A Guerra dos Roses
deldebbio | 9 de setembro de 2008Movimentos harmoniosos, respiração controlada e um estado elevado de consciência. Esta é uma reportagem sobre ioga, mas não envolve nenhum desses elementos. Acusações, ressentimentos mal disfarçados, palavras como “seita” e “oportunismo” há de sobra. A rede de mais de 200 escolas ligadas a Luis Sergio de Rose, o Mestre De Rose, no Brasil, em Portugal e na Argentina está passando por dias turbulentos. Mais de 20 dos seus cerca de 500 professores a deixaram nos últimos três meses. Nem é um número expressivo, o que conta é o barulho que eles estão fazendo. Internamente, são tratados como “dissidentes” e recomenda-se “distância deles”.
Minha irmã freqüentou uma escola da rede durante mais ou menos um ano. Dei uma olhada nos livros que ela comprava, ouvia as descrições que ela fazia das aulas e, sinceramente, a coisa não me bateu. A matéria do NoMínimo só confirma essa primeira impressão. O que me incomodou mais era o evidente aspecto de culto à personalidade do tal Mestre de Rose, que lembrava muito a invasão de pseudo-gurus indianos que tomou de assalto os Estados Unidos a partir da década de 60, e dos quais a grande estrela era Rajneesh e sua nada espiritual coleção de Rolls-Royces – quando o fisco americano caiu de pau em cima dele, Rajneesh mudou o nome para Osho.
Mestre de Rose, aparentemente, não chega a tanto (embora os dissidentes insinuem práticas feias como espionar emails e celulares dos professores, para saber se eles mantêm contato com as personas non-gratas da escola), mas, para explicar porque os membros do grupo são proibidos de falar com os dissidentes, Rosana Ortega, diretora da unidade Berrini, adota um discurso que não deixa dúvidas sobre o caráter empresarial da Swasthi Yôga (ou como quer que seja o nome), que parece mais interessada em promover a marca e fidelizar o consumidor do que em levar os discípulos ao samadhi: “Na Coca-Cola, por exemplo, o funcionário é demitido se for flagrado bebendo Pepsi. O ator da Globo não pode dar entrevista ou negociar em outra emissora, porque ele representa a própria imagem da Globo. Os nossos instrutores também representam a nossa imagem.”
@MDD – Qualquer escola, fraternidade, ordem ou religião que fale uma imbecilidade dessas já merece total descrença. O verdadeiro buscador SEMPRE pode (e deve) procurar por todas as outras manifestações para que possa julgar e comparar os ensinamentos apresentados.
Quer dizer, suponho que quem estiver atrás da ioga apenas como uma forma alternativa de ginástica para aliviar o estresse pode até se beneficiar com as práticas ensinadas pelo Mestre de Rose – mas se você busca a ioga como um instrumento para o desenvolvimento espiritual e libertação da consciência, faria melhor em deixar Yôga – Mitos e Verdades de lado e partir logo para o real McCoy, os clássicos Yogasutras ou o inestimável Yoga – Imortalidade e Liberdade, de Mircea Eliade. Porque, pelo visto, a escola do Mestre de Rose está mais para Hare Krishna do que para Patanjali…
PS. Alguém poderá dizer que a prática não se aprende nos livros e que a única forma de aprender ioga é com um professor de carne e osso. Verdade. Mas qualquer cursinho introdutório de Hatha Yoga vai ensinar os asanas mais importantes. O resto é uma questão de concentração mental, que é mais fácil de obter no sacrossanto recesso de seu próprio quarto do que numa escola cheia de alunos, e de compreensão dos objetivos – e aqui, não existem professores melhores do que Patanjali e Mircea Eliade.
de: http://malprg.blogs.com/francoatirador/2004/08/a_guerra_dos_ro.html#more













UOU! Opa! explica isso direito! xD
Primeiro, ótimo post! (como sempre!)
Osho, Pseudo-guru indiano?! Eu li sobre uma confusão com os EUA, mas achei q fosse “intriga da oposição” hauhauha…
Cheguei a ler um livros dele na internet (escrito em base nas palestras q ele ministrava e tal) e n encontrei nenhuma “canalhagem”… achei até interessante alguns pontos de vista abordados.
Explica ae, ele era “fake”, mas e os seus ensinamentos? tem algo de “aproveitável”?
abraço!
[...] Os Templários e o Baphomet – a Guerra dos Roses – Dharma, a base da Vida humana – Pirâmides parte III – a Câmara do Rei – Mantras de Defesa [...]
Não conheço a escola do De Rose, e do Osho só li alguns trechos de livros e gostei muito.
Eu acho que o problema, em alguns casos, nemsempre é do guru em si, mas talvez dos discípulos que se deixam dominar pelo fanatismo e não conseguem enxergar a luz dentro deles próprios. Se o guru diz pra se jogarem da ponte eles se jogam sem questionar.
Freqüentei a Sahaja Yoga e acredito sim que os ensinamentos dessa linha trazem benefícios, mas a postura das pessoas lá dentro realmente é de um exagero tremendo.
Olha, isso sem falar que é proibido viajar pra Índia sem a permissão do mestre De Rose, pensei que fosse piada, mas quando indaguei a um instrutor da rede dele, a resposta me deixou perplexo: “Se alguém já foi na Índia, como ele, porque vamos inventar a roda de novo?”. Daí que seriedade é essa?
Sobre Osho,
não querer pagar impostos para um governo corrupto e sujo, me parece uma ótima idéia.
Dizer que o cara não é espiritual por não pagar impostos, me parece indiferente.
Se o cara não tava afim de pagar imposto…problema é dele.
Tem muito mais coisa absurda da Rede DeRose.
Se recomendam usar roupas de marca para atrair alunos, fora que a ideia é fazer pontos para se ser topo de piramide, como a natura e afins. Acontece que ninguém nunca consegue chegar a topo de piramide. Tem gente a 9 anos na UniYoga, e quando esta próximo na pontuação para ser topo de piramide, eles dão umas penalidades absurdas.
Se você receber algum produto defeituoso da UniYoga você não pode devolver.
O filho André DeRose, saiu e esculachou, falou sobre sonegação fiscal.
Tinha a famigerada medalha de honra ao mérito “Shakti”, para as mulheres tantristas… em outras palavras pras minas que gostavam de trepar mesmo, com os “mestres” da UniYoga. Teve casos de Aids, e de umas que engravidaram nas “orgias” tantristas.
Coisa louca mesmo…
“O que me incomodou mais era o evidente aspecto de culto à personalidade do tal Mestre de Rose, que lembrava muito a invasão de pseudo-gurus indianos que tomou de assalto os Estados Unidos a partir da década de 60, e dos quais a grande estrela era Rajneesh…”
não concordo…já li muitos textos e alguns livros do osho e nunca vi nada que nem sequer lembrasse um culto à sua personalidade…acho muito interessante suas palavras…como o ítalo disse, talvez o grande problema fossem seus discípulos…não exatamente discípulos, mas seguidores
abraços à todos
[...] Pirâmides e Stonehenge – Edição número 3 da Lucifer Luciferax – Os Templários e o Baphomet – a Guerra dos Roses – Dharma, a base da Vida humana – Pirâmides parte III – a Câmara do Rei – Mantras de Defesa [...]
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[...] Novidades no blog e no site de RPG: – Os Templários e o Baphomet – A Guerra dos Roses – Dharma, a base da vida humana – Mantras de Defesa Psíquica – Thelema e o número 11 – Grandes [...]
parece que o nome é swasthya yoga, ou é outro?
curiosidade minha, tem alguma coisa a ver com suástica? (nazista e etc?)
A palavra suástica tem origem indiana, do sânscrito “svastika”, que pode ser traduzida como “boa marca” ou ” bom símbolo”. É possível que haja relação entre as duas palavras, sim, mas é bom lembrar que a cruz suástica foi “usurpada” por Hitler e seu significado original não tem nada a ver com o nazismo.
Swásthya e swástika são termos diferentes. No site http://www.sanskrit-lexicon.uni-koeln.de/mwquery/ você pode fazer uma pesquisa rápida pelos dois termos para conferir a diferença. É a versão online do Sanskrit-English Dictionary.
Por conta do sistema de transliteração, você deve pesquisar da forma exata: svastika e svAsthya, pois a busca diferencia maiúsculas de minúsculas.
mm. thanks ))
Ninguém é acorrentado e obrigado a fazer nada, assim como as portas estão abertas aos que queiram entrar, também estão abertas aos que queiram sair. Cada um escolhe o caminho que quer seguir e com quem quer seguir. Se todos pensassem da mesma forma, o mundo seria muito chato, ninguém para questionar e apontar novas possibilidades. Ainda bem que existem tantos caminhos, tantas cabeças que pensam diferente, só espero que suas conclusões provenham de suas próprias experiências e não por comentários de outras pessoas. Acredite sim, mas não acredite cegamente.
Infelizmente nao colocarei meu nome aqui, mas garanto que este senhor que se auto proclama de mestre, pode ser comparado a uma figura antiga, isso mesmo. O Hitler!!!
Eu fiz a besteira de começar o curso de formação para ser um instrutor do SwáSthya, maravilhado com promessas e qualidade de vida, quase larguei minha profissão conceituada para virar um escravo “completamente cego e no processo de lavagem cerebral”, mas com o tempo fui vendo que aquilo era um ninho de cobras, pessoas preconceituosas, julgadoras. O Yôga, ióga ou ióga que nem sei como se escreve ou se pronuncia mais, era deixado de lado, fui ensinado a ter pré-conceitos sobre os “prospects – nome dado as pessoa que vinha conhecer a “escola” ” cabia julgar se era perfil ou não da seita, preconceito puro…Fui julgado por fazer musculação e correr em parques, pois o “mestre” era contra isso, pois o corpo perfeito precisa ser conquistado através do yôga ióga sei lá oq. Eramos obrigado a aprender como se vender produtos com metas ridiculas e incabíveis.
Grandes nomes da rede forçavam seu exércicto de “guruscravos” a trabalhar de segunda a segunda, sem ganhar nenhum tostão. Diretores mantendo relações com alunos, coisa que era incabível segundo o “mestre”. O senhor Luis diz que não tem franquias, mas para você abrir uma unidade, precisa desembolsar R$ 30.000,00. O que é isso? uma taxa de inscrição? Fora os supervisionamentos que todos instrutores são obrigados a pagar. Para onde vai tanto dinheiro?
Tenho dó das pessoas submissas que ainda tem na rede, muitas possuem milhões de dúvidas ou não concordam com muitas palavras do Luis, por medo ou hostilidade se calam em seus presidios ou unidades “credenciadas”. Pois JAMAIS deve questionar um mestre ou o Luis. Sei lá quem quer que seja ele.
Enfim, decepções atrás de decepções…
Relato de um ex-guruscravo (ou guru-sêvin) como são chamados.
Abs a todos!
Olá, parabéns pelo site possui um formato interessante.
Sobre o Osho, acho que você não leu muito sobre ele, talvez tenha lido uns 2 ou 3 livros ou senão pegou opiniões de outras pessoas ou até mesmo de revistas populares para dizer coisas sem nexo. Rajneesh era a favor do dinheiro, ele mesmo criticava os orientais por não viverem o mundo material, assim como criticava os ocidentais por não viverem o mundo espiritual, ele buscava uma integração do ocidente com o oriente, o chamado homem completo, dizia dá importância do dinheiro e esbanjava mesmo ( relógios de brilhantes, 90 Rolls-Royces e jato particular), falava de Zorba – O Buda, ou seja dá integração do homem materialista com o homem espiritual. Fundou uma comunidade nos EUA que era um bairro inteiro, óbvio que os americanos que são cristãos irião impedir, foi um homem que poderia ter forte poder politico, ser um Hitler, mas preferiu ser um Osho.
Sobre o Derose, eu considero o método no que diz respeito as técnicas fortes, afinal é bem completo e realmente bem pesquisado e orientado, porém quando entra a parte teórica eu concordo que tenha lavagem cerebral, e ele também leva a dele, mas do que aparenta. Porém em que lugar isso não existe? Por isso precisamos extrair as coisas boas do método, não deixar ser usado o método como muitos acabam deixando e sim usá-lo porque com lavagem cerebral ou não, é um método fortissimo de Yôga.
abçs
Prezado Paulo,
Me desculpe, mas convém você começar a pesquisar e inclusive praticar outros métodos antes de chamar o Swásthya de “forte”. Eu fui instrutora lá, meu caro, conheço bem. A prática é chupada do Hatha tradicional, com umas mesclas estranhas de misticismo, ocultismo e outras bobagens que nada têm a ver com Yoga.
Com relação a ser forte, vc se refere aos ásanas? Vá praticar Hatha Tradicional ou mesmo Ashtánga para ver o que é uma prática fortíssima de ásanas. O método DeRose é bastante fraquinho, isso sim. A formação não ensina nada de anatomia, os instrutores são em sua maioria totalmente incapazes e desinformados sobre como as técnicas afetam o corpo, por isso preferem gente “jovem” praticando. E mesmo assim muita gente jovem inclusive se lesiona com as execuções de ásanas loucos inventados por eles, e principalmente naquelas “coreografias”. Um engendro absurdo, na minha opinião. Aliás, tão absurdo quanto as próprias sequências aeróbicas do Ashtánga, que tb foram “codificadas” pelo Patabhi Jois.
Prefiro uma prática mais respaldada nos shástras, e com embasamento de anatomia, sim. Não se brinca com o corpo das pessoas. O Iyengar, nesse sentido, é um método que te dá bastante respaldo de como praticar, e como se cuidar. Eu aplico muitas coisas dele, mesmo sem dar o método, pois se faz muita ênfase no cuidado e na consicência corporal. Mas em se tratando de ásana, para que inventar? Sigam os shástras (Hatha Yoga Pradípica, Shiva Samhita, etc): sua saúde agradecerá.
Abraços
pra quem fala mal do osho, ou conceitua seus livros como auto-ajuda, favor se dirigir pra iurd mais próxima de seu barraco.
Pratico o SwáSthya Yôga há 10 anos e o acho muito positivo e saudável. Entretanto, me parece que quando o assunto é Yôga, linhagens e Mestres, as pessoas são muito extremistas. Uns amam de paixão outros odeiam de morte. Como tudo na vida, aqui também deve haver um meio termo, ainda mais entre praticantes de uma filosofia que supostamente conduz a uma maior estabilidade emocional e mental.
Os problemas que o DeRose teve com alguns de seus instrutores no passado são comuns, na minha opinião até banais. Todos os grandes grupos de pessoas apresentam divergências. Estranho seria se numa organização tão grande não houvessem insatisfações. A evolução da humanidade se deu, em grande parte, aos atritos entre os povos.
Uma forma madura de se lidar com os conflitos é a de buscar uma solução que satisfaça todas as partes. Se isso não for possível, talvez a separação seja a melhor opção. Conduzir uma separação com carinho, fidalguia e preservando o respeito mútuo é uma arte, e quem sabe, uma habilidade a ser desenvolvida.
O importante é pensar por si mesmo. Muitas acusações foram apresentadas contra o Rajneesh (Osho) e também ao DeRose. Felizmente, vivemos num sistema onde ao acusador cabe o ônus da prova.
“Thou shalt think for yourselves.”
Um forte abraço e sucesso!
por favor, comparar o que aconteceu com o osho e com o derose é no mínimo esquisito.
vejamos, todos os mestres de verdade tiveram problemas com o status quo.
já o derose, fez as otoridades brasileiras dar certificado de profissional de yoga, ou seja, amigo das otoridades.
agora “Pratico o SwáSthya Yôga há 10 anos e o acho muito positivo e saudável.”
realmente você diz tudo, esse bagulho é positivo e saudável, mas a verdade não tem relação com saúde nem com positividade.
é que nem dizer que um cara da universal viu jesus.
acho que se o cara visse mesmo jesus (como muitos dizem que vêm), e o ver é inútil, pois é um sentimento, se ele sentisse o que isso significa, ele cairia fora daquele antro no mesmo instante.
assim como alguém viesse a sentir em seu dna o que é yoga, ele cairia fora desse bagulho na mesma hora.