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O Mito da Fênix

deldebbio | 1 de agosto de 2008

A Fênix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da Fênix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar até elefantes.

A Fênix nas tradições germânicas é a deusa Gullweig.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a Fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a Fênix queimava-se numa pira funerária. A Fênix, após erguer-se das cinzas, levava os restos do seu pai ao altar do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol). A vida longa da Fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.
Os gregos provavelmente copiaram dos egípcios a idéia da Fênix. Esses últimos adoravam “benu”, uma ave sagrada semelhante à cegonha. O “benu”, assim como a Fênix, estava ligada aos rituais de adoração do Sol em Heliópolis. As duas aves somente representavam o Sol, que morre em chamas toda tarde e emerge a cada manhã.
Segundo a uma antiga versão russa tinha o nome de pássaro de fogo,na qual vivia em chamas.

A Fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causava em outros animais, chegava a provocar a morte deles.
Segundo a lenda, apenas uma Fênix podia viver de cada vez. Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que esta ave vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.
Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova Fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis , onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O devasso imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de Fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma Fênix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
Atualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a Fênix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por Fênix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.
A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
Para os gregos, a Fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da Fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.
Os egípcios a tinham por “Benu” e estava sempre relacionada a estrela “Sótis”, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.
Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.
No ínicio da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou pela humanidade.
Registros históricos
“Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é fénix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É dito que a fénix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho. É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim. Voa da Árabia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz.” – “E a fénix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a fénix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si” – Apolônio de Tiana,[2]
“Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo – a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho – o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai – como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o” -

A Fênix, símbolo de ressurreição.
A Fênix representa a ave legendaria que vivia na Arábia. Segundo a tradição, era consumida por acção do fogo a cada 500 anos, e uma nova e jovem fênix surgia das suas cinzas.
Na mitologia egípcia, a ave fênix representava o Sol, que morria à noite e renascia pela manhã.

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17 Responses to “O Mito da Fênix”

  1. Raul de Deus says:
    2 de agosto de 2008 às 7:34

    Belo texto! Com certeza vou olhar como mais carinho quando ver a fenix representada em algum lugar. xD
    Grande abraço!

    Reply
  2. Márcio Melo says:
    2 de agosto de 2008 às 20:20

    Ficou meio repetitivo…o.o

    Reply
  3. Harry Potter e as Núpcias Alquímicas | Sedentário & Hiperativo says:
    4 de agosto de 2008 às 1:01

    [...] Posts da semana no meu Blog: – O Mito da Fênix – Grandes Iniciados – Lao Tsé – As Pirâmides Submersas no Japão – A Maconha e as otoridades, – [...]

    Reply
  4. Branca de Neve e os sete pecados capitais | Sedentário & Hiperativo says:
    6 de agosto de 2008 às 20:03

    [...] Outros textos interessantes, como o Mito da Fênix ou Princípios da Alquimia podem ser vistos no meu Blog [...]

    Reply
  5. okita says:
    6 de agosto de 2008 às 22:12

    Fiz uma visita a ouro preto ano passado. E lembro de ver a fenix representada varias vezes na decoraçao das igrejas. Óbvio que representa a “ressurreiçao” cristã, mas fiquei surpreso em ver a fenix em obras cristãs. Ainda mais pq sempre tive na cabeça q a igreja seria contra esses elementos “pagoes”, sobretudo na época em q foram feitas aquelas obras, nas igrejas barrocas. Época onde a igreja catolica tinha muito poder e riqueza.

    Passou pela minha cabeça se aquelas ‘fenix’ representadas nas igrejas nao fossem mensagens ’subliminares’ de artistas ocultistas do periodo barroco.

    Reply
  6. Rafael Rodrigues says:
    10 de agosto de 2008 às 3:01

    Marcelo soh uma observação aparte:
    Bem q vc podia de vez em quando coloca uma ou outra imagem nos texto de fora(ou os seus mesmo) q vc posta aki no seu blog pra deixar um pokin mais atrativo, na MINHA opinao eu axo q melhora bastante!

    Abraço.

    Reply
  7. Diego says:
    12 de agosto de 2008 às 0:53

    Lembrando das minhas aulas de português do colegial, posso dividir um pouco de conhecimento levemente útil:

    A pronúncia correta da palavra “fênix” é “fênis”. O fonema -x se apresenta neste vocábulo com o som de -s sibilado.

    Reply
  8. yumejin says:
    14 de agosto de 2008 às 11:59

    “A Fênix, símbolo de ressurreição.
    A Fênix representa a ave legendaria que vivia na Arábia. Segundo a tradição, era consumida por acção do fogo a cada 500 anos, e uma nova e jovem fênix surgia das suas cinzas.
    Na mitologia egípcia, a ave fênix representava o Sol, que morria à noite e renascia pela manhã.”

    Acho que esse final pertence ao início, non?

    Reply
  9. L.F. says:
    15 de agosto de 2008 às 16:31

    Muito interessante! Por mais que agora me pareça muito óbvio, eu nunca tinha reparado que a fênix era uma analogia ao sol…

    E caramba, no fim das contas a mitologia grega sempre se inspira na egípicia heeh

    Abraços

    Reply
  10. Teoria da Conspiração na Bienal do Livro | Sedentário & Hiperativo says:
    28 de agosto de 2008 às 16:20

    [...] – Thelema e o número 11 – Grandes Iniciados – Melquisedec – Pirâmides… pirâmides – parte II – Os Quatro Grandes Pilares do Conhecimento – Elementais, os Espíritos da Natureza – Os sete Níveis – Grandes iniciados – Allan Moore – O mito da Fênix [...]

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  11. Goécia, Kiumbas e os demônios de verdade | Sedentário & Hiperativo says:
    3 de setembro de 2008 às 20:25

    [...] – Thelema e o número 11 – Grandes Iniciados – Melquisedec – Pirâmides… pirâmides – parte II – Os Quatro Grandes Pilares do Conhecimento – Elementais, os Espíritos da Natureza – Os sete Níveis – Grandes iniciados – Allan Moore – O mito da Fênix [...]

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  12. O Mito da Fênix « Teoria da Conspiração says:
    7 de janeiro de 2009 às 21:58

    [...] Clique aqui para continuar lendo O Mito da Fênix. [...]

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  13. Pirâmides, Pirâmides… - parte II | Sedentário & Hiperativo says:
    7 de janeiro de 2009 às 22:25

    [...] Marcelo Del Debbio ———————————— Novidades no meu blog e mudanças no blog de RPG – Os Quatro Grandes Pilares do Conhecimento – Elementais, os Espíritos da Natureza – Os Sete Níveis – Grandes Iniciados – Alan Moore – O Mito da Fênix [...]

    Reply
  14. riri says:
    4 de março de 2009 às 16:14

    Acho que poderia ter mas coisas sobre esta ave.
    Mas tá bom.

    Reply
  15. Karol says:
    1 de abril de 2009 às 20:35

    Esse texto ´´e mesmo interesante como minhas amogas disseram…
    Por isso nós escolhemos a fênix como tema do nosso trabalho!!
    Valeu a pena ehin”"
    Bjxx pra todos vcs
    té algum dia

    Reply
  16. gil says:
    29 de novembro de 2009 às 13:29

    Eu sou a fénix em pessoa!!!

    Reply
  17. Jobah Gharozzi says:
    25 de abril de 2010 às 22:58

    Muito bom esse apanhado da mitologia que cerca a vida da Fênix. Tô escrevendo um livro. Ela é o personagem principal.
    abraçosss

    Reply

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