados como se estivesse pondo. A partir do começo da história, o Sol é retratado de uma forma moderna, mas DE OLHOS FECHADOS no presente, até o final do capítulo, quando o sol moderno abre os olhos ao renascimento de Promethea.

Na página 20-21, Promethea conversa pela primeira vez com Toth-Hermes. Ambos conversam com ela como se fossem uma única pessoa e explicam o que Moore chamou de Immateria, ou o que os cabalistas conhecem como Ruach, o Mundo das Idéias e Emoções. Ali, todas as histórias possuem vida e podem acessar nosso mundo de tempos em tempos. Carl Jung chamou este estado de consciência de Inconsciente Coletivo e Richard Dawkins chamou estas “idéias vivas” de Memeplexes.

Na página 22 é mostrado um Centauro como sendo o tutor de Promethea. Centauros são construções imagéticas que representam o signo de Sagitário. Sagitário, ou Fogo Mutável, é a essência espiritual/filosófica manifestada no estado mental; é o processo de síntese: de reunir várias teorias e configurá-las em uma tese, como uma espiral.
No arquétipo grego, este período de tempo no qual estas energias estavam mais manifestas coincidia com a fase próxima ao inverno, quando eram valorizados os caçadores e os cavalos (a caça era necessária para obter carne e peles para o inverno e o cavalo para percorrer estas distâncias), daí a fusão de cavalo + cavaleiro em uma única figura, que absorvia o arquétipo de acadêmico e se tornava Quíron, o professor de Herakles (o Sol, filho de Deus com uma humana, Jesus, o Iniciado).

Na última página, uma referência o Arcano do Mundo, do tarot. Moore coloca como símbolos dos quatro elementos o Escaravelho (Terra), os Louros (Fogo), o pássaro/Toth (Água) e o Homem/Hermes (Ar).
Esta representação iconográfica acaba confundindo um pouco os iniciantes, porque aparentemente o pássaro deveria representar o Ar, mas a razão para isso é astronômica. Quando os primeiros zodíacos foram criados na Babilônia, o posicionamento das constelações no céu era diferente do que está ai hoje e a que ocupava o correspondente às emoções era a Constelação de Aquila (daí a imagem da Águia Dourada estar associada à Coragem) e o Ar é a constelação de Aquadeiro (era representado por um homem carregando uma jarra de água, o que causa confusão nos esquisotéricos com o nome Aquário e a correlação com o elemento AR). Constelações e os Signos nunca tiveram nada a ver um com o outro, ao contrário do que a Veja e os leigos astrônomos afirmaram recentemente.

Vou postar em paralelo aqui e no Sedentário para que possamos discutir com mais profundidade aqui no TdC.

Categorias
Arte, hermetismo
Tags
Alan Moore
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30 Responses to “Referências Ocultistas em Promethea”

  1. philosp disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 11:19

    Primeira pergunta: onde acho Promethea para ler? Onde se compra? Até agora só achei a série inteira na Amazon americana, aqui no Brasil só achei o livro 1. Obrigado

    Responder
    • felipe disse:
      30 de agosto de 2011 às 8:57

      Vc acha em .pdf na internet. Mas eu comprei na Amazon americana e chegou direitinho.

      Responder
  2. oquenadasabe disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 11:32

    Olá Marcelo, não sei se podemos falar que Imateria=Ruach=Insconsciente Coletivo=Memeplexes.

    O Insconciente Coletivo situa-se além do véu do abismo, na realidade arquetípica, onde encontran-se os arquétipos em si (que Jung chamava de arquétipo psicóide), ou o pleroma gnóstico. O que se manifesta em Ruach, ou na Immateria, está abaixo do véu do abismo, são as estruturas arquetípicas, forma pela qual o arquétipos se manifestam, o que na psicologia junguiana é conhecida como consciência coletiva, o conjunto de representações, imagens, padrões de pensamento e comportamento.

    @MDD – Interessante isso. Vou dar uma ajeitada no texto. Valeu.

    Responder
  3. Flavio disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 14:00

    Eu fico impressionado com a sincronicidade. O plano das idéias interferindo e/ou seguindo o fluxo das esferas superiores.
    Tinha acabado de comentar sobre Promethea com minha esposa, daí achei a coleção pra comprar (as ediçoes que eu não tinha) e depois vi seu post sobre DAATH e agora este.
    Pra conseguir aproveitar o conhecimento de Moore é extremamente necessário abstração e criatividade, não focando exclusivamente na racionalidade

    Responder
  4. MaxRaven disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 14:30

    Acho muito boa a amarração que Moore faz ao longo de suas historias. Sempre vejo autores deixar algo passar ou mesmo esquecer de algum coadjuvante, mas nem isso.
    Estou lendo a Voz do Fogo (livro onde ele criou contos com base na historia da cidade dele) e é totalmente amarradinha, não passa nada. Meticuloso ao extremo.

    Responder
  5. Padre Judas disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 14:41

    Estou lendo Promethea agora, por influência desta coluna (e da notícia sobre os problemas físicos que os artistas envolvidos experimentaram). E apareceram algumas dúvidas. Sei que você vai falar sobre todas as edições, mas se puder adiantar algumas respostas agora, eu fico agradecido:

    1) As antigas Prometheas vivem em uma espécie de território no Astral (Immateria), mas a antecessora imediata da Promethea atual resolve procurar o marido dela, em níveis mais “profundos”. Isto retrata a realidade do Astral? Uma pessoa pode decidir ficar em um lugar “mais próximo” do mundo físico enquanto outro vai para um lugar mais distante? Ou as personagens supracitadas apenas podem fazer aquilo porque são especiais?

    2) Benny Salomão apela e decidi chamar vários demônios goéticos (parece que todos!) para matarem Promethea. Realmente é possível fazer isso? Chamar várias destas entidades de uma vez só? Ou é um exagero? Deve ser bem arriscado.

    3) O tarô apresentado pelas serpentes do caduceu é completo? Ele foi baseado em algum tarot pré-existente (como ocorreu com o de Mago: A Ascensão) ou é original, criado pelo desenhista (e/ou pelo Moore)?

    Falou.

    4) Você explica a piada do Crowley? Eu achei engraçada, mas não tenho certeza se a interpretação que fiz da parte sobre “magia” é correta.

    @MDD – Spoilers… tudo a seu tempo…

    Responder
  6. endrix disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 14:51

    Eu já li 15 edições e relações ocultistas é o que não falta principalmente quando promethea começa a aprender sobre magia.

    Responder
  7. Lu ;-) disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 15:10

    MDD, nem sei se a pergunta é pertinente, mas ….algum link “confiável”, prá gente ter acesso às edições…? Fiquei muito curiosa,após ler teus artigos falando sobre Promethea…
    Abraços;
    Lu ;-)

    Responder
    • Hanna disse:
      12 de dezembro de 2011 às 11:37

      Oi, Marcelo, oi, Lu e quem mais procurar pela coleção completa em português.
      Eu baixei desse link e sou um ser mais feliz por isso.

      http://www.4shared.com/dir/p7E9h8qb/Promethea.html

      Responder
      • Lu ;-) disse:
        29 de janeiro de 2012 às 22:51

        Hanna, obrigada!! ;-)

        Responder
  8. João disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 15:11

    Vai começar uma corrida em massa aos HQ’s de Promethea… leitura em grupo virtual hueheuheue

    Responder
  9. Felipe disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 19:13

    Meio off-topic, mas você conhece o trabalho do Viktor D. Salis? Ouvi um audio-book\palestra dele sobre mitologia e achei muito bom. Descobri através de um colega do Mayhem.

    Responder
  10. Anderson Maia disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 19:35

    MDD, Boa tarde.

    Nossa.. como eu estava esperando por esse post!!!

    Eu ainda não li Promethea, mas já vi que no submarino tem… até o fim do mês eu compro, mas já vi algumas passagens… e me despertou um curiosidade:

    Como pode-se associar “o roubo do fogo de Zeus para os mortais” com Promethea? Essa analogia também está presente na HQ?

    Grato
    Abraço!

    Responder
  11. George disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 20:34

    faça o mapa do alan moore!

    Responder
  12. MaxRaven disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 23:26

    Aqui tem a serie inteira, boa parte traduzida pelo EduMadHater lá do Mayhem (isso se ele já não postou esse link aqui):
    http://www.4shared.com/dir/p7E9h8qb/Promethea.html
    Entendo perfeitamente se o Marcelo não quiser publicar, duro, mas se me pedirem no twitter (@maxraven) tbm posso passar hehe.

    Responder
  13. Lorivaldo disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 23:31

    Muito boa a sua “leitura”. Embora não conheça muito de Simbologia e Hermetismo, meu comentário é mais para endossar a apreciação da Obra de Alan Moore… realmente o cara é foda! …até Promethea, nunca pensei que fosse encontrar pistas do Caminho numa obra literária que ñ fosse um manual, e menos ainda que viesse numa Graphic Novel. Esta história ñ é para todos…numa certa altura, me pareceu um Curso de Magia; arriscaria dizer que é para Iniciados. Nada ali é casual.
    Vou repetir: Alan Morre é gênio! E agora que encontrei o seu texto, deu vontade de pegar as revistas e recomeçar a ler pra conferir a sua “leitura”.
    Pena que ñ foi publicado tudo. Espero que vc comente todos os capítulos.
    Grande abraço!

    Responder
  14. Original Bat disse:
    22 de fevereiro de 2011 às 7:47

    Acho curioso tbm comentar – e imagino que vc talvez comente mais pra frente, apesar de não ser algo mto ligado ao ocultismo – o fato da Promethea lembrar, através de suas diferentes ‘encarnações’, a trajetória da Mulher-Maravilha, como se ela fosse sua ‘predecessora’ nos quadrinhos, mas agora o intento espiritual por trás da criação dela sendo melhor explicado.
    A Mulher-Maravilha nunca teve uma HQ de seriedade como Promethea, mas passou pelas fases da heroína. A guerreira – espada – A amorosa – cálice – A sexualizada – pentáculos – a Espiritualizada – Cajado. Ela inclusive ostenta na tiara a estrela vermelha, que Promethea virá a ostentar mais adiante.
    Talvez algo subconsciente na criação do personagem, quando o autor ‘tocou’ o arquétipo feminino? Talvez Promethea seja o arquétipo da Mulher-Maravilha explicado ‘da forma certa’, como Superman tbm possui muitos mitos e arquétipos solares em sua criação. Eu acredito que os Quadrinhos sejam a forma de mídia menos censurada, e por isso a mais acessível para intuições dessa natureza; os mitos e lendas de todas as religiões eram as historias em quadrinhos da época. Claro que hj tbm tem mto lixo comercial. Mas tbm temos os grandes ‘inspirados’ como Moore, Gaiman e Morrison que utilizam para transmitir filosofia sem censura.

    Responder
  15. Vagner Abreu disse:
    22 de fevereiro de 2011 às 8:40

    Simplesmente… Obrigado.

    Paz Profunda!

    Responder
  16. Rafael Andrette disse:
    22 de fevereiro de 2011 às 11:43

    No caso da Águia e sua representação não entendi bem quando vc colocou que há uma mudança na posição das constelações. Embora seja uma afirmação correta onde isso altera a representação dos quatro elementos? Uma das representações da Águia era como um dos simbolismos de Escorpião e o que acontecia na época da babilônia é que as 4 estrelas reais dos Persas (Aldebaran, Formalhaut, Antares e Regulus) estavam alinhadas com os 4 pontos Cardeais, e como bem sabe essas são as estrelas principais das constelações dos signos fixos, sua presença no Céu era uma representação das chegadas das estações.

    @MDD – Nao altera a representação dos 4 elementos, apenas que “Água” como representante das emoções e Aquila (Águia) também pode causar estranheza para os ocidentais, porque o mais lógico seria associarmos o pássaro ao ar… no mais, voce estava certo. Alterei o texto já.

    Responder
  17. Estefferson Torres disse:
    22 de fevereiro de 2011 às 17:42

    “Carl Jung chamou este estado de consciência de Inconsciente Coletivo e Richard Dawkins chamou estas “idéias vivas” de Memeplexes.”

    É incrível como todos eles dizem a mesma coisa.

    Responder
  18. Mikael disse:
    22 de fevereiro de 2011 às 21:25

    Hoje fui à loja/livraria SARAIVA para ver se encontrava o exemplar Promethea. Chegando la, perguntei para um atendente onde poderia encontrar a revista e o mesmo direcionou-me para uma estante com vários outros exemplares de diversos generos.O que constava no sistema de busca do atendente era que, aquele era o unico exemplar que constava na loja !!! Peguei a revista Promethea e dei uma breve olhada nas paginas e achei interessantíssimo o conteudo que ali se encontrava, só não comprei pois estava sem grana e ela custa R$45,00… :(
    o fato interessante nisso tudo é que, quando fui recolocar a revista de volta na estante, não lembrava aonde tinha pego, dai escolhi qualquer canto no meio de uma estante com mais de 10 fileiras e zilhões de exemplares de diversos assuntos que caiu do lado de um livro chamado : Yeshuah – O Círculo Interno, o Círculo Externo

    Vai entender !!!

    Responder
  19. Fernanda disse:
    23 de fevereiro de 2011 às 16:12

    Coincidentemente (ou não) estou no meio da leitura de Promethea, enlouquecida, e achei esse post. Muito obrigada!

    Responder
  20. raphael (-,-)zZ disse:
    23 de fevereiro de 2011 às 21:11

    outra denominação para a immateria seria o Zeir Anpin?

    Responder
  21. Jacklouco disse:
    24 de fevereiro de 2011 às 1:33

    Eu sou leigo neste assunto (ocultismo), porém depois desse post fiquei super interessado… esperando os proximos!! ;D Vlw

    Responder
  22. Tiago "TioAli" disse:
    24 de fevereiro de 2011 às 19:53

    Rapaz o esquema é bruto msm!
    Depois de ler o post, eu e meu irmão fomos atrás do Promethea aqui nas livrarias de Brasília. Tivemos um pouco de dificuldade mas acabamos achando o livro 1. Então estava eu lendo em um café e ficando de cara com o tanto de referêcia ocultista que tinha quando passa um cara e pergunta onde que tinha comprado e de onde eu conhecia. Daí respondi onde comprei e falei que fiquei sabendo através de um blog chamado TdC. Não é que o cara era lá de SP e disse que conhecia o MDD e já tinha feito cursos dele. Acho q era Mauricio o nome dele. Não coincidentemente eu e meu irmão estávamos pensando em pilhar uma galera aqui em bsb pra fazer algum curso com o MDD. Sincronicidades a parte, resolvi dar uma pausa na leitura antes que eu fosse pra Imateria e não conseguisse voltar a tempo de chegar no trabalho o.o

    @MDD – Ele me contou ontem sobre isso heheheheh… o cara que voce encontrou é meu irmão de loja Maçônica, de outras ordens discretas e invisíveis e um dos meus melhores amigos.

    Responder
  23. Foguete Vermelho disse:
    25 de fevereiro de 2011 às 0:51

    Vi hoje o “The mindscape of Alan Moore” e fiquei mesmo com vontade de ler a HQ. Vou ler antes para evitar spoilers hehehe

    Mas realmente o documentário me fez ficar mais interessado no hermetismo e afins.

    @MDD – a explicação do Alan Moore (muito melhor articulada do que qualquer coisa que eu tenha capacidade de escrever) sobre o que é realmente magia (não esse hocus-pocus dos charlatões ou videntes, mas sim a MAGIA de você se tornar a sua essência) é o verdadeiro Hermetismo… Isso é transformar o chumbo em ouro.

    Responder
  24. Vinicius disse:
    25 de fevereiro de 2011 às 11:26

    O documentário é mesmo muito foda e repete exatamente com as mesmas palavras (repete…. mesmas palavras… ok.. ignoremos essa falha) muita coisa dita na revista, especialmente a edição de encerramento. Só achei uma coisa digamos “inadequada”.. o fato dele chamar o q está além de malkuth de “sobrenatural”, sobre o que pode ser medido pela ciência… Como um cara que sabe o poder das palavras, Ele poderia ter aproveitado a deixa pra explicar que n existe nada “sobrenatural”, tudo está submetido a regras naturais, apenas não compreendidas ainda.

    mas… quem sou eu pra achar que posso pensar em mentalizar a ideia de criticar uma vírgula do que é emitido por tão nobre e excelso escriba? A revista é perfeita e há coisas nela que parecem tão explícitas, tão evidentes que é surpreendente saber existem coisas que ainda estão escondidas!

    Responder
  25. Luiz Martins disse:
    25 de fevereiro de 2011 às 14:19

    Só pra ver se eu entendi tudo direitinho:

    – Os “Five Swell Guys” representam ao mesmo tempo os cinco sentidos e o ceticismo. São cercados de tecnologia, querem resolver todos os problemas do mundo e detestam quando a promethea aparece pra estragar a festa deles. Alem de ser uma referencia obvia aos outros grupos clássicos de super-herois (mais precisamente o fantastic four pelo uniforme e a liga da justiça pela base orbital)

    – O “wheeping gorilla” mostra a desilusão do mundo, da depressão pop que existe hoje em dia. Interessante ver que a amiga da sophie percebe isso (eu achava tudo tão engraçado, mas na verdade é tão triste – disse ela)

    Tinha mais coisa, mas eu só lembrei disso.

    Responder
  26. Muriel Liz disse:
    3 de março de 2011 às 22:22

    Há algum tempo, consegui a edição em inglês (digital) na rede. Li as 32 revistas e o conteúdo é o mais fantástico que já encontrei até hoje na questão do simbolismo. Mas, para mim, a revista 12 “Metaphore” é disparada a melhor… Em cada página, existem três histórias concomitantes: A interpretação dos 22 arcanos do tarô com as serpentes do caduceu, um jogo palavras combinando caracteres hebraico/latinos; e uma história apresentada pelo Aleister Crowley….

    Responder
  27. Rogerio disse:
    9 de setembro de 2011 às 1:11

    Hoje, qual a opinião sobre Jesus Cristo e o Cristianismo face a tantas interpretações do ocultismo?

    Responder

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