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O Eterno Equilíbrio do Amor

"L" | 8 de setembro de 2011

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” (1 Cor 13)

O Amor, muito confundido hoje em dia com a paixão fugaz e a expressão exacerbada de emoções desnecessárias e egoístas, foi colocado em um nível inferior pela classe mais intelectualizada de nossa contemporânea humanidade. Este Amor, que hora ou outra move nações para a liberdade e também para a compaixão, foi tornado pelo vulgo uma simples emoção, e pelos intelectuais uma simples reação somática proveniente de enzimas, hormônios e pulsos sinápticos. Nunca confunda Amor com “amor”…

Esta parcela divina do nosso Ser Original que é o tema deste artigo nunca esteve tão perdido como está em nossa época. A sua importância magnífica está exemplificada no capítulo bíblico acima.

É exigida a paciência, tolerância, decência e Verdade, para que o Buscador e o Iniciado se tornem Adeptos. Pois a época de meninice só acaba quando conhecemos o Amor. Porém, como é de conhecimento – acredito – de muitos aqui, a característica da qual falo agora é a expressada pelo nosso mais alto ser individual, Tipheret. As minas de cobre de Chipre precisam ser alcançadas para que se chegue a Damcar, a Pátria dos Sábios.

Tipheret se encontra no centro da Árvore da Vida não por acaso, pois o sol que nutre e sustenta todo o Trabalho, sorvendo os Eflúvios Divinos para nos banhar de luz, precisa de precisão e equilíbrio expressos para manifestar a maior graça do ser humano: o Amor Universal. Ademais, é preciso Sabedoria e Entendimento para ter o Fundamento que te levará à Beleza pelo Esplendor da Vitória.

Por isso o Amor não é uma simples emoção. E ao mesmo tempo é.

As emoções são dotadas de vida, são como cavalos selvagens. Mas não devemos deixá-las fugir, pois elas são a força bruta que move nossa carruagem. Não devemos deixá-las comandar a carruagem sem rédeas, pois nos levarão para precipícios. É preciso controlar a alimentar quando necessário, e prender nos estábulos da mesma forma. Acima de tudo, não devemos matar os cavalos… Equilíbrio acima de tudo.

Porque Amor é se render…

Amor é uma emoção pois se manifesta como tal, mas não é pois é o único ímpeto ao qual podemos nos render sem medo de se perder por isso. Ágape, Caritas, o Amor Universal é aquilo que precisamos. A época da sociedade matriarcal que nos deu o amor uterino e materno já passou. A época da sociedade patriarcal que nos deu o amor do aprendizado duro e difícil, quase ódio, está acabando. Portanto, o mais importante agora é que busquemos o amor pelo próximo. Este amor pelo próximo que fará a nossa própria religião. A religião da humanidade. A religião do Amor.

Depoimento do Gabriel Tristão Rodriguezno Projeto Mayhem sobre a experiência que ele teve ao meditar os aspectos de Tipheret.

“Estava meditando ontem à noite sobre Tipheret e as divindades que a representam e acabei pegando no sono e percebi uma coisa sobre a filosofia Oriental hoje de manhã quando acordei, tive um insight.

Aikido – Significa: “Caminho(do) da Harmonia(Ai) da Energia(Ki)” “Ai” tbm pode simbolizar Equilíbrio.

Certa vez um chinês passou perto da Academia de Aikido e pronunciou “Ai Chi Tao” pois os ideogramas eram parecidos. Hoje parando para pensar, existem outras duas expressões nas linguas orientais com “Ai” que eu conheço: “AIshiteru” em japonês e “won AI ni” em chinês ambos simbolizando Eu AMO Você.

Já me disseram certa vez que os orientais não tinham uma palavra como a nossa para definir amor, e aí hoje quando acordei percebi o porquê: Para os Orientais, amor não é como o Amor ocidental, a paixão, o fogo estonteante que te tira do chão. Para eles o Amor é o Equilíbrio… a Harmonia, por isso o “AI” ser traduzido tanto quanto AMOR quanto EQUILÍBRIO e HARMONIA. o Amor é algo que te estabiliza e não o contrário, para eles o que chamamos de Amor é apenas Paixão ou até mesmo Obsessão, o que faz todo sentido se você pensar em Budha e Krishna como elementos estabilizadores, avatares solares e se pensarmos em Tipheret, o número 6 da Kabbalah que representa ao mesmo tempo o Equilíbrio, a Beleza e o Amor Crístico, o Amor Solar em sua plenitude…”

O vídeo abaixo é uma montagem de cenas do filme Equilibrium com a música Farewell do Apocalyptica. Os que assistiram, ou assistirem o filme, vão saber porquê eu coloquei este vídeo aqui.

Equilibrium: Farewell – Apocalyptica

Que a Força esteja com vocês.

Sérvio Túlio é estudante de Letras, membro do Projeto Mayhem e autor do blog Jedi Teraphim.

E que vossas Rosas floresçam na Tua Cruz.

 

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Jedi
Tags
amor, equilibrio
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18 Responses to “O Eterno Equilíbrio do Amor”

  1. Gabriel Tristão disse:
    8 de setembro de 2011 às 12:32

    Ps.: Posso copiar esse Post e colocar no meu blog? Eu coloco na íntegra, sem alterações e citação da origem e tal… tudo certinho, posso?

    Abraços
    @”L”: Fique à vontade. :)

    Responder
  2. eduardo oliveira rocha disse:
    8 de setembro de 2011 às 15:43

    ok…mas aparecem outras questões, por exemplo:
    1)como posso Amar alguém? devo me esforçar psicologicamente para amá-lo?
    @”L”: No início devemos nos esforçar para amar algo ou alguém. Pois mesmo sendo algo que temos o tempo todo, o Amor tem que ser exercitado. Depois, com o tempo, isso já não se faz necessário. É como se fosse uma ação como outra qualquer que quanto mais executada, mais vai se tornando automática.
    2) E as pessoas que eu sinto raiva (n pq eu quero, mas eu sinto de qualquer jeito) devo me esforçar psicologicamente para amá-la também?
    @”L”: Sim. Todos temos este sentimento de aversão a alguém. Mesmo que esta pessoa não nos tenha feito nada. Acima de tudo, devemos tentar primeiro nos esforçar ao máximo não nos irritarmos com estas pessoas e depois, talvez com o tempo, criemos o hábito de amá-las. É sempre bom lembrar que o “mundo dá voltas”.
    3)Tem como indicar um “manual do amor?
    @”L”: Seu íntimo. Observe as pessoas e tente se colocar na situação delas. Tente sentir o fardo que elas carregam. Quando estou muito insensível procuro observar pessoas que estão em situações bastante difíceis e tentar me colocar no lugar delas e ver se teria a mesma força para suportar.
    4) é possível amar outra pessoa sem amar a si mesmo? “ame aos outros como a si mesmo” pressupõe que eu devo me amar primeiro, não?
    @”L”: Devemos nos amar acima de qualquer coisa. “Amai a Deus sobre todas as coisas”. Mas quando digo nos amar, estou falando de nosso Eu Superior, que nos guia. O Nosso Deus. Depois que nos acostumarmos a nos amar sem egoísmo e exaltação do ego podemos nos dedicar totalmente a amar o próximo. Mas começando desde já fica mais fácil (até pra entender sua personalidade de um modo mais puro). Amar outra pessoa sem se amar primeiro é masoquismo.
    vlws
    @”L”: Eu que agradeço! ^^

    Responder
  3. Victor disse:
    8 de setembro de 2011 às 15:56

    Parabéns pelo post! Nunca havia antes pensado sobre o amor dessa maneira; finalmente entendi o que Tipheret significa com harmonia, amor Crístico e amor solar; que eram pra mim coisas diferentes, mas tão somente pela nossa cultura que define o amor de um jeito tão específico, e muito idealizado na minha opinião.

    O contato com outras culturas proporciona maravilhosas experiências como essa, de ver algumas coisas de um ponto de vista diferente; de entender que uma coisa pode ser uma e outra ao mesmo tempo, dependendo tão somente da definição. Muito obrigado! abraços.

    Responder
  4. raph disse:
    8 de setembro de 2011 às 16:44

    É na harmonia do amor que todos os paradoxos são reconciliados, e todos os pontos igualados… Harmonia, harmonia, force minha carne, mas deixe a alma macia.
    @”L”: Ψ

    Responder
  5. Thiago de Oliveira Farias disse:
    8 de setembro de 2011 às 18:14

    É uma postagem que levaria algumas pessoas a refletir sobre o Amor. Infelizmente como tudo a sociedade atual tornou o Amor em algo banal, escondendo todo seu complexo significado e transformando em uma palavra comum.

    Responder
  6. Rodrigo-SP disse:
    8 de setembro de 2011 às 18:46

    Cuidado com o equilíbrio !!!
    O ‘AMOR’ pode transformar-se em ‘ROMA’.
    @”L”: Não seria o desequilíbrio?

    Responder
    • Rodrigo-SP disse:
      8 de setembro de 2011 às 20:14

      O comentário está correto.
      A prova disso é que vc entendeu tão bem que na sua pergunta já está a resposta.
      Foi um comentário irônico e com duplo sentido.
      Apenas ironizei o conceito humano de “equilíbrio”.
      Viu como um texto velado pode ter múltiplos sentidos.
      Digamos que é uma questão de bússola gramatical.
      @”L”: :)

      Responder
  7. Nando disse:
    8 de setembro de 2011 às 20:52

    Sem desprezar os outros posts claro, sua coluna é uma das mais proveitosas para mim nos últimos tempos no TdC. Parabéns meu caro, tuas ideias chegam a mim com clareza.
    @”L”: Muito obrigado. :]

    Responder
  8. Ricardo disse:
    9 de setembro de 2011 às 0:16

    Parabéns, irmão. Obrigado pelas suas palavras.
    Uma ajuda: Na frase “Esta parcela divina do nosso Ser Original que é o tema deste artigo nunca esteve não perdido como está em nossa época” o “não” creio que deve ser “tão”, para que a frase faça sentido.
    Felicidades.
    @”L”: Opa! Obrigado, já corrigi. ^^

    Responder
  9. camilo sá limac disse:
    9 de setembro de 2011 às 3:11

    esse texto veio em um momento de muita fraqueza minha… as vezes filosofo tanto que não vejo nada de bom na sociedade moderna, não sei se é uma tendencia a depressão, mas tem certas coisas que acabo não tolerando, só que vendo textos deste tipo, acabo tendo esperanças no ser humano ^^

    Responder
  10. Guilherme~ disse:
    9 de setembro de 2011 às 8:11

    Tem uma música que (para mim) expressa o quanto é vazia a pessoa sem Amor.

    Moving Mountains – Thrice
    http://www.youtube.com/watch?v=GiVXR4CZNZA

    Percebam que a melodia expressa melancolia e desanimo em relação as coisas, tal como a vida sem Amor.

    Responder
    • Luiz Felipe" disse:
      14 de setembro de 2011 às 22:32

      Esse é o som, que a muito tempo tava procurando pra preencher um certo ”vazio cultural” que estava me preenchendo… vlw pela indicação…

      Responder
  11. Loirinha disse:
    9 de setembro de 2011 às 10:33

    Belíssimo texto. Ótima colocação o amor tem que ser a harmonia dentro de nós e fora de nós. Assim como uma melodia que esteja bem afinada e revibra em nossos ouvidos.
    Parabéns.

    Responder
  12. arthwr disse:
    9 de setembro de 2011 às 12:32

    Seu ótimo texto, além de uma música legal, não desculpam vc faltar o jogo de RPG hoje. Pelo menos foi ontém.
    @”L”: Não fui pelo fato de eu, por ser universitário, sou muito durango desprovido de muitas posses materiais. :D

    Responder
  13. Silvia Letice disse:
    9 de setembro de 2011 às 14:21

    Olha meu comentário como prometi! o/
    Vlw “L”, o texto é mt inspirador e ensina a não duvidar do Poder do Amor, e nem do quanto ele é capaz de nos transformar…. Parabéns! ^^
    @”L”: Obrigado. ^^

    Responder
  14. Bruno Cobbi disse:
    9 de setembro de 2011 às 20:00

    Amor é escolha.
    @”L”: A gente não escolhe amar. O Amor é que nos escolhe.

    Responder
  15. Yuri disse:
    12 de setembro de 2011 às 20:43

    Muito bela a comparação.
    Realmente, uma alegoria e tanto ao perceber o fato dos dois (a esfera e o Amor) unirem a todos. ^^

    Responder
  16. Demétrio disse:
    14 de setembro de 2011 às 0:20

    Acho que entendi…
    Tiferet = Beleza,=Amor e por estar no meio é o equilibrio das demais esferas .
    Ótimo filme, Equilibrium referências ocultistas tbm.

    Responder

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