Teoria da Conspiração

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Astronomia-Astrologia

deldebbio | 27 de abril de 2009

Queremos nos aproximar ao tema da Astrologia como ciência cosmogônica e veículo de realização. Damos aqui os símbolos dos planetas e dos signos zodiacais, para aquele que ainda não está familiarizado com eles. Se não os conhecer, é oportuno também tratar de os desenhar e, sobretudo, de os identificar. Começaremos a tratar esta ciência cosmogônica, eminentemente simbólica, pois ela constitui um dos caminhos mais importantes para o conhecimento espacial e temporal da realidade na qual estamos inscritos.

Para isso começaremos com algo tão singelo como os nomes e signos dos sete planetas tradicionais, assimilados a deuses, e a suas andanças pelo espaço celeste, só limitado pelo cinturão zodiacal.

É muito provável que você conheça os nomes e signos zodiacais, mas queremos repeti-los nesta introdução. Talvez devamos nos desculpar por isso, mas em toda Introdução há que se começar pelo princípio.

Os sete planetas giram simbolicamente ao redor do Sol, sendo interiores a este Vênus, Mercúrio, Lua e Terra, e exteriores os mais altos: Marte, Júpiter e Saturno.

A palavra Zodíaco, que pode se traduzir como “Roda da Vida” (também como Roda animal), é a seqüência das doze constelações que se encontram de um e de outro lado da eclíptica, ou seja, do plano curvo imaginário no qual o Sol percorre num ano a totalidade da esfera celeste.

Em seus percursos os astros desenham formas diretamente ligadas à sorte da Terra e de seus habitantes, os homens, membros ativos do sistema. Estas condições nos marcam e nos servem para conhecer nossos limites, determinados primeiramente pelo lugar e pelo tempo de nosso nascimento e, a partir de tais limites, poderemos optar pelo ilimitado como fundamento de toda ordem verdadeira.

Desde o começo dos tempos, os astros escrevem no céu uma dança contrapontística e harmônica de formas e ritmos computáveis para o ser humano que, sumido no caos de um movimento sempre passageiro, toma essas pautas como mais fixas e estáveis no decorrer constante de noites e dias que tende a se confundir num amorfo sem significado. Estas pautas condicionam sua vida, tal qual a cultura em que nascemos, sujeita ao devir histórico e à determinação geográfica, também não alheios à sutil influência de planetas e estrelas. Trata-se de conhecer não só o mapa do céu como introdução ao entendimento da Cosmogonia, senão também de considerar a importância que estes têm em nossa vida individual e em relação à integração dela no macrocosmo, sem cair em jogos meramente egóticos ou simplistas senão, pelo contrário, com o objetivo de encontrar nos planetas e no zodíaco pontos de referência para conciliar as energias anímicas de nossa personalidade, equilibrando-as de modo tal que o estudo da Astrologia seja um auxiliar precioso do Processo de Conhecimento, fundamentado na experiência que os astros e seus movimentos produzem no ser individual e sua existência, e que podem ser manejadas de acordo às pautas benéficas e maléficas que sua própria energia-força dual manifesta no conjunto cósmico.

Nota: Utilizaremos os sete planetas tradicionais da Antigüidade, com exclusão dos modernos Urano, Netuno e Plutão. Já demos os símbolos e os nomes, para que o aspirante se familiarize com eles e os aprenda.

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hermetismo
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Astrologia, hermetismo
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21 Responses to “Astronomia-Astrologia”

  1. Márcio says:
    27 de abril de 2009 às 9:31

    “fundamentado na experiência que os astros e seus movimentos produzem no ser individual e sua existência”
    Isso não vai contra o que foi dito até o momento, sobre os atros serem meros “ponteiros” na Astrologia?
    Abraços Fraternos

    @MDD – Eu reli o texto e continuo achando que ele está certo. Você está esperando alguma influencia FÍSICA dos astros, isso não existe mesmo; o movimento deles coloca em movimento a roda karmica, que é usada para alocar as experiências, nascimentos, etc. Não tem erro conceitual na frase.

    Reply
  2. Douglas Penna says:
    27 de abril de 2009 às 12:24

    Tio Marcelo,

    O Rudhyar em seus artigos diz que o símbolo da Terra é o inverso do símbolo de Vênus. Qual é o simbolismo deste símbolo apresentado acima?

    @MDD – Não diria “Inverso”. Para explicar isso, precisarei fazer um post só sobre a origem dos simbolos dos planetas, mas para ir adiantando, repare que todos os símbolos planetários são formados por um círculo, uma cruz ou um semi-circulo em múltiplas combinações.

    Reply
  3. Alef says:
    27 de abril de 2009 às 13:50

    Pergunta simples:
    Deve-se trabalhar as fraquezas mais do que reforçar as qualidades. Do contrário, estaríamos aumentando o desequilíbrio.
    Estou certo?

    Reply
  4. Lux says:
    27 de abril de 2009 às 15:09

    “Nota: Utilizaremos os sete planetas tradicionais da Antigüidade, com exclusão dos modernos Urano, Netuno e Plutão. Já demos os símbolos e os nomes, para que o aspirante se familiarize com eles e os aprenda.”

    A lua costumava ser um planeta na antiguidade?

    @MDD – Lua e Sol. Mas não com o sentido que temos hoje. A palavra “Planeta” significa “Viajante”, ou tudo o que viaja nos céus. Cometas eventualmente eram chamados de Planetas. Isso em 5.000 AC. Atualmente, os astrólogos, com medo dos cientistas, mudaram os nomes para “luminares”, mas eu gosto mais da denominação “Planetas” já que estamos falando no campo simbólico e o que importa é a geometria que a representação da posição destes corpos vistos da Terra faz.

    Reply
  5. Khael says:
    27 de abril de 2009 às 19:51

    tio DD,o simbolo de capricórnio neste post é diferente do que aparece na tabelinha “céu do momento”. ambos estão corretos?
    93,93/93

    Reply
  6. Vinicius Lira says:
    27 de abril de 2009 às 21:05

    E pq Urano, Netuno e Plutão não são utilizados para os trabalhos na astrologia. Se sim, como é?

    Reply
  7. 2342 says:
    27 de abril de 2009 às 21:29

    MDD, só responda: o que quer que vá acontecer em 2012, SE acontecer, será visto/experienciado/presenciado por todo tipo de gente, de ateus fanáticos a islâmicos extremistas? Ou será algo que vai se estender por anos, uma espécie de mudança gradual?

    Reply
  8. Paulo Tarso says:
    27 de abril de 2009 às 21:30

    Alef, se me permite repetir algo que me disseram: devemos trabalhar as qualidades para que elas ofusquem os defeitos.

    Reply
  9. Remy says:
    27 de abril de 2009 às 23:46

    “Nota: Utilizaremos os sete planetas tradicionais da Antigüidade, com exclusão dos modernos Urano, Netuno e Plutão. Já demos os símbolos e os nomes, para que o aspirante se familiarize com eles e os aprenda.”

    O que a descoberta desses planetas, porterior a astrologia antiga, trouxe de novidades ao plano astral terreno? Na atualidade, esses planetas estão presentes na análise de mapa astral das pessoas, por exemplo. Se eles tem importância na vida individual, como era no passado remoto, quando eram desconhecidos pelos astrólogos?

    @MDD – Eles têm importância na vida das gerações, grupos… Urano faz a revolução em 84 anos, Netuno 165 e Plutão 234 anos (acho… se não for, é algo próximo), o que faz com que eles estejam 7, 13 e 19 anos mais ou menos em cada signo, ou seja, suas energias influenciam toda uma geração durante um período razoavelmente longo. No passado havia o conhecimento de que haveriam esferas trans-saturnianas, mas não se sabia quais seriam, e só foram descobertas recentemente (em termos de história da Astronomia).

    Reply
  10. Douglas Penna says:
    28 de abril de 2009 às 11:11

    Tio Marcelo,

    Procurei sobre o significado destes símbolos, vou postar aqui para ver se é basicamente isso, e esperar por posts futuros:

    Círculo – Símbolo do tempo e espaço infinitos. Universo.
    Ponto – Unidade. Espírito.
    Meia-Lua – Manifestação da consciência, renovação.
    Cruz – Os quatro elementos, a matéria.

    Reply
  11. thibas says:
    28 de abril de 2009 às 11:54

    concordo com o @paulo tarso

    o grande problema das pessoas hj é esse…querer trabalhar seus “defeitos”…geralmente as pessoas chamam de “defeitos” o oposto daquilo que elas gostariam de ser….e é aí que tá o grande problema…ao invés de serem o que elas realmente são, ficam querendo ser outra coisa…
    é uma macieira se esforçando para dar bananas…e não consegue, porque é macieira, e vive num estado de permanente infelicidade, não conseguindo o que quer por não saber o que é…

    só quando começar a olhar pra dentro, e vir quem realmente é, enxergará que não existem “defeitos”, e aceitará e agradecerá, e deixará as bananas para as bananeiras e se esforçará em dar as melhores maçãs que conseguir, pois saberá que é macieira…

    @MDD – comentário perfeito, Thibas!

    Reply
  12. raph says:
    28 de abril de 2009 às 12:43

    “o que quer que vá acontecer em 2012, SE acontecer, será visto/experienciado/presenciado por todo tipo de gente, de ateus fanáticos a islâmicos extremistas? Ou será algo que vai se estender por anos, uma espécie de mudança gradual?”

    2012 começou a muito tempo, talvez mesmo na Revolução Francesa :)

    Reply
  13. Vinicius Lira says:
    28 de abril de 2009 às 13:37

    Essa questão de não ter Urano, Netuno e Plutão é muito impertinente.. e continuo sem resposta =/

    @MDD – Complicado e longo demais para explicar em comment. Um dia falo sobre isso.

    Reply
  14. Márcio says:
    28 de abril de 2009 às 15:23

    “@MDD – Eu reli o texto e continuo achando que ele está certo. Você está esperando alguma influencia FÍSICA dos astros, isso não existe mesmo; o movimento deles coloca em movimento a roda karmica, que é usada para alocar as experiências, nascimentos, etc. Não tem erro conceitual na frase.”

    Justamente por não esperar a influência física é que achei a frase estranha. Nela, o nexo causal para a influência é o movimento, e até onde entendi, não há essa relação de causalidade específica na astrologia. Efetivamente, não houve erro conceitual sob aquele ponto de vista, mas ainda assim há uma certa discrepância semântica. De qualquer forma, fiz uma pequena alteração nesta parte na hora de copiar o texto no meu .doc, para evitar futuras confusões minhas!

    Abraços fraternos.

    Reply
  15. Alef says:
    28 de abril de 2009 às 16:43

    Submissão a um determinismo a partir de uma ilusão de realidade?
    Olhar para dentro não seria descobrir os pontos que devem ser trabalhados para sermos mais completos?
    A macieira tem a natureza de dar maçãs. O Ser humano deveria ter a “natureza” de criar sua própria natureza. Transformar o chumbo em ouro, lapidar a pedra bruta.

    Transformar um aresta em um apêndice de si mesmo? isso seria se submeter aos elementos.

    Reply
  16. 2342 says:
    28 de abril de 2009 às 17:05

    Esperava que você respondesse, Marcelo. Ando me interessando por esse assunto (até um certo ponto) e gostaria de perguntar mais coisas que andei pensando. Por exemplo:

    Sei que você aceita a teoria da evolução e não tem problema algum com as descobertas científicas. Vi também, lendo seus comentários e posts, que os espíritos escolhem quando e onde vão nascer, em conjunção com os “engenheiros de karma” e tudo mais. Também li algo sobre animais e criaturas “inferiores” não possuírem os mesmos espíritos ou sistema que seres humanos (corrija-me se eu estiver errado). Então, com isso em mente, pergunto:

    1 – Em qual fase da evolução humana teria acontecido a primeira interação entre espírito e corpo?
    2 – Que critério foi usado? O momento em que tomamos consciência? Quantidade de conexões neurológicas?
    3 – As primeiras descobertas importantes da raça humana, ainda nos tempos primitivos, foram feitas por corpos encarnados com espíritos muito avançados?
    4 – De onde vieram esses primeiros espíritos?
    5 – Todas as ramificações de raça humana que já existiram receberam esses espíritos “avançados”?
    6 – Todas as pessoas que morrerem tomarão consciência disso tudo que você advoga? E quanto aos suicidas, existem regras diferentes para eles?
    7 – A nossa consciência de vida, nossas memórias e tudo mais, permanecem conosco até o momento, no útero, em que tudo isso é apagado? É baseado nisso que se decide onde e quando vamos nascer, e qual características iremos buscar?
    8 – É possível decidir encarnar em outro planeta ou estamos presos à Terra?

    Eu tinha mais perguntas, algumas mais complexas, mas infelizmente esqueci no momento. Gostaria muito que respondesse.

    @MDD – Tenho de preparar um post só para estas perguntas. Quando voltar do ES eu faço :)

    Reply
  17. Victor says:
    28 de abril de 2009 às 20:52

    DD, tem uma coisa que tinha me passado despercebido até hoje… Athena era uma das deusas mais importantes da mitologia grega, certo? A despeito disso, ela não é correspondida com nenhum planeta. Qual o motivo?

    @MDD – Atena está relacionada não com uma esfera, mas com um caminho, o Caminho de Lammed.

    Reply
  18. thibas says:
    29 de abril de 2009 às 16:22

    mas somos macieiras, ou bananeiras, pq escolhemos ser…não quer dizer que estamos fadados a eternamente sê-los…o live-arbítrio é, e sempre está…
    o grande problema é não saber o que é…

    vc pode sim se tornar o que quiser, mas só quando realmente souber o que é, não antes disso…

    Reply
  19. Bernardo says:
    29 de abril de 2009 às 18:37

    “@thibas: vc pode sim se tornar o que quiser, mas só quando realmente souber o que é, não antes disso…”

    Pois é, acredito que uma das regras para se conseguir aplicar a vontade para realizar a transformação em algo, é saber em que vc está aplicando a sua vontade para poder usá-la da maneira correta para conseguir o que vc quer. Realmente, sem saber o que é o objeto da transformação fica difícil aplicar a vontade correta para realizar alguma transformação.

    De qualquer forma nesses dias de Ômer umas das coisas que eu percebi para ajudar a disciplinar os outros e a mim mesmo é o enaltecimento das virtudes e a utilização delas para destruir os defeitos. É como se fosse dois cachorros um representando as virtudes e outro os vícios, os dois existem mas o que vai predominar é sempre o que for mais bem alimentado, cuidado e que tiver mais saúde. Portanto, o negócio é cuidar e alimentar as virtudes e deixar ficar magrinho, cansado e sem forças para agir, os vícios.

    No meu caso eu pensei em aplicar assim: elogiar e incentivar as virtudes e ignorar e não dar muito pano pra manga em brigas para os defeitos. Afinal brigar, conversar pode até ajudar, mas se não ajudou na primeira vez provavelmente não vai ajudar depois, pelo contrário brigando se está dando é força para os defeitos, que acabam querendo arrumar brigas pra ver se se reafirmam como certos.

    Sei lá se deu pra entender, mas foi mais ou menos isso que eu aprendi na reflexão de Malkuth de Geburah, ao pensar que querer disciplinar não pode ser uma forma de humilhar somente apontando os defeitos e sim de fortalecer enaltecendo as virtudes. De qualquer forma o equilíbrio é sempre uma boa idéia.

    Reply
  20. Alef says:
    30 de abril de 2009 às 0:10

    Thibas,
    Perfeitamente de acordo!

    Reply
  21. Matérias de Abril/2009 « Teoria da Conspiração says:
    25 de maio de 2009 às 1:01

    [...] 25, 2009 by deldebbio – A Metáfora, por Joseph Campbell – Ordálias, Moedas e Consagrações – Astronomia-Astrologia – Jesus, o Ídolo dos Ateus – São Jorge, o Dragão e a Princesa – Faça sua própria moeda da [...]

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