História das Ervas Mágicas Medicinais
Vetfloral | 31 de maio de 2011
A partir deste mês, teremos novidades no Blog. Autores convidados falarão sobre diversos pontos de vista e apresentarão para vocês textos interessantes sobre espiritualidade, magia, Ordens Iniciáticas e Hermetismo. Para começar, a Prof dra. Cynthia Carpigiani, uma das maiores especialistas no tratamento de animais com florais, nos escreve sobre a origem dos jardins de ervas medicinais.
JARDINS
Com a chegada do Renascimento, diversos monarcas, príncipes e poderosos encomendaram a construção de jardins fastuosos, anexos às suas casas. A paixão pela natureza, o conhecimento do mundo vegetal e o acúmulo de plantas exóticas vindas dos confins do mundo não foram, contudo, as únicas razões que levaram a tal tarefa jardineira.
Tomemos como exemplo o jardim de Bomarzo, mandado construir por Vicino Orsini nas redondezas de Viterbo, um bosque iniciático onde a presença de figuras mitológicas recriava todo um significado simbólico que, ainda hoje, é objeto de interesse de muitos estudiosos. Ou o jardim que Felipe II mandou construir em Aranjuez, exemplo máximo de urbanismo paisagístico, que serviram, desde o início de sua construção, como depósito de matérias-primas necessárias para a elaboração de quinta-essências e elixires medicinais, fabricados com técnicas alquímicas graças ao trabalho de experientes jardineiros, destiladores e herboristas.
Este duplo significado do mundo vegetal, praticamente perdido na atualidade, foi moeda de uso corrente entre os homens, de todas as épocas, que buscavam na natureza signos e sinais do mágico, do misterioso, do oculto….
OS ENSINAMENTOS DO CENTAURO QUÍRON
Plínio, o grande enciclopedista romano da Antiguidade, conta que o Centauro Quíron foi o primeiro herborista e boticário da humanidade. Esse ser mitológico, metade homem metade cavalo, ficou famoso por seu conhecimento das propriedades medicinais das plantas. Diz a lenda que Apolo lhe confiou a educação de seu próprio filho, Asclépio, o deus da medicina. Desta maneira a humanidade recebeu dos deuses o conhecimento das propriedades medicinais das plantas.
O estudo das propriedades curativas das plantas se perde nas brumas do tempo. Um dos primeiros escritos sobre o tema é chamado Papiro Ebers, com mais de 3.500 anos de Antiguidade. Denominado assim pelo seu tradutor, o egiptólogo George Moritz Ebers, foi encontrado na cidade de Luxor. Trata-se do mais importante escrito sobre a medicina egípcia, no qual se pode identificar cerca de 150 plantas de utilidade terapêutica.
Os primeiros estudos dedicados exclusivamente ao mundo vegetal devem-se a Teofrasto (372-288 a.C), discípulo de Aristóteles e autor de duas grandes obras. A primeira, intitulada De história plantarum, reunia em nove volumes tudo sobre morfologia, descrição, classificação, geobotânica e farmacognosia das plantas conhecidas pelos gregos antigos.
A segunda, De causis plantarum, constava de seis volumes e tratava de temas referentes á germinação, ao desenvolvimento, ao florescimento, á frutificação e até mesmo á proliferação.
Imprescindível também foi a obra do enciclopedista romano Plínio (23-79), único autor do Império Romano que se destacou por sua importância na área da botãnica. Ele escreveu uma enciclopédia chamada Naturalis história, composta de 37 volumes, a metade dos quais dedicada a botânica. Compilou todo o saber de seu tempo, no total, cerca de 2 mil escritos de autores gregos e romanos. Qualquer referência aos usos, costumes e lendas sobre plantas na Antiguidade passa, inexoravelmente, pela consulta do sábio Plínio.
No ano de 78 o viajante Dioscódires, cirurgião dos exércitos de Nero, publicou De materia medica, que se tornaria a bíblia das plantas medicinais para todos os médicos, boticários e amantes da natureza nos 1500 anos seguintes. Em suas viagens Dioscódires percorreu boa parte da região mediterrânea,anotando e recolhendo informações sobre plantas medicinais…..
A chegada dos espanhóis à América significou um novo marco no particular mundo das plantas.Desde as primeiras viagens de Colombo, manifestou-se o intercâmbio cultural entre dois mundos, o Velho e o “Novo”, que tinham muito a compartilhar….. Foram publicadas inúmeras obras destinadas a descrever novas plantas alimentícias, alucinógenas e medicinais.Dessa forma, o espectro mágico do mundo vegetal aumentou consideravelmente.
O momento seguinte, destacado na história das plantas, ocorreu no século XVIII, quando o médico suéco Carl V. Linné (1707-1778) sistematizou os reinos vegetal e animal, organizando-os em famílias, e deu a cada planta um nome específico, em latim, o que ajudou na sua identificação universal.
O UNIVERSO ARBÓREO DOS CELTAS
Se há uma cultura diretamente vinculada ao mundo vegetal, que faz do bosque seu templo e das árvores seus signos do zodíaco,esta é a do povo celta. Habitantes da Europa Central e Ocidental foram derrotados pelos exércitos romanos e confinados na Irlanda, Escócia e País de Gales. O mundo Celta era um mundo mágico que vivia sua magia como algo a mais da vida cotidiana. Desta forma, rios, arroios, passaros e, em especial, as àrvores eram motivos de oferendas.
Os rituais mais importantes estavam relacionados às mudanças das estações, isto é, solstícios, equinócios, tempos de colheita e plantio.
Seu calendário era especial: os dias eram contados a partir da noite e o ano era dividido em 13 meses lunares, divididos por sua vez em dois períodos, que coincidiam com o crescimento e o decrescimento da Lua. Esse ciclo Celta lunar também correspondia aos 13 signos do zodíaco Celta.
Cada mês era associado a uma árvore, cujas as características definiam tanto a personalidade das pessoas nascidas nesse período quanto a energia que imperava neste mês. De acordo com a tradição Celta, a ligação entre seres humanos e árvores era divina, ja que, para eles, foram as árvores que ajudaram Deus a criar o homem. E foi por essa tradição que os signos do Zodíaco Celta se transformaram em signos – arvores. Vejamos quais são….
(24 de dezembro a 20 de janeiro) Bich,Beth,Obeich, a Bétula
(21 de janeiro a 17 de fevereiro) Rowan, a Sorveira
(18 de fevereiro a 17 de março) Ash,Nion,Onuin , O Freixo
(18 de março a 14 de abril) Aldek,Fearn, O Amieiro
(15 de abril a 12 de maio) Willow,Salle , O Salgueiro
(13 de maio a 9 de junho) Hawthorn,Utah, O Espinheiro
(10 de junho a 7 de julho) Oak, Duir, o Carvalho
(8 de julho a 4 de agosto) Holly,Tinne, O Azavim
(5 de agosto a 1 de setembro) Hazel,Coll, a Aveleira
(2 a 29 de setembro) vine,Wine, a Videira
(30 de setembro a 27 de outubro) Ivy,Gort, A Hera
(28 de outubro a 24 de novembro) Reed,Ngetal, o Junco
(25 de novembro a 22 de dezembro) Elder,Ruis, o Sabugueiro
(23 de dezembro) Visco
SANTORIAL BOTANICO
As crenças em plantas divinas e árvores sagradas,presentes na cultura popular da Antiguidade,tentaram ser erradicadas com o Cristianismo. Porém, estavam tão arraigadas na mente dos homens que a igreja não pôde eliminá-las por completo e decidiu assimilar muitas delas. Por esse motivo são varias as ervas e árvores que foram colocadas sob a avocação de um santo,uma santa ou alguma virgem.
Essa tradição parte das próprias origens do Cristianismo,quando as perseguições as quais eram submetidos os primeiros cristãos lhes obrigaram a criar toda uma rica simbologia com a qual manifestavam sua Fé.
A simples leitura da Bíblia,especialmente os Salmos, o Cânticos dos Cânticos e as parábolas evangélicas, demonstra-nos como a metáfora vegetal foi amplamente usada.
SIMBOLISMO VEGETAL NAS CATEDRAIS
…A religião cristã utilizou, desde suas origens, o simbolismo associado ao mundo das plantas. A sociedade medieval tinha amplos conhecimentos em matéria vegetal, então era de se esperar que fosse deste reino que extaíssem os remédios medicinais para todos os tipos de doenças. Essa sabedoria popular foi utilizada pela igreja com um propósito duplo: fundamentar com base científica seu simbolismo e fazê-lo chegar com maior facilidade até o povo.
Entre as plantas esculpidas em monumentos românicos, um dos mais simbólicos da arte medieval, destaca-se o Acanto (acanthus mollis). símbolo de imortalidade na antiguidade clássica. O cristianismo se fixa nos pequenos espinhos desta planta para simbolizar assim o sofrimento do homem pelo pecado cometido e a sua consciência do mesmo.
A samambaia também foi incluída nos programas iconográficos românicos com o propósito de aproximar a virtude da humildade do povo cristão,assim como a intenção dupla de afastar o mal dos lugares sagrados e recordar ao Cristianismo a vulnerabilidade perante suas ações.
A palmeira é símbolo de inumeras culturas pagãs e , como não podia ser de outra maneira, esse caráter simbólico foi adotado pelo cristianismo. Dessa forma, a palmeira transformou-se na árvore do Paraíso por excelência e assim aparece representada na vasta iconografia cristã medieval……
OS HOMENS VERDES
Com este nome alcunhado pela primeira vez em 1939 por Lady Raglan, tem-se conhecimento de algumas imagens típicas de igrejas medievais,caracterizadas por representar rostos humanos de cujas bocas,narizes e orelhas saem folhas. Trata-se de uma representação de origem antiquíssima, claramente pagã, mas que,como se pode ver em outros casos,foi adotada pelo Cristianismo,ressurgindo com força no simbolismo às catedrais medievais.
Essas cabeças foliadas têm sua origem nas culturas celtas e pré-cristãs européias, embora também tenham sido encontrados exemplos caracteristicos em diversas culturas orientais. Acredita-se que simbolizavam a fertilidade e a regeneração,o ciclo natural da vida,e, como tal,foram adotadas pela igreja cristã.
PLANTAS MESTRAS
Na segunda metade do século XX, foi adotada uma nova terminologia associada ao mundo mágico das plantas. tratava das chamadas plantas mestras,aquelas que ajudavam na adivinhação dos Xamãs para o tratamento e diagnóstico das doenças.O colombiano nascido na região amazônica Luis Eduardo Luna,doutor pelo instituto de Religiões Comparadas da Universidade de Estocomo e autor de vários livros específicos sobre o assunto,foi quem primeiro utilizou esse nome.Ele pegou o termo dos indígenas da Amazônia peruana,que agiram como seus informantes nos estudos antropológicos realizados na região.
As plantas mestras também se denominam enteógenas , de en theos genos , o mesmo que engendrar o Deus ou gerar o Divino dentro de si.Por que este nome? Enteógeno é um termo que surge como uma alternativa a palavras como alucinógeno,psicodélico,narcótico,para indicar que todas essas plantas que compartilham características semelhantes estavam vinculadas,nas sociedades tradicionais ao sagrado. As sociedades primitivas amazônicas,siberianas e europeias,as tribos originárias de cada continente,utilizavam essas plantas como um meio para alcançar um conhecimento de si mesmas e do mundo que as rodeava.
Fonte de Pesquisa: Livro Historia das Ervas Magicas Medicinais.
Mar Rey Bueno – Editora Madras www.madras.com.br
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Ótimo, o que já era o melhor site do assunto agora concentrará posts de outros escritores, parabéns.
Parabéns! A cada dia melhor!
aeee marcelo.. colocando a dona patroa pra trabalhar..rsss
Eu já tinha lido algo parecido.. acho o trabalho da Cynthia maravilhoso, pq são campos pouco desbravados ainda.
@MDD – Ela é uma das poucas pessoas que conseguiu vencer a barreira da Acadamia Ortodoxa e publicar artigos cientificos em Congressos envolvendo tratamento de animais com Florais. Depois de acompanhar o trabalho dela por alguns anos, vejo que, apesar dos pseuco-céticos e materialistas continuarem com o mimimi sobre acupuntura, florais e homeopatia, estas medicinas continuam teimando em funcionar!
Ainda vivemos à sombra das ervas “mágicas”, mesmo na alopatia: do comum AAS (alteração do ácido salicílico, proveniente do salgueiro, por acetilação) à medicamentos antineopláscios baseados em moléculas extraídas dessas plantas, como vincristina e vimblastina (provenientes da vinca). Apesar de todo o alarde científico, mesmo os medicamentos farmacêuticos de ponta foram desenvolvidos a partir de moléculas criadas por essas plantinhas “mágicas”. Claro que algumas moléculas foram alteradas e hoje são sintetizadas em laboratório para produção em larga escala, pois em alguns casos precisaríamos de quilos de algumas plantas para se ter o efeito de um comprimido. Mas nada disso minimiza o fato de que as maiores industrías farmacêuticas de síntese de medicamentos, nada mais são que “plagiadoras” dessas belezinhas naturais. Não há como deixar de creditar às plantas medicinais seu devido valor.
Engraçado, tinha ouvido falar da enteogenia esses dias atrás. Me interessei mas não achei muito sobre. Gostaria de saber mais sobre o assunto. Ótimo post, ótima iniciativa.
DD, os ‘signos-arvores’ estão no calendario do norte certo ? Mudam para o sul ou não ? ( Acredito que fiz confusão…)
Obrigado
Muito bom mesmo, DD e Cynthia (só eu estou achando muito legal o acrônimo CC?).
Podemos esperar comentários mais específicos sobre florais e chás?
@vetfloral – Pode ter certeza que sim! Será responsabilidade minha.
Uma questão que eu gostaria que a Cynthia abordasse futuramente é a respeito dos elementais do reino vegetal sobre os quais alguns autores ocultistas escrevem. Diziam ser através do conselho destes elementais que se descobriam ser determinadas ervas eficazes para o tratamento de determinada doença.
Bom, é realmente intrigante o processo pelo qual se descobriam as utilidades de determinada planta. Existem alguma outra explicação? Placebo? Método da tentativa e erro? Auras vegetais?
Bom, tenho mais dúvidas mas encerro por aqui. Abraços.
@vetfloral – Além destas preciosas indicações dos elementais, muito do que se sabe hoje sobre o uso de determinadas plantas para uso medicinal está relacionada às observações de animais em vida livre sobre o uso dsistemático de determinadas plantas em sua dieta… Como exemplo tem o lobo-guará que usa a fruta do lobo para controlar um verme que se desenvolve em seus rins. Este estudo se chama zoofarmacognosia, que estarei apresentando no próximo post.
Não posso dizer como ocorre nas comunidades locais, mas no meio acadêmico-científico é por tentativa e erro. Primeiro se procura no conhecimento popular plantas que se credita um valor terapêutico e o tipo de valor: por exemplo, se uma comunidade acredita que uma erva é “boa” para diabéticos, faz-se o teste em animais; caso o teste reduza o nível de glicose em animais experimentais, tenta-se isolar os componentes da erva em grupos, tipo extratos, até verificar qual componente faz o efeito. Com a molécula isolada, se cria um medicamento e a indústria faz a patente da molécula e do medicamento em questão, sempre tentando encontrar um mecanismo de ação para a molécula “descoberta”. É “plágio” da cultura popular mesmo. Acontece, às vezes, de se encontrar móleculas com efeitos diferentes do procurado também. Já vi correlações estranhíssimas da cultura popular com o percentual da molécula que causa o efeito terapêutico: algumas drogas que na cultura popular, dizem que devem ser colhidas à noite, à luz da lua, por explicações puramente místicas, têm pico de produção pela planta nesses horários e algumas moléculas, por serem altamente voláteis, tem sua perda reduzida na colheita nesses horários, pelas baixas temperaturas e umidade alta. Apesar da explicação mística não ser levada em consideração pelos cientistas, a prática é absurdamente correta, em muitos casos. Agora, vai saber como a cultura popular adquiriu tal conhecimento…
tem um francês adepto ao xamanismo, o nome dele é patrick drout, há anos ele e a mulher dele saem pelo mundo conhecer, ‘catalogar’ e se iniciar nos métodos xamânicos existentes.
nessas andanças ele escreveu diversos livros, um que eu recomendo a leitura e através dele vou responder tua pergunta, o nome é ‘o físico, o xamã e o místico’.
na amazônia ele participou de diversos rituais de ayahuasca com habitantes do local. os xamãs usavam ele pra entrar em transe e se comuncar com a floresta, a partir daí, ela comunicava a eles a finalidade de cada erva. portanto, era um tiro certeiro, eles receitavam porque sabiam exatamente o que ia acontecer.
aproveitando o embalo, no mesmo livro traz relatos sobre os povos do taiti, polinésias e adjacências. por uma entrada em transe, os xamãs se comunicavam com o oceano e ele os orientava sobre navegação e demais informação que necessitassem.
Cynthia, Marcelo, em seus estudos vocês já encontraram alguma receita de hidromel confiável ? sabem onde posso consegui-la?
obrigado
Muito bom. Bom ter sempre em mente que o reino vegetal é um órgão que atua na evolução das pessoas. Contudo sabemos o que acontece com ele hoje.
E vamos em frente com os posts.
Obrigado.
Muito bom post. Talvez em algum momento pudesse falar de Pierre Fatumbi Verger, fotógrafo francês que se mudou para a Bahia e passou a estudar o candomblé. Tanto aqui como na África, ele estudou com grandes babalaôs e ifalorixás que o ensinaram, entre outras coisas, os segredos das ervas utilizadas pelos povos africanos.
Parabéns Tio/Frater o “Jornal Espírita” sugerido pela entidade está cada vez mais ganhando novas colunas…
E a gente vai cada vez mais ganhando com isso.
Paz Profunda!
Quando comecei a estudar “o poder do pensamento positivo” vi que as pessoas buscavam 3 coisas principalmente , Inteligência , Prosperidade e Saúde.
A Saúde sempre foi uma das coisas que o ser humano buscou , as próprias lendas dos alquimistas falavam muito de saúde (elixir da longa vida/vida eterna).
Matérias desse tipo são cada dia mais necessárias , ainda quando vemos sites conhecidos(que recebem mais visitas que esse) tentando desmentir acupuntura e homeopatia de modo idiota.
Parece “teoria da conspiração” mas os ataques que a homeopatia graças a industrial farmacêutica são constantes e pessoas influentes ganham seus $ para mentir e fazer pessoas inocentes acreditarem que a homeopatia num funciona!
Ah como eu queria falar o nome da pessoa!
Mas vou parar por aqui!
Concluindo!
Ótima iniciativa , isso vai ajudar muita gente!
@MDD – Sim… a industria pseudo-cética que critica a homeopatia com base em exames picaretas é muito grande. E começa com Rockfeller, quando criou a industria farmaceutica e precisou escolher entre a alopatia (que permitiria que ele construisse fábricas de remedio e transformasse os médicos em meros vendedores de receita) ou a homeopatia (cujos remedios eram fabricados pelos próprios médicos, sem necessidade de “fabricas”). Rockfeller moldou as faculdades de medicina na forma que são hoje, transformando médicos de pesquisadores da doença em meros diagnosticadores e aplicadores de drogas.
Nessa questão das indústrias farmacêuticas vs. tratamentos alternativos que não geram nem sombra do lucro dos oficiais, eu confio muito na opinião do Patch Adams. Afinal, ele é médico, e revolucionário… Vale a pena conferir a entrevista dele para o Roda Viva:
http://textosparareflexao.blogspot.com/search/label/Patch%20Adams
Abs!
raph
Creio que o grande problema, não só nesse assunto, seja o “nós” vs “eles”. Realmente ficou algo como alopatia vs homeopatia e demais tratamentos complementares, enquanto o equilíbrio é deixado de lado. As indústrias são importantes para produção de medicamentos de índice terapêutico baixo, ou seja, para fabricação de medicamentos com substâncias que uma variação, ainda que pequena na quantidade, pode trazer mais malefícios que benefícios, como os digitálicos e vários antineoplásicos. Mesmo a manipulação na alopatia não consegue garantir que as cápsulas tenham variação mínima, então precisamos dos extensos maquinários e testes de controle da indústria e por isso a vejo como essencial na alopatia. Entretanto, o modelo máquina-humana realmente é falho e no nosso atual nível científico, falar de vibrações energéticas ainda é uma heresia. É uma pena não usarmos os dois lados da moeda: a matéria densa do modelo chave-fechadura, ou fármaco-receptores e o vibracional, da homeopatia, florais e afins. O não desenvolvimento perfeito do potencial de saúde e por que não dizer, humano, ainda está em encarar dois lados de uma moeda como dois inimigos, enquanto que a moeda como um todo, só é moeda tendo os dois. Quanto ao efeito placebo creditado à homeopatia, no qual acreditei por muito tempo durante a faculdade, não se mantém de pé pelos resultados obtidos por animais. Quando vi pesquisas, mostradas por um antigo prof. veterinário com resultados, não pude negar que funciona, mas não damos o braço a torcer por não saber como. O animal acreditou no remédio e então isso interferiu no efeito? Sim, pois essa é a premissa do placebo: a crença da pessoa que está tomando um medicamento faz com que seu cérebro mude a produção de hormônios e neurotransmissores, redimindo os sintomas. Acho no mínimo estranho essa bandeira levantada pela academia, pois em testes com animais, o efeito placebo não poderia existir.
Ah, não poderia deixar de citar, já que é a área da Cynthia: quanto mais resultados com animais aparecerem, mais cairá por terra a premissa do efeito placebo, pelo que comentei acima e isso é um grande legado que ela pode deixar à academia. Ela tem nas mãos uma ótima oportunidade para mudar a idéia de muitas pessoas sobre o assunto, como um antigo prof. meu fez comigo na faculdade. Em veterinária, não era para existir efeito placebo…
DD, você já chegou a experimenta a Ayahuasca?
@MDD – Já. Um dia prepararei um post sobre isso.
Se fosse possível eu gostaria que vc elucidasse sobre a diferença entra os diversos tipos de substâncias que promovem uma alteração na capacidade perceptiva, esse foi um assunto sempre muito nebuloso pra mim.
Sei que a Ayahuasca tem algo único e diferente de todos os outros tipos de enteógenos, mas me falta clareza quando procuro explicar pra alguem a diferença entre um Vegetal Sagrado que ascende a mente para níveis superiores, e outros que são simples psicoativos e deslocam a mente dentro do astral inferior…para alguem com pouca sensibilidade e experiência, ambas são semelhantes quanto ao efeito, isso dificulta bastante.
Legal saber que ja tomou Ayahuasca.
Consagro a bebida a 2 anos.
Aguardando o post sobre sua experiencia.
Ah, esqueci de um detalhe… alguns cientistas ampliam o efeito placebo ao cuidado dado à seres considerados inconscientes da medicação oferecida, como crianças pequenas e animais: cada dia que passa a academia acrescenta mais alguma coisa dentro do conceito de placebo, daqui a pouco, tudo será placebo… Não sei como é em veterinária, mas a administração sem passar ao animal a sensação de um cuidado além do normal, como toques carinhosos, etc, é feita? Alguns poderiam considerar esses estímulos como causadores do “efeito placebo” e atrapalhar as pesquisas da área. Detalhe: com essa a academia já se exime de explicar muita coisa. Uma curiosidade: Já li sobre um experimento que fizeram pelo efeito da oração quando um grupo de pessoas ora ou medita em prol da saude de um grupo de doentes sem que eles saibam e o grupo que recebeu as orações teve melhoras significativas em relação ao que só recbeu tratamento convencional, acho que foi um estudo de um prof. da Universidade de Brasília… daqui a pouco vão assimilar o conceito de placebo interpessoal na academia e aceitar a “telepatia inconsciente” para explicar mais essa…rs
@MDD – “Efeito Placebo” é a grande picaretagem que serve como carta na manga dos pseudo-céticos. No caso de leões, por exemplo, florais sao pingados (em gotas) na carne que eles comem, eliminando qualuqer tipo de desculpa esfarrapada sobre efeitos placebos causados por “estimulos”.
Placbo parte do pressuposto que o objeto não sabia do que estava acontecendo… e quando ele sabe que é placebo?
Criam o efeito Hawthorne (http://en.wikipedia.org/wiki/Hawthorne_effect).
E vão criar n efeitos/teorias só para não dar o braço a torcer que certas tecnicas funcionam
Já sei, vou criar o efeito Rev.Breno, que consiste em: efeito de melhora do paciente mesmo quando ele sabe que é placebo, mesmo que o terapeuta/médico não trate pessoalmente e mesmo que o ato seja auto medicado, contanto que a técnica seja testada a milênios e tenha um um corpo de estudo paralelo a ciência”
Pronto, agora se alguém ainda não quiser acreditar que acupuntura/passe/magia não funcione podem me citar, hehehehhehe
Marcelo, tenho um problema com minha labradora preta e acho q é emocional e gostaria de passar uns florais pra ela. Se vc puder perguntar à Cynthia, a questão da minha cachorra é a seguinte:
- Apesar de eu ter um contato com ela e com outros cães q tenho em casa frequente, às vezes qdo chamo ela num tom carinhoso, pela varanda/janela, ela começa a se coçar. Meus cães são banhados periodicamente. Ela é castrada e já teve problemas alérgicos, me disseram que era alergia à saliva de pulga, teve momentos que havia perda de pelos na região traseira, na parte de cima próxima ao rabo e nas pernas.
Por essa descrição, teria como ela receitar algum tipo de floral e sua frequencia diária?
muitíssimo obrigado!
@vetfloral – Mantenha seu animal livre das pulgas (que sempre vão voltar com sua cachorrinha pra casa depois do passeio) e experimente fornecer pra ela o Fórmula Leucantha 8 gotas via oral, duas vezes ao dia. Me conte depois o que achou, ok? O ideal seria passar em uma consulta para complementar esta fórmula para ela.