Um Dragão na Minha Garagem
deldebbio | 15 de julho de 2011
Por Carl Sagan e Marcelo Del Debbio
– Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.
Suponhamos (estou seguindo uma abordagem de terapia de grupo proposta pelo psicólogo Richard Franklin) que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!
– Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.
– Onde está o dragão? – você pergunta.
– Oh, está ali – respondo, acenando – É um dragão invisível.
Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.
– Boa idéia – digo eu –, mas esse dragão é incorpóreo, a farinha não vai aderir.
Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.
– Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.
Você quer borrifar o dragão com tinta para tomá-lo visível.
– Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir. Já havia dito isso antes.
E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação racional de por que não vai funcionar, já que se trata de um dragão incorpóreo. Pessoas muito burras tem uma dificuldade enorme em entender o conceito de incorpóreo, mas vamos supor que você seja uma pessoa inteligente.
Ora, qual é a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? uma pessoa de inteligência mediana acharia que não existe diferença alguma, mas uma pessoa inteligente poderia pensar de outra maneira: a primeira hipótese seria que há algum problema com a minha mente. Você se perguntaria, já que nenhum teste físico se aplica, o que me fez acreditar nisso. A possibilidade de que foi sonho ou alucinação passaria certamente pela sua cabeça. Mas, nesse caso, por que eu levo a história tão a sério? Talvez eu precise de ajuda.
Vamos supor que no próximo final de semana você e sua esposa venham jantar aqui em casa e sua esposa, ao entrar na garagem para pegar uns refrigerantes na geladeira, volte apavorada dizendo “querido, há um dragão na garagem do Del Debbio!”
Sua esposa é uma médica com doutorado, uma pessoa lúcida e extremamente cética. Você me olha com desconfiança, mas eu nunca havia visto a sua esposa em toda a minha vida.
Você formula algumas hipóteses: a primeira delas tem a ver com o sentimento de corno permanente que todo pseudo-cético parece ter, que acha que todo mundo está tentando enganá-lo o tempo todo (mas, como no exemplo eu disse que você é uma pessoa inteligente, podemos descartar esta hipótese e assumir que sua esposa realmente nunca me viu na vida). A segunda hipótese é que agora são dois malucos.
Depois, na sua casa, sua esposa lhe descreve o dragão nos mesmos detalhes que eu lhe descrevi, sem ter conversado comigo a respeito disso. Inclusive o fato dele ser incorpóreo.
Apesar de nenhum dos testes ter funcionado, imagine que você queira ser escrupulosamente liberal. Você não rejeita de imediato a noção de que há um dragão que cospe fogo na minha garagem. Agora tem em mãos duas testemunhas idôneas, que não se conhecem e que não teriam motivos para enganá-lo. Apenas deixa a idéia cozinhando em banho-maria. As evidências físicas são fortemente contrárias a ela, mas, se surgirem novos dados, você está pronto a examiná-los para ver se são convincentes.
Decerto não é correto de minha parte nem da parte de sua esposa ficarmos ofendidos por não acreditarem em nós; nem podemos criticá-lo por ser chato e sem imaginação – só porque você apresentou o veredicto escocês de “não comprovado”.
Suponha agora que no outro final de semana, o sr. Vieira, amigo em comum, engenheiro formado no ITA, durante um jogo de poker em minha casa, ao retornar da garagem, afirme “olha pessoal, eu acho que estou ficando louco, mas tenho certeza que vi um dragão na garagem do Del Debbio” e, em seguida, descreve o mesmo dragão que a sua esposa descreveu. O sr. Vieira não conhece a sua esposa e é muito mais cético do que eu e você juntos. E agora são três testemunhas e nenhuma prova física.
Durante a semana, o sr. Vieira faz todos os tipos de testes que nós já havíamos pensado e chega à mesma conclusão que você: que não se consegue detectar o dragão por meios físicos… mas ele ainda afirma categoricamente que o dragão está lá e, de certa forma, fica feliz em saber que outras pessoas sãs também vêem o mesmo dragão, sinal que não está maluco.
Na semana seguinte, durante um churrasco, a sra. Lima, veterinária com doutorado na USP, amiga de nossa família há anos e sem nenhuma religião, vem correndo na direção da sua esposa em pânico: ela afirma que havia visto um dragão na minha garagem! Nesse meio tempo, o sr. Vieira já havia pesquisado a respeito disso e visto que, durante toda a história da humanidade existem relatos a respeito de dragões na garagem dos faraós, na garagem dos índios, na garagem dos escravos e até mesmo na garagem dos vikings! Todas estas histórias tem sido tratadas como lendas ou mitologias pelas pessoas de inteligencia mediana, claro. As pessoas comuns confundiam estas manifestações com “deuses” ou acreditavam que eles eram algum tipo de “divindade”.
Qualquer pessoa de bom senso vai concordar com essas afirmações. Onde estao as evidências físicas? Mas, em todas as lendas, as características destes dragões invisíveis são equivalentes, mudando apenas a roupagem da história, de acordo com a cultura de cada povo. Mesmo em povos que nunca se encontraram, como aztecas e chineses, as descrições são rigorosamente as mesmas.
Passado o medo, descobrimos que a sra Lima não apenas era capaz de ver o dragão, mas de conversar com ele! Ela fez algumas perguntas ao dragão e obteve respostas sobre a sua vida pessoal que você nunca havia contado a ninguém! Claro que a primeira reação foi achar que era uma tal de “leitura fria”, mas a sra. Vieira não tem absolutamente nenhum motivo para tentar nos enganar e está tão curiosa a respeito do assunto quanto a gente… além disso, as respostas eram precisas demais sobre assuntos que ela desconhecia para serem apenas chutes… como se o dragão estivesse nos acompanhando por muito tempo… antes mesmo de termos tido conhecimento sobre a sua existência.
Com o tempo, o sr. Vieira também aprendeu a desenvolver sua audição e passou a escutar o dragão também. Nesse momento você poderia até pensar que eram quatro loucos com a mesma loucura, se não fosse o fato que as respostas dadas ao sr. Vieira e à sra. Lima eram exatamente as mesmas, mesmo quando estavam separados. Sua esposa fez uma pesquisa e descobriu que, no século XIX, um sr. chamado Hippolyte Léon Denizard, um educador e escritor francês vencedor de diversos prêmios e méritos por sua seriedade e pesquisa no campo da educação, havia tido as mesmas experiências que nós e, por ter sido membro de Ordens Secretas que tinham acesso aos dragões invisíveis, havia feito um questionário padronizado e pediu que diversos dragões os respondessem em toda a Europa, até mesmo produzido um livro com as respostas de milhares de dragões invisíveis compiladas, que chamou de “Livro dos Dragões Invisíveis na Garagem”. Descobrimos até que existia um nome para o que conseguiam fazer: Mediunidade.
Pesquisando, também descobrimos que a Igreja sempre soube da existência desses dragões e até fazia uso deles na garagem do Vaticano, mas oficialmente considerava qualquer pessoa que conversasse com dragões invisíveis como “Adorador do Diabo”, com direito a ir para a fogueira. Era um excelente motivo para as pessoas que conversavam com dragões mantivessem esta característica em segredo!
Com o tempo, sua esposa encontra mais algumas pessoas capazes de conversar com estes dragões invisíveis, que se reúnem em estacionamentos chamados “terreiros”. Infelizmente, eram poucos os terreiros confiáveis, pois a história dos dragões havia sido divulgada no Globo Reporter e uma infinidade de picaretas abriram estacionamentos prometendo conversar com dragões e trazer a mulher amada em sete dias úteis mas que, quando visitadas pelo nosso grupo, mostravam-se realmente vazios. Como o sr. Vieira ainda não havia conseguido desenvolver um método físico para mostrar evidências físicas destes dragões, ficava impossível para a pessoa comum distinguir onde haviam dragões e onde haviam charlatões. Você teria de confiar na palavra da sua esposa ou amigos idôneos… ou nao.
Os dragões às vezes conseguem elucidar perguntas complicadíssimas sobre nossas vidas, sobre o que viemos fazer no planeta; são muito sábios (muito mais sábios que as próprias pessoas que conversam com eles, que apenas nos retransmitem suas palavras); às vezes os dragões falam em uma língua que os próprios médiuns desconhecem: ao longo do tempo, já vi dragões falando francês, alemão e inglês, ditados por médiuns que não possuíam nenhum conhecimento nessas línguas… às vezes curam doenças consideradas incuráveis, mas como são casos isolados, não se fez nenhum esforço para testar isso em laboratório, já que as pessoas comuns ainda estão discutindo se os dragões existem ou não. Alega-se que foi sorte ou placebo e pronto! E isso torna praticamente impossível de se publicar qualquer estudo sobre o assunto em revistas científicas. Até mesmo se você for o Prêmio Nobel de Medicina, se suas pesquisas apontarem que talvez dragões invisíveis possam existir, você acaba caindo na ridicularização… então é preciso cautela com para quem você irá dizer que é capaz de enxergá-los.
Por conta disso, as pessoas que baseiam seus dogmas apenas no que é publicado nessas revistas continuavam negando a existência dos dragões invisíveis da garagem com toda a sua crença, taxando quem consegue enxergar estes dragões de charlatão ou louco sem nem ao menos fazer um esforço para saber quem são estas pessoas e o que faz com que elas afirmem estas coisas… fazem uma mistureba de conceitos, jogando no mesmo saco a desinformação e ignorância dos crentes com a falta de pesquisa e a visão leiga dos pseudo-céticos.
E nem podemos criticá-las muito, afinal de contas nós, que temos contato com estes dragões e temos experiência em diferenciar dragões de garagem de cobradores de estacionamento vazio, não conseguimos definir um método físico para provar a existência de algo não-físico… ainda.
A solução é continuar pesquisando; correndo atrás, como verdadeiros céticos. Testar e reunir aqueles capazes de conversar com eles e testar as informações. Afastar as crendices e superstições construídas ao redor dos fatos e destrinchar onde está a verdade. Porque a ciência é a busca pelo conhecimento.







































aos céticos, também, que não tenham interesse com o “espiritismo”, umbanda, candomblé ou o caralho a quatro, aconselho a procurar o Santo Daime.
Nem que seja só pra ver qual é a do chá.
Vá de coração aberto; siga as orientações; e surpreenda-se.
Li em algum lugar que a ayahuasca está para a sua consciência assim como o microscópio para a biologia e a luneta para a astronomia.
Um grande abraço!
@MDD – ah, eles têm a desculpa na ponta da lingua… dizem que são alucinações (e pior, quando em grupo, formam “alucinações coletivas” que é um contrasenso, pois se a alucinação se passa dentro da cabeça de alguém, como pode ser coletiva?).
leia Allan Kardec…( O livro dos espíritos, O livro dos médiuns, O Evanjelho segundo o Espiritismo, A Gênese, Obras Póstumas)
nesse material tem o estudo científico feito por Allan Kardec que também era cético.
Olha, eu queria acreditar nesses dragões. Não consigo. A historinha acima é interessante, tenta explicar e mediunidade de forma acessível, mas a partir de certo momento se torna um pouco tendenciosa. Digo isto com todo o respeito que tenho pelo autor do texto e por este site, que sempre que posso dou uma lida em busca de informações.
@MDD – E qual é o “certo momento”, entao?
Existem relatos como os acima narrados de que pessoas que nunca tiveram acesso a determinadas línguas passam a falar tais idiomas com fluência. Nunca vi tal fato documentado (posso estar errado, não sou um grande conhecedor, nem sou o senhor da razão). A verdade é que o maior médium do Brasil chama-se Chico Xavier, e com a devida licença para expor a minha opinião pessoal, também é o maior enrrolão que o Brail já viu (haja vista a história dos repórteres que o enganaram e ao tal Emanuel, depois inventaram que o Chico Xavier teria escrito uma dedicatória em livros dados de preente aos repórteres ond alegava ter percebido a farsa, o que obviamente é uma mentira, assim como aquelas materializações de espíritos que na verdade eram claramente pessoas cobertas por lençóis! e etc).
@MDD – Fora o circo que o pessoal do Cruzeiro inventou e distorceu, temos também o circo dos ateus e suas teorias de “Chico Xavier gênio do crime e mestre do mal capaz de escrever 500 livros com sua sabedoria e capacidade literária” e mil e uma explicações scooby doo pra tentar justificar o que não tem explicação material. E mesmo se tivessem sacaneado ele ali, em nada comprometeria todas as dezenas de milhares de incorporações e psicografias que ele fez, mesmo porque os espíritas não se baseiam apenas em incorporações feitas pelo chico, mas sim por psicografias e incorporações que são feitas aos milhares todos os dias em centenas de Centros kardecistas… e nem entrei ainda nos médiuns de Umbanda e incorporações de entidades. dizer “não existe nada documentado” é uma falácia; o melhor é afirmar ” não existe nada documentado aceito pelos materialistas”, que é bem diferente.
Aqui tem dois vídeos de pinturas mediúnicas:
http://www.youtube.com/watch?v=0jD24UUHSLk
http://www.youtube.com/watch?v=zfr_mKlhP2U
Claro que alguem sempre vai poder fazer o mimimi de “ah, mas o artista é ninja superdotado de mil talentos” e partir para a falácia ad hominen de tentar desqualificá-lo; como tentam ha décadas fazer com o Chico, mas os documentos estão ai, é só procurar direito.
Acredito que existem fatos inexplicados no mundo, coisas que não entendemos e que só podemos supor, acho interessante a existência de debates sobre o assunto, mas não consigo engolir essa de mediunidade. E o tal desafio do James Randi, que oferecia 1 milhão de dólares pra quem demonstrar ter dons paranormais? Ninguém ganhou!
@MDD – O desafio é uma papagaiada. ele tem sua utilidade de limpar os picaretas que se acham mais espertos que o mágico-mor do Randi, mas há várias denuncias de problemas e distorções nesse “desafio”. O médium João de Deus, por exemplo, ganhou e não levou. O randi se saiu com um “ah, mas é possivel imitar o que ele faz, entao é falso” e fugiu pela tangente…
Gostaria de saber mais sobre este incidente entre João de Deus e James Randi. Nesses últimos dias tenho me debruçado sobre os temas ligados ao Ocultismo e agradeço muito a você por essas questões já não serem tão ocultas assim, e este site tem me ajudado bastante. As explicações históricas e muito bem embasadas atraíram minha atenção, tudo isso em conjunto com alguns conceitos que trago da física quântica tem mudado a forma como eu penso o mundo. Mas algo não fecha, e é justamente sobre a paranormalidade, eu acredito ser a última fronteira, sem querer ser superficial, mas tentando exemplificar com o maior respeito possível meu dilema. Se eu fosse Chico Xavier ganharia na Mega Sena toda semana e não haveria como negar minha paranormalidade, distribuiria a fortuna e salvaria “BILHARES” de pessoas que vivem na miséria pelo mundo. Assim não seria mais um caso de gênio esquizofrênico. Coisas fantásticas ocorrem a todo o instante, quero ver quem tem controle sobre elas…
@MDD – “Ganhar na loteria” é uma das ilusões malucas dos pseudo-céticos, de que uma “prova” de paranormalidade e videncia seria ganhar na loteria. É uma ideia idiota, pois estão em jogo dezenas de milhões de vontades, cada uma puxando o resultado para si, além de distorcer e inventar um suposto “dom” que a vidência não é. Isso se chama FALÁCIA DO ESPANTALHO, ela consiste em se inventar características absurdas ou falsas a uma teoria e depois criticar estas características absurdas como se fizessem parte da teoria real. Vemos muito isso em criticas furadas contra a Astrologia, que na verdade criticam horóscopos de jornal, contra a homeopatia, que utilizam de desonestidade intelectual para testá-la com os métodos da Alopatia e depois dizer que ela nao funciona e assim por diante.
Eu usei a loteria, mais especificamente a Mega Sena, por ser um exemplo muito popular do uso da probabilidade. Na Mega Sena, se fizermos uma aposta simples (marcar seis números), temos uma chance de acertar dentre mais de 50 milhões. Além disso, existe o aspecto do qual você falou, as vontades individuais dos milhões de jogadores. Supondo, é claro a idoneidade do sorteio, se eu acertasse todos os jogos que fizesse, seria uma prova extremamente forte para demonstrar uma habilidade sobrenatural.
@MDD – Seria a prova de um MILAGRE, não de “magia” como a entendemos!!! Magia é a capacidade de trazer imagens para o mundo real, ou seja, de projetar algo na sua mente e realizá-la no mundo físico. Alquimistas não ganham na loteria, eles realizam-se fazendo seus dons. É um conceito que tem sido muito deturpado pelos ateus/pseudo-céticos.
Reconheço que durante a história existiram discursos absurdos para refutar fenômenos, outrora desconhecidos, como o caso da hipnose. Mas alguém capaz de manipular algo tão caótico como a loteria abriria uma discussão impressionante. Sem falar no resultado de cada “prova”, um prêmio milionário, se no Brasil os ganhos chegam em media à algumas dezenas de milhão, na Europa e nos EUA as cifras ultrapassam centenas de milhão. Bom, a loteria é só um exemplo, o que eu gostaria de colocar é minha dúvida sobre a interferência dos espíritos em nosso plano. Porque podemos estudar fatos históricos, imagens e ideias e perceber como elas se transformam e interagem com nossa consciência.
Porém, quando falamos em espíritos colocamos um terceiro ingrediente, e para sua comprovação ele tem que ser independente da nossa manipulação. Muito obrigado pela atenção, se puder responder mais uma vez, prometo fazer seu curso aqui em Brasília (KKkkKkk).
@MDD – O chamado “mundo espiritual” ou Astral é uma forma mais densa dos pensamentos, apenas percebido por nossos sentidos como tendo formas que poderiamos chamar de físicas. A influencia se dá a nivel mental/emocional. Uma música pode mudar o seu humor, por exemplo; uma imagem ou palavra pode trocar todo o significado de um símbolo e mexer no seu psicológico, um desenho que você vê ou não vê pode ser a diferença entre atravessar a rua no farol vermelho olhando pro lado errado ou não; a influencia do astral no físico é sutil, mas pode ser extremamente poderosa se bem (ou mal) utilizada. Mas materializações são coisas que eu vi menos de uma dezena de vezes em mais de 20 anos de pesquisas.
Bom, deixe-me fazer um paralelo com o seu texto “Três Conselhos Úteis em Magia Prática”, nele você conta uma história sobre um incidente com o seu carro. Se eu entendi, uma entidade usou de seu poder para transpor o plano Astral e materializar sua ira em relação a sua postura durante a reunião. É inevitável não balancear as forças envolvidas nesse acontecimento. Eu imaginei a energia gasta para explodir seu pneu, e me pergunto; porque não, uma entidade não pode passar 6 números para uma pessoa com intenções nobres para conquistar o prêmio da loteria e distribuir o dinheiro aos necessitados. Nessa última resposta você coloca o mundo Astral como um plano onde as ideias possuem maior força, mas segundo o seu texto sobre o uso prático de Magia, no caso do pneu, existiu ali a ação de uma entidade que agiu independentemente de sua condução. Esses dois pontos me deixaram confuso.
@MDD – Porque outras 100 milhoes de pessoas estao desejando outros numeros e a entidade teria de sobrepujar todas as vontades destas pessoas para conseguir fazer com que os numeros que escolhesse saissem.
E entidades com esse poder não existem?
@MDD – Entidades com este poder tem mais o que fazer do que ganhar na loteria para satisfazer o ego de um pseudo-cético, ne? a falácia de “ganhar na loteria como teste de poder sobrenatural” mesmo com a pretensa benevolência de “ajudar entidades assistenciais” não funciona, porque ignora que estas pessoas estão ali reparando karmas deles e auxiliando outros a evoluir também. Na minha fase de testes mais pesados, eu ganhei em um sorteio da HBO uma TV de plasma de 42 que na epoca valia 10k usando magia e percebi que quase imediatamente, diversas pessoas ao meu redor tiveram vários prejuizos no trabalho, despesas inesperadas, gastos e outros que totalizaram o mesmo valor da Tv, ou seja… funciona, mas tem um custo, e nos níveis de probabilidade que se consegue influenciar, não existe diferença entre usar magia e ter uma “sorte absurda”.
Dragões propriamente eu nunca vi, mas outras coisas pontuais no decorrer da vida q significaram um rompimento na forma de conceber APENAS pelo racionalismo reducionista, isso sim… ou o famoso WTF???
Já vi uma formação perfeita de oito “coisas” redondas e pulsantes (no entanto opacas) cruzando o horizonte àcima da minha rua numa madrugada de fumar fora de casa p/ não deixar odor. Só havia eu acordado no quarteirão inteiro, eu acho…
A formação era de duas fileiras paralelas c/ 4 dessas coisas… numa primeira fração de segundo pensei tratar-se de BORBOLETAS voando acima da praça até me dar conta de q era um movimento NO CÉU.
Então elas começaram a entrelaçar-se em movimento como numa cadeia de DNA… e assim foi numa velocidade de cruzeiro até sumir noutra ponta do horizonte, pouco menos de um minuto após surgir.
Alguém certa vez me deu uma explicação diferente da ufológica obvia, dizendo q eu estava “sintonizado” naquele momento p/ ver essas coisas q seriam na verdade manifestações etéreas e não disco-voadores.
Esse mesmo amigo tb me explicou as duas únicas vezes na vida em que eu desfrutei conscientemente da projeção astral já tendo pré-conhecimento do q era o fenômeno e do baque cataléptico q é a volta.
Essas e outras coisas +… no entanto, tudo q sou é apenas um observador estupefato dessas coisas e continuo minha vida pq o fio do macarrão de domingo não fica + comprido, no fim das contas… ;)
MDD disse:
“Na minha fase de testes mais pesados, eu ganhei em um sorteio da HBO uma TV de plasma de 42 que na epoca valia 10k usando magia e percebi que quase imediatamente, diversas pessoas ao meu redor tiveram vários prejuizos no trabalho, despesas inesperadas, gastos e outros que totalizaram o mesmo valor da Tv, ou seja… funciona, mas tem um custo, e nos níveis de probabilidade que se consegue influenciar, não existe diferença entre usar magia e ter uma “sorte absurda”.”
Sabe, uma pessoa sem escrúpulos provavelmente não se importaria com isso. Afinal, são os outros que estão se ferrando. Seria esta “característica” que classificaria um “mago negro”?
NA BIBLIA NO LIVRO DE JO ANTIGO TESTAMENTO CAP:40 VERS, 12 FALA DE UM DRAGAO DE VERDADE SE QUIZER CONFERIR ELES EXISTIRAM SIM E UMA PENA QUE FORAM CAÇADOS ATE A EXTINÇAO TOTAL FOSSEIS FORAM ENCONTRADOS POR ARQUEOLOGOS MAS OCULTADOS DO MUNDO
@MDD – ah, eu adoro esses paraquedistas de google.
MOVIMENTO DOS SEM IGREJAS,E HORA DE VIVER PELA FE NAO POR VISTA
Pinturas mediúnicas com pincéis é “normal”, com as mãos algo praticamente impossível, mas com os pés?
E eu que achava o Gasparetto mais um picareta…
@MDD – Eu ja assisti uma demonstração destas ao vivo. ele pintou quatro quadros ao mesmo tempo (um com cada mão e um com cada pé) usando materiais e técnicas diferentes em cada quadro, para demonstrar que cada um de seus membros estava sendo “controlado” por um espírito diferente. O Gasparetto tinha uma mediunidade muito foda, pena que ele se deixou corromper pelo dinheiro e hoje não é nem uma sombra do médium que já foi.
[...] – Teoria da Conspiração – Um Dragão na Minha Garagem [...]