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Qual o sentido da vida?

Igor Teo | 15 de fevereiro de 2012


Nas postagens anteriores refletimos sobre a verdade como sendo algo individual e dependente da experiência pessoal. Vimos também como não podemos ter certeza absoluta sobre nada (“não sabemos, só podemos conjeturar”, disse Karl Popper) e como a verdade é relativa (embora isso não exclui a existência do erro).

À primeira vista, esta perspectiva pode ser alvo de crítica quanto ao individualismo: um mundo em que cada pessoa vive voltada para si mesma, vivendo apenas em função de seus próprios preconceitos. Mas sabemos que não é assim que acontece na prática, pois por mais subjetivo que sejam nossos conceitos, compartilhamos uma realidade funcional.

Todo ser, como parte do Universo, está relacionado com o resto do mundo, e, portanto, não é capaz de viver apenas em si mesmo. Se fossemos criaturas isoladas em si mesmas seria impossível que você, leitor, estivesse acompanhando esse raciocínio. Apesar de possuirmos valores diferentes, compartilhamos significados, sentidos e conhecimentos. Para isso utilizamos a linguagem. A linguagem se estrutura a partir de símbolos compartilhados. Quando uso palavras, conjugo verbos, vocês são capazes de entender, pois compartilham, na maioria das vezes, dos mesmos significados.

Nem sempre ocorre como desejamos, pois muitas vezes uma palavra que possui um sentido para alguns, pode possuir um sentido oposto para outros. Um poeta poderia se sentir lisonjeado se lhe falassem que ele possui um toque anarquista em seus ideais, se for esta uma característica que ele preze. Dentro de um regimento militar, um anarquista não seria bem recebido.

A linguagem permite que indivíduos possam ter conhecimento não apenas de suas próprias verdades, mas participar da definição de verdade construída por outrem. O diálogo entre diferentes formas de encarar a realidade fazem com que cada perspectiva seja afetada de alguma forma, e mesmo que ao final não encontrem um sentido comum, tornam-se mais sofisticadas.

Muito se questiona qual o sentido da vida e por qual razão vivemos. Durante a história da humanidade muitos filósofos, pensadores, religiosos e atualmente cientistas, tentaram responder esta pergunta. A realidade é que não há nenhuma evidência provando que a vida tenha algum sentido universal ou que haja um propósito definitivo para tudo isso. O que cada um desses filósofos, pensadores, religiosos e cientistas fizeram foram compartilhar as suas próprias perspectivas quanto ao sentido da vida.

Pensemos em uma cadeira. Qual o sentido da existência da cadeira? Alguém logo responderia: “para que alguém sentar nela”. Sim, mas também ela pode ser usada como um degrau quando queremos alcançar algo no alto. Ou mesmo uma arma quando alguém se envolve em uma briga. Esse simples exemplo visa apenas demonstrar como os objetos do mundo não tem sentido em si mesmos. O Universo, assim como os objetos que existem nele, simplesmente é o que é. Somos nós que criamos relações entre os objetos e damos algum significado para eles. E o mesmo acontece com a nossa própria vida. Como diz o personagem Rorschach de Watchmen, graphic novel escrita por Alan Moore: “Vivemos nossas vidas por não termos nada melhor para fazer. Inventamos uma razão depois.”

E como ficam as religiões, os messias e as ideologias que norteiam a vida de bilhões de pessoas? Bem, os messias também podem ser considerados pessoas que buscaram construir seu próprio conhecimento ao invés de aceitar simplesmente a ordem imposta, e uma vez que descobriram modos de vida saudáveis, compartilharam seu próprio “sentido da vida” com os demais através da linguagem. O problema é quando se constrói uma casca de fundamentalismo em torno dessas idéias, criando verdadeiros dogmas que atrapalham mais do que ajudam quando esses ensinamentos são descontextualizados e repetidos em forma de mandamentos universais.

É muitas vezes impossível discutir esses assuntos em determinados locais e/ou com determinadas pessoas, pois parte-se do pressuposto de que a fé deve ser respeitada independente do contexto. Há de se perceber, no entanto, que isto se trata de uma barreira que se coloca para proteção daquelas crenças individuais ou coletivas contra uma possível refutação diante de contradições claras. A má estruturação religiosa, circunscrita a dogmas, acaba por não satisfazer um dos motivos mais importantes da religião existir: a formação adequada da moral. Atualmente a moral pode ser ensinada por bases filosóficas, independente de religiosidade.

Ainda assim muitas religiões possuem preceitos dignos e grandes lições de vida em seu lado esotérico. No entanto, há aqueles que se prendem aos aspectos exteriores, isto é, o lado exotérico, e as conseqüências são péssimas para a humanidade.
________________________________________________________________

Igor Teo é escritor e estudante de psicologia.
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A Besta e o Sábio
Não acredite em nada, mas entenda o quanto puder
Sabedoria do Samurai

E bem, já que você leu tudo até aqui, por que não exercitar?
Gostei muito da ideia do meu colega Raph Arrais quando ele perguntou aos leitores quanto a crença de cada um em divindades.
Vamos exercitar nossa capacidade de usar a linguagem para expressar a verdade subjetiva: para você, qual o sentido da vida?

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Categorias
Artigo 19, Filosofia
Tags
Alan Moore, Linguagem, Nietzsche, sentido da vida, Verdadeira Vontade
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« A Maturidade, a Religião e os Iniciados Consagração no Signo de Peixes 2012 »

32 Responses to “Qual o sentido da vida?”

  1. kk disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 13:30

    Sentido da vida ?

    Prefiro uma vida de sentidos !

    Responder
    • Marco disse:
      21 de fevereiro de 2012 às 13:59

      Uma vida de sentidos nos “aprisiona” nesse mundo.

      Responder
  2. Ramon disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 13:43

    O Sentido da Vida é o mesmo do Mário, sempre em frente, mesmo que as vezes tenha que pular, ou descer, seguir em frente sempre vai te levar pro final da fase. xD

    Responder
    • kk disse:
      15 de fevereiro de 2012 às 14:33

      Hahahaha ! Só esqueceu que muitas vezes a gente pelo cano atrás de uma princesa que não vai te recompensar como se deve.

      Responder
    • Marcos disse:
      15 de fevereiro de 2012 às 17:53

      Faz mais sentido o que você disse do que o texto todo do post.

      Responder
  3. Flávio disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 15:03

    Heya!!!

    Nenhum sentido, atribuímos (graças ao positivismo) evolução e crescimento, mas tenho certeza que em algum momento a humanidade (nem que seja apenas como conhecemos) irá ter um fim e todo esforço ficará apenas no tempo e nos arquivos
    akáshicos :).
    Tudo que tem começo tem que ter um fim e não necessariamente um objetivo.
    Mesmo a vida animal sendo apenas uma forma dos elementos se agruparem e manterem equilíbrio, que é o que acho no sentido mais prático da coisa e que disso derive talvez “as energias paralelas coletivas e inconscientes”.

    Meu dogma último é que somos princípios mentais, ainda que em vidas sem sentido, somos princípios inteligentes, razões, logos, espíritos, atmãs, whatever, isso não implica ter sentido quanto a experiência que chamamos vida física ou evolução espiritual/moral com uso dos recursos de infinitas vidas, que também não existe.

    Devido a ausência de sentido caberia a cada indivíduo escolher o sentido que quer dar a ela, e escolha é algo que está no nosso logos, não escolhemos ser bons ou ruins , predadores ou presas, Abel ou Caim, Judas ou João, estamos aqui para fazer o que devemos fazer e esta escolha não existe, culpa e mérito não existem.

    Faça o que quiser.

    Punição é piedade para quem se sente culpado.
    Toda moral é relativa, inclusive a dita universal.
    Vingança não é justiça, mas compensação egoica.
    O caos reina.
    A ordem limita.

    Agora que eu vomitei esses memes, agradeço o espaço para postar desejando o melhor para todos!!!

    Abrçs!!!

    Responder
    • Flávio disse:
      15 de fevereiro de 2012 às 18:58

      Só um detalhe para meu texto não parecer de um lunático total… só parcial.

      A ordem limita, mas torna possível a seres finitos com nós não sofrer tanto… :)

      Paz e Luz.

      Responder
      • Pseudo-Cético disse:
        15 de fevereiro de 2012 às 20:18

        Pô, eu achei o máximo isso que você escreveu… rs
        “O caos reina, a ordem limita…”. Demais!

        Deixemos a ordem para os que dela necessitam…
        E nunca se esqueça que por mais que ordenem a realidade, que tentem impor padrões as nossas mentes, dentro dela podemos ser livres!

        Tendo em vista tudo isso, eu devo ser meio lunático mesmo..

        Abraço.

        Responder
  4. Pseudo-Cético disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 15:38

    Quero pura e simplesmente estar consciente e são, com saúde, disposição e dignidade, tendo (de preferência muitos) momentos de felicidade com aqueles a quem prezo, amo e respeito. Tudo isso sempre na mais sagrada e preciosa paz!

    Quero poder contemplar o absurdo e a beleza desta vida sem sentido…

    :)

    Abraço.

    Responder
  5. Shlomo disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 15:52

    Nas palavras do “próprio” Super-Homem, o sentido da vida é: “para o alto e avante”.

    Mas, na minha vida atual, me contentaria em tentar dominar a técnica, para não ser dominado por ela.

    Responder
  6. Josias disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 16:35

    42!
    @Teo – haha Eu já esperava por isso. Também sou fã da série de Douglas Adams.

    Responder
  7. Desi disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 20:10

    O sentido da vida é 5′ -> 3′, ué rs

    Deixando esses meus momentos de salsinha biológica, hoje eu estou de bom humor, então diria que pensar sobre o sentido da vida me lembra o Buzz Lightyear: “ao infinito e além” :)

    Responder
  8. Victor disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 20:14

    Primeiramente gostaria de refletir sobre o que se quer dizer com a palavra sentido. Quando dizemos que algo faz sentido dizemos que a situação acompanha ou satisfaz uma série de características comuns à sua condição. Como quando um acontecimento geralmente implica em outro (associando-se causa e prováveis consequências) ou até mesmo quando encontramos um problema, por exemplo, matemático que pode ser solucionado utilizando-se um teorema específico para as suas condições.
    Daí dizemos que um acontecimento, um estado, um sentimento ou até mesmo uma solução fazem sentido, o que não quer dizer que não possam haver falhas. Desse modo quando dizemos que algo faz sentido estamos apenas conectando pontos seguindo alguma interpretação que é passível de falhas. Daí podemos responder uma pergunta do tipo “faz sentido?” e responder “sim” ou “qual o sentido?” e responder mostrando as características comuns à situação que servem de base para o “sim”.
    Quando o cara diz “um” sentido da cadeira ele não está errado, está apenas incompleto. Mas respostas para sentido sempre serão incompletas em alguma escala.
    Agora, voltando ao foco da pergunta, vou colocá-la de um modo que eu me sinta mais à vontade para “tentar” responder (porque eu poderia ficar apenas associando condições físicas comuns ao que denominamos vida e esse não é o obejtivo):
    Qual o sentido filosófico da minha vida?
    Eu acredito que seja buscar estado de paz para mim e para quem mais eu puder.
    Para isso, enchergo como melhores caminhos:
    1 – “Viver” (experimentar as etapas naturais da minha vida) e cuidar da saúde para que eu possa aproveitar as oportunidades mais básicas que a vida oferece para todos e poder me desenvolver.
    2 – Agir na vida de outras pessoas buscando ajudá-las a viver criando vínculos que considero saudáveis.
    3 – Refletir bastante buscando o máximo de sinceridade para poder compreender como me sinto bem psicologicamente.
    4 – Sonhar alto e buscar caminhos para realizar o que acho que desejo me subetendo às dificuldades que aparecem e me esforçando ao máximo para superá-las.
    5 – Evitar ao máximo agir orientado por sentimentos com os quais não me sinto bem como medo, fuga, obrigação, vingança, ódio, descontrole, etc.

    Acho que tá bom. Longo, mas acho que consegui ser sincero.

    Responder
  9. Dinho disse:
    15 de fevereiro de 2012 às 20:49

    Da linguagem:

    Certa vez Buda proferiu um sermão sem dizer uma palavra. Apenas contemplando durante horas uma flor. De muitos q assistiam a cena, apenas um discípulo conseguiu captar a mensagem (o conhecimento) e sorriu.
    Talvez o sentido da vida esteja exatamente na ausência dos pensamentos dos pensadores ou no silêncio da voz dos dos comunicadores. Seja lá como for não está na mente humana.

    Responder
  10. Fabio Almeida disse:
    16 de fevereiro de 2012 às 8:15

    Estou longe de saber a resposta, mas talvez, o sentido da vida esteja intimamente ligado com a busca, uma jornada individual para encontrar o “caminho” de cada um.

    Excelente reflexão Teo!
    Abraços
    @Teo – Obrigado, Fabio. Abraço!

    Responder
  11. Eldridge disse:
    16 de fevereiro de 2012 às 9:51

    Why are we here?
    What’s life all about?
    Is God really real, or is there some doubt?
    Well, tonight, we’re going to sort it all out,
    For, tonight, it’s ‘The Meaning of Life’.

    (..)

    In this ‘life’, what is our fate?
    Is there Heaven and Hell? Do we reincarnate?
    Is mankind evolving, or is it too late?
    Well, tonight, here’s ‘The Meaning of Life’.
    (…)

    ———————————————————

    “So long, and thanks for all the fish”
    @Teo – “Até mais, e obrigado pelos peixes.” hehe
    A idéia que o Douglas Adams brinca da Terra ser um grande computador desenvolvido para tentar resolver o grande mistério do sentido da vida é realmente muito interessante!

    Responder
  12. Luiz disse:
    16 de fevereiro de 2012 às 10:29

    O sentido da vida é variável…depende do estado de humor do sujeito.kkkk

    Responder
  13. raph disse:
    16 de fevereiro de 2012 às 10:38

    Acho que o sentido da vida mais “universal”, por assim dizer, ou pelo menos no nosso atual estágio, é o de exercer plenamente as potencialidades da própria alma nesta vida, e desenvolver outras potencialidade ainda adormecidas, além de, no processo, procurar cada vez mais ceder o apego a nossa(s) personalidade(s) em favor de uma ideia mais ampla e abrangente (pode ser, por exemplo, a ideia de auxiliar os necessitados, os animais ou a natureza como um todo) – o que também é o exercício da maior das potencialidades, o amor.

    Ou, em outras palavras, viver e não somente sobreviver.

    Responder
  14. Evaldo Maia disse:
    16 de fevereiro de 2012 às 11:28

    às vezes me pego em pensamentos extremamentes descrentes, sem fé; e nesses momentos, penso que não existe sentido algum, e que inclusive, tudo o que ‘existe’ (incluindo tudo o que existe de maneira oculta) pode ser “mera” criação que nosso fantástico cerebro (o órgao cérebro) produz em conjunto com nossa (mais fantástica ainda) mente… olha o ‘estrago’ que essas duas coisas podem fazer!
    e tendo como base filosófica a mente, às vezes penso que a vida tem muitos sentidos (sentidos ‘óbvios’ inclusive!)… ter um cachorro de estimação, ou descobrir como calcular a hipotenusa, ou pintar um quadro nomeado “Monalisa”, ou escrever uma canção como “Since I’ve been loving you”, são exemplos de sentidos que são encontrados na vida… porém, é tudo muito subjetivo; talvez esses exemplos tenham um sentido vital pra mim, mais do que tenham tido para os artistas, para o matematico ou para o cachorro (que morreu há alguns anos)..
    resumindo, o sentido da vida é ser pensante; usar não importando o que os outros pensem sobre isso… o sentido é ser, humano! só isso…

    Responder
    • Evaldo Maia disse:
      16 de fevereiro de 2012 às 12:12

      corrigindo:
      “resumindo, o sentido da vida é ser pensante; usar a mente (o intelecto) e pensar, não importando o que pensem sobre isso (seu pensamento)… o sentido da vida é ser, humano! só isso.

      Responder
  15. Hélio disse:
    16 de fevereiro de 2012 às 14:29

    na morte…onde eu encontro o sentido da vida, em outras palavras me transformando a medida do meu possível…indo para onde eu mesmo aponto…

    Responder
  16. Leandro disse:
    16 de fevereiro de 2012 às 19:11

    evoluir……..simples assim!

    a resposta detalhada está dentro de cada um.
    é só deixar a preguiça de lado e meditar.

    texto e comentários inspiradores – muito obrigado á todos!
    Força e equilíbrio.

    Responder
  17. Eder disse:
    17 de fevereiro de 2012 às 8:48

    Talvez a percepção do viver seja apenas uma tela sem forma pronta para ser pintada pela consciência de cada um, ainda que seja mais confortável imprimir nela as figuras dos carimbos que recebemos desde a nossa concepção, e pronta para receber qualquer forma de moldura, ainda que gostemos de seguir o que anda em voga. De resto, tudo parece ser uma linda obra de gestalt.

    Responder
  18. Leandro Nascimento Lemos disse:
    18 de fevereiro de 2012 às 18:28

    Sentido da vida:

    5′ —-> 3′

    Responder
  19. Marco disse:
    21 de fevereiro de 2012 às 14:10

    Existe mais uma coisa a se levar em consideração sobre o suicídio. Toda vez que encarnamos viemos com objetivos a serem cumpridos para a nossa elevação espiritual. Quando alguém se suicida ela pode não ter cumprido com esses objetivos e terá que encarnar novamente para cumprí-los. Fazendo uma analogia, seria como se alguém deixasse de ir à escola, no próximo ano teria que repetir a série.
    Com o suicídio também vem o fato de que essa pessoa terá mais dificuldades para encontrar sua Vontade Verdadeira (sentido de sua vida).

    Responder
  20. Alan Schveitzer disse:
    25 de fevereiro de 2012 às 21:29

    O ser humano é um ser incompleto ele sempre procura algo a mais, e o sentido da vida faz parte deste algo a mais que ele procura, na minha opinião a vida não tem um sentido definido, pois posso dizer ” O sentido da vida esta em cumprir os objetivos que impomos a nós mesmos” ao mesmo tempo que posso dizer: ” vivo cada dia como se fosse o ultimo” ambas as frases não tem sentido algum para mi ( Para muitos faz sentido..), muitas pessoas se apegam a religião onde o sentido da vida é ser uma boa pessoa segundo suas crenças para que possa alcançar algo superior após a morte. No final das contas nossa vida em si não tem um sentido definido, claro que para nós isso não é verdade, pois cada um acha sentido em sua vida mesmo inconscientemente, até mesmo quem se suicida muitas vezes não o faz por não achar um sentido na vida e sim por frustações e outras coisas, ou seja no final das contas vejo a vida como sendo algo com um objetivo porém sem sentido fazendo parte de algo que nós ainda não somos capazes de entender que é o universo e tudo que o cerca.

    Responder
  21. César disse:
    27 de fevereiro de 2012 às 8:20

    Oras… viver é o sentido da vida !

    Responder
  22. Rafaela disse:
    27 de fevereiro de 2012 às 11:13

    Para mim, o sentido da vida é a Evolução da alma.

    Responder
  23. Marcio disse:
    27 de fevereiro de 2012 às 15:55

    Sentido da vida?

    A Morte.

    Responder
  24. Renato disse:
    5 de março de 2012 às 16:31

    Certamente, nenhum post ou qualquer tipo de comentario conseguira expressar o verdadeiro sentido da vida. Existe um impasse gigante entre ciencia e religião, crianças de familias muito crentes em um Deus, hoje entram na escola, e logo aprendem que o planeta foi formado a 4,5 bilhoes de anos por uma explosão denominada big bang, ai logo depois vem a aula de religião, e ali elas aprendem que Deus criou o mundo em seis dias e no setimo descansou. Assim como elas, nós tambem estamos confusos!
    Tanto o post como os comentarios estao de parabens, se isso que ta aqui escrito fosse no seculo XIX, seriam considerados grandes filosofos!

    Responder
  25. roberto disse:
    1 de abril de 2012 às 17:03

    Ola

    Há aproximadamente dez anos me enviaram um livro com nome de A ALCHIMIA DO CHAOS, onde o autor descreve uma série de conversas entre três personagens, o bondoso anjo da mentira, o cruel demônio da verdade e um ser humano, tratando da verdade e da mentira em uma forma simples de conversação. Tirei um pedaço que fala da razão da vida. Se isto é certo ou não, pouco importa. É apenas para reflexão.

    Na realidade, o que se sabe é que a Grande Força Criadora, quer vocês queiram chamar de Deus, Natureza ou Grande Espírito do Universo, é uma força impessoal, sem nenhuma conotação de bondade ou maldade, regida por regras básicas e imutáveis, de natureza exclusivamente prática, que necessita da vida em todas as suas formas e dimensões pela energia que é gerada por todos esses organismos.
    Cada organismo, desde os mais minúsculos até os mais gigantescos, geram energia, cada qual com sua faixa de vibração específica. Por essa razão é que a natureza necessita de concentrações de organismos e para evitar que se eliminem totalmente é que foi criado o ciclo de auto alimentação, sendo que cada organismo serve de alimento a outro. Durante o período de vida de um organismo ele gera uma energia cujas vibrações vão para a grande massa de energia do universo; mesmo na destruição de um organismo pelo outro é gerada uma carga sobressalente que é aproveitada.
    Na realidade o que é necessário não é a vida em si, porém a massa de energia que é gerada pela manutenção desses organismos, sejam eles quais forem.
    Todos os seres vivos, durante sua vida trabalham para poder se manter e daí resulta uma emissão de energia que é absorvida pela grande massa de energia universal.
    Como na morte dos organismos, não pela exaustão final de sua capacidade, pelo fechamento de seu ciclo de vida e sim pela destruição por outro ser vivo ou por acidente, é gerada uma carga sobressalente de energia, resulta a necessidade de que de momentos a momentos ocorram massacres de grupos de organismos, sejam eles quais forem.
    A Grande Força Criadora é voraz e necessita de quando em quando de um reforço na sua massa de energia, resultante do massacre de grupos inteiros de indivíduos e quando isso não ocorre naturalmente, a Grande Consciência Universal promove catástrofes que promovem uma produção intensa de energia.
    Uma das formas de vida que mais interessa à Grande Inteligência Universal, por sua capacidade de gerar carga de energia extra é o ser humano, tanto pelo trabalho intenso que promove como por sua capacidade de matar, das mais diversas formas, não se preocupando que isto seja feito com os de sua própria espécie. Por essa razão é que a guerra nunca deixará de existir, já que nesses embates a energia dispendida é muito grande, com uma emissão gratificante para a Grande Força Universal.
    Embora, por instinto ou por conhecimento, os homens que induzem o comportamental humano promovam grandes festivais ou acontecimentos esportivos mundiais, como sucedâneo na produção desse volume de energia excedente exigido pela Grande Força Criadora, ainda assim não é suficiente, sendo necessário que outros eventos muito mais poderosos tenham que ocorrer para essa produção extra.
    Pela mesma razão antigamente eram feitas guerras dedicadas aos deuses.
    Os sacerdotes instintivamente efetuavam matanças de animais ou sacrifícios humanos dedicados aos deuses, o que era insuficiente para satisfazer a voracidade por energia da Grande Força.
    Nas histórias de todos os povos, quando a quantidade de vida no planeta Terra, principalmente humanos, grandes geradores de energia, era pequena, notamos o impacto cultural dessa necessidade por energia, ficando marcada na memória inconsciente o grande número de desastres naturais tomados como vingança dos deuses ou do deus.

    Responder
  26. Franco-Atirador disse:
    4 de dezembro de 2012 às 19:05

    A algum tempo acalmei minha mente com a resposta (que considero razoável):

    O sentido da vida é sentir!

    Responder

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