Feliz Saint Patricks Day
deldebbio | 17 de março de 2011
O Dia de São Patrício (Saint Patrick’s Day, em inglês, e Lá ’le Pádraig u Lá Fhéile Pádraig, em irlandês), é a festa anual para celebrar o santo, que foi um missionário cristão considerado o fundador da Igreja Católica na Irlanda. É normalmente comemorado no dia 17 de março, feriado naquele país. Nesse dia há desfiles pelas ruas das grandes cidades irlandesas. As pessoas vestem-se de verde e pintam os tradicionais trevos de três folhas na face. O verde é associado ao dia de St. Patrick porque é a cor da Primavera, da Irlanda (considerada a Ilha Verde) e do trevo.
O trevo era utilizado pelo santo para explicar como a Santíssima Trindade representava o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Com o passar do tempo, as conotações religiosas da comemoração do Dia de São Patrício foram ficando cada vez mais distantes, e a data passou a ser uma celebração da amizade e da cultura irlandesa.
Nascido na costa oeste da Grã-Bretanha, a pequena localidade galesa de Banwen é frequentemente referida como seu lugar de nascimento, embora haja muitas hipóteses sobre este fato. Quando tinha dezesseis anos foi capturado e vendido como escravo para a Irlanda, de onde escapou e retornou à casa de sua família seis anos mais tarde. Iniciou então sua vida religiosa e retornou para a ilha de onde tinha fugido para pregar o Evangelho. Converteu centenas de pessoas, muitas delas se tornaram monges. Para explicar como a Santíssima Trindade era três e um ao mesmo tempo utilizava o trevo de três folhas e por isso o mesmo tem papel importante na cultura Irlandesa. Foi incentivador do sacramento da confissão particular, tal como conhecemos hoje, visto que antes o mesmo era realizado de forma comunitária. Um século mais tarde essa prática se propagou para o restante da Europa.
A crença popular atribui a São Patrício o desaparecimento das cobras da ilha onde fica a Irlanda sendo a razão de em algumas gravuras do santo ele aparecer esmagando esses animais com seu cajado. Mas a Irlanda nunca teve cobras… as cobras a quem as gravuras se referem eram os Druidas.




































data passou a ser uma celebração da amizade e da cultura irlandesa.
“o beudo que habita em mim saúda o beudo que habita em você”
hahahah. Embora engraçado à primeira vista, é uma triste verdade. Os irlandeses viram “top-bebums” nesse dia…
Legal a história, uma pena que ele como São Tiago sejam lembrados por terem expulsado/matado outros povos não cristãos, mas ainda sim é uma história de superação a dele, de escravo a evangelizador.
Nessa questão que você considerou, é engraçado que a gente nota a relação entre opressores e oprimidos.
Saindo um pouco do contexto da história de São Patrício, mas aproveitando o gancho pra uma reflexão, cabem algumas colocações, afinal a gente mesmo repete isso no nosso dia a dia, desempenhando os dois papéis.
Daí vale pensar:
- Em quem ou Aonde está o problema?
- Está no (papel desempenhado de) opressor ou no (papel desempenhado de) oprimido?
- E o oprimido não tem nenhuma parcela de culpa por se deixar vibrar nessas condições?
- E como é a relação interna do opressor consigo mesmo?
- Nessa questão, qual dos dois é o mais desprotegido?
Acho que vale repensar um pouco nessas coisas, porque a gente acaba pegando pra si problemas que os outros projetam em nós e isso acontece desde a infância. Ontem eu conversei com uma psicóloga que é amiga minha e ela disse que 99% das crianças “problemáticas” não têm problema nenhum. Elas são super sadias e simplesmente assumiram os papéis que os pais e o contexto familiar deram para elas, porque a família em si precisa personificar esse arquétipo para ficarem bem. Afinal, se o problema é o “Joãozinho” ou a “Maria”, ninguém alí precisa olhar para si. E a gente realmente traz isso para outras relações, seja esperando reconhecimento, aprovação das pessoas, sendo a ovelha negra, enfim…
Mas a exemplo de São Patrício, também dá para repensar e analisar como seria possível transgredir isso – “de escravo a evangelizador”.
Hoje também é dia do Jejum de Ester, que prepara para o Purim.
Aliás, Purim neste ano coincide com o início da primavera.
Não gosto muito da parte “evangelizador” e “converteu”…
Dia em que o consumo de cerveja e chopp cresce bastante! rsrs
Mancada. Eu gosto dos druidas.
e como todo bom evangelista da epoca (?) suprimiu a cultura pagã…
Brejastê!
E ele contribuiu para acabar com boa parte da cultura celta…
mas mesmo assim, hoje é dia de comemorar!
Slainté!
Essa imagem lembra muito o padroeiro da igreja católica de minha cidade, que por sinal também tem origem Irlandesa; São Donato.
Putz… achava São Patrick um cara tão simpático antes de saber dessa perseguição às “serpentes da sabedoria”… engraçado que hoje mesmo, conversando com um de meus melhores amigos e católico praticante, eu pgtei, de brincadeira, se ele não foi algum druida importante que a ICAR maquiou e transformou em santo…
mas eu sabia que ia ter druida na história!
Quando eu penso que poderíamos ser muito mais livres, sábios e felizes sem a hostilidade e ódio de determinadas religiões, sinto um desespero!!!
Conhecimentos de milhares de anos foram destruídos por conta de uns poucos que se consideraram melhores, engoliram um monte de mentiras e as reproduziram.
Nisso não enquadro nenhuma religião específica. praticamente todas agem como se sua verdade fosse absoluta e merecesse mais destaque.
Será que, juntos, podemos mudar, pelo menos, as nossas próprias vidas???
Espero que sim, por isso estou aqui…
[...] hoje é St.Patrick’s Day o/.Pra quem não sabe,eu sou fissurada na Irlanda (um dia escrevo sobre isso),e o feriado de São [...]
nossa muito interessante, gostei de mais dessa traduçao
Acho que vale repensar um pouco nessas coisas, porque a gente acaba pegando pra si problemas que os outros projetam em nós e isso acontece desde a infância. Ontem eu conversei com uma psicóloga que é amiga minha e ela disse que 99% das crianças “problemáticas” não têm problema nenhum. Elas são super sadias e simplesmente assumiram os papéis que os pais e o contexto familiar deram para elas, porque a família em si precisa personificar esse arquétipo para ficarem bem. Afinal, se o problema é o “Joãozinho” ou a “Maria”, ninguém alí precisa olhar para si. E a gente realmente traz isso para outras relações, seja esperando reconhecimento, aprovação das pessoas,