Arcano Zero – o Louco – Aleph
deldebbio | 7 de outubro de 2008O Louco é considerado o arcano zero do Tarot.
Cabalisticamente conecta Hochma a Keter.
Um homem anda com um bastão na mão direita. Está de costas, mas seu rosto, bem visível, aparece de três quartos. Sobre o ombro direito leva uma vara em cuja extremidade há uma pequena trouxa.
O personagem está vestido no estilo dos antigos bobos da corte: as calças rasgadas deixam ver parte da coxa direita. Um animal que poderia ser um felino parece arranhar esta parte exposta ou ter provocado o rasgão.
De um chão árido, acidentado, brotam cinco plantas.
O viajante tem a cabeça coberta por um gorro que desce até a nuca e lhe cobre as orelhas; esta estranha touca transforma seu rosto barbudo numa espécie de máscara. Veste uma jaqueta, presa por um cinto amarelo; seus pés estão cobertos por calçados vermelhos.
Significados simbólicos
A busca e o Filho Pródigo. A experiência de ultrapassar os limites.
Espontaneidade, despreocupação, admiração, saudade.
Impulsividade. Inconsciência. Alienação.
Interpretações usuais na cartomancia
Passividade, completo abandono, repouso, deixar de resistir. Irresponsabilidade. Inocência.
Escolha intuitiva acertada. Domínio dos instintos; capacidade mediúnica. Abstenção. O não-fazer.
Mental: Indeterminação devida às múltiplas preocupações que se apresentam e das quais se tem apenas uma vaga consciência. Idéias em processo de transformação. Conselhos incertos.
Emocional: Revezes sentimentais, incerteza frente aos compromissos, sentimentos vulgares e sem duração. Infidelidade.
Físico: Inconsciência, desordem, falta à palavra dada, insegurança, desprazer. Abandono voluntário dos bens materiais. Assunto ou negócio enfraquecido. Do ponto de vista da saúde: transtornos nervosos, inflamações, abscessos.
Sentido negativo: Enquanto andarilho, o Louco significa queda ou marcha que se detém. Abandono forçado dos bens materiais; decadência sem muita possibilidade de recuperação. Complicações, atoleiro, incoerência.
Nulidade. Incapacidade para raciocinar e autodirigir-se, entrega aos impulsos cegos. Automatismo. Confusões inconscientes. Extravagância. Castigo causado pela insensatez das ações. Remorsos vãos.
História e iconografia
Reis e senhores, desde épocas remotas, tinham bufões em seus palácios, verdadeiras caricaturas da corte. Histórias sobre eles, bem como as representações gráficas desse personagem, podem ser contadas às dezenas.
Mas a imagem deste Arcano – um louco solitário que atravessa os campos e é agredido por um animal – não havia sido representada até então: é própria do Tarô e, nesse sentido, representa uma de suas contribuições mais originais do ponto de vista iconográfico.
Van Rijneberk arrisca a hipótese de que o espírito burlesco e irreverente da Idade Média teria parodiado, neste personagem, a classe dos Clerici vagante que, segundo ele, eram “estudantes migratórios e inquietos, sempre em busca de novos mestres de quem pudessem aprender ciências e idéias, e de novas tabernas onde pudessem beber fiado um pouco de vinho bom”.
Mais de um autor vê nesses viajantes insaciáveis e pouco escrupulosos os primeiros agentes – talvez ignorantes da sua missão, mas de grande eficácia real – da Reforma religiosa.
No desenho feito por Wirth aparece pela primeira vez impresso o termo Le fou (O Louco) para designar o arcano sem número, embora tradicionalmente fosse conhecido por este nome desde muito antes. Tanto o baralho Marselha original, bem como seus numerosos contemporâneos franceses (e os exemplares dos copistas espanhóis) chamam Le Mat a esta carta.
Paul Marteau levantou a hipótese de que este nome seria uma alusão ao jogo de xadrez, já que o protagonista está em cheque (pelos outros, pelo mundo), numa situação de encurralamento semelhante à do cheque mate. A palavra mat, no francês, significa “fosco, abafado, indistinto” e ainda o “cheque mate”, no xadrez. Já o termo mât, quer dizer “mastro”.
Outro estudioso do Tarô, Gwen Le Scouézec, sugere duas variantes etimológicas: o nome viria literalmente do árabe (mat: morto), ou seria uma apócope do italiano matto (louco, doido), nome com que aparece no tarocchino de Bolonha.
Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/













MDD, você já comentou (em algum outro post) que o tarô não deve (ou não é recomendável) ser “jogado” por homens… é isso mesmo? Devo arrumar uma amiga ou atingir um nível especial para que tais “efeitos colaterais” não me afetem?
Mudando de assunto… o Brasão do Distrito Federal me parece uma forma estilizada do símbolo da maçonaria… ou é só minha imaginação? Há algo mais de especial sob o nariz da galera de Brasília??
@MDD – isso só é válido se você “trabalhar” com tarot, ou seja, fizer dezenas de leituras para pessoas diferentes todos os dias, durante muito tempo. Mas há uma maneira de se proteger contra isso, só que a maioria dos tarólogos desconhece, porque não são iniciados, são apenas “tiradores de cartas”. Repare na “masculinidade” dos tarólogos que aparecem na TV e entenderá o que eu quero dizer.
um homossexual tera melhor sorte na “profissao” do tarot q um hetero?
@MDD – não. Teriam chances iguais.
DD, tentando acessar o Teoria lá do Sedentário olha o q meu browser mostrou:
“Reported Attack Site!
This web site at http://www.sedentario.org has been reported as an attack site and has been blocked based on your security preferences.
Attack sites try to install programs that steal private information, use your computer to attack others, or damage your system.
Some attack sites intentionally distribute harmful software, but many are compromised without the knowledge or permission of their owners.”
@MDD – eles sofreram um ataque de Hacker e estão ferrados. O Dunquian tá tentando resolver a parada lá com o google, mas podem clicar sem stress.
…o banner tá muito bonito…
Obrigado pela resposta…
Uma imagem da lâmina seria muito bem-vinda, Tio.
A cartomancia “normal”, das pessoas não iniciadas, não teve seu simbolismo e seus significados deturpados, como a astrologia? É possível confiar em um tarólogo não-iniciado?
Marcelo, considero você uma espécie de farol, melhor, um medidor. Desde quando li “Demônios: A Divina Comédia”, percebi que vc falava assuntos relacionados ao que eu estava estudando. Quando estou no caminho certo, encontro respostas às minhas dúvidas em seus textos, quando me desviava, encontrava o prumo.
Por exemplo, o tarot. O de Marsella é o melhor? Onde eu encontro o de Toth (e os textos para estudá-lo) E, como eu faço para criar um baralho válido?
Obrigado e parabéns pelo excelente trabalho.
[...] – Energia Telúrica, Linha de Ley, Pirâmides e Círculos – A História de Ganesha – As Quatro Nobres Verdades – Os Pobres Cavaleiros de Cristo – Zeitgeist Addendum – Zeitgeist – Três Conselhos úteis em Magia Prática. – Grandes Iniciados: Salomão – Linhas de Ley – Cavaleiros Templários – Terrorstorm – Tarot: o Arcano do Louco [...]
[...] Arcano 03 – Imperatriz – Daleth – Arcano 02 – Sacerdotisa – Gimmel – Arcano 01 – Mago – Beth – Arcano zero – O Louco – Aleph – Sobre a Origem do [...]
Her…. o que isso está fazendo na página de entrada do site da editora?
Seja como for, bons textos sempre
[...] Novidades no blog e no site de RPG – Os Templários – Terrorstorm – Tarot – O Louco – Aleph – Três amores: Agape, Philos e Eros – O significado espiritual do Yon Kipur – Moral e Dogma… [...]
[...] continue lendo Tarot – O Louco – Aleph. [...]