Invocando os Deuses
Igor Teo | 25 de agosto de 2011Geralmente, o estudo da mitologia é considerado como inexpressivo devido à crença de que mitos são formas rudimentares de produzir conhecimento e que não são necessários em nossa vida moderna. O que é um erro, pois o estudo dos atributos das divindades fornece as bases para o estudo da própria consciência humana.
Os mitos se expressam através de símbolos e metáforas representando temas abstratos, que muitas vezes não conseguimos traduzir perfeitamente em palavras. Antigamente transmitidos por poetas e sacerdotes, hoje o papel da produção dos mitos pertence aos escritores que recriam o sentido da vida em contos modernos.
O ritual é sua aplicação prática. Durante o ritual, o mago encena um mito, vivenciando sua essência para alcançar um determinado objetivo. Os deuses são os arquétipos da consciência humana, interpretados de forma particular em cada cultura. Na mitologia nórdica, por exemplo, o aspecto bélico era mais valorizado, enquanto na helênica havia enfoque no aspecto de beleza.
A mitologia nórdica está centrada no eterno conflito entre forças opostas, representadas pelo gelo e fogo. Diferente das culturas favorecidas por climas amenos e colheitas fartas, os mitos nórdicos refletem a natureza das montanhas, geleiras e vulcões, locais de difícil sobrevivência, representados por gigantes e monstros ameaçadores.
O Ragnarök representa a jornada cíclica do tempo, onde deve haver o fim do velho para o início do novo. Valhala reflete a mensagem de que é mais importante ter coragem e bravura para enfrentar os desafios do que vencer o inimigo em si.
Os locais de culto, ao contrário dos templos romanos, eram simples e rústicos. As divindades eram associadas às forças da natureza, sendo atribuídos personalidades e comportamentos que explicassem metaforicamente os acontecimentos do mundo. Os deuses eram vistos como mestres e companheiros, a quem se podia apelar em momentos de necessidade.
Entrando em contato com Deuses
Existem grandes idéias chamadas arquétipos, sem forma, apenas como tendências invisíveis atrás dos símbolos presentes no inconsciente coletivo da humanidade. Há por exemplo, a imagem da Grande Mãe, conhecida pelos católicos como Maria, pelos andinos de Pacha Mamma, pelos wiccanos de Deusa. Mesmo que neguemos, essas imagens não deixam de se fazer presentes em nós.
As imagens divinas são as representações simbólicas para entrarmos em contato com os arquétipos, mas não devem ser levadas ao pé da letra. Por exemplo, se alguém estiver passando por um momento de dificuldade, se sentindo sem ânimo para superar um desafio, este sujeito pode invocar Thor, que concede a coragem e a força para enfrentar e superar empecilhos.
Aquele que precisa de inspiração, que lida com palavras, escritas ou faladas, necessitando de eloqüência e criatividade pode evocar Odin. Odin é o arquétipo da Sabedoria, pois não nasceu onisciente, mas através do sacrifício pessoal adquiriu conhecimento e se tornou o Pai Universal, o xamã ancestral, guiador das almas merecedoras. Para alcançar a sabedoria teve que perder um de seus olhos, passar nove dias enforcado na Iggdrasil se autoimolando, para então deixar de ser aprendiz e possuir o poder da magia.
Mas é preciso compreender que não estou afirmando a existência real de um Thor, segurando um martelo em Asgard e disparando trovões contra gigantes de gelo. Deuses não existem materialmente, são apenas personificações de grandes idéias.
Os antigos guerreiros Bersecks eram treinados em práticas de guerra e xamãnicas para que durante as batalhas se sentissem possuídos pelos deuses. Isso fazia com que eles lutassem nus ou usando apenas peles de animais, destruindo uma série de inimigos que estivessem pelo caminho e não sendo feridos por nenhuma arma.
Antes de querer invocar um arquétipo é necessário conhecê-lo bem. Por isso estude em livros tudo que você puder. Quanto maior o estudo, maior a possibilidade de sucesso. Para as primeiras invocações são sugeridos arquétipos benignos. Ninguém está apto a enfrentar um “demônio interior” no primeiro dia.
Como irá saber que deu certo? Racionalmente, tudo parecerá incompreensível, mas ainda assim você terá certeza que deu certo. Você ouvirá uma voz distinta dentro de sua mente, tão estranha que nem parecerá você. Você pode se comunicar, se sentindo surpreso por perceber que as perguntas que você faz receberão respostas tão originais que parecerão nem vir da sua mente. No entanto, tudo estará ocorrendo lá dentro. Cuidado apenas para não cair no autoenganamento. Seja sincero consigo mesmo, falhas podem existir. Somente com tempo e prática você conseguirá diferenciar clareza os sucessos dos fracassos.
Deuses são estados normais de consciência disponíveis para todos, e não apenas processos psicológicos internos, existindo em toda a humanidade, desde tempos imemoriáveis e deverão existir ainda por um bom tempo. As pessoas tendem a ficar possuídas pelos deuses mesmo não reconhecendo como tal. Um homem pode ser dominado por sentimento de justiça (Tyr), paixão (Freya) ou sentir-se deprimido (Hel). No cotidiano vivenciamos estas características, só não usamos a palavra deus para descrevê-las. Separar de nosso Eu e os nomear é uma forma de estudar e entendê-los.
Neste texto foi privilegiada a mitologia nórdica, mas pode ser feito o mesmo com o panteão que você tiver mais finalidade. Os heróis modernos são tão mitológicos quanto os antigos, podendo, portanto, serem utilizados personagens de quadrinhos ou de desenhos. Cosplay faz tanto sucesso, não?
Referências
Pop Magic. Grant Morrison
Ragnarök: o crepúsculo dos deuses. Mirella Faur
__________________________________________________________
Igor Teo é estudante de psicologia e colunista no Teoria da Conspiração.
Leia mais em Artigo 19.
Links relacionados
A busca por uma Individualidade
Despertar do Herói








































Olá, Igor.
Tenho uns amigos que jogam RPG que fazem isso (invocar deuses). Nunca sei se estou falando com eles mesmos, ou se estou falando com seus personagens (se é que são de fato duas pessoas distintas).
O Jung fez muitas comparações assim, não é? Ele atribuía características dos deuses e dos planetas, além dos elementos, nas personalidades.
Crowley faz isso também, de associar praticamente tudo quanto é arquetipo no “liber 777. Há algumas comparações assim na daemon wiki, em que Buda, Jesus e o Neo do matrix aparecem como arquétipos.
Será então que é por isso que eu dizia que eu “era” o Yoga, dos cavaleiros do zoodíaco?
@Teo – Sim, você teve uma identificação com o personagem por algum motivo particular. É muito comum, todo mundo tem seu super-herói favorito, e os nossos heróis dizem muito sobre nós mesmos.
velho, belê? tem como indicar um livro que ensine a invocar esses aspectos?
Os arcanos maiores do Tarô – G.O. Mebes
O Tarô – Mouni Sadhu
Os livros que estão indicados em “referências” tratam sobre isso.
Ta OK, estudei o Deus/personagem a qual eu quero invocar, agora como eu o invoco?
procura o pop magick do grant morrison que la explica como fazer isso
“Eis que vejo meu pai! Eis que vejo minha mãe, minhas irmãs e meus irmãos! Eis que vejo a linhagem da minha família desde o início. Eis que eles me chamam! Me convidam para tomar meu lugar entre eles nos salões do Valhalla! Onde o bravo vive para sempre!”
Então … muito leio o próprio Marcelo dizer que os deuses não existem no plano material. Eu entendo o que é dito, mas em si não concordo. Por exemplo, a Deusa. Eu a vejo em todas as mulheres, a vejo na natureza, em um belo luar. O luar não é uma mulher, seja ela morena como bronze feito Astarte ou dourada e brilhante como Brigid, porém, a sensação é como se estivesse mesmo em contato com uma poderosa donzela. O que eu quero dizer, é que os deuses existem em todos os planos, e mesmo levando a palavra ‘theoi’ em compensação, um objeto do plano mental e espiritual, por que não existe no plano material se o plano material é um reflexo de planos mais sutis ? A minha opinião, é que sim, os deuses existem em todos os planos e mesmo o indivíduo não possuindo capacidade mágica para entrar em contato profundo, este mesmo contato profundo pode ser encontrado em uma manifestação natural e lá estará o Deus, mesmo em sua forma antropomórfica, porque mesmo que a forma humana dada à uma manifestação natural e universal, ela existe porque houve a plasmação da egrégora e do canal. Mesmo que Thor seja algo muito maior e mais incompreensível que um guerreiro e seu martelo, ele É também um guerreiro e seu martelo.
A propósito, eu devo ter postado nos comentários outrora, mas vale o repost, além dela ser apaixonante em todos os sentidos, o estudo que ela faz dos mitos nórdicos é valiosíssimo: http://www.youtube.com/user/LadyoftheLabyrinth#p/u/4/evE6aLg-_Q8
São uns 21 videos, mas a paixão começa já nos primeiros videos.
Não podemos esquecer o que um grande sábio nos disse: “sois deuses, um dia farão tudo isso que faço, e muito mais!”
Igor, adorei seu texto ;)
Cara, no Pop Magic o Morrison fala que se deve tentar invocar os diferentes arquétipos (deuses) existentes, obviamente pra evitar o excesso ao manter contato com apenas um (para q as virtudes invocadas não se tornem em defeitos por causa do exagero). Como não sou conhecedor profundo do assunto, gostaria de saber qual a vantagem/utilidade/objetivo de se invocar o arquétipo da tristesa (acho que Hades se encaixa) por exemplo… Eu consigo imaginar a invocação do deus da guerra pra alguem que é soldado ou pratica luta ou algo assim, mas o exemplo do arquetipo da tristesa me deixa em duvida.
Agradeço muito se puder responder (você ou alguem do blog e colegas usuários) pois tenho interesse como estudante de por em prátrica.
Grande Abraço!
@Teo – Costumamos diferenciar os sentimentos como bons e maus, quando na realidade, sentimentos são amorais. A tristeza pode ser uma grande fonte de profundidade. Alguns grandes escritores escreveram suas obras primas em fases de depressão. Recentemente foi lançado um filme novo do Lars von Trier chamado Melancholia, que apesar de seu clima bucólico, é capaz de nos gerar grandes reflexões. O melhor é conhecer de tudo um pouco. E só um comentário de que deuses da guerra não representarão necessariamente sempre combates físicos, mas muitas vezes a força necessária para superar um desafio, mesmo que seja de nível intelectual.
Desculpe minha ignorância, mas como seria esse processo do “ouvir” que você citou, seria análogo à transmissão de pensamento por uma Entidade por exemplo?
@Teo – Não há o que se desculpar, pois é perguntando que se obtém conhecimento. Sim, é similar.
Esclarecedor… É bom saber por palavras de um piscilologo ou estudante do mesmo que não louca por consultar minha mente… Obrigada.. =D Bessadur co diria minha linda Isabela… ;D
É engraçado como a mitologia e a época, para não dizer a mitologia de uma época, molda toda uma cultura. Antes: Athena, Astarte, Mitra ou Dionísio; hoje Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora Desata-Nós, Jesus Cristo, Santa Joana D’arc (quando a mataram não perguntaram se ela queria, mas… ). Mais engraçado ainda é ver pessoas brigando pela literalidade dos arquétipos: “Mas São Cristóvão é o protetor viajantes, Hermes nunca existiu “(nenhum dos dois, na verdade, ao menos iguais à forma literal do mito a eles atribuídos).
Eu, sinceramente, sobre a existência “real” não posso dizer muita coisa, mas uma coisa sei com certeza: no mundo mental, tudo o que se possa pensar passa a existir e pode ser visto, sentido, ouvido, quando toma força. Esquizofrenia? Nem tanto… ainda sei o que vem de lá e o que vem de cá, apesar das duas coisas serem tão parecidas, que não sei se a ilusão é o “real” ou o “mental”… Deixa pra lá… na lua fora de curso tudo fica muito, muito estranho, principalmente entrando na lua nova…
nunca ví ninguém expor tanto de uma forma tão simples !
Pois bem, ao tentar invocar o “deus” como saber se não estamos apenas invocando um (ou muitos) espírito zombeteiro e, inclusive, abrindo espaço para uma possível possessão ?
Obrigado.
@Teo – Porque você não está nesse caso invocando uma entidade externa, você está invocando um aspecto de si mesmo. Mas ainda assim, pode ocorrer influência de um espírito externo. É interessante, portanto, fazer uma oração antes, procurar se elevar, mas antes de tudo se questionar: para quê você quer fazer isso? É algo de caráter nobre?
Foi mal pela intromissão, mas acho que é legal ressaltar nesse caso que geralmente se usa a expressão “evocação” quando se trata de Espíritos (evocar se refere à chamar algo externo), enquanto a “Invocação” seria essa elevação de um aspecto do nosso Inconsciente ao nível de consciência comum. :D
E obrigado pela resposta Igor, gostei muito do seu texto ^^
@Teo – Sim, exato. Obrigado.
Entendí, obrigado pela correção.
Gostaria que você falasse um pouco sobre outra situação, que eu acho que não é bem uma invocação, mas adoração.
Você acredita que ao adorar um deus, esse deus pode interferir também no exterior a ponto de, por exemplo, proteger quem o adora ? Ou você acha que a influência se restringe a despertar nossos aspectos interiores?
Obrigado.
@Teo – Se você adorar um deus que te faz se sentir protegido, acreditar nisso, você já está sendo protegido.
Eduardo e Alan.procurem o livro que foi usado como referencia para o texto.O Pop Magic do Grant Morrison.
Não é difícil de achar pra download.
A invocação – a meu ver – é algo tão natural que já nos escapa à percepção.
Quantos aqui não invocam (ou presenciam invocações) do Sr. Wheeler (http://www.youtube.com/watch?v=RMZ3bsrtJZ0) todos os dias?
Outro exemplo muito comum de estado de consciência alterada é o causado pela invocação de deuses relacionados ao futebol, big brother etc.
Tem gente que mata e morre para beber dessas fontes!
Infelizmente, temos muito mais exemplos negativos do que positivos. Ou podemos dizer que os exemplos negativos são muito mais acessíveis em razão do nível em que se encontra a humanidade…
Mas justamente aí – novamente, no meu modo de ver – está a beleza da alquimia, da religião e dos estudos filosóficos: estudarmos e dominarmos nossos defeitos, nossas paixões e, com isso, construirmos “a mudança que queremos para o mundo”.
Todos os arquétipos, não importa se desta ou daquela cultura, se neste ou naquele tempo ou época, a coisa é muito mais real do que pode supor as nossas mais contundentes experiências, pense no seguinte, eu, você e qualquer um de nós somos indivíduos com nossas estruturas atômicas de pujante energia a perambular por ai, muito bem, da mesma forma que temos os nossos pais para nos orientar neste pequeno orbe, todos temos também outros pais que são, inclusive, pais dos nossos pais, não os vemos, e a maioria esmagadora não faz a mínima idéia da existência desses outros que nos orienta muito mais do que passamos imaginar.
Vocês acham mesmo que simplesmente aparecemos por aqui assim em um passe de mágica, ora, pensem no mundo dos seres invisiveis no qual estamos mergulhados, trazidos à luz por Pasteur e façam uma analogia de acordo com o axioma famoso atribuido a Hermes Trismegisto, e vislumbrarão que os mitos, os arquétipos são apenas uma mitigação do que é mais real em relação ao que vivemos no nosso dia a dia do que todas as engendrações feitas através dos tempos, não importando a época.
É claro que foi e é necessário velar e revelar sempre e quantas vezes for preciso a crueza de quem somos realmente, muitos não aguentarião saber ou ver quem somos, e quando digo quem somos, me refiro à toda hierarquia de humanos do cosmos no atual momento cósmico que vivemos.
Todos somos ainda somente crianças frente a grandeza dos adultos que nos dirige.
Quem são esses adultos? Quem somos nós? Quem sou eu? Quem é você?
Hodiernamente somos crianças nas fraldas.
O que você podia fazer quando estava na fraldas?
O que você pode fazer hoje, agora, transformar, construir, fazer coisas grandes, ou simplesmente pensar diferente de quando era criança.
Muito bem, em relação à humanidade à qual me refiro somos todos crianças cheias de manhas e chorôrô, e pra nós eles mesmos nos contam desde épocas remotíssimas que apenas são mitos e arquétipos.
asura
Ler esse texto me fez finalmente compreender uma das finalidades da Kabbalah! Parabéns!
Pop Magic! o livreto do Grant Morrison ensina uma forma simples de invocação, muito bom!
“Venha nós o vosso reino!”
Igor, adorei seu texto!
A noção de consciência, como interioridade, é algo muito recente. Datam do século XVII as primeiras referências ao termo “consciência” como sendo algo interno, um conhecimento privado que é só de quem o possui, não podendo ser compartilhado com os outros por completo. Nossos sentimentos, emoções, pensamentos… Temos consciência deles, eles fazem parte de nossa consciência e, apesar de podermos contar às pessoas a respeito deles, nunca poderemos, de fato, fazer com que alguém saiba tudo, pois isto é algo privativo de nossa própria consciência. Mas, como eu disse, está noção de consciência é muito recente e é sincrônica a uma época em que a ciência, como nos conhecemos hoje, surgia desferindo os últimos golpes de misericórdia na hegemonia da religião enquanto norteadora da forma de pensar da maioria das pessoas. Antes do séc. XVII a palavra consciência denotava um conhecimento compartilhado por todos (o prefixo “con” significa “junto de” no latim). E isso parece ter muito a ver a idéia dos Deuses como representações de ideias que hoje são vistas por nós como manifestações essencialmente internas. Quando a consciência era algo universal, algo con-ciente, tínhamos os Deuses que possuíam as pessoas e as faziam ter os diversos sentimentos associados a cada um dos Deuses. Os Deuses, então, representavam justamente esse conhecimento compartilhado. Havia um deslocamento dos sentimentos e das habilidades para o arquétipo dos Deuses, que eram do conhecimento de todos. Quando consciência passou a ser uma noção de interioridade, isso foi sinal de uma mudança na forma de pensar das pessoas. A partir daí, tudo era interno. Nossa consciência interna, não compartilhada, passou a ser a fonte de todos os nossos sentimentos, emoções, aspirações e etc. Os Deuses, então, deixaram de ser o centro e os Homens tomaram o lugar deles. O teocentrismo deu lugar ao humanismo/antropocentrismo. Uma das conseqüências desse movimento, que se agravou com a Revolução Industrial e o liberalismo com seus “selfmade men” foi que a vida provavelmente se tornou muito mais pesada do que era antes no domínio dos Deuses. Agora, o homem é dono do seu destino e, como tal, também é dono de seu fracasso. E, sabemos, muitas pessoas sucumbem nesse sistema, enquanto outras prosperam. Não estou dizendo que o mundo “era melhor” quando acreditávamos mais em Deuses e que hoje ele “é pior”. Só estou refletindo sobre essa diferença e como ela é significativa. Acho que, como você diz no texto, Igor, sabermos o que sabemos hoje, nos permite, quando necessário, entrar em contato com esses arquétipos e utilizar de suas forças de uma forma mais consciente e até mais proveitosa do que fazíamos antes.
@Teo – Perfeito. Assino embaixo no que o Rodrigo disse.
Nossa, eu não havia analisado as circunstancias sob esse prisma, antes. Interessantíssimo. Explica muita coisa…
thanks!
Parabens!!! otimo texto, muito bem montado. Abraco o/
um indispensável texto… bebei e vos embebedai-vós
Ótimo, Ótimo, Ótimo. Mais uma vez consegui esclarecer uma dúvida minha que tinha sobre o Universo.
Só pra confirmar: Quando eu praticava Tae Kwon Do eu costumava ser muito omisso nos combates, me segurava, não lutava. Sò apanhava. Enfim… depois de um tempo, começei a me “inspirar” em figuras que me inspirassem força pra lutar e reagir. No meio do combate, tentava buscar ao máximo algum aspecto de alguém, ou algo que me desse força pra reagir, e sempre acabava conseguindo. Um dia fiquei intrigado com isso depois de um combate em um exame de faixa, onde tinha que lutar com 3 alunos faixa preta, tá, tomei um cacete, mas meu mestre me chamou num canto e falou que no meio do combate eu simplesmente mudei, e não parecia ser eu mesmo. Pode ter sido isso, eu posso ter conseguido invocar algo que me desse força no combate?
@Teo – Sim, algo que nem era necessariamente externo, mas estava dentro de você esperando para despertar.
E se a “falta” for uma deficiência, auditiva por exemplo tem como invocar algo para ter ajuda?
Ou a pessoa é naturalmente forçada ao isolamento
@Teo – Quanto a eficácia de algo deste nível vai entrar a problemática uma questão maior: o somático prevalece sobre o biológico, ou o biológico prevalece sobre o somático?
Em que nível está o “problema”? É a surdez ou é o isolamento?
E qual é o efeito dos apelidos nisso tudo?
@Teo – A priori, animus jocandi. Tem algum exemplo para poder analisar melhor?
Vampiro, lobisomem, Wolverine
@Teo – Depende, o que esses apelidos representam para o sujeito?
o individuo funde o apelido no subconsciente, e o entende como o “eu” interior. agregando as carecteristicas que o apelido representa no imaginario popular.
@Teo – Entendi. Sim, se o personagem representa algo para ele, está de certa forma invocando para si a idéia.
Seguindo essa linha de raciocinio um individuo pode ser controlado lhe atribuindo apelidos com as caracteristicas desejadas, implantadas por meio de repetição?
Estilo, mente forte, mente fraca.
PS: isso seria algum tipo de “black magick”.
@Teo – Interessante seu questionamento. Existem várias técnicas para alterar um comportamento, uma delas é repetir frases para si mesmo. Um comportamentalista provavelmente te responderia que isso seria possível sim. Mas eu acredito que apenas em parte, pois a mente é mais profunda, envolvendo diferente níveis comportamentos, alguns mais condicionáveis que outros. Isso envolveria muito mais uma reinterpretação pessoal de valores do que simples viciação mental. A influência só ocorre nesse sentido quando a pessoa se permite ser influenciada.
Compreendo. “ninguem se deixa convencer, a menos que esteja previamente convencido”. não me lembro de quem é essa frase.
Na visão compotamentalista pessoas com determinadas patologias, Alzheimer por exemplo poderiam ser condicionadas, ja que são mais sucetíveis a Auto progamação, assim correndo menos riscos fisicos.
não necessariamente utilizando os apelidos, mas algo semelhante?
@Teo – Existem diversas técnicas de condicionamento. Mas questiono: será ético condicionar alguém, mesmo que tenhamos a “melhor das intenções”?
quod semper, quod ubique, quod ab omnia credita est. Vampiro, lobisomem, Wolverine…
@Teo – Existem entidades que se assemelham a essas criaturas folclóricas, e inclusive muitas são inspirados neles. Vampiros e obsessores, lobisomens e zoantropia…
então ao se utilizar desses, estaria atraindo tais entidades até ele?
@Teo – Não necessariamente. Aí entra a diferença entre invocar e evocar.
Teo, só de pensar já tá se ligando a entidade, o pensamento é um fio de ligação astral, se a visão estiver desenvolvida dá para perceber esses ínfimos fios, saindo de um ponto e indo a outro. Ou criando algo. Então a resposta correta é que sim, só de pensar a pessoa já está se ligando a entidade.
Isso eu já pude comprovar, não foi uma vez.
@Teo – Por isso um dos primeiros rituais que se aprende a fazer é um círculo de proteção. Isso se leva para toda a vida, e antes de qualquer ato mágico deve-se isolar a área de influências externas.
Creio que seria ético sim, já que o tratamento seria longo, e necessitaria autorização prévia do paciente, antes da evoluçao da patologia a graus mais elevados. Se funcionar daria até pra diminuir a medicação necessaria para acalmar o individuo, gerando uma menor agressão quimica ao paciente. mas deve haver mais estudos nesses casos, já que poderia ter efeitos colaterais, como multiplas personalidades. e com isso iria piorar a patologia, aumentando os danos ao individuo.
Seria possivel tais efeitos colaterais?
@Teo – Tudo é possível. Estamos apenas no campo da suposição, não há nenhum conjunto de dados empíricos para validar alguma coisa rs. Condicionamento não é algo simples de operar. A mente humana não funciona como um computador e, as vezes, induzir um comportamento pode resultar em algo totalmente oposto ao esperado. Dependendo da situação, as consequências podem ser desatrosas.
Seria facil demais mesmo, e peço desculpa pelos meus erros de português.rsrs
@Teo – hehe Tranquilo. Infelizmente, não dá para resolver todos os problemas de forma somática.
É possível invocar Deuses muito antigos, como por exemplo os Deuses Sumérios?
@Teo – Sim. Um Deus Sumério é um arquétipo, uma representação, uma imagem ficcional que nunca existiu materialmente. A idéia que está por trás da imagem que nos interessa.
Todos os Deuses tiveram uma origem, portanto quero saber, seria possível criar um novo Deus, um Deus que se assemelha-se mais ao povo brasileiro, ou seja. um Deus brasileiro?
@Teo – Sim. Deuses são idéias animadas pelos povos que acreditam neles.
No caso de um Deus antigo o que teria, que ser feito para invoca-lo?A resposta estaria em determinados livros sobre esta deidade ?
Há alguns rituais ou orações específicas que podem ajudar a criar em elo entre o homem e a deidade?
@Teo – Coisas que te conectem com aquela idéia. Todas as orações e rituais são meios de nos ligarmos a essas idéias abstratas.
Faz alguns anos que deixei o catolicismo e desde então não participei de nenhuma outra religião, não sei se faz sentido mas é estranho quando penso em rezar mas então percebo que não sei para quem dirigir minhas preces.
@Teo – Os santos da Igreja Católica não são menos deuses, pois eles também representam arquétipos. Na Árvore da Vida da Cabala, há uma grande variedade de deuses, mas acima dela, há uma esfera que é o Deus Absoluto, e todos os outros deuses são uma emanação daquele Deus. Mas quando o Monoteísmo sugere que só existe esse único Deus, a uma altura inalcançável acima da humanidade, está simplificando o assunto. Alan Moore diz que o Paganismo é como um tipo de alfabeto e todos os deuses são como letras dessa linguagem.
Você deve dirigir suas preces para aquilo que você tem mais afinidade, para aquela idéia que é capaz de te representar e animar no momento de dificuldade.
Desculpa se falei muito besteira, é que tenho muitas dúvidas e agradeceria se você me ajuda–se no que for possível.
@Teo – O que mais tiver dúvida, é só perguntar. Abraço.
Interessantíssimo o post e o papo
E a insegurança o que seria? pois é muito conhecido os ditos “tenha fé, confie em deus, pense positivo” e coisas do tipo para ajudar os inseguros mas ao fazer uso de tais e fracassar a pessoa passa a desenvolver um negativismo/pesssimismo
@Teo – O fracasso também faz parte da vida. O homem deve aprender a lidar com as derrotas, pois não é porque caiu uma vez que ele sempre irá cair.
“Aquele que vê a luz na alegria da mesma forma que a vê na tristeza tem uma lâmpada que nunca se apaga para iluminar seu caminho”
Abraços à todos
Minha mente está um turbilhão. Vejo, agora, lendo o texto e todos os comentários, que sempre tive acesso a essas informações, mas de forma intuitiva. Vejo que tenho cartas mentais que são como bricolagens. São arquétipos diversos, mas quando misturados, parecem imensos e semelhantes Frankensteins (não o criador, mas a criatura). Esse turbilhão mental levanta uma poeira sobre informações que quero acessar agora, já, o que acaba dificultando a visão (como o Flash querendo limpar seu quarto em um segundo – só faz levantar mais vento!). Mas já sei que devo baixar minha guarda mental, deixar de lado o que me resta de pre-conceitos, para poder usufruir de forma plena e necessariamente apaixonada sobre o poder do uso mitológico. Percebo também, por exemplo, que Conan tem me visitado em sonhos e em lembranças, quando olho para meu filho de 11 anos… E já tenho a coragem de afirmar que o cinema é a mais moderna, universal e forte maneira de se apresentar essa maravilha que é a metáfora (ou até mesmo mais do que isso – a Pixar apresenta a REDENÇÃO para a geração índigo). Não digo isso nem nas formas mais caricatas que o cinema apresenta (se um dia Hércules teve suas missões, séculos depois Rambo teve as dele, com seu cabelo de Sansão! Uau!), mas também nas sutilezas, em outros tipos de arcanos. Que eu permita INvocar isso no meu dia-a-dia! Abraços e gratidão!
Está errado eu acreditar que fé para mim, nada mais é que a esperança e a vontade de você acreditar que se você correr atrás de seus objetivos, acreditar em seus pensamentos e ser positivo em tudo, que você é capaz de mudar aquilo que quer mudar em sua vida para melhor.
Simplificando que fé nada mais é o “poder” de sua força de vontade. Estaria eu falando asneiras?
@MDD – Não; está correto. O termo é que normalmente é distorcido por ateus e crentes…
“Na mitologia nórdica, por exemplo, o aspecto bélico era mais valorizado, enquanto na helênica havia enfoque no aspecto de beleza.”
Cara, o que você disse sobre mitologia grega não condiz com Homero nem com Hesíodo. Qual a sua fonte?
@Teo – Mais valorizado, mas não ignorado. Ares e Thor representam o mesmo arquétipo. Enquanto entre os nórdicos Thor é visto como um grande herói e protetor, os helênicos sempre tiveram certa desconfiança com Ares. Isso não implica em ignorar o arquétipo, ele se faz presente, mas com valorações diferentes. Quanto a fontes, veja as referências.
Vi as fontes e certamente a concepção de que os gregos valorizavam mais a beleza que o aspecto bélico é desconhecimento dos textos originais e de historiografia. O aspecto bélico era extremamento importante na mitologia grega sim, como exemplo temos a Ilíada, na qual temos em guerra Atena, Hera, Hefesto e Poseidon do lado dos aqueus versus Afrodite, Apolo, Ares e Ártemis do lado troiano. Se você pegar a Teogonia vai ver que toda o domínio dos Olimpianos e tudo que veio antes foi estabelecido por guerras. Historicamente, sabemos que os gregos da antiguidade eram um povo que vivia em guerras e que baseava a educação na narrativa dos feitos heróicos através da transmissão oral de poemas como Ilíada e Odisséia.
Eu não conheço nada de mitologia nórdica, mas se Thor é visto como um grande herói, Ares realmente não é o seu equivalente. Ele representava para os gregos da antiguidade a guerra no sentido mais sangrento da batalha, selvageria, violência, basta ver sua linhagem na Teogonia de Hesíodo. A guerra estratégica, coragem e toda a fúria com astúcia é representada por Atena. Na mitologia grega não existem deuses heróis. Eles são bons ou maus segundo os seus próprios interesses. Vale lembrar que quando o Titã Prometeu enfrentou Zeus a favor dos homens ele, e toda a humanidade foram severamente punidos, sacramentando a condição humana como mortal. Em O Trabalho e os Dias, Hesíodo nos fala que os heróis são a primeira linhagem de homens e estão abaixo dos deuses.
Desculpa se to sendo chata insistindo nisso, mas é antiguidade grega é meu campo de pesquisa. Não acho que nada do que eu estou falando invalida seu texto no que diz respeito a mitologia nórdica, que você parece conhecer tão bem. Mas acho que a sua generalização sobre mitologia grega foi incorreta. Você está certíssimo em dizer que se deve conhecer muito bem a divindade que se invoca e para isso é preciso compreender não apenas as características pessoais de uma divindade mas também como ela se relaciona dentro do próprio panteão que pertence. Marte e Ares são muito próximos por toda absorção da cultura helênica que os latinos buscaram. Agora, se alguém tomar o arquétipo do herói que Thor representa e invocar Ares achando que está invocando um herói, vai dar besteira…
@Teo – Sim, compreendo. É o que falei sobre as diferentes interpretações do mesmo arquétipo. Você mostra como uma mesma “energia” é interpretada de forma diferente. Por isso recomendo o estudo antes de qualquer ato. Talvez a grande confusão entre nós esteja vindo do valor que estamos dando a uma qualidade. Os deuses gregos podem ser bastante guerreiros, mas em relação a que? Acredito que ainda hoje nossa sociedade valoriza muito os aspectos bélicos. Concordo com o que você está defendendo, mas eu gosto de analisar as mitologias de forma comparada, e quando puder, compare os mitos entre essas duas culturas distintas.
Senhores, se me permitem meterei meu bedelho, pois conheço alguma coisa tanto de mitologia nórdica quanto de grega. Um dos problemas ao se fazer Mitologia Comparada é buscar uma equivalência total e isso é praticamente impossível na grande maioria dos casos. É o caso de Thor e Ares. Ares não protege os humanos como Thor faz, lutando contra os gigantes nas tempestades, mas ambos são deuses violentos e mais voltados à ação que palavras (“A little less conversation, a little more action”, rs). Thor também tem um outro aspecto que poderia ligá-lo mais a Zeus que a Ares: além do óbvio de deus das tempestades, o aspecto de fertilizador da terra (representada entre os nórdicos nesse caso por Sif) através da chuva. Vê-se então que Thor tem tanto aspectos de Ares (a impulsividade e a violência) quanto de Zeus (deus do trovão e fertilizador da terra pela chuva) e de Héracles (herói que luta contra monstros e defende os homens).
Lidar com arquétipos e deuses esbarra com frequência nesses problemas porque as culturas, ao criarem seus deuses, pegaram muitas vezes elementos de mais de um arquétipo. Um exemplo imediato disso é Odin. Publius Cornélio Tácito, em sua obra Germania (98 d.C.), compara Odin (Wodan) a Mercúrio e a Marte. Além de possuir traços do arquétipo do Pai Celestial (como Zeus), Odin possui traços do arquétipo do Psicopompo (como Hermes), do Grande Sábio (como Toth), do Guerreiro (como Marte) e do Sacrificado (como Jesus). Balder também reúne elementos de vários arquétipos, pois além de ser um Filho Solar (como Hórus e Apolo), também tem traços do Sacrificado (como Dionísio), como no episódio de sua morte para desencadear o Ragnarök e no seu renascimento após o crepúsculo dos deuses.
PS.: Coloquei os nomes dos arquétipos com letra maiúscula, entre outros intuitos, para diferenciá-los dos deuses. Não são os nomes consagrados por Jung mas creio que servem para mostrar do que trata o arquétipo.
@MDD – Concordo totalmente, mas isso porque Deuses, como IDÉIAS, estão mais para “nuances de cores” do que para caixas fechadas… eles são interpretações de uma gama energética que passa por um filtro cultural, climático e temporal também. Sua colocação é perfeita nesse sentido. São CORRESPONDENCIAS, nao IGUALDADES… Thor “corresponde” a Ares, não Thor é igual a Ares…
Nem mesmo Ares de Esparta é igual ao Ares de Atenas…basta ver as diferentes narrativas a respeito desses deuses na própria “mitologia grega”.
Excelente artigo ! Agora a pergunta, complementada por outros textos do Del Debbio: Se pensamentos são formas “vivas” em outro plano, Ares e Marte são “indivíduos” distintos ou um só, oniciscinete de todas as suas denominações, por exemplo, se um indío se dirige a Tupã, Júpiter poderá respondê-lo ?
@Teo – Ares, Marte, Thor… são diferentes nomes para o mesmo arquétipo. Cada cultura o reverencia com um nome e uma imagem, mas a idéia que responde é a mesma.
Outra pergunta: Os pensamentos vivos evoluem, têm consciência do que realmente são ou em certo ponto enlouquecem com a questão primordial do “quem sou, para onde vou ?”. Obrigado.
@Teo – Toda ideologia chega em um tempo em que ela deve olhar para si mesma, autoavaliar, e refazer-se em uma nova ideologia, mantendo o ciclo de renovação das idéias ad infinitum.
Meio off-topic, mas foi uma visão inspirada pelo seu texto.
Pensando no Hulk, como mito, tive a seguinte consideração:
Na fase mais popular do gigante esmeralda, ele se debatia ao enfrentar sua besta interior e tinha acessos de descontrole que era quando se tornava o Hulk.
Depois, mais tarde, passou a aceitar a besta e, passou a ter a forma dela (do Hulk) em tempo integral, no entanto, mantendo as melhores características de ambas as personalidades do personagem: a inteligência privilegiada de Bruce Banner e o poder físico do Hulk com total controle!
E se seu arquetipo favorito é a morte? Que invocação serviria de contraponto para uma “sutiliação “? A estrutura de sandman é muito além do que eu consigo chegar…
@Teo – Morte = Hel = Yesod = Lua. Lua x Sol. Uma entidade solar, o panteão fica por sua conta.
Alguém que parecer ter tido uma preocupação ao criar seus deuses foi o George R.R. Martin. Umas das principais religiões do cenário que ele criou em Crônicas de Gelo e Fogo é a Fé dos Sete, com um deus que possui Sete Faces: Pai, Mãe, Anciã, Donzela, Guerreiro, Ferreiro e o Estranho (que personifica a morte e o mistério). Cada um deles personifica uma Sephira, mas é dito que cada um possui em si os demais. É uma religião interessante e desenvolvida, também porque é enfatizado que os deuses vivem dentro dos devotos, em oposição aos deuses antigos, que representam aspectos da natureza (clima, sol, terra, etc.).
bem sou mais de pensar do que de agir,”dentro” de mim consigo formular as perguntas certas consigo até mesmo encontrar a resposta certa que muitas vezes nao é a que eu quero,mas quando tento expor as ideias,pensamentos e explicaçoes tudo se esvair com um vaso quebrado que recebe muita aqua de uma vez só.
@Teo – Você percebeu que conseguiu se expressar em uma bela metáfora?
POSSO VISUALIZAR O DEUS ?
@Teo – Sim. A imagem mental que você tem dele.
Texto muito interessante, obrigado por dispor seu tempo para a escrita e para as respostas aos comentários.
Perguntinha rápida e, talvez, meio besta: acha que, talvez, seja mais eficiente manter as invocações numa mesma mitologia? Por exemplo, utilizar-se da imagem de Thor e de Odin para invocações de guerra e razão, respectivamente, em vez de usar Ares e Exú no mesmo caso? (ou Thor e Exú, ou Marte e Odin, etc).
Pergunto isso porque, a meu ver, pode ser complicado para o iniciante lidar com tantos mitos diferentes. Mas essa é só a minha impressão como iniciante; o que acha?
Agradeço a atenção, abraços.
@Teo – Sim, acho bastante válida a sua visão. É melhor conhecer bem um panteão do que sair misturando tudo sem entender direito.
Obrigado, abraço.
[...] – Teoria da Conspiração – Invocando os Deuses [...]
[...] – Artigo 19 – Invocando os Deuses [...]
[...] Moore ao conseguir fazer uma articulação da Magia e do próprio Paganismo com diversos outros saberes, sejam estes científicos, religiosos, antigos ou atuais, consegue [...]