Teoria da Conspiração

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Exercício Respiratório – VI

deldebbio | 27 de outubro de 2009

Seguindo com nossa série de práticas respiratórias, trataremos de ir interiorizando em forma inconsciente, o segundo plano cabalístico. Sente-se novamente no centro de sua habitação. Agora você imagina que é Hesed, a sefirah N° 4. Em verdade você é tal qual uma árvore, neste caso a Árvore da Vida, que extrai seu corpo do alimento que o ar lhe brinda. Aspira, pois, do plano dos Princípios Eternos, seu nutriente vital, e conforma com ele seu próprio corpo, ou seja, o de Hesed. Quando exala sua energia, passa a Gueburah, conformando-o. Logo você mesmo é Gueburah, que inala a força de Hesed, a retém e a expele para Tifereth, dando-lhe existência dessa maneira. Agora você é Tifereth, a síntese de toda a luz incriada da Árvore da Vida e conjuga toda a possibilidade da manifestação Você e a fumaça vermelha esplendente são uma mesma e única coisa. Ao inalar a energia sucessiva do plano ou mundo de Atsiluth, você concentra toda a energia do plano da Criação arquetípica, o que tem de sustentar a ordem em que se produzem as formas invisíveis.

beriyah

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Tropeços e Dificuldades

deldebbio | 24 de outubro de 2009

Sem dúvida o leitor que nos segue atenciosamente deve ter encontrado ao longo deste curso variadas e diversas dificuldades. Isso é próprio de qualquer aprendizagem, e se agrava numa deste tipo, aonde em algumas ocasiões se vai contra muitas das formas de ver próprias do homem contemporâneo e da sociedade que este formou (e na que nós criamos), que não crê na realidade do Espírito, nem na de outras possibilidades da criação e do homem, salvo naquelas estritamente ligadas com a comprovação estatística, a análise empírica, e com a manifestação exclusivamente visível e fenomênica. Neste sentido, nosso interesse por temas ocultos e espirituais pode nos criar algumas dificuldades com respeito ao meio, que não sempre compreenderá nossa vocação, ou nos crerá enganados e até defeituosos de razão. Isto vem adicionar-se a nossos próprios tropeços internos e à aparição de dúvidas, incapacidades, paixões latentes e desconhecidas que surgem, vacilações, fobias, manias, etc., que jazem no fundo de si mesmo e que começam a despertar –na sábia economia do Universo– a par que nos alumiam outras tantas áreas com a luz que provém do Conhecimento. Os símbolos revelam e velam ao mesmo tempo.

Para acompanhar o Curso Básico de Hermetismo, procure nos links ao lado a Categoria “Hermetismo”.

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A palavra “Magia” no Hermetismo

deldebbio | 21 de outubro de 2009

Falaremos da palavra magia e de seus possíveis equívocos. A vida inteira, que se está manifestando em todas as ordens neste mesmo momento, é desta forma uma função permanente de magia, ou seja, que a realidade na qual vivemos é mágica. Nesse mesmo sentido nossa atuação nela também o é, de modo natural, e a participação do homem neste processo é parte integrante do próprio processo. A vida e nossa existência se estão fazendo permanentemente e nós podemos participar ou influenciar nela de acordo a determinadas pautas, relacionadas com certos ritos especiais. Pois no caso do rito sucede o mesmo que com o símbolo: conquanto toda manifestação é simbólica e igualmente a vida um perpétuo rito, no entanto existem certos símbolos e ritos particulares que em forma mágica atuam sobre nós, sempre que o sujeito que pratique determinados exercícios se encontre no estado adequado para os realizar e sejam sensatas e sãs suas intenções. A Tradição Hermética trabalha constantemente com símbolos e também utiliza determinadas “cerimônias”, para vivificar esses símbolos trazendo-os assim ao plano da ação. Determinados “métodos”, gestos ou formas de trabalho, capazes de promover em nós, e em nosso meio, determinadas situações e energias aptas para serem moldadas por uma vontade lúcida e retamente ordenada na triunidade Verdade-Beleza-Bem.

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As Musas

deldebbio | 20 de outubro de 2009

Para todo povo há entidades intermediárias, às vezes são os próprios deuses, outras semideuses. As Musas, habitantes do Olimpo, são deusas.

Filhas de Zeus e Mnemósine, sua quinta esposa, com a qual se uniu sob a aparência de um pastor, foram engendradas em nove noites distintas, longe dos demais imortais, com o objeto de que tivesse quem celebrasse a vitória dos Olímpicos sobre os Titãs.
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Biografias

deldebbio | 11 de setembro de 2009

Estamos oferecendo uma série de esboços “biográficos” (Heracles-Hércules, Moisés, Hermes, Pitágoras, Platão, Isis) de “pessoas”, seres ou entidades que encarnaram estados espirituais e necessariamente os têm derramado sobre o meio, segundo era seu destino e sua função. Não nos interessam destas histórias arquetípicas os traços humanos e anedóticos nem as valorações a que esses enfoques se prestam. Cremos que são importantes ao serem simbólicas, ou seja, como reveladoras de determinadas pautas esotéricas, perfeitamente assimiláveis –quanto são exemplares– ao homem em geral, por serem universais e não sujeitas por isso ao espaço e ao tempo senão de modo secundário. Têm também outra função: a de ir preparando o caminho para o conhecimento e o entendimento de outra história, secreta para os que não são capazes de aprofundar e estabelecer relações entre símbolos e se sentem satisfeitos com as cômodas e inverossímeis histórias oficiais. A verdadeira história é outra coisa. E os ocidentais podemos ler na nossa, como numa simbólica de ritmos e ciclos, uma dança de cadências e entrelaçamentos, não casuais por certo, e onde todos e cada um dos fatos adquirem um significado na harmonia do conjunto, que se contempla sob uma leitura diferente, banhada por uma nova luz. Ademais, e é o importante, isto é especialmente válido para ser aplicado a nossa própria vida, às anedotas, acontecimentos e histórias relativas de nossa existência, que têm de ser consideradas sob um enfoque simbólico e nunca como um conjunto de posses personalizadas e exclusivas com as quais nos identificamos.

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Exercício Respiratório – parte VI

deldebbio | 9 de setembro de 2009

Situe-se exatamente no centro da habitação em que realiza suas práticas respiratórias. Observe atenciosamente as coordenadas que formam o espaço onde se acha e coloque-se no eixo onde todas elas coincidam. Imagine que você está localizado na sefirah Kether. Feche os olhos e comece a regular o ritmo de sua respiração, aspirando pelo nariz e expirando pela boca, segundo o modelo que estamos praticando. A fumaça ou gás vermelho brilhante é emanado desse ponto e você o aspira suavemente. Sincronize as distintas práticas que simultaneamente está praticando. De En Sof, do Nada infinito, surge uma débil esfumatura que você aspira e com a qual se alimenta. Ao expirá-la, esta vai lentamente inundando toda a habitação com seu resplendor claro e luminoso. Você é Kether e se alimenta da luz não manifestada. Você é o começo dessa luz que exala e expande toda a Árvore da Vida, a Criação Universal. Por seu intermédio se vai conformando Hokhmah e este dá lugar a Binah, para voltar finalmente a você, visualizados como uma triunidade de Princípios. Aspire e exale a fumaça vermelha brilhante e, ao se identificar com as sefiroth, às que visualiza, retorne a si mesmo, sendo um com a totalidade do Cosmo.

Exemplo: Ao aspirar à realidade de En Sof, possibilidade de tudo o que é existente, você se constitui em Kether, princípio da luz da manifestação universal. Ao expelir, você se conforma a Hokhmah, princípio ativo do Cosmo. Ao inalar novamente, você é esse Hokhmah, ao que se conforma, e ao voltar a exalar, está criando Binah, receptáculo, ou princípio de toda possibilidade. Finalmente você é Binah e aspira a energia de Kether, e ao exalar seu ar, devolve a Kether essa possibilidade para que tudo possa novamente voltar a começar.

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Ísis

deldebbio | 7 de setembro de 2009

Na continuidade, queremos reproduzir uma oração à deusa egípcia Isis, esposa de Osíris, associada à primeira iniciação, lunar, enquanto seu parceiro se encontra vinculado com a segunda iniciação, solar, e ambos os dois se acham conjugados na terceira e última iniciação, a polar, que faz possível a realização do supracósmico, do não humano. Apuleio a inclui em sua obra “As Metamorfoses” (ou O Asno de Ouro, século II d.C.) onde nos dá notícias de que este antigo mito egípcio sobrevivia incólume na Roma de seu tempo. Esta invocação é pronunciada uma vez que se efetua o descenso aos infernos, onde se percebe diretamente e de modo potencial tudo o que seguirá, do qual este descenso é só uma prova. Lembremos por último a vinculação da deusa Isis com o arcano do Tarot, chamado “A Papisa” ou “A Sacerdotisa”.
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Artes e Artesanatos

deldebbio | 4 de setembro de 2009

Para uma sociedade arcaica, tradicional, arte é tudo aquilo que o homem cria com suas mãos partindo do modelo arquetípico que contém em seu interior, e que pode observar nas leis sutis que regem as produções da natureza, manifestação da própria harmonia e da ordem universal. Esse modelo não é outra coisa que a idéia de Beleza considerada como a mais alta expressão da própria Arte do Criador, de quem se diz que a tudo fez “em número, peso e medida”. Por isso todo ato criativo, quando é conforme a esse modelo, imita o rito original da criação do mundo a partir da substância amorfa e caótica, ainda que essa atividade se trate de arquitetura, de artes visuais (escultura e pintura), de artesanatos em madeira ou outros materiais, de ourivesaria, da cerâmica, da cestaria e da tecelagem, da ebanisteria, de costura, de tapeçaria, etc.

Alguns destes artesanatos ainda se conservam vivos em bastantes lugares, e neles se mantêm seus segredos de ofício, os que são transmitidos por meio de uma iniciação, tomando-se, portanto, como suportes da realização interior, pois é a esta, em definitivo, que esses segredos se referem, já que são os próprios da Cosmogonia em sua permanente recriação na alma humana. Este é o sentido profundo dos símbolos e dos ritos próprios de cada ofício, e que fazem deles uma atividade sagrada. Na realidade, todo homem é um artista, e é sua própria vida a que constitui aquela substância amorfa, ou pedra bruta, que tem de ser “trabalhada” pacientemente mediante a permanente atualização dos ensinos recebidos pela Tradição, exercendo o rito da memória e da concentração, até acabar integrado plenamente na harmonia da Grande Obra Universal.

Nas antigas corporações de construtores medievais, o conhecimento do ofício se dividia normalmente em três etapas ou graus de iniciação, que correspondiam ao aprendiz, ao companheiro (oficial) e ao mestre, dando assim uma idéia do desenvolvimento gradual de tal conhecimento. Há que se dizer que aquelas corporações (estreitamente ligadas à Tradição Hermética) deram lugar, durante o curso do tempo, à atual Maçonaria, que continua conservando a mesma estrutura iniciática de seus longínquos predecessores.

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Exercício de Respiração – parte V

deldebbio | 2 de setembro de 2009

Devemos repetir nossa prática respiratória assinalada nos dois capítulos anteriores, à qual adicionaremos agora uma visualização singela, mas não menos efetiva. Com os olhos fechados, trate de imaginar que a habitação, ou espaço, no qual nos dispomos a efetuar este exercício, vai se enchendo de uma fumaça de cor vermelha brilhante que emana suavemente de algum ponto dela. Colocamo-nos, pois, em nossa postura costumeira, e enquanto relaxamos, começamos lentamente a perceber que esta fumaça, ou este ar vermelho brilhante, vem nos rodeando lentamente, e começamos a aspirá-lo, retê-lo, expulsá-lo e a ficarmos sem ele, à medida que vamos ritualizando as fases do exercício.

Em 1 absorvemos lentamente pelo nariz esta fumaça brilhante no tempo de pulsações que elegemos para nossa comodidade. Em 2 o retemos e nos inunda por completo. Em 3 o exalamos lenta e suavemente. E finalmente em 4, ficamos totalmente vazios, até que por imperiosa necessidade voltemos a tomá-lo com suavidade e doçura, ao ritmo que nos impusemos.

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Platão

deldebbio | 31 de agosto de 2009

Como no caso de Pitágoras, Platão é herdeiro da Antiga Tradição Órfica e dos mistérios iniciáticos de Eleusis. Platão sintetiza, dá a luz, revela este pensamento, recebido da boca de Sócrates e adquirido através de viagens e estudos de toda índole ao longo de anos. A influência de Platão é decisiva para a Filosofia, que a partir dele e de um de seus discípulos, Aristóteles, gera-se. Sublinhe-se que a Filosofia promove a história do pensamento, e que de sua aplicação prática em diversos níveis (que vão desde os acontecimentos cívicos, econômicos e sociais, aos usos e costumes, a moral e a religião, para acabar determinando as modas, as ciências, as técnicas e as artes), surge o mundo em que os ocidentais vivemos, queiramo-lo ou não. Apropriadamente, chamou-se “divino” a Platão. Na Antigüidade não se tomava este apelativo como alegórico, senão que se acreditava na divindade de Platão, ao qual também se considerou uma entidade, porque em seus diálogos (que ocorrem entre vários personagens da Grécia clássica, que expõem suas idéias, enquanto Sócrates as ordena e as rebate) não aparece jamais. Os erros denunciados diretamente por Sócrates, e os mostrados por Platão através dos distintos interlocutores, e da fina trama do diálogo, são, curiosamente, os que, desenvolvendo-se desde então de maneira equivocada e em progressão geométrica, desembocaram na crise do mundo moderno. Nas obras de Platão está perfeitamente explicada a Cosmogonia Tradicional e seu pensamento Filosófico e esotérico está tão vivo hoje em dia como no momento em que o Mestre escreveu. Basta nos aproximarmos de suas idéias, para se penetrar, quando é lido com suma concentração e sem preconceitos culturais e formais, num mundo de imagens e signos que vamos percorrendo levados por sua mão.

Símbolo dos atenienses e da cultura grega, Platão nasceu em 429 a.C. Igualmente a Pitágoras, descreveu um mundo de Idéias, ou Arquétipos (os “números” pitagóricos, as “letras” da Cabala) que geravam todas as coisas, e nas quais as coisas se sintetizavam. Como seu Mestre Sócrates, sofreu, se não a morte por veneno, a amargura do exílio, a desgraça e o cativeiro.

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O Simbolismo do Labirinto

deldebbio | 20 de agosto de 2009

O símbolo do Labirinto exemplifica perfeitamente o processo do Conhecimento, ao menos em suas primeiras etapas, naquelas em que o ser tem de se enfrentar com a densidade de seu próprio psiquismo (reflexo do meio profano em que nasceu e vive), isto é, com seus estados inferiores, separando alquimicamente o espesso do sutil, que a alma experimenta como sucessivas mortes e nascimentos –solve et coagula–, destinando ao mesmo tempo numerosas provas e perigos que somente fazem traduzir o próprio conflito ou psico-drama interior.
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O Simbolismo do Templo

deldebbio | 17 de agosto de 2009

O templo reúne dentro de si o espaço e o tempo sagrados. Apenas traspassamos sua porta, faz-se evidente a diferença entre o mundo exterior e profano onde o tempo decorre linearmente e em forma indefinida e amorfa, e o recinto sacro, onde se percebe um tempo mítico e significativo: o “tempo” das origens do ser humano, a eternidade e a simultaneidade, conhecidas e compreendidas na interioridade do homem que estabelece esta comunicação ritual desde as profundezas do templo.
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Pitágoras

deldebbio | 13 de agosto de 2009

Na Antigüidade existia uma lenda segundo a qual Pitágoras foi engendrado no seio materno graças a uma intervenção direta do deus Apolo, também pai das Musas e herdeiro da lira de Hermes. Destacava-se assim a origem celeste e divina de sua doutrina, máxime tendo em conta que Apolo (númen da Luz inteligível, da Harmonia e da Beleza) era considerado uma deidade de origem hiperbórea, o que o punha em relação com a Tradição Primordial. O mesmo nome de Pitágoras procede da Pítia do templo de Delfos (dedicado a Apolo) que profetizou seu nascimento como um bem doado aos homens, nascimento que aconteceu aproximadamente no ano 570 a.C., na ilha grega de Samos. Tendo recebido os mistérios órficos próprios da antiga tradição grega, Pitágoras abandona sua pátria natal para realizar uma série de viagens que o levarão por todo o mundo antigo, especialmente Fenícia, Babilônia e Egito, país onde residiu durante um longo período de tempo, sendo iniciado pelos sacerdotes egípcios, guardiões da sabedoria de Hermes-Thot. Amadurecido seu pensamento, e depois de realizar a síntese de todo o saber recebido, Pitágoras regressou a Samos trinta e quatro anos depois, preparado para cumprir com o alto destino predito em seu nascimento, e que não era outro senão o de criar as bases sobre as quais se assentaria a cultura grega, e posteriormente a civilização ocidental.
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Exercício de Respiração – parte IV

deldebbio | 10 de agosto de 2009

É importante que se habitue a este exercício, ao que inclusive se lhe deve dar um caráter ritual. Pode ser que as distintas fases respiratórias não possam ser realizadas exatamente de acordo com o mesmo número de pulsações. Por exemplo: que a aspiração e a retenção precisem tempos diferentes, bem como a expiração e o vazio subseqüente. No entanto, tanto os movimentos número 1 (aspiração), como o número 3 (expiração), devem ser feitos em tempos iguais. Assim, a retenção e o vazio (fases números 2 e 4) devem se efetuar em igual tempo. A saber, que se a aspiração é realizada em seis pulsações, a expiração deve corresponder a esse mesmo número. Igualmente, se a retenção se faz em quatro pulsações, o vazio se efetuará no mesmo tempo.
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Hermes na Alquimia

deldebbio | 6 de agosto de 2009

Referir-nos-emos agora a Hermes, deidade chave na tradição egípcia, grega e romana. Thot, o Hermes egípcio, que na Alexandria é conhecido como Hermes Trismegisto, ou seja, o possuidor das três quartas partes da sabedoria universal, é identificado igualmente com o Hermes grego e com o Mercúrio romano. Sempre se considerou este deus como uma imagem da transmissão, e a isso se deve que os atributos com os quais é identificado, capacetes e sandálias aladas, estejam relacionados com o vento. Uma de suas características é a rapidez de seu deslocamento, o que na Alquimia pode ser observado, de forma análoga, quanto ao metal do mesmo nome, que conhecemos como Mercúrio em sua versão latina.
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Moisés

deldebbio | 3 de agosto de 2009

O nome de Moisés evoca imediatamente a idéia do povo judeu, que ele encarna e ao mesmo tempo gera. Efetivamente, tendo nascido no Egito, é considerado como da família do Faraó, pois aparece como filho da irmã deste e, como tal se diz, é iniciado pelos sumos sacerdotes nos mistérios mais profundos de Isis e Osíris, onde se sobressai por seus conhecimentos. Desde jovem, sente um chamado cada vez mais claro para algo que ainda não se define, mas que não está relacionado nem com Egito, nem com a posição invejável que ostenta, que, por outra parte, cada vez se lhe faz mais difícil, pelos ciúmes, inveja e desconfiança de seu tio Ramsés II, e de seu primo, que lhe sucederá no trono. A “casualidade” faz com que Moisés, ao defender um escravo judeu injustamente tratado, mate o agressor e tenha que fugir pois, para casos como o seu (Moisés era ministro do culto de Osíris), a justiça do Faraó aplica as penas máximas. Refugia-se onde encontra outro personagem chave: Jetro, rei de Salém, grande sacerdote e iniciado e pai espiritual de numerosos povos nômades que povoavam os desertos e terras entre as civilizações do Egito, Caldéia, Babilônia, etc., compostos por semitas, árabes, etíopes, etc.
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