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Os Dez Mandamentos e a Kabbalah

deldebbio | 22 de março de 2012

Quando vemos os crentes declamando os dez mandamentos ou escutamos uma explicação literal, tudo parece não fazer muito sentido… a menos que entendamos estas dez “regras” como um guia para algo imaterial, relacionado com a nossa Essência e não com o nosso mundo físico. Muitos acham que estas regras foram criadas como guias morais ou ditatoriais, como parte de leis para doutrinar as pessoas, e não deixam de ter um pouco de razão (em uma escala muito menor e simplória da compreensão do que são estes “Mandamentos”).

Entenda que, simbolicamente, são necessários 49 dias de Preparação para somente depois Moisés receber as tábuas dos Dez Mandamentos. Isso quer dizer que quando alguém faz estes exercícios de autoconhecimento (Sefirat ha Omer), ele está preparado para compreender um pouco mais esta dimensão muito maior e mais espiritual da Kabbalah, muito longe da doutrina Católica.

OBS: Este é um post mais avançado e não acredito que todos vocês vão entender tudo o que está abaixo. Recomendo salvar e ler este post de tempos em tempos, conforme vocês forem se aprofundando nos estudos herméticos.

Os Dez Mandamentos
1 – Kether – “Amar a Deus sobre todas as coisas” não trata de gostar do velhinho barbudo, mas de conectar-se ao Universo e trabalhar a Essência para se tornar o próprio Universo.
2 – Hochma – “Não terá outros deuses além dele” é levado ao pé da letra por crentes e ateus, mas não fala realmente sobre estátuas ou fazer oferendas para outras supostas divindades. Hochma lida com Multiversos e Todas as realidades da manifestação. Ao descer na Árvore da Vida, a Consciência passa a estar atrelada a uma realidade, definida em conjunto por Binah, portanto, não pode perder-se em outras realidades (Imagens).
3 – Binah – “Não usar seu Santo Nome em vão; o Eterno não deixará impune aquele que tomar seu nome em vão” lida com os limites do Abismo e do perigo de tomar Daath por Kether. Não é uma blasfêmia contra um ser pessoal, mas sim perdermos nossa própria Essência maculando-a ou desperdiçando-a.
4 – Chesed – “Guardarás os Dias de Descanso” – Da mesma forma que os Sete Dias da Criação sao símbólicos, a idéia de um “dia de descanso” também o é. Representa o descanso em Valhalla, os banquetes em Olimpo, o momento do Rei sentar em seu trono e contemplar aquilo que foi executado pela Essência. Perceba que todos os Quatros nos Arcanos menores do Tarot lidam com afastamento, descanso, trégua e recuperação das forças para continuar o trajeto. Chesed é a pausa antes do Abismo.
5 – Geburah – “Honrar Pai e Mãe” – não se trata dos pais biológicos ou físicos, mas sim da Esfera que lida com as Egrégoras e com a Verdadeira Vontade. Geburah é a Esfera que lida com o Rigor; o Pai (energia) e a mãe (forma) que compõem cada essência encarnada no Planeta. Sem honrar os Planos Energéticos das quais cada um veio, a pessoa se perderá e não saberá quem é ou o que veio fazer no mundo (tal qual o exemplo dos pais fisicos).
6 – Tiferet – “Não matarás”. Não tem nada a ver com dar tiros ou facadas em pessoas. Não matarás implica em não matar a sua Essência, transformando-a no Ego ou na vontade dos outros.
7 – Netzach – “Não cometerás adultério” também não lida com conjunções carnais, mas no âmbito da Essência, diz para não trairmos nossos sentimentos e emoções.
8 – Hod – “Não Furtarás”, da mesma maneira, lida com nossas criações mentais. Um dos atributos associados a esta Esfera é o do roubo e furto. Diversos deuses da esfera Mercuriana estavam associados à ladrões e trapaceiros ou tricksters. O Furto diz respeito às idéias e criações da Essência. Um conselho para não apropriar-se das idéias e pensamentos dos outros como se fossem as suas.
9 – Yesod – “Não levantarás falso testemunho” lida com o processo final de visualização da realidade. Note que o nono mandamento lida com a descrição da realidade (mentira, descrições falsas) enquanto o décimo Mandamento lida com objetos reais (Malkuth). É um aviso sobre não cair em criações astrais falsas ou perder-se em falsidades ou devaneios.
10 – Malkuth – “Não cobiçarás os objetos do próximo” faz referência ao mundo material, avisando que cada manifestação em Malkuth é única e que as pessoas não devem pegar as vidas dos outros, mas terem a sua própria construção da realidade. O Próximo é o Próximo e Você é você! Viva a sua própria essência.

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61 Responses to “Os Dez Mandamentos e a Kabbalah”

  1. Vinícius Pedro disse:
    22 de março de 2012 às 21:31

    10, 9 e 8 consegui sacar a ligação o restante não

    @MDD – Estuda mais, pequeno gafanhoto… kkkk

    Responder
  2. Alexp disse:
    22 de março de 2012 às 21:50

    Salve!

    Bom, o que me contenta é que depois de ter feito seus cursos, lido os textos do TdC, lido o Caibalion, dentre outras coisas mais, dá pra entender muita coisa do que você quer passar nesses posts da Árvore…
    Mas ao mesmo tempo, vejo o quanto ainda falta pra aprofundar… Os 10 mandamentos sempre estiveram mais na cara que nariz, e até então não tinha notado o quão profundo eles eram.

    Grande abraço!

    Responder
  3. André Ricardo disse:
    22 de março de 2012 às 22:05

    Você é um “santo” mesmo Del Debbio…dois anos de meus estudos ( e só estou contando meus estudos sobre esse assunto especifico) , sintetizados em uma página simples, direta e precisa…

    Parabéns,

    Responder
  4. Peterson disse:
    22 de março de 2012 às 22:12

    Perfeito!

    Responder
  5. roberto disse:
    22 de março de 2012 às 23:21

    Ola
    Parabens. Otimo texto. Profundo conhecimento.

    Responder
  6. Saulo disse:
    22 de março de 2012 às 23:37

    Demais.

    Responder
  7. Brasileiro disse:
    22 de março de 2012 às 23:55

    Fantástico! Muito boas as correlações! Sobre o aspecto “normas morais e sociais disciplinadoras” dos dez mandamentos, acredito que de certa forma elas foram uma manifestação dos princípios essenciais que fez sentido para DETERMINADA cultura em DETERMINADA época. Dizer “não terás outro deus além Dele” em uma sociedade centrada no entendimento religioso poderia significar a garantia que a comunidade se manteria coesa, sem se dispersar na infinidade de cultos dos outros povos.

    Responder
  8. Luíz Gustavo disse:
    23 de março de 2012 às 1:06

    Se fossem 11 mandamentos, relacionariam com a bolota que ficou faltando no meio, se fossem nove, iriam dizer que uma deles é um “princípio fundamental impronunciável e portanto sem mandamentos escritos”(ou algo do tipo), para uma pessoa com média capacidade imaginativa, é muito fácil encaixar qualquer coisa forçando vários padrões ao seu bel prazer, só isso não diz muita coisa.

    @MDD – seu “conhecimento” para palpitar baseado nas suas crenças é tão grande que nem o nome da Estrutura você sabe. São chamadas esferas, ou Sefiroth. Dizer “qualquer um conseguiria fazer” é uma falácia. A estrutura dos Dez Mandamentos serem dez não é uma coincidência; o Pentateuco, como textos originalmente iniciáticos, foi estruturada no hebraico usando a gematria como maneira de codificar estes ensinamentos em vários niveis. Infelizmente, ateus e crentes não são capazes de passar do literal…

    Só por causa disso quer dizer que quem criou os Dez Mandamentos era um cabalista que se chamava Moisés e que viveu em 1.500 a.C? De maneira alguma.
    A menos é claro que existam evidências documentais fortes o suficiente para provr que realmente teve um cara barbudo pra lá de antes de Cristo que tomou um chá de acácia um dia e resolveu “filosofar” metafisicamente com base em um desenho bonitinho e conversas com “anjos”.

    @MDD – como eu acabei de dizer acima, ateus e crentes parecem não ter capacidade mental para entender textos simbólicos ou filosóficos, achando que tudo o que lêem precisa e deve ser literal.

    Então: onde estão as evidências fortes de que pelo menos pensaram realmente nisso antes de criar os Dez Mandamentos?
    Não se esqueça Sr. “Cético”: alegações extraordinárias requerem pelo menos evidências igualmente extraordinárias, do contrário, sinto muito dizer, sua Bíblia não fica muito diferente da que eu vejo “os crentes” pregando toda santa hora na TV…
    Agora quero ver você encaixar todos os 613 Mitzvot judaicos neste mesmo desenhusinho. Tá bom?

    @MDD – Os 613 mandamentos ou 613 mitzvot (ou Taryag mitzvot sendo TaRYaG um acrônimo do valor numérico “613″ também) é o nome dado ao conjunto de todos os mandamentos que, de acordo com o judaísmo, constam na Torá (os cinco livros de Moisés). No hebraico, por ter seu vocabulário construído a partir da matemática, atribui palavras de mesmo valor numérico à mesma energia. Assim sendo, 613 também é o valor gematrico de Torá (Lei), Bara (Criar), Rabah (multiplicar), Geburah (Rigor), Adereth (manto de juiz), a´zar (cinturão) e outras. Originalmente, as 613 leis são desdobradas na própria palavra “Lei”, cuja somatória numérica confirma que deveriam ser 613 leis, para que os estudiosos soubessem se alguém alterou as escrituras de alguma maneira. No pentateuco é extremamente comum acrônimos de textos serem desdobrados em textos que confirmam numericamente aquele versículo determinado. Podemos ver isso nos Salmos e correlações aos nomes dos 72 Anjos (que também se desdobram no “desenhinho” sendo 9×8=72 (Nove esferas acima do Plano material agrupadas duas a duas sem repetição).
    Não são alegações “extraordinárias”, são conhecimentos comuns entre rabinos e cabalistas. Apenas para os ignorantes e leigos é que parecem extraordinárias ou sobrenaturais; para os estudiosos, é apenas matemática e gematria.

    Responder
    • Daniel L disse:
      23 de março de 2012 às 14:20

      O bom desse povo que vem aqui discutir é que vc explica as coisas e quem tem o mínimo de noção aproveita suas explicações como embasamento.

      Responder
    • Tim Marx disse:
      23 de março de 2012 às 14:48

      93

      É por conta dessas resposta que eu sempre convido meus amigos ateus trolls para visitarem o blog.
      Sei que sempre depois de uma trolhada vem um ensinamento!

      TFA.’.

      93,93/93

      Responder
    • Alexp disse:
      23 de março de 2012 às 16:21

      Hahahaha…

      Ainda bem que sempre surgem os paraquedistas querendo bater de frente e te provocar! A gente acaba aprendendo mais ainda…

      Responder
    • Regis disse:
      24 de março de 2012 às 17:18

      É absurda a ignorância do “LuÍz” Gustavo.

      Dia desses, dei-me ao trabalho de revidar uma contestação da homeopatia e outras terapias já oficialmente reconhecidas no YouTube (trabalho com farmacologia e pesquisa científica no meu dia-a-dia), fornecendo indicações de links de revistas internacionais “qualis A” (ou seja, mais “científicas” impossível) do âmbito humano e veterinário (porque animal não pode ser sugestionado da mesma forma que o humano em uma pesquisa, ou ter seu ego manipulado e etc…), e mesmo assim, fui chamado de “insane” por um desses cientistas de pré-escola.

      E o pior de tudo, se trolls como esses não sabem nem de ciência (da qual suportamente vivem e dominam – aham, sei……), quem dirá de Kabbalah.

      Tem espermatozóide que é mais inteligente que esses ogros… (e não é a toa que digo isso: recentemente, descobriu-se que eles se movem no corpo feminino orientado pela variação na concentração de certos íons, o que, segundo os resultados da pesquisa, significa que espermatozóides se movimentam utilizando, de maneira naturalíssima, os princípios de cálculo diferencial).

      Para finalizar:
      1) se dois gregos sentados na beira da praia muito antes do nosso calendário, sem utilizar aceleradores de partículas, conseguiram bem definir a estrutura da matéria (a velha historinha do átomo, quie passou pelo colégio ouviu alguma vez…), porque um velhinho barbudo tipo Moisés, sem “nada” para fazer além de estudar a vida e sua metafísica, não poderia ter trabalhado em algo elaborado?
      2) É um erro grotesco achar que a capacidade humana do passado era menor só porque não havia tecnologia. Não há tecnologia melhor que a mente.
      3) E só pra deixar mais um exemplo sólido de como o povinho do passado era até melhor: as pirâmides estão aí até hoje… Mas vai ver se um prédio de esquina dura mais de dois mil anos……… A propósito, aos pseudo-céticos: tecnologia não é ciência; é um produto dela!!!

      De mais a mais, amo esse site!!!

      Responder
    • William disse:
      27 de março de 2012 às 15:56

      Mas foi levantada uma questão interessante nesse post, como explicar Daath “vazia”?

      @MDD – Desde quando Daath é uma Esfera? Daath existe apenas como um portal entre o Concebível e o Inefável, sendo considerada uma Não-Esfera, apenas uma passagem pelo Abismo.

      Responder
  9. Guilherme Henrique disse:
    23 de março de 2012 às 3:06

    Hum… então porque os judeus ortodoxos que estudam cabala não aceitam outros deuses ?
    nem mesmo nas leis de noé que segundo para eles é para toda humanidade , não aceita outras divindades .?

    @MDD – hmmmmm deixa ver… porque eles são… ortodoxos?

    Responder
    • Roberto Vasconcelos (@Be3eto) disse:
      3 de abril de 2012 às 3:11

      Tu dum tssss… Hehehehe! Brincadeira! xD

      Btw, Regis, poderia indicar algum material bom pra um leigo (como eu) em homeopatia poder entender legal como ela funciona e, de quebra, quebrar (sem trocadilhos) argumentos falaciosos dos trolls? Hehehe! Valeu!

      Responder
  10. Vagner Abreu disse:
    23 de março de 2012 às 7:54

    Excelente Post Del Debbio.

    Haveria algum Mandamento associado a Daath?

    PAX

    Responder
  11. Emerson disse:
    23 de março de 2012 às 9:13

    Tio, perdoe minha ignorância, acho que é uma dúvida bem de iniciante ainda, mas a nova “versão” do primeiro mandamento citada por Yeshua poderia se encaixar nessa visão cabalística também?

    Responder
  12. Daniela disse:
    23 de março de 2012 às 9:50

    Incrível! Adorei as explicações “não muito cristãs” das quais eu cresci ouvindo. Agora percebo que faz mais sentido no plano espiritual do que no material. Tenho que aprender mais… Estou contente esperando o Sefirat ha Omer desse ano!

    Responder
  13. Alagacone disse:
    23 de março de 2012 às 10:00

    Melhor post do ano!

    Responder
  14. Jackson disse:
    23 de março de 2012 às 10:27

    Uma outra fonte sobre o mesmo tema:

    http://www.crcsite.org/KabalisticPrayer3.htm

    @MDD – Muito legal. Vale a leitura.

    Responder
  15. Bruno Mais disse:
    23 de março de 2012 às 12:06

    Sublime !

    Responder
  16. Allan disse:
    23 de março de 2012 às 13:17

    Olá.

    Gostaria de dizer que acompanho o site há mais de um ano, porém, nunca antes deixei um comentário, por incrível que pareça.

    Esse é um ótimo post, acho muito bom quando o assunto quebra paradigmas e apresenta maneiras alternativas de pensar em situações que a maioria das pessoas encara de forma simplória.

    Porém, eu tentei acessar a wiki de vocês para pesquisar quais são os “quatros” do tarot e ví que agora precisa de uma conta, e não achei link para se registrar.

    Gostaria de saber o que preciso fazer para criar uma conta no Project Mayhem.

    @MDD – o Mayhem precisa de conta, mas a Wikipedia não precisa. Para ter a conta no Mayhem, é só mandar um email pra marcelo@daemon.com.br contando como veio parar no blog, as coisas que vc jah fez ou faz e o que gosta de estudar que eu mando o convite.

    Responder
  17. Shlomo disse:
    23 de março de 2012 às 13:57

    Nota de interpretação judaica: “não furtarás” está associado a sequestro (de pessoas) não a furto (de bens materiais). Nas mitologias, em geral, permanece a associação à inveja mercuriana.

    Responder
  18. i disse:
    23 de março de 2012 às 16:06

    Deldebbio conseguir ver em suas explanações algumas ligações e informações interessantes. Entretanto não estudo ocultismo aprofundado para poder ter está abordagem(não tenho uma idade, vamos dizer, de um adulto). Isto estária relacionado a alguma tipo de conhecimento de vidas passadas ou a sua explicação é que é muito boa..rsrsrs

    Responder
  19. Anônimo disse:
    23 de março de 2012 às 17:43

    Se tivesse mais um mandamento, na esfera do abismo, qual provavelmente seria?

    @MDD – Não deixarás de estudar o tempo todo kkkk.

    Responder
  20. Ruan Hudson disse:
    23 de março de 2012 às 18:42

    adoro esse blog,tem vida inteligente na net!!!

    Responder
  21. Guilherme Henrique disse:
    23 de março de 2012 às 19:08

    Não só os ortodoxos, mas todas as linhas judaicas e eles usam a cabala rs , isso que é ironico.

    A Pedra angular do judaismo é só 1 d-us segundo eles.

    Responder
  22. llechner disse:
    23 de março de 2012 às 19:24

    DD, adoro seus posts e mais ainda os cometários.

    Gratidão pelos ensinamentos.

    Responder
  23. Guilherme Henrique disse:
    23 de março de 2012 às 19:46

    Uma outra pergunta que não tem muito haver com esse post, o que você acha do
    Waldo Vieira ? o que ele ensina é bom ? so sei que os espiritas não são lá bons amigos dele rsrs.

    Pax

    Responder
  24. filhão disse:
    23 de março de 2012 às 20:00

    Acho q o mandamento de Daath foi ensinado, e sem dúvida me parece ser o mais complexo. “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Diretamente relacionado com o divino, com o imperfeito, e não sei se alguém mais percebe, mas penso que existe relação entre este e outro axioma também muito famoso “As above so below”.

    @MDD – Tem toda razão. Muito bem colocado.

    Responder
  25. Gabriel disse:
    23 de março de 2012 às 20:42

    Legal que alguns mandamentos tem a ver com os sete “pecados capitais” ou uma solução para eles: o mandamento em malkuth tem a ver com o defeito de saturno, a avareza (sei que saturno é referente a binah, mas o mandamento ali tem mais a ver com a essencia da esfera, que é silencio); o de hod com a mentira, defeito de mercúrio; o de netzach com o defeito da esfera de Venus, ou a luxúria, etc. Não consegui correlacionar tudo de forma satisfatória, então não sei se viajei… Tem correlação, Marcelo? Claro, além de daath, os defeitos não deveriam aparecer, mas tem relação nas esferas inferiores ou me empolguei?

    @MDD – Nao diretamente, mas há relação sim. Sao facetas diferentes da mesma Esfera.

    Responder
  26. Renan disse:
    24 de março de 2012 às 1:24

    Aff, existem duas maneiras de se interpretar as coisas literalmente (material) ou no sentido figurado (espiritual). Eu já estou cansado de ouvir sobre eliminar o ego , tirar o desejo de só receber, etc. Eu já frequentei várias religiões e é tudo a mesma coisa , tudo se baseia na Motivação e na Meditação. Essas duas coisas faz você ficar calmo e ganhar força pra lutar pelos seus sonhos. Por isso me irrito com minha mãe escrava dos dogmas da igreja manipulando ela com a fé baseada em sentimentos onde você reza pras paredes esperando o milagre acontecer do nada , como se fosse cair dinheiro do céu. Por isso eu falo , quer conquistar algo trabalhe , não existe mais deus, a lei é faça o que tu queres … Isso até chegar a nova ordem. Aí fuuuu..!

    Responder
  27. Naldo disse:
    24 de março de 2012 às 9:21

    Para alguém moldado pelos contos da ICAP como eu, é muito difícil entender certas simbologias, muito bom este post!

    Responder
  28. Mariana Nobre disse:
    24 de março de 2012 às 16:50

    Hermetismo puro!
    Não serei arrogante em dizer que entendo todos, mas o primeiro me pesa mais justamente pelo princípio que abrange o TODO e o TUDO rsss tenho que reler mais algumas vezes =P

    Adorei o post!

    Responder
  29. M disse:
    24 de março de 2012 às 17:54

    E o Pai Nosso? Podemos associar cada verso com as sephiroth?
    Me parece que faz o caminho de descida da Árvore:

    Pai Nosso que estais no céu (Kether)
    Santificado seja o Vosso nome (Hockma)
    Venha a nós o Vosso Reino (Binah)
    seja feita a Vossa vontade (Chesed)
    assim na terra como no céu (Geburah)
    O pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Tiphareth)
    perdoai as nossas ofensas (Netzach)
    assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, (Hod)
    e não nos deixeis cair em tentação, (Yesod)
    mas livrai-nos do Mal. (Malkuth) -> rsrsr vou passar a falar “Mas livrai-nos de MALkuth”

    @MDD – Ok M… vc meio que estragou com spoilers o meu próximo post, mas eu tenho de dar o crédito por vc ter percebido isso.

    Responder
    • D.E.G disse:
      26 de março de 2012 às 18:55

      Eu só trocaria aí Hochma por Binah.

      Responder
    • M disse:
      26 de março de 2012 às 21:19

      hahaha “desculpa aí “, é pq eu tive um prof virginiano de Kabbalah muito bom ;-)
      Mas é óbvio q eu quero saber mais detalhes, especialmente sob a análise da versão original da oração: imagino q apesar de ainda guardar essa correlação em essência, o original seja ainda mais instigante!!

      D.E.G
      Tem uns versos q “está na cara” a ligação (ou então é pq eu entendo aquela determinada esfera melhor…) Mas o “Venha a nós o Vosso Reino ”
      me parece mais ligado a Binah (entendimento, Onisciência) do q Hockma (caos, Onipotência) … pelo menos HOJE ;)

      Responder
    • Gustavo disse:
      27 de março de 2012 às 1:31

      Tanto o Pai Nosso quanto os dez mandamentos não tem o “poder’ ou o “significado” então que teriam se a pessoa não for ocultista?

      Em outras palavras, a oração funciona melhor se você entende o significado esotérico dela ou a oração funciona de todas as maneiras mas em diferentes níveis de consciência?

      @MDD – só pode ser devidamente ativada com a Intenção e Vontade, caso contrário, torna-se apenas uma superstição ou misticismo.

      Responder
    • Ricardo disse:
      27 de março de 2012 às 12:51

      E o final do Pai Nosso usado pelos Luteranos?
      “… Pois teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre.”

      Total ligação com o RmP? Ou o RmP e o Pai Nosso Luterano tem uma ligação em comum com algo maior?

      Abraço Tio!

      Responder
  30. Alan Cosme disse:
    25 de março de 2012 às 11:43

    O que é Daath? Achei o uso desse nome interessante na postagem, pois conheço uma banda israelense de Rock pesado que usa esse nome.

    Responder
  31. Thais Thaluthien disse:
    25 de março de 2012 às 18:09

    Fiz o curso de Kabbalah ontem e agora lendo o post novamente ficou mega mais claro!

    Responder
  32. Anderson Roberto disse:
    26 de março de 2012 às 11:12

    Olá Marcelo, ei porque a troca de nome em alguns desenhos antigos da arvore da vida da sephirah de geburah por din ?

    @MDD – Din é um outro nome para Geburah (assim como Gedulah é outro nome para Chesed).

    Responder
  33. Junior disse:
    26 de março de 2012 às 13:55

    Olá comecei ler um livro e peço a opinião de alguém que já tenha lido.
    A cabala da astrologia e a linguagem do número – William Eisen
    O tema proposto no livro e bastante interessante, mas algumas partes são obscuras(falta partes de informação) Alguém sabe alguma literatura de suporte?

    Não e o post (que por sinal muito bom) mais apropiado mas..

    Muito Obrigado.
    .i.

    Responder
  34. Eldridge disse:
    26 de março de 2012 às 15:28

    Há mais coisas entre Kether e Malkuth do que minha limitada compreensão pode conceber.

    Responder
  35. Anderson Roberto disse:
    26 de março de 2012 às 16:42

    Mesmo com spoiler da M ainda vale a pena um post ai heim hehehe, ei será que num futuro rola um post sobre Mesmer e o magnetismo animal, sonanbulismo, ectoplasmia ? são temas bastante interessantes a serem abordados

    Responder
  36. AD&D disse:
    26 de março de 2012 às 18:33

    Muito bom
    sempre sinto falta desses posts “reveladores” assim, este tipo de referencias e corelações são sempre muito interesantes.

    Abraços

    Responder
  37. jocimar disse:
    27 de março de 2012 às 21:47

    Fantástico o texto. #D

    Responder
  38. SanVal disse:
    28 de março de 2012 às 0:18

    Adorei tudo isso!
    É meu primeiro contato com este assunto porque ignorei indicação anterior… santa ignorância!
    Gostei mais ainda das respostas aos comentários, pois a mim, pessoa leiga de tudo, esclareceu (instigou) muito mais que o próprio texto.

    Responder
  39. Alex disse:
    28 de março de 2012 às 22:27

    A nova moda para ressucitar religiões é reinterpretar tudo com os olhos de hoje. É tipo quando a DC faz uma “crise das infinitas terras” só que na religião. Muito bom o post #D.

    Responder
  40. Paulo_Frozen disse:
    29 de março de 2012 às 10:43

    Isso é bem interessante, mas se usar um ponto de vista histórico, o uso dessas 10 regras e não de todas as outras foi bem simples, um líder com um exercito e suas famílias, soldados são muito difíceis de controlar, ainda mais quando o assunto é mulher, juntando o fato de haverem camponeses junto com a tropa, alguns furtos podem desencadear lutas e mortes e a necessidade de manter o foco e o controle obriga a ter somente um motivo da campanha.
    Existe um documentário sobre esse tema feito pelo Discovery.
    Lembrando que esse é um ponto de vista histórico.

    Responder
  41. Igor disse:
    29 de março de 2012 às 11:24

    DD, já faz algum tempo, não sei porque cargas dáguas, começou a martelar na minha cabeça a parábola do caminho estreito que leva aos céus. Sei que coincidentemente, fui assistir esse fds um filme e estava lá está bedinta parábalola, só que escrita de outra forma, um filme indiano “Os 3 idiotas” recomendo. Tudo bem levei normal, daí hoje lendo o livro “O Sagrado e o Profano”, me deparo com a parábola da escada de jaco e uma palavra que nao conhecia e fui procurar no google, qual foi a primeira imagem que apareceu? Não vou dizer, vou colocar a imagem pra você conferir..

    http://www.sria.org/images/SeekingEntry4.JPG

    Como eu encaro isso, como uma premonição, ou como uma mensagem?

    Responder
  42. Jhon disse:
    29 de março de 2012 às 16:23

    Quanto mais ignorante o cidadão, mais crédito ele da a qualquer coisa que se lê.
    Muitos teólogos e historiádores e formadores de opinião aqui.
    Fácil imprecionar e arrancar elogios de juvênis…

    Sua interpretação dos 10 mandamentos é realmente genial, para os padrões Discovery Channel…

    @MDD – Vindo de alguém que quer falar difícil mas escreve “imprecionar”, estou impressionado kkkkk

    Responder
  43. Emídio Pilato disse:
    29 de março de 2012 às 19:18

    Percebi um detalhe que passou desapercebido: aonde você coloca o site do TdC está na intersecção de Yesod, Hod, Natzach e Tiphareth. Coincidência, certo?

    Responder
    • Nilson disse:
      30 de março de 2012 às 15:15

      Como o proprio MDD diz… nada no blog é por acaso hehehe.

      Responder
    • Rev.Breno disse:
      2 de abril de 2012 às 21:02

      Se vcolhar todas as arvores da vida colocadas aqui no TdC vc vai ter umbelo insight

      Responder
  44. Diego disse:
    29 de março de 2012 às 23:21

    Ótimo post, Marcelo.
    Acompanho o blog já faz um tempo, e só agora senti vontade de postar.
    Confesso que sou leigo quando o assunto é Kabbalah, mas tenho mente aberta e, de certa forma, me identifiquei com o post.
    Corrija-me se eu estiver errado, mas, de um modo simplista, o seu estudo dos dez mandamentos diz exatamente o contrário da interpretação católica. Enquanto a católica tenta fazer com que todos os seres humanos sejam iguais, a sua versão propõe justamente o contrário, propõe que essas dez “regras” foram feitas para garantir que não nos desliguemos de um dos maiores caprichos da natureza: a nossa individualidade, todos nós somos únicos.

    @MDD – na verdade, a ordem é inversa. A ICAR é que fez o contrário do que os mandamentos diziam… mas a id´´eia do estudo da árvore é essa mesma que vc viu: que cada ser humano seja único e contribua com todo o seu potencial para a humanidade.

    Gostaria também, aproveitando o seu conhecimento, de dirimir algumas dúvidas minhas, se possível:
    1- Qual a diferença entre alma e espírito? Seria o espírito a nossa razão e a alma, nossa vontade?

    @MDD – a definicao de alma e espírito varia de filosofia para filosofia. As vezes podem significar a mesma coisa, as vezes alma é a essência divina e espírito é esta essencia já manifestada no Plano Astral. Alma seria mais sutil do que espírito, mas é uma questão de semântica apenas, vai depender do que voce estiver estudando.

    2- Acredito na nossa individualidade e na nossa essência, que, para mim, é a mãe de todas as nossas vontades verdadeiras. No entanto, minha dúvida é: como e quando nossa essência é criada e vinculada a nós?

    @MDD – É ao contrário. Voce é sua essência experimentando a individualidade agora.

    Muito obrigado.

    Responder
    • roberto disse:
      30 de março de 2012 às 19:47

      Ola MDD

      Não sei o que é mais interessante? Não sei dizer se o texto base de seu post, o questionamento e afirmações dos que o seguem, ou a sua paciência e bom humor para esclarecer.

      Você está de parabéns. Não possui a arrogância de alguns outros blogueiros.

      Responder
    • Diego disse:
      30 de março de 2012 às 23:10

      Muito obrigado pela paciência e, principalmente, pelas respostas.

      Responder
  45. Thiago Cruz de Estanho disse:
    2 de abril de 2012 às 9:24

    (embora eu não tenha dito nada antes) Parabéns MAIS UMA VEZ. Como sempre, seus posts são sensacionais… Cheguei atrasado e percebi que as relações das sephiroth com os dez mandamentos tem tanta relação com as mesmas e o “Padre Nostro”.

    Estilo… o M já destrinchou e vc já deu os “parabéns” a ele pelos spoilers (risos), mas, de alguma forma, eu tbm já havia reparado em tamanha “semelhança” com a oração e as sephiroth… Seria coincidência justamente 10 frases?? ¬¬’

    Maaaaaassssss, como muitos, sou um jovem padawan no assunto e adoraria ver seu próximo post desvendando por partes sobre o Pai Nosso, segundo a ótica hermetista.

    Mais uma vez parabéns e obrigado pela atenção, caro DD.

    Responder
  46. Matheus disse:
    2 de abril de 2012 às 22:53

    Não sei se você já assistiu o documentário O jardim secreto do Éden…

    este documentário, dentre outras coisas, faz referência à árvore da vida, diz sobre a serpente da kundalini que percorre ziguezagueando as esferas…

    Diz também sobre a esfera “oculta”, o abismo, Daath, esta que é uma referência à união entre as águas e o fogo do espírito que conduz à vida. Aí já começo a ter dúvidas, é por aí ou estou viajando?? Talvez seja o valor do conhecimento (que é próprio da esfera) que justamente me impede ainda de “decifrá-la”.

    Valeu!

    Responder
  47. Gustavo disse:
    13 de abril de 2012 às 0:28

    5 – Geburah – “Honrar Pai e Mãe” – não se trata dos pais biológicos ou físicos, mas sim da Esfera que lida com as Egrégoras e com a Verdadeira Vontade. Geburah é a Esfera que lida com o Rigor; o Pai (energia) e a mãe (forma) que compõem cada essência encarnada no Planeta. Sem honrar os Planos Energéticos das quais cada um veio, a pessoa se perderá e não saberá quem é ou o que veio fazer no mundo (tal qual o exemplo dos pais fisicos).

    f*deu, “desobedeci” esse mandamento e to deveras perdido em saber minha VV.

    Responder

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