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	<title>Teoria da Conspiração</title>
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	<description>O Que Eles não gostariam que você soubesse...</description>
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		<title>Palestra sobre Kabbalah na Sociedade Teosófica</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 18:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade Teosofica]]></category>

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		<description><![CDATA[Domingo agora, dia 27/Maio/2012 Loja Teosófica São Paulo. Palestrante: Marcelo Del Debbio Rua Ezequiel Freire 296, próximo à Estação Santana do Metro As 17h30 &#8211; Entrada gratuita. © deldebbio for Teoria da Conspiração, 2012. &#124; Permalink &#124; &#124; Add to del.icio.us Post tags: Kabbalah, Sociedade Teosofica Feed enhanced by Better Feed from Ozh]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo agora, dia 27/Maio/2012<br />
Loja Teosófica São Paulo.<br />
Palestrante: Marcelo Del Debbio<br />
Rua Ezequiel Freire 296, próximo à Estação Santana do Metro<br />
As 17h30 &#8211; Entrada gratuita.</p>
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		<title>Ponto de Encontro</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Arrais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos para Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Poucos se interessam pela etimologia &#8211; o significado e a origem das palavras &#8211;, talvez porque nunca tenham pensado mais aprofundadamente sobre o assunto, talvez porque creiam que todas as palavras e todos os idiomas tenham surgido de uma forma meio m&#225;gica, como no mito da Torre de Babel. Eu penso na cor laranja: ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/" target="_blank"><img src="http://www.deldebbio.com.br/imgs/ban_tdc_tpr_480x100.jpg" alt="Clique no Banner para conhecer o Blog Textos para Reflexão" style="border:0;" /></a></p>
<p><a target="_blank" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__zQY7NRpkNs/S95CwlHgpbI/AAAAAAAAAi8/SN1Y0pCvSZ0/s1600/angel.jpg"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__zQY7NRpkNs/S95CwlHgpbI/AAAAAAAAAi8/SN1Y0pCvSZ0/s320/angel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466880400039126450" /></a></p>
<p>Poucos  se interessam pela etimologia &ndash; o significado e a origem das palavras &ndash;, talvez  porque nunca tenham pensado mais aprofundadamente sobre o assunto, talvez  porque creiam que todas as palavras e todos os idiomas tenham surgido de uma  forma meio m&aacute;gica, como no mito da Torre de Babel.</p>
<p>Eu penso  na cor laranja: ela compartilha seu nome com a laranja, a fruta. Eis um belo  exemplo de como o nome de uma coisa concreta &ndash; a fruta &ndash; deu origem ao nome de  um conceito abstrato &ndash; a cor, nada mais do que um dos espectros da luz quando  refletida pela superf&iacute;cie de uma laranja madura. Mas a cor laranja &eacute; assim  chamada na l&iacute;ngua latina, origin&aacute;ria da antiga Europa; certamente em outros  lugares do mundo, em outros idiomas, n&atilde;o teremos essa curiosa associa&ccedil;&atilde;o entre  a fruta e a cor, simplesmente porque as laranjas n&atilde;o cresciam em todas as  partes do mundo&#8230;</p>
<p><span id="more-10185"></span>
<p>Ainda  numa analogia pr&oacute;xima, podemos nos lembrar dos esquim&oacute;s, ou de todos os povos  que se desenvolveram nas zonas g&eacute;lidas, mas principalmente os da Am&eacute;rica do  Norte. Se perguntarmos quantas cores um esquim&oacute; v&ecirc; no horizonte gelado de suas  casas, eles nos dar&atilde;o uma lista de praticamente meia-d&uacute;zia delas &ndash; no entanto,  n&oacute;s vemos apenas branco. &Eacute; preciso um longo conv&iacute;vio com os esquim&oacute;s para  compreender a import&acirc;ncia das variadas grada&ccedil;&otilde;es de &ldquo;cinza-creme&rdquo; para  &ldquo;cinza-branco&rdquo; e finalmente o &ldquo;branco-branco&rdquo;: &eacute; atrav&eacute;s delas que eles  conseguem se orientar em um &ldquo;deserto de gelo&rdquo;, inclusive identificando onde  temos o gelo mais fino, onde &eacute; arriscado trafegar com muito peso (bem, hoje em  dia eles est&atilde;o modernos, ca&ccedil;am com motos de neve e aposentaram os tren&oacute;s  puxados por cachorros &ndash; some o peso da pesca e da ca&ccedil;a e n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil  compreender a necessidade de se evitar o gelo fino).</p>
<p>Nas  civiliza&ccedil;&otilde;es e cren&ccedil;as humanas, ocorre algo um tanto parecido. Cada povo  desenvolveu um sistema pr&oacute;prio de escrita e linguagem, um sistema pr&oacute;prio de  arte e cultura e, sobretudo, um sistema pr&oacute;prio de lidar com o sagrado. Todos  n&oacute;s lidamos com os mist&eacute;rios do nascimento e da morte, com as atribula&ccedil;&otilde;es da  vida em sociedade, com a doen&ccedil;a e os v&iacute;cios, a guerra e a paz, o amor e a  indiferen&ccedil;a &ndash; mas acima de tudo lidamos com a natureza, com esse Cosmos  infinito a nossa volta, com esse &ldquo;Deus-Branco&rdquo; ao qual <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/01/reflexoes-sobre-linguagem-parte-3.html" target="_blank">cada povo deu um nome</a>, e  talvez ao qual, assim como os esquim&oacute;s, cada povo defina atrav&eacute;s de in&uacute;meras  grada&ccedil;&otilde;es de branco, muito embora o chamem simplesmente de Deus, de &ldquo;O Grande  Branco&rdquo;.</p>
<p>Essa  talvez seja a origem de tantos conflitos entre os povos: &eacute; que um n&atilde;o consegue  compreender o outro, pois cada povo traz consigo s&eacute;culos de cultura e  linguagem, s&eacute;culos de interpreta&ccedil;&otilde;es de conceitos e s&iacute;mbolos, e &agrave;s vezes &eacute;  muito complicado fazer com que outros povos o entendam. N&atilde;o adianta  simplesmente dizer: &ldquo;Olha s&oacute;, eu creio em Krishna e voc&ecirc; cr&ecirc; em Allah, e nosso  vizinho cr&ecirc; em Jeov&aacute;, mas eles s&atilde;o todos nomes para uma mesma coisa, um mesmo  conceito.&rdquo; &ndash; Pois falar &eacute; f&aacute;cil, dif&iacute;cil &eacute; se fazer entender. Porque o deus de  um afirma que somente aqueles que rezam ajoelhados em uma dire&ccedil;&atilde;o s&atilde;o dignos,  enquanto outro afirma que somente aqueles que cr&ecirc;em em seu filho ser&atilde;o salvos,  e ainda outro afirma que antes da salva&ccedil;&atilde;o ainda ser&atilde;o necess&aacute;rias in&uacute;meras  vidas de purifica&ccedil;&atilde;o espiritual&#8230; E da&iacute; que todos criaram nomes para o mesmo  conceito? A quest&atilde;o &eacute; que nenhum parece ter compreendido o conceito em si, <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2009/11/reflexoes-sobre-o-nada-parte-2.html" target="_blank">a <em>abrang&ecirc;ncia</em> do sagrado</a>.</p>
<p>Dessa  forma, assim como as grada&ccedil;&otilde;es de branco das cores dos esquim&oacute;s no fundo s&atilde;o  simplesmente branco (embora seja necess&aacute;rio para eles identificar todas as  grada&ccedil;&otilde;es), no fundo um Criador universal, uma <em>subst&acirc;ncia primeira</em> que originou todas as demais, s&oacute; pode ser  simplesmente &ldquo;O Grande Branco&rdquo;. Mas ningu&eacute;m parece se preocupar em compreender  o porqu&ecirc; de cada povo dar um nome diferente ao Branco &ndash; e a todas as suas  grada&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><strong>Ao inv&eacute;s  de colocarmos um &ldquo;deus-barreira&rdquo; entre n&oacute;s</strong>, seria muito mais interessante nos  focarmos na compreens&atilde;o uns dos outros, e do porque cada povo chegou a sua  conclus&atilde;o sobre o sagrado, o Grande Mist&eacute;rio, a <em>subst&acirc;ncia primeira</em>. Dessa forma n&atilde;o nos isolamos uns dos outros,  nem entre espiritualistas nem entre agn&oacute;sticos e ateus &ndash; pois em todo caso  todos vivem na mesma realidade, todos caminham pelo deserto do mundo e  eventualmente encontram laranjas e horizontes de gelo. Todos t&ecirc;m de lidar com o  sagrado, mesmo que <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2009/12/de-onde-vem-o-sol.html" target="_blank">sua forma de lidar seja o ignorando</a>.</p>
<p>Levantemos  a barreira, criemos um ponto de encontro nas vielas estreitas de nossas  metr&oacute;poles existenciais. Que seja uma pra&ccedil;a, um bar, um lugar onde se toma  caf&eacute;, um jardim, um p&oacute;rtico, uma trilha em torno da cidade&#8230; Qualquer lugar  onde possamos falar do mundo, do sagrado, de Deus e de n&oacute;s mesmos, sem que um  &ldquo;deus-barreira&rdquo; ou um dogma se interponha entre n&oacute;s. Os pensamentos  cristalizados, solidificados, represados, n&atilde;o s&atilde;o nem p&aacute;ssaros a voar nem rios  a fluir, mas a mais pura ang&uacute;stia, o mais puro sofrimento de ter de se viver  ancorado a cren&ccedil;as impostas, a &ldquo;mandamentos&rdquo; que n&atilde;o fazem mais sentido &ndash; pois  n&atilde;o somos mais fugitivos em um deserto escaldante.</p>
<p>Hoje  temos o mundo todo no controle remoto, e principalmente, boa parte do  conhecimento do mundo ao alcance de uma m&aacute;quina acess&iacute;vel &agrave; imensa maioria dos  que tem o luxo de poder se dedicar a amar tal conhecimento. Mas toda informa&ccedil;&atilde;o  e toda tecnologia do mundo de nada nos adiantar&aacute; se continuarmos a viver  isoladamente, sem nos encontrar alguma noite da semana em nosso ponto de  encontro, sem procurar compreender como o outro pensa, como o outro sente, como  o outro lida com o sagrado.</p>
<p>&Eacute;  preciso aprender a pensar por si pr&oacute;prio, a romper &agrave; represa e deixar a &aacute;gua  correr livre para o oceano, a abrir &agrave; gaiola e deixar o p&aacute;ssaro decidir que  rumo tomar no horizonte; Ent&atilde;o poderemos acordar num c&eacute;u de liberdade, <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2009/07/ha-vagas-no-ceu.html" target="_blank">onde  todos foram convidados</a>, e onde os primeiros a chegar n&atilde;o se preocuparam em  adorar o &ldquo;deus-ausente&rdquo;, mas se comprometeram a serem eles mesmos as m&atilde;os e os  olhos de Deus.</p>
<p>No ponto  de encontro, os anjos comparecem todos os dias com os convites para esse novo  mundo &ndash; um mundo onde o laranja e as demais cores, e todas as grada&ccedil;&otilde;es de  branco, se unem em uma s&oacute; luz, em um branco infinito&#8230; Basta-nos achar o jardim onde os anjos pousam, e prosseguir nessa viagem sem fim pela imensid&atilde;o do Cosmos.</p>
<p>***</p>
<p>Cr&eacute;dito da imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/jlmccoy/" target="_blank">jlmccoy</a> </p>
<p>&#160;</p>
<p><em>O <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/" target="_blank">Textos para Reflexão</a> é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Projeto_Mayhem" target="_blank">Projeto Mayhem</a>.</em></p>
<p>&#187; <a href="http://www.deldebbio.com.br/category/colunas/textos-para-reflexao/">Ver todos os posts da coluna Textos para Reflexão no TdC</a></p>
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<p>&#160;</p>
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		<title>O Nirvana Caoísta</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 00:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wanju Duli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Magia do Caos]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe uma semelhança muito peculiar entre os ensinamentos da Magia do Caos e do budismo. De fato, é possível encontrar similaridades entre as linhas mais diversas e, a partir disso, montar um estudo comparativo. Hoje iremos nos ater a analisar o que há de comum entre uma escola da magia moderna e uma religião oriental. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ocultismomagnifico.blogspot.com.br/" target="_blank"><img src="http://www.deldebbio.com.br/imgs/ban_tdc_chaos_480x100.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Existe uma semelhança muito peculiar entre os ensinamentos da Magia do Caos e do budismo. De fato, é possível encontrar similaridades entre as linhas mais diversas e, a partir disso, montar um estudo comparativo. Hoje iremos nos ater a analisar o que há de comum entre uma escola da magia moderna e uma religião oriental.</p>
<p>No caoísmo ouve-se muito o seguinte lema: “Nada é verdadeiro; tudo é permitido”. Uma das possíveis interpretações dessa asserção seria a de que uma crença não expressa o absoluto, mas seria meramente circunstancial, tendo como fim realizar uma mudança de paradigma para atingir determinado objetivo. E, no interior do paradigma adotado, você pode realizar todos os experimentos possíveis, contanto que finja suficientemente bem que aquele processo é verdadeiro. Essa prática é encontrada no bordão: “Finja, até que atinja”.</p>
<p><span id="more-10181"></span>Já no budismo existe o conceito de “maya”, que seria uma projeção da realidade criada por nós. Também fala-se em “vipallasa”, que seriam distorções ou alucinações que podem ocorrer na percepção, na mente ou nas ideias. É dito que não há um “eu” inerente (anatta) e que a impressão da existência seria uma constituição de agregados mentais. Contudo, para destruir o karma e atingir o nirvana, inicialmente você precisa do “paradigma da mente como identidade” para “aniquilar a mente com a própria mente”.</p>
<p>Essa concepção é muito semelhante à de que a “crença é uma ferramenta”, usada na Magia do Caos. Através do “paradigma do palhaço”, poderia ser dito que bastaria utilizar diferentes crenças como noção do absoluto, para que se compreenda a não existência da percepção do absoluto, e assim atingir uma espécie de “nirvana caoísta”.</p>
<p>Mas existe uma “verdade”, uma “coisa em si” ou um Absoluto, como realidade transcendental? O caoísta diz: “Eu não me importo!”. Buda diz: “Não importa” (já que ele estava mais preocupado com as questões de caráter pragmático do que com a ontologia). Então o caoísta dá um sorriso e levanta sua mão: “Bate aqui, Buda!”, ou, segundo um famoso trecho do Principia Discordia:</p>
<p><em>“GRANDE PATETA: Você é realmente sério, ou o quê?</em></p>
<p><em>MAL-2: Às vezes eu tomo como humor sério. Às vezes eu seriamente tomo como humor. De qualquer forma, isto é irrelevante.</em></p>
<p><em>GP: Talvez você apenas seja louco.</em></p>
<p><em>M2: Não me diga! Mas não leve meus ensinamentos por falsos só porque sou louco. A razão de eu ser louco é porque eles são verdadeiros.</em></p>
<p><em>GP: Éris é verdade?</em></p>
<p><em>M2: Tudo é verdade.</em></p>
<p><em>GP: Mesmo coisas falsas?</em></p>
<p><em>M2: Mesmo coisas falsas são verdade.</em></p>
<p><em>GP: E como pode ser isso?</em></p>
<p><em>M2: Eu não sei cara, eu não fiz isso”.</em></p>
<p>Ou ainda a frase, da mesma obra: <em>“Eu tenho a crença inabalável de que é um erro ter crenças inabaláveis”. </em>Digamos que algumas “crenças temporárias” se tornam úteis para resolver alguns paradoxos.</p>
<p>Segundo Ajahn Thanissaro, Buda ensinou a doutrina do “não-eu” não como uma afirmação metafísica, mas como uma estratégia para não se identificar com os fenômenos. Conforme demonstra o seguinte trecho do Samyutta Nikaya, Ananda Sutta:<em></em></p>
<p><em>“Tendo sentado a um lado, o errante Vacchagotta disse ao Abençoado, &#8216;Então, Venerável Gotama, existe um eu?&#8217; Quando isso foi dito, o Abençoado ficou em silêncio. &#8216;Então, não existe um eu?&#8217; Uma segunda vez o Abençoado ficou em silêncio. </em></p>
<p><em>Então o errante Vacchagotta levantou-se do seu assento e partiu. </em></p>
<p><em>Em seguida, não muito tempo após o errante Vacchagotta ter partido o Venerável Ananda disse ao Abençoado, &#8216;Porque, senhor, o Abençoado não respondeu quando foi perguntado pelo errante Vacchagotta?&#8217; &#8211; &#8216;Ananda, se eu, tendo sido perguntado pelo errante Vacchagotta se existe um eu, tivesse respondido que existe um eu, isso estaria conforme com aqueles brâmanes e contemplativos que são os expoentes da doutrina eternalista (isto é, a idéia de que existe uma alma eterna). E se eu… tivesse respondido que não existe um eu, isso estaria conforme com aqueles brâmanes e contemplativos que são os expoentes do niilismo (isto é de que a morte é a aniquilação da experiência). Se eu… tivesse respondido que existe um eu, isso seria compatível com o surgimento do conhecimento de que todos os fenômenos são não-eu? </em></p>
<p><em>&#8216;Não, Senhor.&#8217; </em></p>
<p><em>&#8216;E se eu… tivesse respondido que não existe um eu, o confuso Vacchagotta ficaria ainda mais confuso: &#8220;Aquele eu que eu costumava ter, agora não existe?&#8221;</em></p>
<p>Então, note que, embora a noção de um “eu” possa aprisionar, ela é necessária exatamente para que, através do nosso “eu” perceba-se a noção do “não-eu”, e, a partir disso, aniquile-se tanto a noção do “eu” como “não-eu”, como verdade.</p>
<p>No caoísmo, embora a noção da “crença” possa aprisionar, ela é necessária para que através da adoção de diferentes crenças obtenha-se a percepção de que a crença em si não é verdade e nem mentira, mas uma percepção mental para o entendimento de que “Nada é verdadeiro” (a crença é uma ferramenta); e “Tudo é permitido” (expansão da nossa interferência mágica mental e material através da manipulação contínua da visão da realidade).</p>
<p>No budismo também existe a marca da existência chamada “anicca” (impermanência ou inconstância), que reflete a realidade do samsara, ou a roda do karma. No caoísmo, mergulha-se nessas diferentes impressões da realidade através da mudança constante de paradigmas.</p>
<p>Poderíamos dizer então que tanto budismo como caoísmo chegaram a conclusões muito semelhantes acerca da realidade e encontraram soluções diferentes. Em relação à primeira parte do lema de Hassan-i Sabbah, “Nada é verdadeiro”, ambos concordam, no que concerne a nossas impressões da verdade. Quanto ao “Tudo é permitido” é uma estratégia caoísta de permanecer sempre saltitando de um paradigma a outro e, com essa libertação da mente, obter sabedoria e poder.</p>
<p>Ambos utilizam bons truques. Só podemos perceber a realidade através da limitação do nosso aparelho cognitivo, como se fossem óculos que mostrassem uma verdade embaçada. A solução do caoísta foi utilizar óculos de cores diferentes o tempo todo, para nunca se esquecer que estamos sempre sentindo o mundo com a limitação de nossos sentidos, e que nossas crenças não representam a totalidade da existência. Já o budista usa o método de utilizar a ilusão dos próprios óculos para tentar se livrar deles – os caoístas achariam isso meio chato e sem graça, já que eles consideram que óculos são muito chiques, especialmente os coloridos. Então por que parar de usá-los? Eles preferem rabiscar diferentes desenhos na tela em branco em vez de rasgá-la. E, para quem não gostou de nenhuma dessas opções, sempre é possível comprar um quadro pronto na loja, para decorar sua belíssima parede.</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre a espiritualidade e a ciência</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 13:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Arrais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[hermetismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos para Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Está é a última atualização deste post, com os comentários das respostas, e o final da série. Para quem ainda não conhecia, vale a pena conhecer: Há algum tempo li um excelente livro, chamado “Conversas sobre a fé e a ciência” (Ed. Agir), onde o cientista Marcelo Gleiser dialoga com o religioso Frei Betto sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="width:100px;float:right;margin:0 0 10px 10px;">
<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-kufN2TkpMrI/TsVg1isIidI/AAAAAAAAB-w/ypnd2vKButs/s1600/marcelo_del_debbio.jpg" target="_blank" title="Marcelo Del Debbio"><img style="display:block; margin:0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 81px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kufN2TkpMrI/TsVg1isIidI/AAAAAAAAB-w/ypnd2vKButs/s200/marcelo_del_debbio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676049378331625938" /></a><br />
<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-dPHQiaHUSps/TsVhEX5FbbI/AAAAAAAAB-8/111S_ejWTzk/s1600/kentaro_mori.jpg" target="_blank" title="Kentaro Mori"><img style="display:block; margin:-15px 0 0 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 81px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-dPHQiaHUSps/TsVhEX5FbbI/AAAAAAAAB-8/111S_ejWTzk/s200/kentaro_mori.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676049633131195826" /></a>
</div>
<p><em>Está é a última atualização deste post, com os comentários das respostas, e o final da série. Para quem ainda não conhecia, vale a pena conhecer:</em></p>
<p>Há algum tempo li um excelente livro, chamado “Conversas sobre a fé e a ciência” (Ed. Agir), onde o cientista Marcelo Gleiser dialoga com o religioso Frei Betto sobre diversos assuntos pertinentes a quem costuma se indagar as questões primordiais da humanidade, que permeiam tanto a ciência quanto a religião e, claro, a filosofia. Nesse livro o diálogo deles é intermediado pelo espiritualista e músico Waldemar Falcão.</p>
<p>Ao terminar a leitura, tive a ideia de fazer uma série onde faria uma mesma pergunta para um grande ocultista e um grande cético, e intermediaria uma espécie de “diálogo indireto” entre eles. O projeto <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/11/reflexoes-sobre-espiritualidade-e.html" target="_blank">Reflexões sobre a espiritualidade e a ciência</a> se consiste de 7 perguntas enviadas em paralelo ao Marcelo Del Debbio e ao Kentaro Mori para que eles dêem seus pontos de vista.</p>
<div style="float:left;width:49%;">
<p><strong>Todas as 7 perguntas respondidas:</strong><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/11/o-que-e-deus.html" target="_blank">O que é Deus?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/11/que-e-afinal-vida.html" target="_blank">Que é, afinal, a vida?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/01/que-e-fe.html" target="_blank">Que é a fé?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/01/o-que-ciencia-tem-ganhar-com.html" target="_blank">O que a ciência tem a ganhar com a espiritualidade?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/01/os-memes-existem.html" target="_blank">Os memes existem?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/02/que-e-o-efeito-placebo.html" target="_blank">Que é o efeito placebo?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/03/sem-deus-tudo-e-permitido.html" target="_blank">Sem Deus, tudo é permitido?</a>
</p>
</div>
<div style="float:right;width:49%;">
<p><strong>Meus comentários sobre as respostas:</strong><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/03/comentario-o-que-e-deus.html" target="_blank">Comentário: o que é Deus?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/03/comentario-que-e-afinal-vida.html" target="_blank">Comentário: que é, afinal, a vida?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/04/comentario-que-e-fe.html" target="_blank">Comentário: que é a fé?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/04/comentario-o-que-ciencia-tem-ganhar-com.html" target="_blank">Comentário: o que a ciência tem a ganhar com a espiritualidade?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/04/comentario-os-memes-existem.html" target="_blank">Comentário: os memes existem?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/05/comentario-que-e-o-efeito-placebo.html" target="_blank">Comentário: que é o efeito placebo?</a><br />
&#187; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/05/comentario-sem-deus-tudo-e-permitido.html" target="_blank">Comentário: sem Deus, tudo é permitido?</a>
</p>
</div>
<div style="clear:both;"></div>
<p><em>Fica aqui um sincero agradecimento a generosidade e ao entusiasmo dos dois participantes&#8230; Espero que essas reflexões possam trazer luz a cientistas e espiritualistas, e a todos nós: humanos.</em></p>
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		<title>Sefirat ha Omer 2012 – Sétima Semana</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 12:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kabbalah]]></category>
		<category><![CDATA[Sefirat ha Omer]]></category>

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		<description><![CDATA[A Sétima e última semana (Malkuth) começa dia 19/05 ao Pôr do Sol. 19/05 &#8211; Chesed shebe Malkuth 20/05 &#8211; Geburah shebe Malkuth 21/05 &#8211; Tiferet shebe Malkuth 22/05 &#8211; Netzach shebe Malkuth 23/05 &#8211; Hod shebe Malkuth 24/05 &#8211; Yesod shebe Malkuth 25/05 &#8211; Malkuth shebe Malkuth Podem fazer os comentários neste Post mesmo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Sétima e última semana (Malkuth) começa dia 19/05 ao Pôr do Sol.<br />
19/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Chesed_shebe_Malkuth" target="_blank">Chesed shebe Malkuth</a><br />
20/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Geburah_shebe_Malkuth" target="_blank">Geburah shebe Malkuth</a><br />
21/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Tiferet_shebe_Malkuth" target="_blank">Tiferet shebe Malkuth</a><br />
22/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Netzach_shebe_Malkuth" target="_blank">Netzach shebe Malkuth</a><br />
23/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Hod_shebe_Malkuth" target="_blank">Hod shebe Malkuth</a><br />
24/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Yesod_shebe_Malkuth" target="_blank">Yesod shebe Malkuth</a><br />
25/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Malkuth_shebe_Malkuth" target="_blank">Malkuth shebe Malkuth</a> </p>
<p>Podem fazer os comentários neste Post mesmo.</p>
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		<item>
		<title>Associações com a Kabbalah</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 07:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kabbalah]]></category>
		<category><![CDATA[Magia Prática]]></category>

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		<description><![CDATA[De tempos em tempos aparece algum ateu ou crente fazendo ataques à Astrologia ou à Maçonaria baseado em completa ignorância&#8230; um diz que &#8220;a gravidade não exerce influência dos planetas na astrologia&#8221;, o outro diz que &#8220;os Illuminati controlam a nova ordem Mundial da maçonaria&#8221; e por ai decolam para o reino dos absurdos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De tempos em tempos aparece algum ateu ou crente fazendo ataques à Astrologia ou à Maçonaria baseado em completa ignorância&#8230; um diz que &#8220;a gravidade não exerce influência dos planetas na astrologia&#8221;, o outro diz que &#8220;os Illuminati controlam a nova ordem Mundial da maçonaria&#8221; e por ai decolam para o reino dos absurdos e abobrinhas. Normalmente não perdemos tempo refutando, porque a pessoa está tão perdida que não sabemos nem por onde começar a refutar, de tanto erro conceitual.<br />
O que me deixa chateado é alguém que diz que estuda e conhece magia dar umas escorregadas no quiabo tão horrendas como o frater Amduscias fez em seu blog. E pior ainda, perceber que essas distorções são alguma espécie de ataque BEM pessoal e de má-fé contra minha pessoa e a maneira como trabalhamos aqui no blog. </p>
<p>&#8220;Como não aprender Magia&#8221;<br />
Por Frater Amduscias</p>
<p><strong>@MDD &#8211; ou &#8220;Como queimar o próprio filme posando de arrogante, elitista e preconceituoso, porque só o meu método é o certo&#8221;, por Frater Amduscias.</strong><br />
<span id="more-10152"></span><br />
Tem me indignado o que tenho visto, ouvido e presenciado aqui no Brasil nos últimos anos, em termos de “magistas”. As ‘novidades’ que pipocam pelos cantos já nascem velhas, desgastadas, oportunistas e safadas. A impressão que tenho é a de que entramos em uma ‘Idade das Trevas’ Mágicka.<br />
A leitura abrangente, os bons autores e a contestação saudável deram lugar a uma mequetrefe validação universal: “Foi a entidade X quem disse que era assim”. Não sei qual é o problema de se pegar um livro, ler, entender, praticar, obter resultados e apresentá-los. Magia é Ciência, fazer Magia exige o mesmo amor e dedicação que qualquer área do conhecimento exige de quem se envereda por ele. Ora, ninguém apresenta um trabalho de conclusão, mestrado ou doutorado baseando seus argumentos em um “foi Fulano que me disse que era assim”. Por que então isso deve acontecer com o conhecimento mágicko?</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Frater Amduscias começa muito mal o seu texto. Esse tipo de crítica vazia, generalizada e pobre chamamos de “Falácia do Espantalho” costuma ser usada por pseudo-céticos quando criticam a Astrologia; pegam algum horóscopo de jornal, falam que não funciona e generalizam para toda a prática. Isso seria aceitável em um ignorante e leigo leitor de revistas wiccas, mas não em alguém que diz ser a guarda dos conhecimentos do Circulo Iniciático de Hermes. De alguém assim, esperamos um pouco mais.</p>
<p>Comecemos pelo erro acadêmico. Qualquer pessoa que já tenha feito um trabalho sabe que a BASE do trabalho é citar quem disse o que e quando; qual autor é responsável por quais palavras do texto que você está colocando. Se foi um autor capitalista ou comunista que fez determinado comentário sobre economia, isso é pertinente no resultado do texto e na conclusão. em uma matéria sobre o governo, precisamos saber se a fonte é a revista VEJA ou a Carta Capital&#8230; Da mesma forma, em magia, é muito importante saber se quem fez determinada afirmação foi um Exu da linha de Ogun, ou um preto-velho de Oxossi, ou um Anjo Enochiano ou um Elemental da Água, pois cada um deles possui sua visão sobre o todo que deve ser levada em conta.<br />
O segundo ponto é a leviandade do seu comentário. Resumir duas dezenas de anos de pesquisas dentro de todos os campos da Magia, com conversas com mais de quatrocentas entidades em diversos terreiros, ordens visíveis e invisíveis e um criterioso cuidado de perguntar e comparar respostas dadas por magistas desencarnados com todo o material que temos disponível, além de toda a pesquisa em livros que é feita e estudada antes de formular as questões e debatê-las com entidades confiáveis em um  “<em>Foi a entidade X quem disse que era assim</em>” é muita má-fé, não? Digo isso porque assumo que o frater não é burro nem ingênuo, então qual outro motivo nos resta para um comentário tão distorcido e malicioso?</p>
<p>Parece que você quer me criticar por beber do melhor vinho, mas seu ego se recusa a ver os calos nos meus pés de amassar as uvas, certo? </strong></p>
<p>Tampouco é simples como alguns pensam. Há quem ensine uma espécie de Magia por associação – mas um rápido exercício mental revela que associar coisas é a prática mais infantil e ingênua que um magista (ou qualquer cientista) pode fazer. Não é porque o pássaro é vermelho que ele pertence ao elemento Ar e a Geburah – se fosse assim simples, eu colocaria um Sonrisal no meu café preto e obteria Coca-Cola. E sairia Brasil afora dando cursos de Alquimia.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Outra Falácia do Espantalho e outra distorção seguido de comentário malicioso. Pergunto novamente&#8230; por quê? Está tentando mostrar pra alguma garota que a sua varinha não é menor que a minha?<br />
Qualquer pessoa que tenha estudado magia em mais de uma fonte consegue perceber que há muitas nuances energéticas no que tangem os 32 Caminhos. Pegue três livros de três rabinos diferentes e verá três definições diferentes para cada letra&#8230; Marte não é exatamente Ares, que não é exatamente Hórus, Kali, Sekhmet, Vulcano, Hefesto, Thor, Teutatis, Pele, Ogun, Lancelot ou São Jorge&#8230; cada um destes símbolos expressa uma fração da energia de Geburah, vista e compreendida em uma determinada cultura em um determinado período de tempo.<br />
Nosso cérebro não possui qualidade suficiente para compreender TODA a energia de Geburah; desta forma, vamos observando suas facetas e, aos poucos, entendendo o que ela realmente representa. Quanto mais cultura tivermos, quanto mais símbolos aprendermos, melhor será nossa compreensão do todo.</p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/geburah480.jpg" /></p>
<p>No caso de entidades que não estão observando o mundo pelos mesmos olhos físicos que os nossos, elas compreendem a energia imantada de cada objeto, cada ação, cada local. Para um preto-velho, uma planta não é apenas uma planta, é um conjunto de energias manifestadas. Formas geométricas desenhadas em uma mandala não são desenhos, são direcionadores de energia; um pássaro não é apenas um pássaro, é um símbolo do Ar. E oVermelho é a cor de Geburah. Dentre todos os pássaros, os vermelhos carregam consigo estas duas nuances energéticas. Mas a parte de um todo é um todo, então uma pena vermelha também carrega a energia de Ar e de Geburah; ou um pássaro de fogo; ou um pássaro de ferro (metal de Geburah); ou um avião de combate&#8230; todos símbolos do Ar e de Geburah&#8230; a Guerra pelas palavras.</strong></p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/passaro-vermelho-ar-geburah.jpg" /></p>
<p><strong>Me recuso a acreditar que você nunca tenha ouvido falar que cada entidade da umbanda fuma um tipo de tabaco diferente e bebe um tipo de bebida diferente. Se estudasse, veria que cada uma dessas bebidas e fumo estão diretamente ligados com a energia que esta entidade trabalha, dentro da Árvore.<br />
Pretos-velhos, entidades saturnianas, bebem café e fumam cachimbo; Exus, entidades ligadas a Hod, bebem aguardente e fumam charutos; marinheiros e caboclos bebem cerveja e fumam cigarros; Pombas-Giras bebem champagne e fumam pitos e assim por diante&#8230; não é “pompa” ou “frescura” mas uma necessidade energética para a conexão. Também temos as comidas de cada orixá, e as ervas&#8230; já que gosta tanto de citar autores, recomendo ler um livro bem básico do Adriano Camargo chamado Sistemagia.</p>
<p>Então, se uma entidade pedir para desenhar um pássaro vermelho, pode ter certeza que ela estará trabalhando com o elemento Ar e Geburah (Ogun) naquela magia. Um magista que conheça as bases do elemento Ar e as bases da energia de Geburah pode trabalhar facilmente com uma imagem destas em seu altar&#8230; Austin Spare, que na minha humilde opinião era um magista melhor do que o Crowley, percebeu isso, e criou as bases do que hoje chamam de Magia do Caos justamente com esta compreensão.</strong></p>
<p>Fazer Magia é como cozinhar. Exige feeling, treino, tentativa e erro, estudo para abranger as técnicas culinárias. Posso entrar na cozinha empolgado e louco de tesão por cozinhar&#8230; Mas se não sei o que fazer, minhas chances de sucesso são praticamente nulas. A vontade de fazer algo – a intenção positiva, no caso – é sim um plus, mas não substitui o conhecimento e habilidade funcional de um processo. Por isso pode-se tranquilamente afirmar que, tanto na Magia quanto na Culinária, não existe “efeito placebo”, como alguns gostam de postular. Ou você sabe o que está fazendo, ou não sabe. A intenção pode ajudar ou atrapalhar, mas nunca será fator determinante de um ato mágicko – senão, todo mundo que assistiu ao filme “O Segredo” estaria milionário hoje.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Eu acho estranho você criticar o método e depois citar EXATAMENTE o mesmo método que trabalhamos como sendo o correto. Você simplifica todo o processo de conhecimento e estudo dizendo “não pode usar pássaro vermelho” e logo em seguida entra em contradição dizendo que, se a pessoa sabe cozinhar e sabe o que está fazendo, pode usar&#8230;<br />
Você parece que não sabe a diferença entre uma “Simpatia” e uma “Magia” e critica um mago por base de um exemplo. Deveria fazer como o Sr. Ganesha, que tem orelhas grandes, olhos grandes e boca pequena&#8230; ele escuta muito, vê muito e fala pouco, para evitar falar besteiras. Viu? Para isso que servem as analogias&#8230;</strong></p>
<p>Símbolos, ferramentas, roupas, gemas, metais, ervas, líquidos, aromas – enfim, toda parafernália ritualística – tem um propósito. Quando membros do Círculo Iniciático de Hermes aparecem em público vestindo os robes negros de trabalho, muita gente costuma perguntar se tem alguma finalidade ou é apenas pompa. O robe, ou balandrau, tem o intuito básico de manter o magista limpo. É mais ou menos como o avental do chef de cozinha, que evita respingos ou sujidades nas roupas. Há também os adendos, como por exemplo estolas de identificação que o magista usa de forma a criar afinidade com determinadas correntes energéticas, identificá-lo como integrando uma egrégora, grau etc. Da mesma forma um cozinheiro usa o chapéu para identificá-lo como um chef, e o formato deste chapéu algumas vezes pode indicar sua especialidade.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Me responda qual é a diferença das suas preciosas “estolas e robes magísticos” para as guias e as firmezas da Umbanda? Penduricalhos de grau mequetrefes que marcam especialidades são muito importantes, mas as guias, as ervas e o pássaro vermelho do Exu são coisas ingenuas de crianças? É isso?<br />
Eu discordo. Uma entidade, quando usa um chapéu com uma pena, ou um colar com um dente de cavalo, ou uma corda com cinco nós ou um crucifixo ou outros elementos, está trabalhando energeticamente algum aspecto. Não é frescura ou pompa.<br />
Uma erva de arruda na mão de uma preta velha às vezes vale mais do que dez líber legis nas mãos de quem não sabe pra que eles servem&#8230;<br />
E eu não preciso de robe nenhum para fazer magia. Um mago de verdade vai fazer o que precisar ser feito com os elementos que tiver à mão, nas condições em que estiver. Quem sabe a BASE se vira com o que tiver, onde estiver; o resto precisa de avental, cozinha e receita pra não se sujar.</strong></p>
<p>De qualquer forma, fazer Magia não é só “fazer teatro para excitar o subconsciente”, mas sim dar as condições ideais para que os comandos enviados ativem todos os símbolos e alcancem as esferas de ação desejadas. Ou seja, como uma placa de circuito integrada precisa das conexões e peças corretas para funcionar, a Magia utiliza a energia da excitação ritualística de forma que ela percorra corretamente um trajeto determinado para atingir seu objetivo.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Correto, mas eu já falei isso. Você critica o resultado, mas repete o método que usamos.</strong></p>
<p>Pode-se utilizar um pedaço do Muro de Berlim para criar um ritual de proteção? Sim, mas a enorme probabilidade da sua ineficácia fica evidente na associação ingênua e pobre. No entanto, utilizando energias capricornianas somadas a cores e símbolos ligados à carta 4 de ouros, pode-se montar facilmente um ritual eficaz para proteção. Para proteção emocional, energias cancerianas são interessantes – e por aí se segue facilmente num caminho lógico e funcional.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Esse comentário parece um mimimi de “eu queria um pedaço do muro de Berlin mas eu não tenho, então terei de me virar com energias capricornianas”&#8230; Vamos voltar para o exemplo acima:<br />
A parte representa o todo. Da mesma maneira que se pode usar uma mecha de cabelo de uma pessoa em uma magia para representar efetivamente a pessoa, pode-se usar um pedaço de uma estrutura para representar efetivamente a energia daquela estrutura. Vemos isso em terreiros quando entidades pedem especificamente água do mar ou água da chuva ou terra de cemitério ou pedra vulcânica, como pontos elementais, mas também já vi o monge Márcio Lupion, que tem uma vidência fabulosa, pegar um terço que recebeu de presente vindo de um monastério em Aracaju e descrever a rotina do mosteiro só tocando o terço em sua fronte. A parte representa o todo. A energia de um objeto carrega a energia do local de onde ele veio e de quem o manuseou. Quem tem vidência comprova esta afirmação.<br />
Assim sendo, um pedaço do muro de Berlin, que foi arrancado pessoalmente e entregue em mãos para o magista pela pessoa que o tirou, traz consigo não apenas a energia de 28 anos de segregação e separação entre dois países inteiros (e, por que não dizer, dois blocos MUNDIAIS de energia) para fazer um ritual de isolamento entre duas energias (suas fontes são tão toscas que nem o nome do ritual você pegou direito antes de criticar).<br />
A outra proposta não é ruim, mas fica presa ao entendimento apenas do Tarot do Crowley, quando temos pelo menos outras <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Quatro_de_Moedas" target="_blank">QUATORZE definições para o 4 de Ouros</a>, dependendo do magista. Aliás, segundo o próprio Crowley: o 4 de Ouros é definido como “<em>O Senhor do Poder. Sol em Capricórnio. Geração e estabelecimento no seu sentido material mais pleno. É aquele poder que domina e estabiliza tudo, mas lida como assuntos muito mais por negociação, por métodos pacíficos, do que por afirmação própria. É a Lei, a Constituição, sem nenhum elemento agressivo</em>”.<br />
Vê&#8230; a descrição do arcano não fala nada sobre “Proteção”&#8230; nem teria como, pois trata-se de Chesed no Plano Material&#8230; falamos de estabilização, de prosperidade, de poder&#8230; (não de aprisionamento). Ops&#8230;  não me diga que você está usando apenas a IMAGEM do arcano&#8230;</strong></p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/4-ouros.jpg" /></p>
<p>Magia não tem segredos. Exige apenas estudo e prática, para que se obtenha maior probabilidade de sucesso. Os caminhos ‘curtos’, fáceis, só levam ao erro: há gente indo em terreiro de Umbanda pra bater papo com as entidades sobre Cabalá, por exemplo, quando poderiam estudar e praticar a partir de livros como o Sêfer Ietsirá e Sêfer Ratziel, para citar dois clássicos. Mas parece que a coisa é pop, é ‘estiloso’ sentar na mesa do boteco e arrotar “bati altos papos com o Sr. Exú, que me disse que já estou em Daat e minha missão é ensinar Magia aos pobres miseráveis aqui na Terra”.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Outra falácia e outra generalização preconceituosa. Vindo de alguém que provavelmente nunca pisou em um terreiro, nem nunca ouviu falar de pretos velhos que usam o apelido de “Pai Jacó”, por exemplo&#8230; e se o médium possui conhecimentos de Kabbalah, sua entidade é capaz de acessar este conhecimento, pois utiliza-se dos estudos do médium para se expressar. Seria muita ingenuidade sua achar que os pretos velhos são apenas “espíritos de coitados pretos sofridos”, quando as energias que os regem são as mesmas dos Serafins (e os Erês são os Querubins, os Baianos são os Tronos&#8230; um dia te ensino as correspondências de todos). A única diferença é a limitação que eles possuem estando em um cavalo (nome pejorativo dado quando o médium não estuda) pois aí não conseguem se expressar em sua completude.<br />
Muita arrogância por sua parte tentar diminuir os Exus (que aposto que você nem sabe o que são, mas eu vou explicar: Os exus trabalham com a energia de HERMES, a esfera de HOD, os conectores entre os humanos e os orixás, os antigos Mensageiros dos deuses em outras eras&#8230; se tem alguma entidade que conhece bem o hermetismo e consegue avaliar quem está realizando sua Verdadeira Vontade são os Exus&#8230; desde, claro, que o médium estude, para que ele possa usar o ferramental do cérebro do canalizador. Felizmente, para o meu grupo, todos os médiuns são excelentes estudiosos de magia, o que faz com que as entidades sejam professores melhores ainda)</strong></p>
<p>Fuja disso. Fuja de quem se apresenta como um avatar, cuja missão é a de livrar sua pobre alma dos tormentos do plano terreno. Fuja de quem se intitula “Mestre”. Fuja de quem usa o seu conhecimento para se promover, de quem copia material alheio descaradamente e diz que é de sua autoria. Fuja de quem não sabe fazer um ritual básico de proteção, de quem ‘enrola’ quando questionado, de quem conta histórias fantásticas demais e sem testemunhas. Fuja também de quem mistura tudo, de quem aplica ‘padrões’ à Magia – lembre-se da culinária. Há padrões, mas os padrões se aplicam a cozinhas específicas: na cozinha francesa você usa o molho bechamel como base para outros molhos – é um padrão – mas certamente você não vai utilizá-lo na cozinha chinesa. </p>
<p><strong>O seu nível de má-fé acaba de me surpreender. Deixa ver se eu entendi&#8230; você dizendo que eu me apresento como avatar, me intitulo Mestre, copio material, não sei fazer um ritual básico e enrolo quando questionado&#8230; ok. No blog tem 1600 textos. Indique UM que não tenha sido dado o devido crédito ou links ou algum texto meu que não seja meu; também pode observar as mais de 12.000 (isso mesmo, DOZE MIL respostas) que eu já dei nesses quatro anos a todo tipo de pergunta que fizeram sobre todos os assuntos que você puder imaginar sobre magia. Indique onde eu enrolei; Nunca me intitulei Mestre em nenhum texto, no entanto, fiz por merecer os cargos de GRANDE MARECHAL da Ordem Templária no Brasil e MAGISTER TEMPLI da Arcanum Arcanorum, embora você nunca me verá usar esses nomes em assinaturas, normalmente porque todas as pessoas envolvidas com magia no país já sabem quem eu sou e não preciso de títulos.<br />
Por favor, não use a desculpa esfarrapada dos covardes de “não estou citando nomes” porque no Mayhem já foi dito que o seu texto foi inteiro escrito como um ataque pessoal a mim. Então estou assumindo que tudo o que você jogou irresponsavel e levianamente no seu texto está sendo direcionado para este blog. Resta provar; caso contrário, além de fanfarrão vamos considerá-lo um mentiroso.</strong></p>
<p>Assim também funciona na Magia: Cabalá é Cabalá, não tem Harry Potter nem Candomblé na Árvore da Vida. Enochiano é um sistema fechado em si, e funciona assim muito bem, obrigado. Taoísmo, I Ching, são outras coisas, outro sistema. O próprio Crowley tentou enfiar molho bechamel no yakisoba e deu zebra, com suas associações dos Hexagramas do I Ching com as Cartas da Realeza do Tarot.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Aqui também é necessário dividir estas baboseiras para poder explicar o tanto de erros que você cometeu em um único parágrafo.<br />
Vamos por partes:<br />
 A magia é algo natural, existe antes do ser humano, portanto, ela existe independente de sistemas&#8230; sistemas são interpretações humanas. Vamos fazer uma analogia, assim até uma criança entende: A Água existe. Alguns medem a temperatura em Celsius, outros em Fahrenheit, outros em Kelvin, mas a água existe e borbulha e congela sem a necessidade de nomes.<br />
Na magia, funciona da mesma forma. Ela é energia. Alguns usam a umbanda para acessá-la, outros o Enochiano, outros o I-ching, outros a Árvore, mas a energia existe e é única. Portanto, precisa caber na mesma realidade. Não existem “sistemas fechados em si”. Mesmo o Enochiano faz paralelos com o I-ching (você poderia ler as publicações da Golden Dawn que tratam disso, já que diz que adora ler muito) que, por sua vez, faz paralelos com a Árvore da Vida (são 64 hexagramas que se dividem em 32 pares&#8230; destes, são 10 harmônicos e 22 desarmônicos&#8230; curiosa coincidência, não?). As cartas da Realeza do Tarot dizem respeito aos Signos intermediários do Zodíaco, que já expliquei em outros posts e acho que é avançado demais para você. E sim, o Crowley errou feio. Sorte que estamos um século de informações mais avançado do que ele.</p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/i-ching-MDD.jpg" /></p>
<p>A estrutura da Árvore da Vida, cuja Cabalá judaica é apenas UMA de suas ramificações, é uma estrutura muito mais antiga do que o judaísmo (tendo paralelos nas histórias de Astarte/Lilith babilônicas) e formam toda a base da psique humana, portanto, estão presentes em todas as grandes narrativas da humanidade. Achei de muita ignorância escrever “não tem Harry Potter nem Candomblé na Árvore da Vida” pois demonstra que você não deve fazer idéia do que seja um arquétipo ou sequer ter entendido o que sejam as Esferas e como elas se manifestam. Recomendo que estude “A jornada do herói”. Vai ajudá-lo a compreender o tarot, também, que acho que está precisando, pela sua definição do 4 de ouros.</strong></p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/kabbalah-associacoes.jpg" /></p>
<p>Muita gente quer lhes ensinar como estudar a Magia – pois bem, indo pela contramão, da mesma forma como sou instruído, lhes ensino como não estudar Magia. Isso ainda é mais importante do que perder tempo, e principalmente dinheiro, com cursos de final de semana que parecem ser o real deal.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Eu fico curioso que, segundo consta, você estava tentando montar um curso de Cabalá de final de semana com sua esposa e não deu certo. Teria sido o real motivo deste seu post? Qual o real motivo para um post tão ácido e cheio de erros, um ataque grosseiramente pessoal, a ponto de pegar detalhes distorcidos e picuinhas (quantos outros magos no Brasil você acha que possuem um pedaço do Muro de Berlin?) Mas como estamos falando de mim, vamos ao que interessa: eu não “ensino” Kabbalah, eu forneço todas as explicações e definições em muitos sistemas para que as pessoas saibam o básico para que possam estudar sozinhas depois. Segundo meu rabino, demoram-se algumas vidas para se aprender Kabbalah (pois é, apesar de você não fazer idéia, eu fui iniciado na Cabalá judaica pelo rabino Isaac Pellizari, o Ras Adeagbo, da linhagem do rabbi Mordechai). Eu apenas auxilio as pessoas a darem os passos corretos e instruo sobre todas as correspondências que eles irão encontrar em diversas ordens iniciáticas a respeito das mesmas energias. Meus cursos eram ministrados apenas para Maçons, Martinistas e Rosacruzes, pois a matéria é parte do currículo destas ordens. Com o tempo, leitores do blog pediram para participar e eu acabei deixando, pois temos muita gente que já lê e estuda estes assuntos por fora e acho justo que eles também tenham acesso a estas bases, mesmo não pertencendo a nenhuma ordem.</strong></p>
<p>Um grande abraço, e fiquem atentos.</p>
<p>Frater Amduscias</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Você recomendou que as pessoas devem fugir de picaretas que não têm conhecimento; devo indicar agora que os leitores fujam do Círculo Iniciático de Hermes? Ou o CIH deveria escolher melhor os seus membros de cargos importantes? A peneira parece estar furada&#8230;<br />
O pior é que eu não vi esta arrogância e elitismo de &#8220;só o meu método funciona&#8221; nos outros membros de lá&#8230;</p>
<p>Veja que eu respeito o Goya e o CIH. Sabe por quê? qualquer um com uma capa pomposa pode falar que é mago&#8230; mas quando ele esteve no Simpósio de Hermetismo junto com dois assistentes, ele fez uma demonstração de um ritual. Após o ritual, eu conversei com três médiuns diferentes e respeitados (um da equipe do Sarraceni, um da Sírius-Gaia, um da Umbanda Natural) para entender melhor o que ocorreu naquele ritual. As entidades me falaram basicamente a mesma coisa “Aquele menino ali do meio conhece bem magia, o outro não sabe nada”. As entidades sentem a energia fluir, sentem a temperatura da água, não se impressionam com o blá-blá-blá de alguém vestindo robes pomposos. </p>
<p>Sabe por que eu respeito o Goya, e não você?<br />
Foi a entidade quem disse que era assim.</p>
<p>PS: usei uma pena vermelha do lado do laptop enquanto escrevia. Viu como funciona?</strong></p>
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		<title>O Bode na Maçonaria</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 22:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maçonaria e Satanismo (admin)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria e Satanismo]]></category>
		<category><![CDATA[satanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos jamais vão acreditar que não existe um Bode na Maçonaria, muito menos o sacrifício deles, em “Rituais Satânicos”, que alguns ainda acreditam que ocorre lá dentro. A verdade é que, tentar explicar as origens do “bode na maçonaria”, para quem já acredita nas histórias absurdas sobre a Ordem, provavelmente será uma tentativa infrutífera &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maconariaesatanismo.com.br"><img class="alignnone size-full wp-image-670" src="http://maconariaesatanismo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ban_tdc_mes_480x100.jpg" alt="" width="480" height="100" /></a></p>
<p>Muitos jamais vão acreditar que não existe um Bode na <a title="Maçonaria" href="http://maconariaesatanismo.com.br/" target="_blank">Maçonaria</a>, muito menos o sacrifício deles, em “Rituais Satânicos”, que alguns ainda acreditam que ocorre lá dentro.</p>
<p style="text-align: justify">A verdade é que, tentar explicar as origens do “bode na maçonaria”, para quem já acredita nas histórias absurdas sobre a Ordem, provavelmente será uma tentativa infrutífera &#8211; afinal, acreditar nesses absurdos já demonstra o mínimo de discernimento.</p>
<p style="text-align: justify">Bem, vou começar contando a verdade, de uma vez. Nem os maçons entraram em um acordo ainda sobre de onde surgiu a lenda do “bode na maçonaria” &#8211; apesar de haver um caminho bem mais provável do que os demais. No entanto, antes de mais nada, vamos falar das lendas defendidas pelos autores maçons.</p>
<p><span id="more-10146"></span><strong></strong></p>
<h3><strong>Lendas do Bode</strong></h3>
<p style="text-align: justify">O Maçon Raul Silva conta que, na Europa, quando os maçons foram caçados pela inquisição (como aconteceu na época de Napoleão) os maçons tinham que se reunir, secretamente, na casa de um de seus membros (e cada vez a reunião ocorria em um lugar diferente).</p>
<p style="text-align: justify">Mas, se era em um lugar diferente, como saber onde seria?</p>
<p style="text-align: justify">Simples. Um Irmão passearia com um bode, pela cidade, sendo esse o sinal de que a reunião ocorreria em sua casa.</p>
<p style="text-align: justify">É uma história interessante, mas acontece que isso é apenas uma lenda, que o próprio autor, quando a apresenta, já nos avisa que se trata apenas de uma lenda.</p>
<p style="text-align: justify">Outra lenda &#8211; porém, muito aceita como verdade &#8211; é a do consagrado escritor José Castellani, que nos conta que essa denominação (dos maçons serem chamados de “bode”) vem dos maçons que eram torturados e não entregavam seus irmãos. Eles “eram como Bodes”.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Mas o que os “bodes” tem haver com isso?</em></p>
<p style="text-align: justify">Castellani conta que, no começo do Cristianismo, havia a prática da “expiação dos pecados”, por parte dos Judeus, através dos Bodes. Eles relatavam suas “falhas” aos bodes, para dividir o fardo e, ainda sim, ter seus segredos guardados.</p>
<p style="text-align: justify">Ele também nos conta que foi desse ato que surgiu a ideia de confissão, na Igreja Católica, onde o cristão conta seus pecados ao padre &#8211; mas que este, pelos votos, tem a obrigação de não contar a ninguém.</p>
<p style="text-align: justify">Acontece que esta também é uma lenda, e não temos nada que comprove a veracidade desse relato.</p>
<h3><strong>A versão mais provável</strong></h3>
<p style="text-align: justify">Nicola Aslan, que é outro grande expoente da Ordem, afirma que a lenda só começou devido a associação da Maçonaria ao Baphomet (e essa é a versão mais próxima da verdade, hoje em dia).</p>
<p style="text-align: justify">O Baphomet era um símbolo Templário e foi associado à Maçonaria devido ao sensacionalista Léo Táxil que, em um de seus livros, relatava uma série de absurdos sobre a relação deste Ser, com a Ordem. Ele havia iniciado na Maçonaria, de fato, mas não há relatos de que ele tenha ido além do Grau 1.</p>
<p style="text-align: justify">A obra fez muito sucesso e foi creditada como verdade &#8211; tanto pela Igreja como pelos demais religiosos. No entanto, não demorou muito para que o próprio Táxil desmentisse essa história toda e contasse que a obra não era verdadeira &#8211; porém, a semente já estava plantada.</p>
<p style="text-align: justify">É claro que, na época, os cristãos diziam que Táxil estava com medo dos Maçons e, por isso, disse tudo isso. Mas era apenas uma tentativa da Igreja de não parecer tão ingênua por ter acreditado em tudo aquilo.</p>
<p style="text-align: justify">Táxil chegou a responder à Igreja: “Vocês realmente acharam que eu havia me convertido ao cristianismo?”</p>
<p style="text-align: justify">Infelizmente, mesmo com tudo isso, Leo Táxil é, até hoje, defendido como verdade por muitos religiosos que entendem tanto de maçonaria quanto entendem da própria religião.</p>
<p style="text-align: justify">Particularmente, eu bem gostaria que houvesse um Grau que explorasse o Baphomet &#8211; que é um símbolo fantástico. Certamente seria muito rico para a Ordem.</p>
<p style="text-align: justify">Mas até é possível que tenha. Tantos ritos foram perdidos que é bem provável que exista um que o contemple.</p>
<h3><strong>Mas o que era o Baphomet?</strong></h3>
<p style="text-align: justify">Acredita-se que ele tenha tido ligação com os Templários porque alguns de seus cavaleiros confirmaram &#8211; nas torturas de Felipe, o Belo &#8211; terem prestado reverência a um símbolo cuja as descrições eram semelhantes aos do Baphomet (mas nunca ficou claro ao que exatamente eles estavam se referindo) e, por serem encontradas supostas referências ao mesmo nas suas construções.</p>
<p style="text-align: justify">Nas construções góticas Templárias, em que podem ser identificadas algumas imagens que se relacionariam diretamente com a descrição de Baphomet, eles são, aparentemente, tomados por gárgulas. Porém, se analisarmos bem, podemos ver que seus símbolos são referentes ao mesmo. As figuras mais famosas estão nas construções da Comendadoria Saint-Bris-Le-Vineux e da Igreja de Saint-Merry. Entretanto, a imagem mais conhecida de Baphomet foi feita pelo escritor e martinista Eliphas Levi, no século XIX.</p>
<p style="text-align: justify">Não havia uma imagem padronizada do Baphomet, na época. Ele geralmente era parecido com um Gárgula de chifres. Sendo que alguns tinham mais elementos que os outros &#8211; mas nunca perdendo seu objetivo de apresentar as bases Alquímicas.</p>
<p style="text-align: justify">Para facilitar o estudo utilizarei (para a explicação) o Baphomet de Eliphas Levi.</p>
<h3 style="text-align: justify"><strong>Os Símbolos de Baphomet</strong></h3>
<p style="text-align: justify">É muito comum, nas imagens Alquímicas, a representação dos 4 Elementos &#8211; e, com Baphomet, não é diferente. Temos a “tocha” na cabeça do Baphomet, representando o elemento Fogo. As “escamas” em seu corpo, representando o elemento Água. Suas “asas”, representando o elemento Ar. E, por fim, suas “patas de bode” que representam o elemento Terra.</p>
<p style="text-align: justify">O “cubo” (ou o quadrado), que ele está em cima, tem como simbolismo a Matéria (ou o físico). Representando aí o domínio sobre a matéria (sobre o plano físico).</p>
<p style="text-align: justify">O Pentagrama na testa de Baphomet representa a Magia ou o “Homem Perfeito”. Esses dois sentidos estão ligados, entre si, quando levamos em consideração o significado da palavra “magia”.</p>
<p style="text-align: justify">O termo se origina na Língua Persa, “magi” ou “magus”, que significa Sábio. Os considerados sábios (os homens perfeitos), no mundo persa, foram aqueles que eram capazes de traduzir os mistérios da natureza e sua relação direta com o Homem. Daí a relação da Magia com o Homem Perfeito.</p>
<p style="text-align: justify">Nos braços de Baphomet temos escrito os termos “Solve” (o braço direito, que aponta para cima) e “Coagula” (no braço esquerdo, que aponta para baixo). O Solve significa dissolver o Agente Mágico, e o Coagula significa coagular esse “agente” no plano físico.</p>
<p style="text-align: justify">Eliphas Levi defendia a ideia de que se podiam materializar todos os pensamentos do Plano Mental (que seria o plano dos pensamentos e das ideias) no Plano Astral (que seria o plano das energias e das emoções). Seria basicamente dizer que é possível, em nosso mundo, conseguir o que se deseja apenas com a “força do pensamento”. Essa ideia é amplamente aceita nas diversas correntes místico-ocultistas e se tornou mais conhecida devido a ocultistas como Aleister Crowley. Hoje em dia, a mesma ideia é exposta (de forma superficial) no livro “O Segredo”. A posição dos braços representa o axioma Hermético que diz: “tudo que está em cima é como tudo que está em baixo”.</p>
<p style="text-align: justify">Outra representação muito comum (em símbolos alquímicos) é a do “masculino e feminino”. Nele encontramos tanto o falo masculino, que na imagem de Baphomet, é o Caduceu de Hermes, representando a Kundalini (a força produzida pela junção das energias dos chackras masculinos com os chackras femininos), como também encontramos os seios femininos, representando a fertilidade e a maternidade.</p>
<p style="text-align: justify">Encontra-se também uma cabeça com características de três animais (o cão, o touro e o bode). E não é a única imagem que contém uma cabeça que represente diversas características em uma só.</p>
<h3 style="text-align: justify"><strong>Enfim&#8230;</strong></h3>
<p style="text-align: justify">Espero que esse Post tenha lhe ajudado a compreender as origens que levaram as pessoas a crer que existia alguma relação entre Bode e Maçonaria. Espero também que a figura de Baphomet não pareça mais tão &#8220;misteriosa&#8221; assim.</p>
<p style="text-align: justify">É realmente complicado desmistificar isso quando, a maioria dos Maçons, responde apenas que &#8220;não tem bode nenhum na maçonaria&#8221; &#8211; e a explicação acaba por aí.</p>
<p style="text-align: justify">Dúvidas, críticas ou sugestões? Deixe um comentário&#8230;</p>
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		<title>Ordem dos Satanistas de Facebook</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 03:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[De tempos em tempos, algum tipo de idiota satanista de orkut aparece pra me torrar a paciência. Da última vez havia sido o tal &#8220;Sacerdote Edison&#8221; com aquele ritual de chamar o capeta cheio de erros de português. Desta vez, foi um grupo bizarro místico-satanista de uma grande capital brasileira. Uma vez, em um curso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De tempos em tempos, algum tipo de idiota satanista de orkut aparece pra me torrar a paciência. Da última vez havia sido o tal &#8220;Sacerdote Edison&#8221; com aquele ritual de chamar o capeta cheio de erros de português. Desta vez, foi um grupo bizarro místico-satanista de uma grande capital brasileira.<br />
<span id="more-10117"></span><br />
Uma vez, em um curso de História da Arte que dei nessa cidade, duas alunas me convidaram para ir visitar um tal &#8220;templo&#8221; que elas frequentavam, já que &#8220;eu gostava dessas coisas de Umbanda&#8221;. Claro que eu fui ver do que se tratava, ne? O tal templo era um tipo de terreiro de quimbanda onde dava para perceber claramente que todos os membros eram vampirizados pela tal entidade que uma médium incorporava. Uma seita no estilo &#8220;faça o que eu mando sem discutir e você atingirá a iluminação&#8221;. Apesar das moças que cuidavam do terreiro serem extremamente simpáticas comigo (depois descobri o por que&#8230; elas queriam que eu me iniciasse no grupo e os ajudasse a ganhar poder); alertei as alunas sobre o que acontecia nesse tipo de ritual, sobre problemas diversos nelas beberem sangue de bichos imantados, etc&#8230; e (surpresa!), elas pararam de falar comigo. Achei que o assunto tinha morrido e nunca mais ouvi falar deles.</p>
<p>Mas&#8230; eu não sou tão sortudo assim.<br />
Uns meses depois, uma Maria Pentagrama da vida pediu para a tal de Sacerdotisa (!) fazer uma amarração (!!) pra ela ficar comigo (!!!) e começou a tentar chamar a atenção no Facebook. Até ai tudo engraçado; Marias pentagramas são coisa comum em redes sociais e acabam gerando momentos divertidos de causos para contar no rage mage 666; só que a fulana descobriu que eu tenho namorada e resolveu acender vela preta contra ela&#8230; desnecessário falar que as defesas astrais da A.&#8217;. A.&#8217;. deram um rebote energético e a tal piriguete foi parar no hospital.</p>
<p>No dia seguinte, recebo um email furioso de uma outra Beltrana dessa tal &#8220;Ordem satanica&#8221; explicando o que disse acima e dizendo que a Soror Maat &#8220;a havia atacado&#8221;. Agora imagina minha cara de WTF? quando perguntei a Maat se ela sabia do que se tratava e ela não fazia idéia. Não é algo incomum&#8230; como sou muito visado por crentes, ateus, charlatões, lojas negras, telemitas de orkut e satanistas de facebook e toda sorte de gente doida, é natural que as defesas de Egrégora da AA e das diversas ordens que faço parte estejam sempre ativas e, quando alguém cria um fio astral, alguns Exús voltam em quem mandou para ver o que está acontecendo e, se necessário, &#8220;deixam algum presente&#8221; para a pessoa. </p>
<p>No dia seguinte, recebo a seguinte pérola no facebook:</p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/satanista-de-facebook-01.jpg" /></a></p>
<p>Todo satanista de Orkut deve passar muito tempo lendo revistinhas de horror de segunda categoria para vir com umas ameaças de vilão de filme B tão ridículas. Será que esse tipo de ameaça faz algum efeito nas pessoas comuns? Eu fiz uma pesquisa sobre o tal &#8220;templo&#8221; e vi que é tipo um desses lugares que traz a mulher amada em três dias úteis, fecha o corpo, prevê o futuro e traz iluminação para os membros, por uma módica mensalidade, intuidas por uma médium que canaliza um tal de &#8220;Maioral&#8221;. Pra mim, Maioral é o LOBO e cara feia é sinal de fome.</p>
<p>Mandei a seguinte resposta:<br />
<strong>@MDD &#8211; caro amiguinho satanista, faz uma semana que você fez grandes promessas sobre me destruir e até agora, nada aconteceu. Estou decepcionado. Tivemos gira de Exú esta semana e conversei com meus Guardiões e tudo está tranquilo. Olhei em meu altar pessoal e nem a chama da vela estava se mexendo mais do que o normal. Nem pesadelos eu tive :( Só para você ver que não perdi a fé em você, Anderson, até tirei o tarot e saiu que nada aconteceu. Então levantei as seguintes hipóteses:<br />
1 &#8211; voce simplesmente desobedeceu a ordem dada pela sacerdotisa e nao fez porra nenhuma&#8230; nao atacou, nao mexeu um dedo, mentiu pra Andrea falando que fez, mas nao fez nada. Shame on you!<br />
2 &#8211; voce fez o melhor que podia, e falhou miseravelmente; o que indica que voce esta totalmente desconectado da egregora da OFS. nesse caso, a Andrea deveria punir voce pelo fracasso e indicar alguem mais qualificado pra me destruir.<br />
3 &#8211; voce fez o melhor que podia e está 100% conectado com a egregora da OFS&#8230; e nada aconteceu&#8230; nem um arranhão&#8230; isso não faz você pensar se tudo o que acha que fez não passa de delirio da sua cabeça, sem nenhum resultado pratico? Pense nisso&#8230;<br />
Por favor, não me bloqueie nem fuja&#8230; eu realmente quero me manter conectado para acompanhar todos os detalhes da minha destruição!</strong></p>
<p>Mas ele era perseverante!</p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/satanista-de-facebook-02.jpg" /></p>
<p>Eu sou uma pessoa muito simpática com satanistas. Esperei uma semana para dar tempo dele matar alguns bodes pretos, algumas galinhas, sei lá&#8230;</p>
<p><strong>@MDD &#8211; oi? e ai? você já &#8220;terminou comigo&#8221;? porque já fazem duas semanas e até agora nada. Você havia me dito que vocês são &#8220;A Verdadeira Nova Ordem Mundial&#8221;, eu já estava colocando anúncios nos classificados procurando por mais guardiões, já que &#8220;você tinha acabado de destruí-los&#8221; e talz&#8230; e nada</strong></p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/satanista-de-facebook-03.jpg" /></p>
<p>Eu dei mais uma semana para ele causar toda a destruição, afinal de contas, a Verdadeira Nova Ordem Mundial Satanica Magista versus uma criança de dois anos deve ser uma batalha fantástica!!! E nem assim, nada aconteceu. O &#8220;tempo a vir&#8221; não veio kkkkk</p>
<p><strong>@MDD &#8211; amiguinho satanista. Escrevo porque mais uma semana se passou e não fui destruído ainda. O que está acontecendo? querem ajuda? eu posso ver de comprar uns bodes pra vocês sacrificarem, pra ajudar, se estiverem com problemas nas mensalidades. é um problema de conexão? querem que eu mande uma foto minha autografada? Me responda: você têm mesmo autorização de todo o grupo para fazer estas ameaças? entende que fica muito constrangedor se alguém souber que a maior ordem satanica do mundo caiu sob os triunfos de uma bebê?</strong></p>
<p>A resposta foi:<br />
<img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/satanista-de-facebook-04.jpg" /></p>
<p>Confesso que demorei pra entender, mas depois caiu a ficha: quando as alunas me convidaram para ir até lá, elas pagaram o taxi. Sim, eu pensei a mesma coisa que você, leitor: WTF? um mês jurado de morte pela &#8220;maior e mais poderosa ordem satanica megalomaniaca do mundo&#8221; e o cara só faltou me chamar de bobo, feio e chato? juro que achei que era trollagem e ia chegar o Sérgio Mallandro a qualquer hora. Mas ele estava sério! Quer dizer, o rapazinho acreditava piamente no que escrevia. Me deu um misto de medo e pena dele.</p>
<p>Esperei mais uma semana, para dar a eles mais uma reunião para convocarem o Maioral e o Minoral para me destruir, mas nada. Na verdade, eu quase esqueci que ele existia e só consegui escrever na terça.</p>
<p><strong>@MDD &#8211; Olá amiguinho satanista. Deixa ver se eu entendi&#8230; ficar no escuro bebendo sangue de galinha preta em um lugar fedendo a cachorro molhado com pedaço de osso de bichos é a verdadeira luz, ordens herméticas são &#8220;energia imunda&#8221;? Estou com dificuldades para entender&#8230;<br />
Mas voltando ao assunto&#8230; você desistiu de me destruir? o que aconteceu com o &#8220;Não descansarei até te destruir, mimimi&#8221;. Faz alguma demonstração desse tanto de poder. Vamos fazer assim? apaga a vela do meu altar. Que tal? não chega a ser grandes coisas, mas eu falo pra todo mundo que vocês me destruiram kkkk</strong></p>
<p>No dia seguinte:<br />
<img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/satanista-de-facebook-05.jpg" /></p>
<p>Mais uma semana e nada&#8230; precisei lembrá-lo que promessa é dívida!</p>
<p><strong>@MDD &#8211; amiguinho satanista, escrevo para lembrar de sua promessa de destruir e desintegrar tudo o que eu amo na vida e mimimi, você sabe&#8230; já ouviu a palavra &#8220;fanfarrão&#8221; antes? e &#8220;charlatões&#8221;? diz algo para você? poxa vida&#8230; dois meses e nem um pesadelo. To decepcionado com a Nova Ordem Mundial.</strong></p>
<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/satanista-de-facebook-06.jpg" /></p>
<p><strong>@MDD &#8211; AINDA NAO COMEÇOU?</strong></p>
<p>Depois disso desisti&#8230;</p>
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		<title>Cangoma a Chamar</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:50:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Arrais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Umbanda]]></category>
		<category><![CDATA[ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[preto velho]]></category>

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		<description><![CDATA[(aten&#231;&#227;o: este &#233; um artigo musical, tenha ouvidos atentos) Shhh&#8230; Escute, voc&#234; ouve este som et&#233;reo, distante? Perecem, parecem tambores&#8230; Tambores, e um lamento estranhamente alegre&#8230; O &#250;ltimo dia 13 de maio de 2012 foi um dia muito especial. N&#227;o pelo dia em si, mas pelo que simbolizou: a uni&#227;o da comemora&#231;&#227;o do fim legal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.deldebbio.com.br/category/religioes/umbanda/" target="_blank"><img src="http://www.deldebbio.com.br/imgs/ban_tdc_umbanda_480x100.jpg" alt="Umbanda: Magia Brasileira" style="border:0;" /></a></p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/-4AY6D1Y6O5c/T7F2f_ynDZI/AAAAAAAACx0/EyhV5FA7zu8/s1600/tambor-da-angola.jpg" target="_blank" title="Alguém toca tambor, alguém africano, e antigo... O seu som é feito de luz"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 145px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-4AY6D1Y6O5c/T7F2f_ynDZI/AAAAAAAACx0/EyhV5FA7zu8/s320/tambor-da-angola.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5742501291945823634" /></a></p>
<p><em>(aten&ccedil;&atilde;o: este &eacute; um artigo musical, tenha ouvidos  atentos)</em></p>
<p><em>Shhh&#8230; Escute, voc&ecirc; ouve este som et&eacute;reo, distante?  Perecem, parecem tambores&#8230; Tambores, e um lamento estranhamente alegre&#8230;</em></p>
<p>O &uacute;ltimo dia 13 de maio  de 2012 foi um dia muito especial. N&atilde;o pelo dia em si, mas pelo que simbolizou:  a uni&atilde;o da comemora&ccedil;&atilde;o do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_%C3%81urea" target="_blank">fim legal da escravid&atilde;o no Brasil</a>, e a comemora&ccedil;&atilde;o do  <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_das_M%C3%A3es" target="_blank">dia das m&atilde;es</a>. Al&eacute;m de terem ca&iacute;do num mesmo dia, este dia foi um domingo, pois  no Brasil se comemora o dia das m&atilde;es sempre no segundo domingo de maio. Ora, em  muitas casas de umbanda, ou casas esp&iacute;ritas e espiritualistas que s&atilde;o  simp&aacute;ticas a umbanda, se realiza uma festa no domingo mais pr&oacute;ximo do dia que  simboliza a liberta&ccedil;&atilde;o dos escravos no pa&iacute;s &ndash; ou seja, al&eacute;m de neste ano a  festa poder ter sido realizada no pr&oacute;prio domingo em si, ainda foi dia das  m&atilde;es.</p>
<p><span id="more-10111"></span>
<p>Para compreender a  import&acirc;ncia disso, &eacute; preciso retornar alguns s&eacute;culos no tempo e visualizar a  barb&aacute;rie que os povos europeus, ditos civilizados, realizaram na &Aacute;frica. A  escravid&atilde;o n&atilde;o significava apenas o roubo dos adultos mais saud&aacute;veis e  promissores de um reino ou grupo &eacute;tnico africano, mas a separa&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es e  filhos, e filhos e m&atilde;es: a pura devasta&ccedil;&atilde;o daquilo que nos &eacute; t&atilde;o sagrado, a  fam&iacute;lia. Deste modo, podemos supor que n&atilde;o era tanto por saudades de sua terra  que os escravos choravam, nem tanto por serem a&ccedil;oitados e tratados como animais  selvagens, mas antes por terem deixado pais, m&atilde;es, esposas e at&eacute; mesmo filhos,  em sua terra natal &ndash; para jamais os ver novamente, <em>nem sequer receber cartas</em>.</p>
<p>Pensemos nisso quando  reclamamos de nossa dor de dente, do time de futebol que perdeu a final do  campeonato, ou daquele concurso p&uacute;blico em que n&atilde;o passamos, e deixamos de  ganhar alguns milhares de reais a mais do que j&aacute; ganhamos&#8230; Os que vieram da  &Aacute;frica, esses sim tiveram raz&atilde;o do que reclamar.</p>
<p>Mas, como foi&#8230; Como foi  ent&atilde;o que os negros puderam enxugar suas l&aacute;grimas, e amenizar sua dor? Como  poderia ter sido, que n&atilde;o atrav&eacute;s do esp&iacute;rito? Pois eles n&atilde;o poderiam sequer  escrever cartas que pudessem atravessar o oceano, mas sabiam que enquanto  remavam ao Brasil, tinham a <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/02/iemanja-play.html" target="_blank">Senhora do Mar</a> abaixo, e o <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/05/palavras-de-oxala-dos-ventos.html" target="_blank">Senhor dos Ventos</a> acima &ndash;  os orix&aacute;s ainda estavam com eles, e a espiritualidade foi sua ponte entre o  Brasil e a &Aacute;frica, ponte esta que jaz firme at&eacute; hoje.</p>
<p>Foi isto mesmo: n&oacute;s os  retiramos de sua terra, os a&ccedil;oitamos e dissemos que nos pertenciam, pois <em>sequer tinham alma</em>&#8230; E o <span class="pull">com o que eles  nos retribu&iacute;ram? <em>Ax&eacute;</em>, dan&ccedil;as e tambores&#8230;</span></p>
<p>A festa que se realiza no  13 de maio &eacute; a festa dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Preto_velho" target="_blank">pretos velhos</a>. Pense nisso: hoje a ci&ecirc;ncia sabe que  toda a humanidade migrou da &Aacute;frica para o restante do globo, a &Aacute;frica &eacute; a m&atilde;e  dos <em>homo sapiens</em>, a nossa m&atilde;e. Se um  genu&iacute;no preto velho &eacute; um desses <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/10/palavras-de-exu-rei.html" target="_blank">esp&iacute;ritos antigos</a>, &eacute; bem capaz de fazer parte  do grupo espiritual mais antigo da Terra &ndash; a despeito dos outros que migraram  de outras casas. Kardec nos alertou que &ldquo;os esp&iacute;ritos falam apenas do que sabem&rdquo;,  e ele tinha raz&atilde;o; Por&eacute;m, alguns dos pretos velhos que aparecem para papear em  tais festas podem saber muito, <em>muito  mesmo</em>, pois s&atilde;o t&atilde;o antigos quanto os primeiros xam&atilde;s, e t&atilde;o s&aacute;bios quanto  os primeiros fil&oacute;sofos.</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Se4z-mgRM5Y/T7F2-gW01HI/AAAAAAAACyA/FR5Rfnb9hCs/s1600/preto-velho-rezando.jpg" target="_blank" title="Apesar de todas as chibatadas, eles ainda oram por nós..."><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Se4z-mgRM5Y/T7F2-gW01HI/AAAAAAAACyA/FR5Rfnb9hCs/s320/preto-velho-rezando.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5742501816083731570" /></a></p>
<p>E h&aacute; ainda aqueles  esp&iacute;ritos que, cansados de toda a formalidade e prepot&ecirc;ncia que se encontra em  outras doutrinas ditas civilizadas, resolvem aparecer como pretos velhos, de  barba branca e encaracolada, olhos profundos como o mar, voz adocicada como a  primavera, e arqueados pelos s&eacute;culos em suas bengalas imagin&aacute;rias. Sabe-se que  o grande <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bezerra_de_Menezes" target="_blank">Bezerra de Meneses</a> volta e meia aparece como um destes pretos velhos,  quem sabe quantos s&aacute;bios de outrora n&atilde;o preferem se utilizar deste mesmo  s&iacute;mbolo, e permanecerem an&ocirc;nimos nas dan&ccedil;as de tambor?</p>
<p><em>Lai &ecirc;, lai &ecirc;, lai &aacute;, disse levanta povo&#8230; Ouvem  alguma coisa agora? Acho que est&aacute; vindo l&aacute; do fundo&#8230;</em></p>
<p><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vissungo" target="_blank">Vissungos</a></em> eram os cantos dos escravos utilizados nas lavras de diamante e ouro, ao redor  da regi&atilde;o de Diamantina, em Minas Gerais. Alguns de seus cantos atestam como o  fim da escravid&atilde;o no Brasil foi muito mais <em>legal </em>do que <em>real</em>, e como foi ser  liberto em uma terra que n&atilde;o era a sua, que n&atilde;o era a M&atilde;e &Aacute;frica. Embora alguns  dos legisladores brasileiros, e alguns dos artistas e pensadores da &eacute;poca,  fossem genuinamente simp&aacute;ticos aos ex-escravos, a maioria n&atilde;o era, e todos  sabemos quantas gera&ccedil;&otilde;es foram necess&aacute;rias para que eles fossem aceitos como  cidad&atilde;os, como seres que <em>t&ecirc;m alma</em> e,  portanto, direitos.</p>
<p>Mas a alma de alguns  deles era imensa, t&atilde;o imensa que jamais foi embora, e sorrateiramente  infiltrou-se em nossa cultura, nossa religi&atilde;o, nosso pensamento&#8230; J&aacute; disseram  que os orix&aacute;s eram dem&ocirc;nios, mas <span class="pull">como dem&ocirc;nios poderiam compor can&ccedil;&otilde;es t&atilde;o  belas<span class="drop"> quanto os cantos dos escravos de Minas, da Bahia, do Rio, do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tambor_de_Mina" target="_blank">Maranh&atilde;o</a></span>?</span></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clementina_de_Jesus" target="_blank">Clementina de Jesus</a> foi  uma grande cantora tardia que, do alto de seus 60 e poucos anos, ainda assim  teve o tempo e a vitalidade para nos deixar alguns cl&aacute;ssicos da m&uacute;sica popular  brasileira. Clementina, como neta de uma escrava, cantava com propriedade.</p>
<p>Foi sua voz quem nos  resgatou um dos mais belos <em>vissungos </em>de  Minas, e que, por ser t&atilde;o belo e profundo, nos serve como um verdadeiro <em>mantra</em> para a liberta&ccedil;&atilde;o&#8230; A liberta&ccedil;&atilde;o  dos preconceitos, a liberta&ccedil;&atilde;o da ignor&acirc;ncia, a liberta&ccedil;&atilde;o do ego, para que um  dia, como os pretos velhos, possamos apenas dan&ccedil;ar ao som do tambor, da <em>cangoma </em>[1], e nos esquecer, por um  breve momento, de toda a dor do mundo&#8230;</p>
<p><em>Tava durumindo</em><br />
    <em>Cangoma me chamou</em><br />
    <em>Disse: levanta povo,</em><br />
    <em>Cativeiro j&aacute; acabou!</em></p>
<p><em>Agora sim, todos estamos a ouvir&#8230; Vamos ent&atilde;o  cantar, e fazer desse canto um hino de liberdade&#8230; At&eacute; que todo cativeiro  fique para tr&aacute;s, e a nossa frente, apenas a M&atilde;e &Aacute;frica, e milhares de pretos  velhos a nos saudar.</em></p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/LLBAsHTk1Kw?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>&Aacute;udio de Cangoma me chamou &ndash; <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/11/mawaca.html" target="_blank">Mawaca</a></em> (em 2:00 ouve-se a voz de Clementina, uma grava&ccedil;&atilde;o  inserida na m&uacute;sica). </p>
<p>&#187; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-tmvWlyIIfs" target="_blank">Veja tamb&eacute;m Mawaca  cantando ao vivo este <em>mantra</em></a> (o áudio não está lá muito bom).</p>
<p>&#187; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=94Mf9Uw4jGo" target="_blank">Ou&ccedil;a Clementina de Jesus  no original</a> (esta vers&atilde;o &eacute; obviamente muito mais pr&oacute;xima do que se ouvia em  Minas).</p>
<p>***</p>
<p><em>Sentido e escrito por raph, branco de pele, africano de dna, iluminado na alma por alguma luz que n&atilde;o sabe dizer a cor&#8230;</em></p>
<p>[1] <a href="http://tudomudatudo.blogspot.com.br/2009/06/mais-tambor.html" target="_blank">H&aacute; um tambor</a> grande chamado de <em>cangoma</em> ou <em>angoma</em>. Esse  tambor avisa, no registro da can&ccedil;&atilde;o, o fim da escravid&atilde;o, como os sinos das igrejas  que tocavam avisando e marcando os momentos importantes da vida da comunidade.</p>
<p>Cr&eacute;dito das imagens: Google Image Search</p>
<p>&#160;</p>
<p><em>Rafael Arrais é autor da coluna <a href="http://www.deldebbio.com.br/category/colunas/textos-para-reflexao/">Textos para Reflexão</a> no TdC, mas de vez em quando aparece por aqui também&#8230;</em></p>
<p>&#187; <a href="http://www.deldebbio.com.br/category/religioes/umbanda/">Ver todos os posts da coluna Umbanda: Magia Brasileira no TdC</a></p>
<p>&#160;</p>
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		<title>Mapa Astral de George Lucas</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 06:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mapas Astrais]]></category>
		<category><![CDATA[Astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu normalmente não faço comentários sobre mapas de pessoas vivas, mas neste caso, duvido que vá causar qualquer mudança ou influência em sua vida e não resta muita dúvida que ele está realizando sua Verdadeira Vontade ou está bem próximo disso. George Walton Lucas Jr., (Modesto, 14 de Maio de 1944) é um diretor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/george-lucas-mapa.jpg" align="right" hspace="10" />Eu normalmente não faço comentários sobre mapas de pessoas vivas, mas neste caso, duvido que vá causar qualquer mudança ou influência em sua vida e não resta muita dúvida que ele está realizando sua Verdadeira Vontade ou está bem próximo disso.<br />
George Walton Lucas Jr., (Modesto, 14 de Maio de 1944) é um diretor de cinema norte-americano famoso pelas franquias Guerra nas Estrelas e Indiana Jones. Está entre as pessoas mais ricas e influentes do mundo, sua fortuna é estimada em US$ 3 bilhões de dólares.<br />
<span id="more-10102"></span></p>
<p>Mapa Astral<br />
O mapa de George Lucas possui Sol, Mercúrio e Vênus em Touro; Lua em Aquário; Marte e Caput Draconis em Câncer-Leão (Cavaleiro de Bastões, o herói-exemplo); Júpiter em Leão; Saturno em Gêmeos-Cancer (Rainha de copas, a contadora de histórias).<br />
Seu Planeta mais forte é a Lua em Aquário. a combinação das energias de Aquário e Touro resulta em uma pessoa com uma capacidade enorme de criação ou de trabalhar com algo que nunca foi feito anteriormente e a base taurina garante que toda essa &#8220;loucura&#8221; seja bem aterrada e consiga concretizar e realizar estes projetos com determinação e perseverança.<br />
A capacidade de contar histórias heróicas e épicas, trabalhando elementos originais (ou reciclando elementos milenares de uma maneira original) também colaborou para a elaboração e execução de seu trabalho mais conhecido: Star Wars.</p>
<p>Seria interessante ver também o Mapa de <a href="http://www.deldebbio.com.br/2011/03/26/mapa-astral-de-joseph-campbell/" target="_blank">Joseph Campbell</a>, uma das grandes influências de George Lucas.</p>
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		<title>A Oração ao Deus Desconhecido</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 14:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Arrais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos para Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Espinosa]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Deus est&#225; morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos n&#243;s!&#8221; [1] Quem disse isso foi um dos bigodudos mais geniais da filosofia, e tamb&#233;m um dos maiores escritores da hist&#243;ria. Muitos &#8220;ateus militantes&#8221; tem elegido Friedrich Nietzsche, fil&#243;sofo alem&#227;o que viveu no fim do s&#233;culo XIX, como um de seus grandes &#8220;her&#243;is&#8221;. Talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/" target="_blank"><img src="http://www.deldebbio.com.br/imgs/ban_tdc_tpr_480x100.jpg" alt="Clique no Banner para conhecer o Blog Textos para Reflexão" style="border:0;" /></a></p>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-g-0aSjwedk4/TryFN7QRR8I/AAAAAAAAB9M/-PmhDtqCyWU/s1600/bigodudo.jpg" target="_blank" title="Esqueça o bigode, leia seus livros..."><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-g-0aSjwedk4/TryFN7QRR8I/AAAAAAAAB9M/-PmhDtqCyWU/s320/bigodudo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673556104870709186" /></a></p>
<p>&ldquo;Deus est&aacute; morto! Deus  permanece morto! E quem o matou fomos n&oacute;s!&rdquo; [1]</p>
<p>Quem disse isso foi um  dos bigodudos mais geniais da filosofia, e tamb&eacute;m um dos maiores escritores da  hist&oacute;ria. Muitos &ldquo;ateus militantes&rdquo; tem elegido <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche" target="_blank">Friedrich Nietzsche</a>, fil&oacute;sofo  alem&atilde;o que viveu no fim do s&eacute;culo XIX, como um de seus grandes &ldquo;her&oacute;is&rdquo;. Talvez  pelo fato de o pr&oacute;prio Nietzsche ter se auto-intitulado um ateu:</p>
<p>&ldquo;Para mim o ate&iacute;smo  n&atilde;o &eacute; nem uma consequ&ecirc;ncia, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto&rdquo;  [2]</p>
<p>Basear argumentos com  base na opini&atilde;o de escritores famosos n&atilde;o deixa de ser <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2009/04/falacia.html" target="_blank">uma fal&aacute;cia</a> do apelo &agrave;  autoridade &ndash; n&atilde;o &eacute; muito diferente de defender a infalibilidade da b&iacute;blia com  base no que algum papa antigo disse sobre o assunto -, mas funciona&#8230; As  pessoas ficam impressionadas &ndash; &ldquo;nossa, esse bigodudo escrevia muito bem, se ele  falou que Deus est&aacute; morto, &eacute; bem capaz de estar mesmo!&rdquo;.</p>
<p><span id="more-10088"></span>
<p>Estamos mesmo na era  das generaliza&ccedil;&otilde;es apressadas, talvez porque com a internet os pequenos peda&ccedil;os  de informa&ccedil;&atilde;o tenham sido compartilhados de forma cada vez mais fren&eacute;tica&#8230;  Faz muito efeito citar Nietzsche em 140 caracteres e completar com algo como  #orgulhoateu ou coisa do g&ecirc;nero.</p>
<p>Voc&ecirc; deve estar  achando que eu estou aqui para criticar os ateus, mas n&atilde;o &eacute; bem esse o meu ponto:  quero criticar nossa tend&ecirc;ncia a ler frases, e n&atilde;o par&aacute;grafos, p&aacute;ginas, livros,  ou quem sabe at&eacute; boa parte da obra e da biografia de um dado fil&oacute;sofo, e  interpretar a cren&ccedil;a alheia de forma super simplificada, tornando nosso pr&oacute;prio  conhecimento um tanto quanto superficial.</p>
<p>E o pior de tudo &eacute; que  muitos nem se d&atilde;o ao trabalho de perder uns 30 minutos na pr&oacute;pria internet para  se inteirar mais sobre o assunto. &Eacute; muito simples chegar a esta interpreta&ccedil;&atilde;o  um pouco mais profunda da frase de Nietzsche, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus_Est%C3%A1_Morto" target="_blank">pesquisando na Wikipedia</a>:</p>
<p>&ldquo;A morte de Deus representa metaforicamente  o fato dos homens n&atilde;o mais serem capazes de crer numa ordena&ccedil;&atilde;o c&oacute;smica  transcendente, o que os levaria a uma rejei&ccedil;&atilde;o dos valores absolutos e, por  fim, &agrave; descren&ccedil;a em quaisquer valores. Isso conduziria ao niilismo, que  Nietzsche considerava um sintoma de decad&ecirc;ncia associada ao fato de ainda  mantermos uma <em>sombra</em>, um trono vazio,  um lugar reservado ao princ&iacute;pio transcendente agora destru&iacute;do, que n&atilde;o podemos  voltar a ocupar. Para isso ele procurou, com o seu projeto de <em>transmuta&ccedil;&atilde;o dos valores</em>, reformular os  fundamentos dos valores humanos em bases, segundo ele, mais profundas do que as  cren&ccedil;as do cristianismo.</p>
<p>Segundo ele, quando o cheiro do cad&aacute;ver se tornasse ineg&aacute;vel, o  relativismo, a nega&ccedil;&atilde;o de qualquer valora&ccedil;&atilde;o, tomaria conta da cultura. Seria  tarefa dos verdadeiros fil&oacute;sofos estabelecer novos valores em bases naturais e  iminentes, evitando que isso aconte&ccedil;a. Assim, a morte de Deus abriria caminho  para novas possibilidades humanas.&rdquo;</p>
<p><span class="pull">O bigodudo atacava a religi&atilde;o institucionalizada, baseada em dogmas</span> &ldquo;castradores  do potencial humano&rdquo;. Seu alvo era, sobretudo, as igrejas baseadas no  cristianismo. Segundo o fil&oacute;sofo alem&atilde;o, &ldquo;<a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/09/cristo-crucificado.html" target="_blank">o evangelho morreu na cruz</a>&rdquo;&#8230; </p>
<p>Ora, o que Nietzsche anunciou n&atilde;o era nada de novo, muitos antes dele j&aacute;  haviam anunciado a decad&ecirc;ncia da igreja, e uma nova oportunidade para a  ascens&atilde;o da religi&atilde;o livre, da espiritualidade genu&iacute;na [3]. Poder&iacute;amos retornar  at&eacute; muito mais no tempo, mas bastar&aacute; lembrar de <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/06/maldito-benedito-parte-1.html" target="_blank">Benedito de Espinosa</a>, o grande  fil&oacute;sofo holand&ecirc;s que foi excomungado do juda&iacute;smo. Espinosa, em sua <em>&Eacute;tica</em>, havia chegado &agrave; conclus&atilde;o de que  &ldquo;uma subst&acirc;ncia n&atilde;o poderia criar a si mesma, mas haveria de ter criado tudo o  que h&aacute;&rdquo;. </p>
<p>A grande pe&ccedil;a oculta do Iluminismo tamb&eacute;m foi acusado de ate&iacute;smo &ndash; mas &eacute;  preciso ser racionalmente cego para acusar Espinosa de n&atilde;o acreditar em Deus. <em>Toda sua obra foi dedicada a Deus</em>&#8230;  Conforme Borges bem disse em sua homenagem em forma de poema: &ldquo;O feiticeiro  insiste em esculpir a Deus com geometria delicada&rdquo; &ndash; Mas, que esp&eacute;cie de Deus  estaria visualizando Espinosa do alto de sua grandiosa racionalidade  geom&eacute;trica? Seria um Senhor dos Ex&eacute;rcitos? Seria um deus que opera barganhas  com os homens? Seria alguma esp&eacute;cie de avatar divino encarnado em algum profeta?</p>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iYlsjdMcRF0/TryFZYqaqfI/AAAAAAAAB9Y/-MZ5M_EHWfg/s1600/child_krishna.jpg" target="_blank" title="E se Deus for uma criança azul?"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iYlsjdMcRF0/TryFZYqaqfI/AAAAAAAAB9Y/-MZ5M_EHWfg/s320/child_krishna.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673556301743565298" /></a></p>
<p>Embora possamos hoje chamar de ateu aquele que n&atilde;o acredita em um  Criador nem tampouco em <em>deus algum</em>,  na &eacute;poca de Espinosa, de Jesus, e at&eacute; mesmo de S&oacute;crates, ser acusado de ate&iacute;smo  era ser acusado de n&atilde;o seguir a cartilha religiosa da igreja dominante, era ser  acusado de subverter dogmas, de rezar secretamente, quem sabe, para &ldquo;algum deus  estranho e desconhecido, que ningu&eacute;m sabe onde est&aacute; e nem exatamente como &eacute;&rdquo;&#8230;  Ora, n&atilde;o se enganem: Espinosa foi excomungado por ser ateu! Jesus foi crucificado por ser ateu! S&oacute;crates se viu condenado a beber veneno por ser ateu!</p>
<p>Mas, &eacute; claro, todos esses acreditavam em algum Criador&#8230; Esbarramos  aqui em <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/01/reflexoes-sobre-linguagem-parte-2.html" target="_blank">um profundo problema etimol&oacute;gico</a>. &Eacute; como pedir para um grupo de pessoas  interpretar a frase &ldquo;disciplina &eacute; liberdade&rdquo; &ndash; cada qual vai interpret&aacute;-la,  obviamente, de acordo com sua pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o dos termos &ldquo;disciplina&rdquo; e  &ldquo;liberdade&rdquo;. E, por mais que tais conceitos j&aacute; sejam capazes de gerar uma  imensid&atilde;o de interpreta&ccedil;&otilde;es diversas, mesmo combinados eles mal chegam aos p&eacute;s  das quase infinitas interpreta&ccedil;&otilde;es para que se responda a pergunta &ldquo;o que &eacute; Deus para voc&ecirc;?&rdquo;.</p>
<p>Nietzsche tamb&eacute;m era um fil&oacute;sofo profundamente espiritual, o que pode ser  constatado facilmente em uma de suas obras primas, <em>Assim falou Zaratustra</em>. Mas, e qual seria a vis&atilde;o que o bigodudo  tinha de Deus? Talvez este poema, que ele escreveu na juventude, possa nos dar  uma boa pista:</p>
<p><em>Antes de  prosseguir em meu caminho</em><br />
    <em>e lan&ccedil;ar o  meu olhar para frente uma vez mais,</em><br />
    <em>elevo, s&oacute;,  minhas m&atilde;os a Ti na dire&ccedil;&atilde;o de quem eu fujo.</em><br />
    <em>A Ti, das  profundezas de meu cora&ccedil;&atilde;o,</em><br />
    <em>tenho  dedicado altares festivos para que, em</em><br />
    <em>cada  momento, Tua voz me pudesse chamar.</em><br />
    <em>Sobre  esses altares est&atilde;o gravadas em fogo estas palavras:</em><br />
    <em>&ldquo;Ao Deus  desconhecido&rdquo;.</em><br />
    <em>Seu, sou  eu, embora at&eacute; o presente tenha me associado aos sacr&iacute;legos.</em><br />
    <em>Seu, sou  eu, n&atilde;o obstante os la&ccedil;os que me puxam para o abismo.</em><br />
    <em>Mesmo  querendo fugir, sinto-me for&ccedil;ado a servi-lo.</em><br />
    <em>Eu quero  Te conhecer, desconhecido.</em><br />
    <em>Tu, que me  penetras a alma e, tal qual turbilh&atilde;o, invades a minha vida.</em><br />
    <em>Tu, o  incompreens&iacute;vel, mas meu semelhante,</em><br />
    <em>quero Te  conhecer, quero servir s&oacute; a Ti.</em></p>
<p><em>Ora&ccedil;&atilde;o ao Deus  desconhecido</em> (traduzido do alem&atilde;o <a href="http://leonardoboff.wordpress.com/2011/04/01/%C2%A0%C2%A0%C2%A0oracao-de-nietzscheao-deus-desconhecido/" target="_blank">por Leonardo Boff</a>) [4]</p>
<p>Existem algumas interpreta&ccedil;&otilde;es bem detalhadas sobre o motivo de Nietzsche  ter escrito um poema t&atilde;o profundamente espiritual, e t&atilde;o aparentemente te&iacute;sta,  mas o que nos importa aqui &eacute; reconhecer a complexidade inata da rela&ccedil;&atilde;o que  cada ser tem com Deus &ndash; e, quanto mais s&aacute;bio este ser, mais deliciosamente  complexa ser&aacute; sua interpreta&ccedil;&atilde;o, pelo menos se a formos tentar resumir com  meras palavras, que no fundo s&atilde;o apenas cascas de sentimentos&#8230;</p>
<p>Se voc&ecirc; cr&ecirc; ou n&atilde;o nalgum Criador, <span class="pull">contente-se com sua pr&oacute;pria cren&ccedil;a ou descren&ccedil;a</span>, pois a n&atilde;o ser que fa&ccedil;a parte de alguma comunidade eclesi&aacute;stica  profundamente ortodoxa e dogm&aacute;tica, &eacute; bem prov&aacute;vel que a interpreta&ccedil;&atilde;o do que  seja Deus de seus semelhantes, mesmo aqueles mais pr&oacute;ximos e queridos, seja <em>algo</em> diversa da sua pr&oacute;pria&#8230; Uns cr&ecirc;em  em l&iacute;deres militares que comandam povos escolhidos, outros em um pai bondoso  muito velho e de barba perfeitamente branca, outros em um avatar que encarnou  na Terra e ressuscitou 3 dias ap&oacute;s ser crucificado, outros em alguma esp&eacute;cie de  ser de pela azulada que gosta muito de m&uacute;sica e dan&ccedil;a, outros apenas em um  conceito de liberta&ccedil;&atilde;o da mente do sofrimento mundano, outros na m&atilde;e natureza,  outros em uma subst&acirc;ncia que abarca a tudo e a todos, outros num evento  aleat&oacute;rio que gerou leis profundamente sim&eacute;tricas por todo o Cosmos&#8230; E, quem  sabe, cada um deles tenha conseguido visualizar um pequeno peda&ccedil;o do  incompreens&iacute;vel, do desconhecido, do nosso mais profundo semelhante.</p>
<p>Mas n&atilde;o adianta apenas crer, &eacute; preciso <em>se mover em sua dire&ccedil;&atilde;o</em>. &Eacute; preciso amar. Julguemos os seres por seus frutos, por suas obras; Pois julg&aacute;-los por suas cren&ccedil;as ou descren&ccedil;as n&atilde;o &eacute; muito  diferente de julgar que Nietzsche era apenas mais um <em>louco</em>, apenas porque achamos o seu imenso bigode um tanto quanto  fora de moda&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>[1] Retirado de <em>A Gaia Ci&ecirc;ncia</em>, de Friedrich Nietzsche.</p>
<p>[2] Retirado de <em>Ecce Homo</em>, de Friedrich Nietzsche.</p>
<p>[3] Embora todo seguidor  de igrejas seja religioso, nem todo religioso &eacute; um seguidor de igrejas.  Religi&atilde;o vem do latim <em>religare </em>e  significa &ldquo;religa&ccedil;&atilde;o a Deus ou ao Cosmos&rdquo;, enquanto que Igreja vem do grego <em>ekklesia</em> e significa algo como &ldquo;a  comunidade dos escolhidos por Deus&rdquo;. &Eacute; claro que &eacute; poss&iacute;vel seguir uma doutrina  eclesi&aacute;stica ou algum dogma e ainda assim ser genuinamente religioso e  espiritual, mas a maioria se contenta em repetir ora&ccedil;&otilde;es decoradas uma vez por  semana, e esperar pelo t&atilde;o aguardado c&eacute;u de &oacute;cio eterno&#8230; A cr&iacute;tica de  Nietzsche era endere&ccedil;ada diretamente e esses &uacute;ltimos.</p>
<p>[4] O texto em alem&atilde;o pode  ser encontrado em <em>Die sch&ouml;nsten Gedichte  von Friederich Nietzsche, Diogenes Taschenbuch</em>, Z&uuml;rich 2000, 11-12 ou em <em>F.Nietzsche, Gedichte, Diogenes Verlag</em>,  Zurich 1994. Ver tamb&eacute;m o artigo <a href="http://rhizome.org/discuss/view/42457/" target="_blank"><em>Wotan</em>, por Carl Jung</a>; e tamb&eacute;m <a href="http://books.google.com.br/books?id=BSQJgIKTJ7QC&amp;pg=PA11&amp;lpg=PA11&amp;dq=God+unknown+Nietzsche+poem&amp;source=bl&amp;ots=3QEgzPxq-o&amp;sig=n6dHBhusxVsj2anF9yUaTyEX0W4&amp;hl=pt-BR&amp;ei=NSA4SvTSGtyMtgfUkM3ICQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=6" target="_blank">este trecho do livro <em>Nietzsche, God and the Jews</em></a>, por Weaver Santaniello. </p>
<p>***</p>
<p>Cr&eacute;dito das imagens: [topo] Bettmann/Corbis (Nietzsche); [ao longo] Philippe Lissac/Godong/Corbis (imagem de Krishna quando crian&ccedil;a)</p>
<p>&#160;</p>
<p><em>O <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/" target="_blank">Textos para Reflexão</a> é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Projeto_Mayhem" target="_blank">Projeto Mayhem</a>.</em></p>
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<p>&#160;</p>
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		<title>Sefirat ha Omer 2012 &#8211; Sexta Semana</title>
		<link>http://www.deldebbio.com.br/2012/05/11/sefirat-ha-omer-2012-sexta-semana/</link>
		<comments>http://www.deldebbio.com.br/2012/05/11/sefirat-ha-omer-2012-sexta-semana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kabbalah]]></category>
		<category><![CDATA[Sefirat ha Omer]]></category>

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		<description><![CDATA[A Sexta semana (Yesod) começa dia 12/05 ao Pôr do Sol. 12/05 &#8211; Chesed shebe Yesod 13/05 &#8211; Geburah shebe Yesod 14/05 &#8211; Tiferet shebe Yesod 15/05 &#8211; Netzach shebe Yesod 16/05 &#8211; Hod shebe Yesod 17/05 &#8211; Yesod shebe Yesod 18/05 &#8211; Malkuth shebe Yesod © deldebbio for Teoria da Conspiração, 2012. &#124; Permalink [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Sexta semana (Yesod) começa dia 12/05 ao Pôr do Sol.<br />
12/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Chesed_shebe_Yesod">Chesed shebe Yesod</a><br />
13/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Geburah_shebe_Yesod">Geburah shebe Yesod</a><br />
14/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Tiferet_shebe_Yesod">Tiferet shebe Yesod</a><br />
15/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Netzach_shebe_Yesod">Netzach shebe Yesod</a><br />
16/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Hod_shebe_Yesod">Hod shebe Yesod</a><br />
17/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Yesod_shebe_Yesod">Yesod shebe Yesod</a><br />
18/05 &#8211; <a href="http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Malkuth_shebe_Yesod">Malkuth shebe Yesod</a> </p>
<p><!--IYLT HERE--></p>
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		<title>Resultados da Hospitalaria – Abril 2012</title>
		<link>http://www.deldebbio.com.br/2012/05/10/resultados-da-hospitalaria-abril-2012/</link>
		<comments>http://www.deldebbio.com.br/2012/05/10/resultados-da-hospitalaria-abril-2012/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 01:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hospitalaria]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Abril tivemos 37 Mapas e 26 Sigilos. Entidades auxiliadas: - Creche Anjos da Guarda - Lar dos Idosos Astrogildo Ribeiro - Cruz Vermelha &#8211; Alemanha - Médicos Sem Fronteiras: www.msf.org.br - Casas André Luiz: http://www.andreluiz.org.br - Caixa de AMRA da AMORC Curitiba - Caixa de AMRA da AMORC Belo Horizonte e 18 doações de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Abril tivemos 37 Mapas e 26 Sigilos.<br />
Entidades auxiliadas:<br />
- <strong>Creche Anjos da Guarda</strong><br />
- <strong>Lar dos Idosos Astrogildo Ribeiro</strong><br />
- <strong>Cruz Vermelha &#8211; Alemanha</strong><br />
- <strong>Médicos Sem Fronteiras</strong>: <a href="www.msf.org.br " target="_blank">www.msf.org.br </a><br />
- <strong>Casas André Luiz</strong>: <a href="http://www.andreluiz.org.br" target="_blank">http://www.andreluiz.org.br</a><br />
- Caixa de AMRA da <strong>AMORC Curitiba</strong><br />
- Caixa de AMRA da <strong>AMORC Belo Horizonte</strong></p>
<p>e 18 doações de sangue.</p>
<p>E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu <a href="http://www.deldebbio.com.br/mapas-astrologicos-e-sigilos-pessoais/">Mapa Astral ou Sigilo Pessoal</a> via o TdC.</p>
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		<title>Curso de Tarot e História da Arte em São Paulo</title>
		<link>http://www.deldebbio.com.br/2012/05/08/curso-de-tarot-e-historia-da-arte-em-sao-paulo/</link>
		<comments>http://www.deldebbio.com.br/2012/05/08/curso-de-tarot-e-historia-da-arte-em-sao-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 May 2012 21:54:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deldebbio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Tarot]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente tem escrito emails pedindo mais detalhes sobre os cursos de Tarot em São Paulo nos dias 19 e 20 de Maio. Bem, em primeiro lugar, se vocês estão procurando um curso para aprender a &#8220;prever o futuro&#8221;, esqueçam; podem pular fora e procurar esses milhares de &#8220;tarólogos&#8221; que tem aos baldes por ai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.deldebbio.com.br/deldebbio/wp-content/uploads/2011/02/Tarot-curso.jpg" /></p>
<p>Muita gente tem escrito emails pedindo mais detalhes sobre os cursos de Tarot em São Paulo nos dias 19 e 20 de Maio. Bem, em primeiro lugar, se vocês estão procurando um curso para aprender a &#8220;prever o futuro&#8221;, esqueçam; podem pular fora e procurar esses milhares de &#8220;tarólogos&#8221; que tem aos baldes por ai no orkut. O Tarot é uma ferramenta magística e de auto-conhecimento nobre demais para ser usada dessa maneira tão simplória.<br />
No curso de Arcanos Maiores, utilizo 18 tarots diferentes. Estudamos cada um dos 22 Caminhos da Árvore da Vida e sua correlação simbólica e imagética com cada Arcano do Tarot. Observe as 5 figuras acima, do Mago. O que elas têm de semelhante? no que diferem? por quê? O que representam estes objetos? e as cores?<br />
<span id="more-10086"></span></p>
<p>Começamos pelo Visconti-Sforza, do século XIII, que une a simbologia dos Trionfi renascentistas à estrutura da Árvore da Vida. Em seguida, o tradicional Tarot de Marselha (1560), Rider Waite (1909), Golden Dawn (duas versões), Tarot de Papus, Tarot Egípcio e Tarot de Toth (Crowley). Isto nos dá uma noção muito clara de como os Arcanos se desenvolveram ao longo da história da magia e quais são as principais escolas; suas diferenças e semelhanças. </p>
<p>Também estudamos o Tarot Mitológico, Sephiroth Tarot (cabalístico), Tarot de Lenormand (que originou o que se conhece por &#8220;Baralho Cigano&#8221; e o Tarot das Bruxas (usado pelas wiccas) e mais quatro ou cinco tarots modernos que eu vario de curso para curso para exemplificar a visão de outras culturas (celta, africano, dos orixás, etc). Somente com esta visão de conjunto é possível compreender a magnitude do tarot e as maneiras como ele pode ser utilizado em rituais e no seu altar pessoal.<br />
Eu também ensino a fazer a leitura do Tarot tradicional, pelo método da Cruz Celta, mas normalmente quando se chega nessa parte do curso, a maioria dos alunos já percebeu que existem usos bem mais interessantes e poderosos do tarot do que apenas o de fazer leituras.</p>
<p><strong>Arcanos Menores</strong><br />
No curso de Arcanos Menores, eu recomendo que a pessoa tenha feito Kabbalah primeiro e, se possível, Astrologia Hermética, pois os Arcanos Menores são praticamente um curso intermediário destas matérias.<br />
É possível fazê-lo sem ter estes pré-requisitos, mas como CADA Arcano Menor é a representação de uma Sephira de um Elemento (10 esferas x 4 elementos = 40 Arcanos menores) e ao mesmo tempo a combinação de um Planeta em um Signo, a compreensão de todo o conjunto da obra hermética, alquimista e astrológica se faz com os 3 cursos (ex. O &#8220;Dois de Bastões&#8221; é Hochma na Árvore do Fogo/Marte em Áries e os Arcanos da Corte são as energias intermediárias do Zodíaco: Áries-Touro é o Cavaleiro de Moedas, Escorpião-Sagitário é o Rei de Bastões/Ofiúco, e assim por diante, totalizando 12 Arcanos + as 4 Princesas/Pagens, que são as energias elementais puras).<br />
Como a maioria dos tarots utiliza a representação literal nos menores, eu utilizo cinco decks para o Curso de Arcanos Menores (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Crowley e Sephiroth).</p>
<p>Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A Coroa</title>
		<link>http://www.deldebbio.com.br/2012/05/08/a-coroa-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 16:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>"L"</dc:creator>
				<category><![CDATA[hermetismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jedi]]></category>
		<category><![CDATA[Coroa]]></category>
		<category><![CDATA[Simbolismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa primeira leitura, a coroa simboliza as virtudes mais elevadas que existem no homem, eis o motivo de cingi-la sobre a cabeça, a &#8220;cúspide&#8221; do microcosmo humano, isto é, naquela parte do mesmo que se corresponde com o Céu, cuja forma circular a coroa reproduz. Mas, precisamente por isso, a coroa também expressa o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><a href="http://www.deldebbio.com.br/" target="_blank"><img src="http://www.deldebbio.com.br/imgs/ban_tdc_jedi_480x100.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.deldebbio.com.br/2012/05/08/a-coroa-2/the_crown_by_shyboyshy/" rel="attachment wp-att-10075"><img class="alignleft  wp-image-10075" style="margin-left: 10px;margin-right: 10px" src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/the_crown_by_shyboyshy-450x339.jpg" alt="" width="270" height="203" /></a>Numa primeira leitura, a coroa simboliza as virtudes mais elevadas que existem no homem, eis o motivo de cingi-la sobre a cabeça, a &#8220;cúspide&#8221; do microcosmo humano, isto é, naquela parte do mesmo que se corresponde com o Céu, cuja forma circular a coroa reproduz. Mas, precisamente por isso, a coroa também expressa o que está por &#8220;cima&#8221; ou &#8220;além&#8221; do Cosmo e do homem: a realidade do divino e do transcendente.<span id="more-10073"></span> Poder-se-ia dizer que no significado da coroa coincidem, pois, as qualidades mais nobres e superiores do ser humano e, ao mesmo tempo, aquilo que as transcende por constituir o arquétipo das mesmas. No caminho do Conhecimento, ou via iniciática, ditas qualidades se vão desenvolvendo depois de um longo processo de transmutação alquímica, durante o qual o aspirante a ele vai tomando gradualmente consciência da sacralidade de sua existência, ou de sua realidade no universal, até se identificar plenamente com esta.</p>
<p>Essa identificação se visualiza muitas vezes como a &#8220;conquista&#8221; de um estado espiritual (ou supra-individual), que é o que, efetivamente, &#8220;coroa&#8221; a realização de dito processo, ou seja, &#8220;legitima-o&#8221; (ou o faz verdadeiro e certo, que é o que esta palavra significa realmente), investindo a quem o complementa de uma autoridade que emana diretamente do próprio poder de Deus, o Rei Supremo, ou Rei do Mundo. Este é o sentido que tinham na Antigüidade os ritos de coroamento dos reis, os chefes de um povo ou de uma comunidade tradicional, que eram tais porque antes tinham chegado a ser os reis e chefes de si mesmos, governando de acordo com a Vontade do Céu, à qual representavam ante seus súditos. O verdadeiro coroamento (que é uma &#8220;consagração&#8221; ou assunção plena do sagrado) ocorre no mais secreto, no coração, onde se estabelece a &#8220;aliança&#8221; que sela a união com a Deidade, sendo então a coroa um signo externo e distintivo que confirma a posse da autêntica realeza interior.</p>
<p>Por outro lado, não podemos deixar de mencionar as estreitas vinculações que se dão entre a coroa e os cornos, os quais também se cingiam sobre a cabeça, e simbolizam exatamente o mesmo que aquela. Os cornos são um atributo da potência do Espírito que &#8220;desce&#8221; à natureza do homem, ao qual fecunda e transfigura integrando-o na entidade superior, que é seu verdadeiro Si Mesmo. Igualmente, é evidente a relação que existe entre os cornos e o raio, e desta forma com o relâmpago, e recordaremos, a este respeito, que as coroas mais antigas estavam enfeitadas de pontas que se assemelhavam aos raios luminosos. O mesmo poderia se dizer da coroa de espinhos que portava o Cristo Rei durante sua Paixão. Com tudo isso, busca-se destacar o aspecto solar destes símbolos, que também aparece na coroa de louros (símbolo eminentemente solar) levada pelos imperadores romanos e com a qual eram coroados os heróis, mas sem esquecer que dito aspecto se complementa com o simbolismo polar, que é o mais primordial.</p>
<p>Efetivamente, ambas as palavras, coroa e cornos, procedem de idêntica raiz lingüística, KRN, a mesma de Kronos, ou Cronos, que é o nome grego de Saturno, a mais alta e elevada das esferas planetárias e considerado como o rei da Idade de Ouro. Também a achamos em Karneíos, que era um dos nomes que recebia entre os gregos o Apolo hiperbóreo (Apollón Karneíos), o deus do &#8220;alto lugar&#8221; (Karn), sendo esse lugar a própria cúspide da Montanha sagrada do Pólo (o Eixo do Mundo), sede da Tradição e da humanidade primigênia. Aparece deste modo na palavra crânio, que é, efetivamente, a parte mais elevada da coluna –ou eixo– vertebral. Sendo o crânio um símbolo da abóbada celeste, seu extremo superior equivaleria então à Estrela polar, chamada o &#8220;ápice&#8221; do Céu porque ela &#8220;coroa&#8221; todo nosso universo visível, e além disso é considerada em todas as tradições como o lugar por onde simbolicamente se acede aos estados superiores do ser, essencialmente supra-cósmicos e metafísicos. Recordemos, neste sentido, que Kether, a Unidade, significa precisamente a &#8220;Coroa&#8221;, cingida pelo Adam Kadmon ou &#8220;Homem Universal&#8221;.</p>
<p>Esta idéia do supra-cósmico é a que representa também o Sahasrâra chakra na tradição indiana e budista. Todo este simbolismo polar e axial convém perfeitamente ao da diadema papal (de origem muito remota), que é uma coroa de três andares sobrepostos, e cuja parte superior aparece arrematada por uma cruz, outra figura do Eixo do Mundo (ver por exemplo o arcano V do Tarô). Se a coroa propriamente dita é o símbolo da autoridade temporal exercida pelo rei (o guerreiro), a diadema simboliza a autoridade espiritual assumida pelo sumo pontífice ou sacerdote, que na Antigüidade tradicional ocupava a cúspide da hierarquia iniciática, exercendo sua função sobre os três mundos, ou seja, sobre o conjunto da Existência manifestada, tal qual o Deus Hermes Trismegisto. Ele era, é, a ponte ou eixo que comunica a Terra com o Céu, e o Céu com a Terra, o que transmite as bênçãos ou as influências espirituais e o que possui íntegros a Doutrina e o Ensino tradicional. Isto explicaria o porquê de, durante a Idade Média ocidental, os reis serem coroados pela autoridade espiritual, reconhecendo-se assim a superioridade do metafísico sobre o temporal, do divino sobre o humano.</p>
<p>Este texto faz parte das apostilas de <a href="http://www.introduccionalsimbolismo.com/portugues/index.htm">Introdução à Ciência Sagrada (Programa Agartha)</a> que é um projeto do Federico Gonzales com a colaboração do Francisco Ariza. É muito interessante vocês estudarem TUDO lá.</p>
<p align="JUSTIFY">Sérvio Túlio é estudante de Letras, membro do Projeto Mayhem e autor do blog <a href="http://jediteraphim.wordpress.com/">Jedi Teraphim</a>.</p>
<p align="JUSTIFY">&gt;&gt;Veja também os <a href="../index.php/category/colunas/jedi/">outros textos do Jedi Teraphim no TdC</a>.</p>
<p align="JUSTIFY">&gt;&gt;Curta nossa página do <a href="http://www.facebook.com/#%21/jediteraphim">Jedi Teraphim no Facebook</a> e a página do <a href="https://www.facebook.com/pages/eOcultismo/202509499823714">eOcultismo no Facebook</a>.</p>
<p align="JUSTIFY">Olá pessoal. Quem já vem acompanhando meus textos &#8211; acredito, vem percebendo que eu venho demorando a postar ou até não postando nada. Gostaria de esclarecer a todos que eu ando um bocado atarefado e pirando por causa da universidade. Qualquer coisa vocês me dão uns puxões de orelha e eu dou uma melhorada. Enfim, na fanpage do JT, acho que dá pra vocês postarem coisas que acharem interessante. Não sei mexer muito com o Facebook. Daí vocês me ajudam. Assim a página não fica muito parada. Só não vale zoar demais. De qualquer forma vou procurar criar mais tempo pra continuar com o trabalho proposto. Obrigado por tudo.</p>
<p align="JUSTIFY">Que a Força esteja com  vocês.</p>
<p align="JUSTIFY">P.S.: Tenho tido uns problemas com gente fanática, inclusive do &#8220;meio ocultista&#8221;. Então gente, manerem no fanatismo. Tudo o que a gente precisa é não precisar.</p>
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		<title>Ser seu próprio mestre…</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 16:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Djaysel Pessôa</dc:creator>
				<category><![CDATA[ZZurto]]></category>
		<category><![CDATA[inusitado]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify" align="justify"><a href="http://zzurto.blogspot.com/" target="_blank"><img src="http://www.deldebbio.com.br/imgs/ban_tdc_zzurto_480x100.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify" align="justify">Já pararam de fato para pensar nisso? Talvez com o romantismo da adolescência isso soe de algum modo prático e funcional, mas há uma questão conflituosa neste ponto. Se pensarmos bem, esse tipo de motivação está intimamente relacionada ao fato de que não existem tantos mestres por ai afora (incluindo ironicamente os diplomados) e que ao desejar isso é por que esperamos alcançar algo que está além da nossa realidade. Sendo assim e descartando o primeiro motivo, o fato de não sermos aptos a fazer algo ainda, significa inexperiência e portanto uma distinta e distante posição dos mestres. Assim sendo, como ser aquilo pelo qual almejamos se ainda somos iniciantes, ou nos termos do gueto… neófitos?</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-10033"></span></p>
<p style="text-align: justify">Nossa carne ainda tem muito em que se espetar e sofreremos devidamente cada arranhão. Serão estes, pois, demonstrados como troféus da labuta e quando por fim chegarmos ao ponto áureo de nossa jornada o ser mestre parecerá ainda longínquo como o próprio horizonte.</p>
<div id="attachment_10035" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://panchoufpe.blogspot.com.br/2010/04/montanha-sagrada-imersao-surrealista.html" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-10035 " style="margin-top: 15px;margin-right: 15px;margin-bottom: 15px;margin-left: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px" src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/808562001_c506de8c9a_o-200x129.jpg" alt="" width="200" height="129" /></a><p class="wp-caption-text">A Montanha Sagrada</p></div>
<p style="text-align: justify">Esse conflito nada mais é do que um jogo de sedução, pois quanto menos se possui mais se deseja. Vale ressaltar que o motivador é bom somente enquanto formos capazes de não nos confundirmos com ele, nossa integridade deve permanecer, senão perderá o sentido/nome se tornando qualquer outra coisa…</p>
<p style="text-align: justify">Mesmo assim convenhamos que há de fato necessidade de se reconhecer o mérito, ainda que esse auto reconhecimento ocorra tão somente por intermédio deste Eu, nosso, que vive no outro. A soberba, o orgulho, o peito inflado, o status é tão somente pó inútil do qual deveríamos lidar com flanelas ou espanadores. Livrar os olhos destes brilhos ajuda a não perder o foco e como bem sabemos, o foco é o quinhão do momento. Brindemos ‘pois’ a cada boa conquista, sem gritar como os embriagados (sentiram o Eliphas?), sem enfraquecer no que é de fato importante que é aquilo que continua a desenvolver-se… pois, logo quando o sorriso passa, o que ficará no lugar se nossos olhos ainda estiverem inebriados?</p>
<p style="text-align: justify">Ser seu próprio mestre é em si um desafio aterrorizador, ou deveria, mas as tantas literaturas new age, filmes hollywoodianos e etc., tornam o “SER &#8211; mestre” um produto acessível em qualquer conveniência. E o pior é que isso é verdade!</p>
<p style="text-align: justify">O mestre não é e nunca foi, como nunca será, o clichê que pensamos ser ou que chegamos a imaginar. Talvez já tenha sido, na época em que ser mestre era ofício; mestre no sentido de ter pala de mestre: barbas longas (perdão às mulheres, mas bem sabemos todos dos machismos de outrora), vestes sacerdotais, olhar penetrante, palavras certas e todo tipo de fetiches do personagem. O mestre é tão somente aquele que por força da situação está preparado mesmo que de forma inusitada. Há de se considerar levemente que os bêbados, os loucos e as crianças tem um certo quê deste tipo-mestre…</p>
<p style="text-align: justify">Se bem nos permitirmos olharmos com mais cautela para as coisas ao redor podemos nos deparar com nosso mestre sem nunca nos darmos conta disso na vida. Esse mestre, que não somos, mas que está em nossos olhos choraria amargamente se não fosse mestre e já não soubesse do descaso destes novatos que somos. O desprezo ao olhar no justo momento o plástico que envolve o chiclete que contém em si dizeres tais que mudam nossa vida, faz com que a vida não mude um mísero centímetro sequer, mas somos jovens e isso tudo é permitido. E o plástico cai de nossas mãos sem ter significado nada além do que o açúcar nos permite, voando silente e insignificante tanto quanto o significado que nos permitimos doá-lo. Isso tudo poderia até comover, mas só comove o gari que tem mais uma partícula de sua tonelada diária para recolher.</p>
<p style="text-align: justify">Esses insights, intuições, eurecas nada mais são do que as intervenções deste mestre em potencial que somos para o calouro que de fato contamos a todo instante. É a velha balança que nos enxerta um ritmo do qual poderemos ser espectador, músico acompanhante, solista ou regente. Essa escolha há de parecer não ser nossa, mas o mestre sabe que sempre fora nossa e ri prazerosamente, por que rir é para os mestres como o chorar é para os fracos! E o silêncio envergonha a todos.</p>
<p><a href="http://www.deldebbio.com.br/2012/05/07/ser-seu-proprio-mestre/spock/" rel="attachment wp-att-10036"><img class="size-medium wp-image-10036 alignright" style="margin-top: 15px;margin-right: 0px;margin-bottom: 15px;margin-left: 15px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px" src="http://www.deldebbio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/spock-200x79.jpg" alt="" width="200" height="79" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Este é um bom momento para o ato de se retirar, pois, tão claro como a regra ‘geek-iluminati’ nos adverte: não tem como um jogo funcionar se um bug já deu o ar da graça, mesmo que o primeiro estágio já tenha sido iniciado, no mínimo o save vai dar o trava final e levar as boas risadas há um choro emputecido. Raro aquele que não tem uma mísera partícula de esperança e permanece no lugar acreditando que na verdade o mestre está em algum outro canto escrevendo textos em folhas de ouro para o seu mais puro e fiel aluno, num futuro distante qualquer. É assim que morrem os filhos e ficam os pais emburrecidos pelos seus próprios mimos acreditando realmente que a vida existe para ser pano de fundo para as nossas vãs crenças. E quando o corpo definha por falta do fôlego vívido seria o momento em que o mestre choraria se este não esvaísse junto com o olhar que esfria. Mas ainda assim há sempre um novo dia, como a esperança que se implica como agonia.</p>
<p style="text-align: justify">Ser seu próprio mestre é, portanto, não esperar encontrar esta resposta aqui, desde já em canto algum, mas abrir-se à resposta como se esta já estivesse sempre ao lado esperando na verdade do olhar um mísero perceber… já que é certo que Ele ri… e que Ele chora… rindo… chorando… cooptando sincronicamente.</p>
<p style="text-align: justify" align="justify">Djaysel Pessôa</p>
<p style="text-align: justify" align="justify">S.O.Q.C.</p>
<p style="text-align: justify" align="justify">__________________________</p>
<p style="text-align: justify" align="justify">visitem o blog <a href="http://zzurto.blogspot.com/" target="_blank">Zzurto</a></p>
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<p><small>© Djaysel Pessôa for <a href="http://www.deldebbio.com.br">Teoria da Conspiração</a>, 2012. |
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