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Mitologia

deldebbio | 11 de maio de 2009

Os mitos, junto com os símbolos e com os ritos, constituem a trilogia sagrada e reveladora com que os povos arcaicos e as civilizações da Antigüidade expressaram toda sua cultura, seu próprio ser. Se o símbolo representa a “fixação”, numa determinada substância, de um Pensamento ou Idéia arquetípica, e o rito não faz senão pôr em movimento através do gesto ritmado e generativo a energia do símbolo, o mito evoca o tempo das origens primordiais e sacras dos povos, bem como as gestas e façanhas dos heróis e deuses civilizadores que os criaram. Na origem de qualquer civilização, religião ou cultura, sempre existe um Ser mítico, um deus feito homem ou um homem transfigurado em deus, que lhes revela as ciências e as artes sagradas. Sendo assim, e segundo nos diz a Tradição Unânime e Universal, o relato mítico é um ensino que transmite, utilizando a linguagem emotiva da poesia, uma história “exemplar”, uma história-modelo a ser imitada pelos homens. Neste sentido, diremos que todo relato mítico desperta uma emoção intelectiva que aflora das profundidades mais recônditas de nosso ser, transladando-nos, por seu intermédio, a um tempo onde o profano, linear e sucessivo não existe. O tempo mítico é em verdade um não-tempo, no sentido ao menos em que o computamos de ordinário, o que quer dizer que está ocorrendo sempre, neste mesmo instante, pois na realidade do Ser Universal também existem origens atemporais.

Viver o mito é voltar a recuperar a “memória” de nossa origem não-humana (a anamnesis ou reminiscência Platônica) onde tudo é novo e virginal, e a idéia de anterior e posterior fica anulada por um presente sem duração cronológica possível. Utilizando a analogia simbólica, frente ao poder destruidor e dissolvente do tempo horizontal, que vem num fluxo e refluxo perene, o acontecimento mítico possibilita uma ponte vertical que se enlaça com uma ordem de realidade diferente, supra-histórica por sua própria natureza. A mensagem que se desprende dos mitos é, pois, algo relacionado com o processo cosmogônico, com a criação do mundo a partir de um caos primitivo. Em nosso próprio trabalho interno, podemos advertir este processo arquetípico no ordenamento que se vai implantando em nossa confusa psique quando se produz o entendimento das Idéias expressadas pelo ensino da Ciência sagrada, levando-as posteriormente à sua efetivação prática, vivenciando-as e as experimentando na própria cotidianidade. Advirtamos, por último, que as lendas iniciáticas e esotéricas, e num grau menor, os contos e fábulas que pervivem no folclore popular, são outras tantas formas que adota o relato mítico para expressar verdades universais.

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hermetismo
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hermetismo, Mitologia
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11 Responses to “Mitologia”

  1. simone says:
    11 de maio de 2009 às 11:08

    Marcelo o que significa no oculto as letras rbs pois aqui em porto alegre é o grupo rbs que domina o sul é o mais podrosa , podera familia de judeus

    @MDD – Nada… RBS é Rede Brasil Sul.

    Reply
  2. Gabriel Prado says:
    11 de maio de 2009 às 14:35

    Marcelo Del Debbio, recentemente um amigo me presenteou com um livro chamado A Ciência Secreta em Ação, cujo autor se chama Max Freedom Long. Este livro trata dos Kahuna havaianos, e o conhecimento fechado que se perdeu. Gostaria de saber mais sobre Kahuna, você tem alguns links confiáveis de sites sobre e/ou sebos para aquisição de livros do autor (já que as edições, como dito em vários sites, estão esgotadas)? Muito obrigado pelo seu trabalho com o blog, a comunidade e as publicações no Sedentário. Um grande abraço!

    Reply
  3. Rodolpho says:
    11 de maio de 2009 às 14:51

    Interessante como em toda mitologia, algumas coisas são muito paecidas e até idênctica…só mudam os nomes. Não considero mitologia e sim Lenda, mas como exemplo posso citar o Noé da Biblia que conhecemos. Em quase toda religião antiga existe um noé com nome diferente, mas o enredo da história é idêntico. Acredito no dilúvio, mas não como é contado e sim que houve naquela época o que acontecerá agora em 2012 (inversão magnética). Pode esclarecer, tio Marcelo…como esse smitos ou lendas são criadas e com que finalizade, já que a maioria das religiões as utilizam.
    Será que a grande maioria das história só existe para amedrontar e controlar os indivíduos que não são “livres” de pensamento?

    Reply
  4. {Yusuke} says:
    11 de maio de 2009 às 16:26

    por isso que eu penso que se deve respeitar qualquer tipo de história nesse mundo, por exemplo se num fosse aquela feijoada búlgara que é cavaleiros do zodíaco eu nunca teria me interessado por mitologia (grega e nórdica) com meus 9/10 anos e se não fosse a bagunça que é Dragonball nem 1/20 das pessoas saberiam o que como que é a lenda de ‘Jornada para o Oeste’.
    Esses dois exemplos podem até ter modificado elementos em seu interior para trazer mais espectadores, mas dentro desses espectadores, ter despertado alguns desejo de conhecer mais sobre aquele tema e ter feito aquela pessoa melhorar dentro de um aspecto de sua vida.
    Outro mito, lenda ou estória moderna que pode exemplificar muito bem isso são os 3 últimos episódios de star wars, pode não terem sido o que os fanáticos fãs da série esperavam mas ali mostra uma via simbólica que também é representada em algumas ordens iniciáticas…

    Reply
  5. Kessler says:
    11 de maio de 2009 às 20:18

    Olá Marcelo.

    Por falar em mitos, você já teve acesso ao “Terra Papers”? Depois de anos de estudos esse material veio parar em minhas mãos e, vou ser sincero, balançou as estruturas, dada a verossimilhança e as conexões com a cultura pré-egípcia e com as mitologias greco-romanas.

    Esse trabalho, feito por um índio norte-americano da tribo Sioux, seria uma compilação dos conhecimentos de seus antepassados, passado de boca a boca por várias gerações, sobre os conhecimentos da colonização de nosso planeta, citando e explicando no caminho minotauros, centauros, e outros seres “mitológicos”. Qual seu parecer a respeito?

    (www.freedomdomain.com/Terrapapers/terrapapers.html)

    Aproveito para transmitir meu respeito e agradecimento pelo excelente trabalho que você tem feito de divulgação do conhecimento.

    Um grande abraço

    Marcos Kessler.

    Reply
  6. l.blisset says:
    11 de maio de 2009 às 20:50

    Ueba. Boa noite.
    Sei nada de ritualistica, tampouco sobre magia, mas pelo que já li aqui, os rituais são maneiras que vivenciar ”arquetipos”, afim de atingir determinados objetivos. Ao considerar que os ‘arquétipos’ residem no inconsciente (coletivo), e pesquisas mostram que ao enxergarmos um movimento, reproduzimos ele mentalmente, o quão impactante é apenas presenciar um ritual?

    obrigado, abraço!

    Reply
  7. Luiz says:
    11 de maio de 2009 às 21:41

    Pra quem gosta de mitologia indico meu blog sobre mitoloiga e medicina.
    Deem uma olhada na parte de mitologia egípcia que coloquei, mostrando que a idéia de “grande arquiteto do universo” já se desenvolvia naquele período.
    http://hiperboriax.blogspot.com/2009/05/as-defesas-do-corpo-parte-2.html

    Reply
  8. simone says:
    11 de maio de 2009 às 23:04

    meu anjo marcelo te mandei um e-mail sobre o lance do feng shui e ainda vc nao me respondeu , quero teus conhecimentos mágicos para o meu comercio
    mil bjsssssssssssssssssssss

    Reply
  9. IRR says:
    12 de maio de 2009 às 10:29

    O rito é uma forma de vivenciar e tornar verdadeiro o mito?
    E com toda essa ocidentalização cultural, toda essa diversidade e sabedoria que estão se perdendo junto com os indígenas, e povos autoctones, algum dia será possível resgatar? Ainda bem que pelo menos um pouco do que é oriental está pelo menos muito sutilmente começando a ser absorvido pelo Ocidente.

    Reply
  10. Alef says:
    12 de maio de 2009 às 12:40

    Aguns Mitos/símbolos são tão poeticamente condensados em linguagem “espiritual” que as explicções racionais são demasiado trabalhosas e quase sempre precárias.
    Por isso as abordagens psicológicas são mais limitadas do que as místicas.

    MDD, essa “‘memória’ de nossa origem não-humana (a anamnesis ou reminiscência Platônica) onde tudo é novo e virginal” seria algo análogo ao tal “atavismo” (ou nostalgia atávica) contemplado por Austin O. Spare? Você conhece o conceito?

    Reply
  11. Elman Lux says:
    28 de junho de 2009 às 22:57

    Gabriel Prado – postagem de 11 de Maio de 2009.
    Como vc se interessou pelo assunto, sugiro que visite o site do grupo Kahuna Mondial no Yahoo.
    Use o link >>> http://br.groups.yahoo.com/group/Kahuna_Mondial
    Caso goste, associe-se e aprenda mais.
    Grato,
    Elmanlux

    Reply

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