Teoria da Conspiração

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Religião: você precisa ter uma?

deldebbio | 28 de setembro de 2008

Antes mesmo de entrarmos no assunto, quero explicar o que é religião.
Religião deriva do termo latino “Re-Ligare”, que significa “religação” com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.
Sendo assim o hábito, geralmente por parte de grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita, não têm apoio na definição do termo. Seita, derivado da palavra latina “Secta”, nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como tal também é religião.

Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra “ciência” social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.

Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, “filosófico” e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.

Hoje em dia, apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando previsões que anteveram seu fim. A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a Religião continua a promover diversos movimentos humanos, e mantendo estatutos políticos e sociais.

Tal como a Ciência, a Arte e a Filosofia, a Religião é parte integrante e inseparável da cultura humana, é muito provavelmente sempre continuará sendo.

Há várias formas de religiões. Para não dizer centemas, ou até mesmo, milhares. Pessoalmente como um estudioso do assunto, prefiro uma classificação que leva em conta as características, e divido as religiões em quatro grandes grupos distintos:
Panteístas; Poleteístas; Monoteístas; Ateístas.

Nessa divisão há uma ordem cronológica. As Religiões Panteístas são as mais antigas, dominando em sociedades menores e mais “primitivas”. Tanto nos primórdios da civilização mesopotâmica, européia e asiática, quanto nas culturas das Américas, África e Oceania.

As Religiões Poleteístas por vezes se confundem com as Panteístas, mas surgem num estágio posterior do desenvolvimento de uma cultura. Quanto mais a sociedade se torna complexa, mais o Panteísmo vai se tornando Politeísmo.
Já as Monoteístas são mais recentes, e atualmente as mais disseminadas, o Monoteísmo quantitativamente ainda domina mais de metade da humanidade.

E embora possa parecer estranho, existem religiões Ateístas, que negam a existência de um ser supremo central, embora possam admitir a existência de entidades espirituais diversas. Essas religiões geralmente surgem como uma reação a um sistema religioso Monoteísta ou pelo menos Politeísta, e em muitos aspectos se confunde com o Panteísmo embora possua características exclusivas.

Essa divisão também traça uma hierarquia de rebuscamento filosófico nas religiões. As Panteístas por serem as mais antigas, não têm Livros Sagrados ou qualquer estabelecimento mais sólido do que a tradição oral, embora na atualidade o renascimento panteísta esteja mudando isso. Já as politeístas muitas vezes possuem registros de suas lendas e mitos em versão escrita, mas Nenhuma possui uma Revelação propriamente dita. Isto é um privilégio do Monoteísmo. Todas as grandes religiões monoteístas possuem sua Revelação Divina em forma de Livro Sagrado. As Ateístas também possuem seus livros guias, mas por não acreditarem num Deus pessoal, não tem o peso dogmático de uma revelação divina, sendo vistas em geral como tratados filosóficos.
Panteísmo: Religiões silvícolas, xamanismo, religiões célticas, druidismo, amazônicas, indígenas norte americanas, africanas e etc.

Politeísmo: Religião Grega, Egípcia, Xintoísmo, Mitologia Nórdica, Religião Azteca, Maia etc.
Monoteísmo: Bhramanismo, Zoroastrismo, Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Sikhismo.
Ateísmo: Orientais: Taoísmo, Confucionismo, Budismo, Jainismo. Ocidentais: Filosofias NeoPlantônicas, Ateísmo Filosófico (Não Religioso)
Neo Panteísmo: Racionalismo Cristão, Neo-Gnosticismo, Teosofia, Wicca, “Esotéricas”, etc.

Cada uma com os seus rituais específicos, símbolos e sua mitologia.

Eu particularmente, sou espiritualista universalista e para mim isso não é uma religião, mas também não deixa de ser uma forma de religar-me ao divino, mesmo acreditando que ele sou eu e eu sou ele. O que é isso? Através de estudos acabei conhecendo as religiões, ou melhor, muitas delas. E acabei percebendo, que todas acabam por escravizar a minha mente. Seja através de doutrinas, seja em seus rituais, e em seus detalhes. Isso pode, aquilo não pode, isso é pecado…papai do céu não gosta disso, comer isso é proibido, comer aquilo também é proibido. Fico imaginando se Aquino, o pai da lógica, não tivesse limitações (religiosas), credos, a cada passo do caminho, Aquino esbarra no mistério divino e dá um passo atrás. Isso não posso explicar, daqui não posso ir. Agostinho foi outro gênio, ambos autores são monumentos vivos dos efeitos nocivos dos dogmas sobre cérebros que, de outro modo, seriam brilhantes. E de certa forma foram…Mas sem as restrições religiosas poderiam ter ido muito mais longe, disso não me resta dúvidas.

E falando sobre as religiões monoteístas, faço sempre uma pergunta: Sendo Deus eterno e imutável, autor de coisas muito boas, qual é, então, a origem do mal?

E por favor, não me venham com aquela estorinha de Lúcifer… o Anjo caído…é absurda! No mínimo ridícula.

Em Platão, o tema do mal também é bastante presente. Gostaria apenas de salientar que no Protágoras, chega-se à conclusão que nenhum homem deseja o mal (assim como Agostinho) , mas o escolhe apenas por ignorância do que seja o bem.

Baseado nesse e em milhares de outros questonamentos, busquei dentro de mim mesmo algumas trasformações, minha própria Lux. Busquei e busco, me conhecer…e percebi que tudo, posso desde que tenha Vontade…Tenho absoluta certeza que algo divino habita em mim. Colho diariamente aquilo que planto. Sou pura energia, vibração, estou em contato direto com o universo, faço parte dele.

Vamos ver se consigo exlicar o que é espiritualidade. Para mim a espiritualidade é um estado de consciência; é reconhecer em si a Vida, e a mesma Vida em tudo e em todos. É consciência não-condicionada pela mente. É consciência livre da mente, para ser o que é: não aquilo que pensamentos e muitas crenças dizem ser.

As palavras em um ensinamento espiritual apenas apontam para o estado de consciência essencial do ser humano.

Alcançado esse estado de consciência, o ser humano vive a vida na Terra a partir dessa liberdade, expansividade e se torna mestre sobre a realidade interna e externa, pois está alinhado com a essência daquilo que o criou: a vasta inteligência criativa que permeia e dá Vida a todo o Universo. Você pode chamar essa essência de Deus? Lógico, que podemos… Podemos tudo! Nossos pesamentos criam a nossa realidade.

Por Wagner Veneziani Costa

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36 Responses to “Religião: você precisa ter uma?”

  1. Reinaldo Brasil Jr says:
    28 de setembro de 2008 às 15:53

    Texto perfeito. Pra mim ele é a conclusão da espiritualidade que eu desenvolvi, acompanhando seus textos Marcelo através do blog Sedentário. Acabei com muitas duvidas que surgiram ao longo de minha vida devido minha formação católica e aprendi a ser um cara proativo e que não precisa temer nenhuma “reação divina” imposta pelos dogmas católicos. Não deixei de crer em Cristo, ou melhor, hoje sou um grande admirador, tendo uma visão mais limpa do que ele foi e quais ensinamentos ele deixou para nós. Mas agora também possuo outros conhecimentos, que me ajudam a tomar as decisões certas pra mim nos mais adversos momentos. E mesmo não conhecendo vc Marcelo pessoalmente, esse comentário aqui é um registro de agradecimento por toda sua gentileza de divulgação do seu conhecimento.

    Valeu mesmo “tio”

    grande abraço

    Reply
  2. buscadorsincero says:
    28 de setembro de 2008 às 21:43

    ótimo texto!
    Valeu Frater por divulgar esse texto.

    Paz’.’ Profunda’.’

    Reply
  3. Jânder says:
    29 de setembro de 2008 às 1:57

    Sim Marcelo, só faço um observação, o “re-ligare” não é só ao Divino. Esta, inclusive é a última fronteira, mas primeiramente a si, sequentemente ao próximo e aí sim, ao Alto.
    Quando Jesus acrescentou “E ao próximo como a si mesmo”, no mandamento, foi dando a chave desse mistério.

    Reply
  4. Mição says:
    29 de setembro de 2008 às 3:31

    Saudações caro Marcelo

    Gostei muito do seu artigo.

    A religião é uma “criação” e ainda necessidade do homem. Isso devido ao sectarismo de pensamento a respeito de tudo, e sobre a sua origem “divina”, não poderia escapar disso.

    Temos o livre-arbítrio para decidirmos o que quisermos. Esse é o presente que Deus, ou Arquiteto do Universo, ou Energia Suprema, ou seja lá o nome que cada um queira dar, nos concedeu como “um presente”.

    O homem realmente tudo pode, mas nem tudo lhe convém. Nossas decisões, certas ou erradas, ainda que dependendo do contexto do que é certo/errado, são causas, que resultarão em efeitos. E como temos esta liberdade para decidirmos qualquer coisa, devemos ter consciência de assumir qualquer conseqüência quer nos seja benéfica ou não, agora ou futuramente.

    O Mestre Jesus, não veio criar qualquer religião. Apesar de vir nos ensinar o caminho de nossa “religação” com o Criador. Talvez ele tenha criado uma única “religião”, que é o Amor. Uma dicotomia, não é mesmo? Não criou mas criou…

    Cada espírito tem um grau de necessidade, e por isso os diversos grupos de filosofias/pensamentos/religiões, e isso tem que ser aceito e respeitado. O extremismo em cada seguimento, é inerente ao orgulho, vaidade e ignorância humanas. Faz parte de nosso estágio de “amadurecimento”.

    A melhor religião, ou melhor dizendo, o melhor instrumento/veículo para “re-ligare” com o Princípio de Tudo, não é a Católica, Evangélica, Budista, Xintoísta, Espírita, etc. A melhor é aquela que nos faz melhores, melhores como pessoas, melhores com o próximo, melhores conosco mesmos. Basta “escolher”.

    Você escolheu a sua, eu escolhi a minha, beltrano escolheu a sua. Se isso nos faz melhores, ótimo. Isso é o que importa.

    Todos nós temos nossos limites, e isso deve ser respeitado. A iluminação é uma busca pessoal, e só nos resta respeitarmos e sermos respeitados pelas escolhas. Somos todos buscadores.

    Um dia, toda a humanidade alcançará a “não necessidade” de religiões, irmanar-se realmente e aí sim, por meio disso, ligar-se verdadeiramente ao Pai, a Deus, pois, é somente sentindo e praticando o verdadeiro Amor é que nos ligaremos a Ele.

    Enquanto não alcançamos esse grau de evolução, vamos caminhando e trabalhando pelo nosso melhoramento.

    Eu costumo dizer que o caminho é um só, apenas escolhemos os veículos diferentes para chegarmos ao destino tão almejado.

    Parabéns pelo seu artigo. Realmente eu gostei muito.

    Felicidades

    Abraços Fraternais

    Mição
    Acesse o Blogção, o Blog do Mição e boa navegação!
    http://www.mition.net

    Reply
  5. jonaslumber says:
    29 de setembro de 2008 às 10:49

    Bom dia,

    Poderia me dizer quem criou o universo? âh? ele surgiu da explosão… aham. tá legal…

    Reply
  6. Ctrl+C, Ctrl+V « Mundo véio sem portera!! says:
    29 de setembro de 2008 às 13:45

    [...] Vale a pena dar uma lida nesse texto que achei no blog do Del Debbio. Ajuda a explicar um pouco o meu ponto de vista, principalmente quando as pessoas arregalam os [...]

    Reply
  7. Gustavo Dourado says:
    29 de setembro de 2008 às 14:44

    Muito bom o texto e condizente com a realidade, mas sobre este questionamento no texto, qual seria a repostas? E sobre o anjo caido, qual a verdadeira historia, onde podemos encontrar? “Sendo Deus eterno e imutável, autor de coisas muito boas, qual é, então, a origem do mal?”

    grande abraço!

    Reply
  8. Matheus says:
    29 de setembro de 2008 às 14:46

    “E falando sobre as religiões monoteístas, faço sempre uma pergunta: Sendo Deus eterno e imutável, autor de coisas muito boas, qual é, então, a origem do mal?

    E por favor, não me venham com aquela estorinha de Lúcifer… o Anjo caído…é absurda! No mínimo ridícula.”

    Ridículo é você escrever este texto apenas com o objetivo de afirmar que prá você, Deus não existe. Escute aqui, se crês estar “re-ligado” a algo “espiritualmente universal” como dizes, saiba que este “espírito universal” tem nome, e aliás, você não está ligado a Ele, apenas acha que está. Para se ligar a Deus (este é o NOME), você deve crer que o sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz do calvário, foi o preço pago para te livrar do inferno. Caso não creia em Cristo, sinto dizer-te, este “espiritualismo universal” que tens é inútil, vão e cego, pois não podes ver nem o caminho e nem a quem você segue.

    “Baseado nesse e em milhares de outros questionamentos, busquei dentro de mim mesmo algumas transformações, minha própria Lux. Busquei e busco, me conhecer…e percebi que tudo, posso desde que tenha Vontade…Tenho absoluta certeza que algo divino habita em mim. Colho diariamente aquilo que planto. Sou pura energia, vibração, estou em contato direto com o universo, faço parte dele.”

    Saiba que você não tem poder algum, se Deus não estiver em ti. Acaso podes mover algo com a mente? Ou podes curar algum mal com uma ordem tua? Podes tornar um fio de cabelo de tua cabeça preto em branco? Ou esta tua “energia vibratória” já te defendeu de alguma situação extraordinária? Saiba que esta energia que está em ti é o Espírito Santo de Deus, que habita naqueles que buscam ao Pai com sinceridade. No dia que admitires que Deus é maior e se colocar em posição humilde na frente Dele, saberás e sentirás a força do Poder de Deus.
    Sua busca por respostas é compreensível, mas até hoje, não encontraste o verdadeiro caminho. Não deixe que os valores e preconceitos sociais e televisivos te influenciem, ser crente nada mais é do que crer em Cristo, descansar nossas vidas em Seus braços e viver conforme Sua vontade, deixando de lado toda a carga e responsabilidade dadas pelo mundo para carregarmos, e aliviarmos nossos corações nas promessas de Jesus.

    Uma última coisa, aquela historinha ridícula de anjo caído que mencionaste antes está escrita na bíblia, portanto não é invenção de nenhum crente e se quiseres ser neutro com respeito ás religiões, tome cuidado e lave sua boca com sabão antes de chamar Deus (verdadeiro autor da bília) de mentiroso.
    Cuidado com o pecado imperdoável. Se não sabe qual é, pergunte a um pastor evangélico que ele te mostrará a resposta.

    Deus te abençoe e te guie nesta caminhada.

    @MDD – heheheheh a gente ganha pouco, mas se diverte!!!

    Reply
  9. buscadorsincero says:
    29 de setembro de 2008 às 19:17

    @MDD – heheheheh a gente ganha pouco, mas se diverte!!!

    E como se diverte! Será que ele conhece alguma de papagaio?

    Reply
  10. mu says:
    29 de setembro de 2008 às 19:35

    Olha! o primeiro comment é de um apóstolo! é matheus!!!
    isso mesmo MArcelo, para de ofender deus e de falar palavrão senão deus te fode! kkkkk
    Bom, eu vou correndo perguntar pra um pastor evangélico sobre a verdade agora!
    hauhauh
    cada um q aparece…
    obrigado pelas gargalhadas às custas do matheus!

    Reply
  11. thibas says:
    29 de setembro de 2008 às 21:33

    antes de ser engraçado, é triste né…

    Reply
  12. ivan says:
    29 de setembro de 2008 às 23:13

    Só para fazer uma observação: as religiões egípcia e indiana não são politeístas, são monoteístas. O que há são emanações da mesma divindade.
    Exemplo claro é o Tradição Tântrica Dravidiana, período matriarcal na Antiga Índia que tinha em Shiva, o Absoluto Imanifesto e Shakti, sua consorte. Shiva é a Consciência, Shakti é a emanação dessa própria Consciência.
    No caso egípcio, Amon é o deus maior, os outros são extensões do mesmo deus.
    Um abraço,
    Ivan.

    Reply
  13. Reinaldo Brasil Jr says:
    30 de setembro de 2008 às 5:23

    Como é q um cara desses chega ao teu blog? É pra rir mesmo!

    Reply
  14. Marx says:
    30 de setembro de 2008 às 20:32

    @mu – Bom, eu vou correndo perguntar pra um pastor evangélico sobre a verdade agora!

    mu, pergunta direto pra Deus, kra!!!!!…..ele te responde em http://www.google.com.br !!!!!
    Pra mim ele respondeu: “Blasfemar contra o Espírito Santo”…

    É, é foda…

    Mas será que o mundo ainda tem jeito?

    Paz Profunda

    Marx’.’

    Reply
  15. Th says:
    1 de outubro de 2008 às 1:05

    Budismo não é ateu, não nega Deus, só muda o nome dele e não se preocupa em explica-lo, chama-o de Absoluto ou natureza búdica.

    Reply
  16. ricardo says:
    1 de outubro de 2008 às 9:27

    boas. texto interessante.
    mas queria só chamar a atenção para alguns que vêem em Jesus um grande homem com bons ensinamentos mas, no entanto, nao apoiam a religião.
    Jesus, da mesma maneira que disse “e ao proximo como a si mesmo” ou “dá a outra face” ou “faz aos outros o que queres que te façam a ti” (por oposiçao de “nao faças aos outros o que nao queres que te façam a ti” de confucio), Jesus tambem disse “tu es Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”.
    Ou seja, Jesus também apoiava a religiao.

    Eu penso que a grande parte das religioes sao benéficas às pessoas.
    Eu sou cristao por fé e racionalidade, mas tambem por cultura. Se eu nascesse na Nigeria, provavelmente, seria muçulmano, ou hindu se nascesse na India.
    Mas a religiao une os povos. Cria comunidade e ensina o bem.

    Nao acredito em guerras santas. As guerras foram sempre movidas por interesses políticos e financeiros.
    E todo o preconceito que houver em relação a outras religioes, é pura ignorancia das pessoas. Ha muita ignorancia entre o povo. Isso nao é culpa das religioes, já que elas tentam sempre unificar.

    Eu acredito no tal Deus, Criador da bolinhazinha que originou o Big Bang (se a teoria actual estiver correcta). E quero religar-me a essa entidade.

    um abraço

    Reply
  17. mu says:
    1 de outubro de 2008 às 13:39

    boa boa, fui no google e digitei inquisição e constantino reformando o catolicismo e o google respondeu ” não há autores confirmados para o livro bíblia”.
    QQr um pode pegar um pedacinho de papel e escrever o que quiser, depois é só sair espalhando pra todo mundo e as comadres e cumpadres saem proclamando como se fossem verdades.
    O consciente comum é constituído do que querem que ele seja. A verdade só existe pra quem se inserir nela.
    Nada é verdadeiro, tudo é permitido.
    Pergunto eu se o mundo tem jeito, ou se continuarão todos a acreditar nas verdades escritas, ou nas vivenciadas….
    Se todos continuarão apenas a seguir desordenadamente o que os outros dizem ou escrevem, ou se irão seguir seus próprios caminhos.
    Achei incrível quando lí este blog no sedentário sobre o pecado PREGUIÇA.
    em contrapartida, q qqr um pode escrever e falar qqr coisa… tudo é permitido.

    Reply
  18. 32 Papas e uma garrafa de Rum - parte II says:
    1 de outubro de 2008 às 20:36

    [...] Moral e Dogma, por Albert Pike – Por dentro da Igreja Universal – Religião: você precisa ter uma? – Grandes Iniciados: Pitágoras – Sobre a Origem do Tarot – Magia e Mistério no Tibete – A Deusa [...]

    Reply
  19. ricardo says:
    2 de outubro de 2008 às 11:38

    mu,
    no fundo o q queres dizer é que toda a historia que se conhecesse (inclusivé as teorias da conspiraçao) sao mentira porque nao ha uma verdade. a verdade existe para quem se inserir nela.
    e na verdade, tens razao…até um certo ponto.

    claro que devemos ter a noçao da relatividade da verdade, mas tens que ter a noçao de que o passado é historia. e que grandes acontecimentos sucederam-se ao longo da historia. quando, como, porque, onde aconteceram precisamente? nunca se saberá. mas vale a pena aproximarmo-nos da historia e compreende-la…de forma a sabermos traçar um futuro para nós.
    a alternativa é…tudo o que fazemos é uma mentira. a tua existencia nao existe. és um ninguem e serás cinza quando morreres. ninguem te recordará nem te reconhecerão existencia sequer.

    ok, have it your way

    Reply
  20. thamy says:
    2 de outubro de 2008 às 15:28

    opnião cada um segui suas crenças

    Reply
  21. avontz says:
    2 de outubro de 2008 às 16:46

    resposta para vida? 42 neles!

    =)

    adoro faze chacota dos crentes pela manhão, com bancon e caputino.

    Reply
  22. Murilo Bernardes says:
    2 de outubro de 2008 às 17:42

    Texto muito interessante… ja passei por essas buscas ha um tempo atrás e decidir parar de compreender o incompreensível. O metafísico está além de minha vã sabedoria. Apenas preceitos de base “física” me interessam atualmente. Sigo minha vida duma maneira que creio correta, não por medo de inferno ou umbral, mas porque minha natureza assim exige.
    Creio que quem muito busca chega a essa mesma conclusão que chegaste, aminha foi igual. Tem algo maior, não explicado, que age sobre tudo. Nao sou ateu, apenas agnóstico… Muita gente não entende a diferença…

    Parabéns.

    Reply
  23. mu says:
    6 de outubro de 2008 às 13:07

    prezado ricardo,

    é afável às minhas orelhas escutar as palavras de quem escuta às dos outros. Somos discordantes, porém caminhamos juntos.

    Talvez as perguntas só tragam mais perguntas mesmo…ou não.
    i’ll hava it that way, so as you have your own way. but i still think it’s all the same^^
    abraço

    Reply
  24. Mição says:
    7 de outubro de 2008 às 14:28

    As religiões são boas. Qualquer uma.

    O Homem e seu extremismo cego é que estraga.

    Isso encontramos nos Católicos, Evangélicos, Espíritas, etc.

    Cada um no seu tempo. Só temos, todos, que aprender a respeitar a opinião e pensamento de cada um.

    Existe um ensino hindu, se não me falha a memória, que diz que a verdade é um espelho que os deuses arremessaram à terra.
    Ao cair aqui, ele fragmentou-se, obviamente. E cada um pegou um pedaço da verdade e acredita que possui a verdade.
    Se pensarmos bem, possui mesmo, mas somente uma parte dela!
    Basta que todos possamos realmente nos unirmos, para um dia, alcançarmos a verdade absoluta. Por ora, só temos as verdades relativas.

    O que “enche o saco”, é o fanático vir querer impor a “sua verdade”, baseado que é a única, forçando güela abaixo, porque tá escrito, porque é divino, porque é inspirado, etc, etc, etc.

    Meu! cada um na sua. Todos temos o livre-arbítrio e temos que assumir as conseqüências um dia pelas escolhas que fizemos. É Lei Universal. Impor ou achar que cada um tá errado porque pensa ou age diferente, é puro fanatismo, é puro extremismo. E se tem gente assim, é porque ainda não entendeu a sua própria filosofia, a sua própria religião. Sinto muito.

    Todos nós temos ainda muito a aprender!
    Boa busca e boa caminhada a todos!!!

    Abraços Fraternais

    Mição
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    Reply
  25. ever says:
    8 de outubro de 2008 às 21:05

    Olá MDD,

    Gostaria de saber o motivo de não ter publicado meu comentário sobre o significado da palavra religião retirada do blog Palavras de Hierakonpolis.

    @MDD – A palavra religião é de origem latina (religio). Cícero (106-43 AC) no De Natura Deorum afirma que a palavra vem da raiz relegere (“considerar cuidadosamente”), oposto de neglere, descuidar. Já Lactâncio, escritor cristão (330 DC), diz que vem de religare (“ligar”, “prender”), portanto a origem de religião como religação está correta também.

    Reply
  26. Construtores de Templos – parte III | Sedentário & Hiperativo says:
    9 de outubro de 2008 às 14:21

    [...] Espiritual do Yom Kippur – Moral e Dogma, por Albert Pike – Por dentro da Igreja Universal – Religião: você precisa ter uma? – Grandes Iniciados: Pitágoras – Sobre a Origem do Tarot – Magia e Mistério no Tibete – A Deusa [...]

    Reply
  27. Guilherme says:
    17 de outubro de 2008 às 13:01

    Tio Marcelo,

    no sentido restrito da palavra, para você o que é pior, um ateu ou um agnóstico?

    @MDD – nenhum dos dois… eu prefico mil vezes um ateu consciente, que SABE no que acredita (ou não acredita) do que um religioso maria-vai-com-as-outras que não sabe nem o que está fazendo na Igreja.

    Reply
  28. Diogo says:
    17 de outubro de 2008 às 13:32

    “O primeiro requisito da felicidade dos povos é a abolição da religião”

    Karl Marx

    Sem mais comentários!!!

    Reply
  29. AHL says:
    19 de outubro de 2008 às 22:32

    Olá

    texto bem bacana. So mudaria uma classificação de religioes. Mudaria o Cristianismo (mas ai deveria ter uma subdivisão, nao sei como seria) que reconhece a existencia do Diabo, Lúcife, Capeta e afins para religiao Politeista, uma vez que se acreditando que o Diabo tem o mesmo potencial de deus, ele poderia ser considerado um deus.

    Sendo assim, o brasil e uns dos, se nao a maior, nação politeista do mundo.

    Reply
  30. Nando says:
    21 de outubro de 2008 às 13:36

    Bem, no meu ver, boa parte da população precisa de uma religião. Ou a pessoa estuda a história e acredita ou não acredita no que sabe e estudou. Ou ela precisa se apegar a alguma religião para ter sustentação.

    Pois veja, oque te impede de roubar uma velinha andando sozinha de noite na rua? Para poucos, é a ética, moral, etc. Mas para a grande maioria é pq estaria infringindo um mandamento. E se não tivesse nenhuma religião? Como seria?

    Eu vejo a religião como uns pilares de sustentação, querendo ou não, são elas que mantém a ordem nesse mundão a fora. Pois a grande parte da populção, ajuda ao próximo, pois fazendo isso esta agradando a deus.

    E mais uma coisa, para mim a FÉ, nada mais éh, doque acreditar em si mesmo.

    Primeira vez que estou vendo esse blog, e lendo sobre isso, e estou gostando muito.

    abs e continue assim.

    Reply
  31. Robson França says:
    7 de novembro de 2008 às 2:10

    Excelente texto, que descreve a maneira de encarar a espiritualidade de muitas pessoas, inclusive a minha. Abraços

    Reply
  32. Fabiane says:
    22 de novembro de 2008 às 18:12

    Para mim, religião só me fez mal. Por 20 anos estuve presa ao cristianismo protestante que só me sufocava. Procurei conhecer outras, mas todas elas se pareciam neste mesmo ponto destacado no texto: escravização de mentes.

    Por mais que não sejamos totalmente racionais, foi na razão, na ciência, na busca por provas e coisas concretas que encontrei a “paz de espírito”.

    A vida é aqui e agora, é isso que devo viver, e não ficar me preparando para ir para um plano superior, pois até onde me é permitido entender, este plano superior não existe. Pode até ser que exista, mas não posso apostar toda a minha vida numa possibilidade que não tem certezas. Seria um desrespeito comigo mesma, seria duvidar da minha própria inteligência.

    Sobre a origem das religiões (e acredito que já tenha lido), recomendo a leitura do capítulo 5 de “Deus, um delírio”.

    @MDD – já li, mas acho o Dawkins tão fanático quanto qualquer outro religioso. Em algum lugar do caminho, ele decidiu transformar o ateismo em uma religião dogmática e intitularam ele o novo messias. Fiz um post lá no Sedentário que falava sobre isso algum tempo atrás.

    Reply
  33. The Corporation | Sedentário & Hiperativo says:
    26 de novembro de 2008 às 21:43

    [...] Absurdos Religiosos – Vaticano quer estabelecer Ensino Religioso obrigatório – Algumas contradições bíblicas – Fiel da IURD que doa cheque sem fundo vai para SPC Serasa – Por dentro da Igreja Universal – Religião: você precisa ter uma? [...]

    Reply
  34. Euripedes says:
    3 de dezembro de 2008 às 12:18

    Gostei do seu ponto de vista, apesar de ser Espirita, gostaria de lhe informar que a estrutura religiosa que temos é bem diferente das outras, não temos hierarquias ou outras coisas que nos permitam ter pessoas que sejam mais importantes que as outras. A única diferença é que temos pessoas com mais elevação (vivência) que as outras.
    Sobre a crença em Cristo, eu seriamente acredito que muita coisa na bilbia foi alterada para atender os anseios do imperio romano oriental, que acabara de criar a igreja católica e também para fortalecer politicamente a igreja catolica durante a idade média. Acho que a tradução dos verdadeiros manuscritos seria muito importante.
    Quanto a questão da mitologia, até os espiritualistas universalistas possuem as suas, negar que vocês as possuem é igual a negar sua própria existência.
    E os seus conceitos de espiritualidade não são nada diferentes dos conceitos espiritas.
    Todos nós temos parte de algo divino, mas temos partes de algo não divino, se apenas tivessemos partes “divinas”, o mundo não estaria desse jeito, essas injustiças e toda forma de mal que nos é jogada, é uma forma que nos é jogada para superarmos essas dificuldades e moldarmos um mundo melhor.
    Enquanto não trilharmos, independente da crença que tivermos, um mundo melhor, através da nossa união em torno do amor, não do amor egoísta (tipo amar apenas nossos familiares, amigos e companheir(as,os)), mas o amor universalista, uma amor a tudo e a todos que vivem nesse plano terrestre, o mundo seguirá esse mesmo caminho.

    Reply
  35. Religião: você precisa ter uma? « Teoria da Conspiração says:
    8 de janeiro de 2009 às 0:07

    [...] Continue lendo Religião: você precisa ter uma?. [...]

    Reply
  36. Homer says:
    25 de julho de 2009 às 19:13

    Não acho que as religiões africanas são panteistas. Os Orixás vieram todos de Olodumare, o criador do universo.

    Reply

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