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Árvore da Vida dos Jogos

deldebbio | 31 de janeiro de 2010

A Revista Wired publicou recentemente um Guia Simplificado de todos os tipos de jogos que existem, elaborado pelo jornalista Steven Leckart e, surpresa, a organização final dos tipos de jogos recai no mesmo diagrama que lida com a estrutura dos deuses, religiões e Ordens Iniciáticas: a Árvore da Vida. Você pode conferir o diagrama em tamanho grande AQUI.
Não apenas semelhante em forma, mas o conceito por trás de cada uma das divisões segue o mesmo arquétipo da esfera correspondente:
A Matemática corresponde a Malkuth, a origem, aos números em estado bruto, o elemento Terra dos jogos. Através do Caminho de Tav (imaginação), conecta-se aos Jogos que utilizam-se de matemática, como bilhar, dardos, boliche e outros. A esfera dos Jogos equivale a Yesod, ao uso da matemática de maneira a nos levar para mais próximo da Mágica (Keter).
No Pilar Esquerdo (Rigor, Razão) da Árvore temos os Jogos de Tabuleiro (Hod/Mercúrio, que envolve o uso da razão), a Teoria dos Jogos (Geburah/Marte, a organização por trás das estratégias) e finalmente os Códigos (Binah/Saturno, os limitadores).
No Pilar Direito (Misericórdia) temos os jogos de Carta (Netzach/Vênus, pois envolvem mais blefe e emoções do que jogos de tabuleiro), Plot (Chesed/Júpiter, que se relaciona com o Santo Graal, o fluxo de idéias formando uma trama e os jogos de RPG) e finalmente Mistérios (Hochma/Urano, o Caos primordial dos mistérios divinos).
No Pilar Central, temos a evolução da Matemática (Malkuth/Terra) em direção à Magia, primeiro transformando-se em Jogos (Yesod/Lua), depois em Puzzles(Tiferet/Sol) e finalmente em Mágica (Keter/Netuno).
Simplesmente fantástico.

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Jogos, Kabbalah
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34 Responses to “Árvore da Vida dos Jogos”

  1. Guilherme "Estanho" says:
    31 de janeiro de 2010 às 19:52

    E da’at?

    Reply
  2. Thomas says:
    31 de janeiro de 2010 às 20:13

    Daath é roleta russa. Hahahahaha

    Reply
  3. Andrea says:
    31 de janeiro de 2010 às 21:56

    bom, muito bom.

    Reply
  4. Vimerson says:
    31 de janeiro de 2010 às 22:07

    Daath é o Tangram… hummm interessante

    Reply
  5. Heres says:
    31 de janeiro de 2010 às 23:04

    Este tipo de analogia neste post ajuda muito a esclarecer coisas sobre a arvore da vida…

    Reply
  6. Herondigo says:
    31 de janeiro de 2010 às 23:12

    claro, uma surpresa, incrivel e na criaçao da arvore, claro que nao teve nenhum ocultista conhecedor de Kabalah…

    foi so uma “coincidencia”

    Reply
  7. luiz_heavymetal says:
    31 de janeiro de 2010 às 23:21

    MDD, não deu vontade de descobrir quem é esse Steven Leckart?

    Reply
  8. Waldo says:
    31 de janeiro de 2010 às 23:25

    Daath é roleta russa é boa, hehe.

    Muito legal o gráfico.

    Reply
  9. Ranieri says:
    31 de janeiro de 2010 às 23:30

    kkkkkkkkkkkkkkk

    Reply
  10. Mario Neis says:
    1 de fevereiro de 2010 às 0:36

    damn, por isso tenho sorte no amor e jogo sempre tomo no “asterisco” ( desculpe a má palavra) hehehe

    mas o bom é saber que com persistência e consistência pode-se chegar ao outro lado da arvore e no topo e ser bom no que “realmente importa” hehehe

    grande abraço e obrigado pela imagem “grande”, unica vez que tive acesso a ela foi miniatura, ruim de ler as especificidades de cada sefira :S

    Reply
  11. Andreas says:
    1 de fevereiro de 2010 às 1:23

    Que legal!

    Reply
  12. Padawan says:
    1 de fevereiro de 2010 às 1:57

    Achei as correspondências sensacionais. Ainda mais por eu adorar jogos, enigmas, histórias, matemática… :)

    Reply
  13. Ranieri says:
    1 de fevereiro de 2010 às 3:52

    Muito interessante…
    Mas, se eu compreendo bem a Árvore da Vida, Chokmah não se liga a Geburah, nem Chesed se liga a Binah, não é?
    Bom, pode ser que o cara tenha acrescentado esses caminhos só pra colocar uns tipos a mais de jogos mas, na verdade, essas sefiroth não se ligam.

    “Daath é roleta russa”
    hahahahahahahahhahaha

    Reply
  14. Tiago W. says:
    1 de fevereiro de 2010 às 9:07

    Muito interessante.
    Inspirado por este texto eu tentei criar uma analogia semelhante com a área de desenvolvimento de sistemas.

    O mundo das emanações, Atziluth, corresponderia a fase de Especificação do software.
    Todo software nasce com um propósito, um problema ou necessidade a ser resolvido. Isto seria Keter, a fagulha inicial que iniciou o processo.
    Chokmah por sua vez então seria a ideia/decisão de se utilizar um software para resolver este problema, mas para isso é necessário um entendimento profundo tanto do problema em si, quanto dos processos adjacentes. Por isso a especificação formal das caracteristicas do software seria Binah.

    Feita esta especificação, há todo um abismo (Daath) de decisões a ser transposto: Desenvolver um novo software ou comprar um ja pronto? desenvolver internamente ou contratar uma empresa? Quanto estamos dispostos a gastar neste desenvolvimento? Qual o prazo que temos para colocar este software no ar? etc. Note que algumas questões nem estão relacionadas com o software em si ou com o problema original…

    Se este abismo for superado, então entra-se no mundo da Criação (Beriah). Onde a idéia é amadurecida e projetada. Segundo a classificação do Pressman isso seriam as fases de análise e projeto do software, onde análise seria mais voltada ao que se chama de “regras de negócio”, que nada mais são do que a especificação, e projeto seria voltado mais para a parte tecnológica.

    A análise portanto, lida com algo que não é exato e o bom analista de sistemas sabe que não pode se limitar a especificação formal. Ao contrário, ele deve expandir esta especificação até o seu limite e se necessário incluir caracteristicas que não foram pedidas originalmente, mas que por sua experiência/feeling ele sabe que serão necessárias. Por isso, a fase de análise corresponderia a Chessed.
    Já o projetista tem conciência das limitações do projeto, sejam elas tecnologicas, sejam de orçamento/tempo e sabe que algumas caracteristicas que o analista criou não serão viáveis de serem implementadas. Além disso, ele deve adequar as regras de negócio de acordo com a tecnologia disponível, por isso a fase de projeto, está relacionada a Geburah.

    Desta interação entre a visão do software e a viabilidade técnica surge o projeto final (Tifereth). Que apesar de não ter um corpo fisico, é o verdadeiro coração de qualquer software: A ideia está amadurecida e pronta para ser colocada em prática.

    Chega então a hora de dar forma ao software (Yetzirah). Começa-se a desenhar, ou pelo menos, pensar nas telas ou outras formas de interação. Isto é o que será visto pelo usuário, é a cristalização da idéia. Embora a interface seja algo que sozinha não sirva para muita coisa, é através dela que se estabelece a comunicação entre usuário e os dados, entre o operador e a idéia concebida pelo analista. Assim, o design de telas (ou qualquer outra forma de interação) corresponderia a Netzach.

    Mas ainda não é o bastante, é preciso “ensinar” ao software o que ele deve fazer e como fazer. Isto é feito no código fonte, onde a idéia toma sua forma em sequências de instruções escritas em uma linguagem simbólica. Por isso, a codificação em si, está em Hod.

    Tudo isso se mescla no processo de compilação, onde a linguagem simbólica é transformada em código binário, possível de ser interpretado por um sistema operacional e executado por um processador. A compilação e o código binário são Yesod: O código por traz da realidade do software.

    Agora, o software está pronto para ser utilizado. Uma tela que reage a comandos do usuário, disparando processos “invisíveis”, através do qual o problema original pode ser resolvido pelo usuário no mundo físico. A utilização do software, é portanto, Maltkuth: O reino, onde aquilo que nasceu em Keter se torna manifestado.

    Para quem conhece engenharia de software, sabe que a utilização acaba criando novas necessidades que por sua vez, disparam novos processos iguais a esse, indo novamente de Keter a Malkuth, que por sua vez pode gerar novas necessidades… Imagine uma espiral composta por infinitas arvores conectadas, e o que se originou em uma pequena semente, agora não possui mais fim.

    Reply
  15. Tiago Aragão says:
    1 de fevereiro de 2010 às 10:23

    Simplesmente fantástico…

    Reply
  16. Herculano says:
    1 de fevereiro de 2010 às 10:53

    Muito, Muito bom mesmo…

    sendo que a maioria desses joguinhos não sei jogar

    =p

    Reply
  17. gabi* says:
    1 de fevereiro de 2010 às 12:52

    hummm, acho que depois do post do Kentaro vale um “post resposta” sobre homeopatia, right?
    Aliais poderia englobar também os florais, que são ainda mais desconhecidos que a homeopatia.

    @MDD – é preciso ser muito cético em relação a artigos como este. Fica demonstrado apenas que o que quer que a cadeia “Boots” está vendendo tentando passar por homeopatia não funciona (e não tem mesmo como funcionar, é só olhar a imagem e ver um esquema “industrial” de fabricação, que é absurdo pelos próprios parâmetros da homeopatia). Lembra muito os testes sem pé nem cabeça que são feitos para “desprovar” a astrologia utilizando apenas signo solar nos mapas (cerca de 80% dos testes feitos com astrologia usaram esta metodologia).
    Usar este protesto como argumento contra a homeopatia é uma falácia de Generalização apressada.

    O próprio conceito de “homeopatia industrializada” é um completo absurdo; neste ponto, estas firmas picaretas precisam mesmo que fechar. Mas dar crédito a uma experiência onde céticos comem bolinhas de açúcar não prova absolutamente nada.

    Antes que perguntem, não sou fã da homeopatia industrial por conta da quantidade absurda de picaretas envolvidos (desde indústrias que usam equipamentos elétricos, manipuladores sem nenhum preparo até música ambiente em farmácias de manipulação) mas gostaria de ver uma tentativa destas aqui no Brasil, com a condição de que eu escolheria os medicamentos homeopáticos e os céticos mandem fazê-los em farmácias de manipulação manual. Nada industrializado.

    Reply
  18. ´´`` says:
    1 de fevereiro de 2010 às 15:50

    Daath é o jogo de enigmas, …. sei lá…

    Reply
  19. Ianne says:
    1 de fevereiro de 2010 às 16:21

    nossa, mto bom! :O

    Reply
  20. K!ebera! says:
    1 de fevereiro de 2010 às 20:47

    Pena não ter reconhecido muitos jogos – talvez por estar em inglês, ou por não existirem no Brasil, sei lá – para eu ter uma noção interpretativa dos jogos na árvore.

    Reply
  21. Raphael (-,-)zZ says:
    1 de fevereiro de 2010 às 22:11

    Claro, uma surpresa, incrivel e na criaçao da arvore, claro que nao teve nenhum ocultista conhecedor de Kabalah…

    foi so uma “coincidencia”
    [2]

    Reply
  22. Raphael (-,-)zZ says:
    1 de fevereiro de 2010 às 22:14

    a maior prova que quem fez isso conhece o ocultismo é que a esfera de Code/Binah usa um “alfabeto” maçônico

    Reply
  23. Oliver says:
    1 de fevereiro de 2010 às 22:18

    Olha esse artigo da Scientific American de 01/02/2010:

    Sabedoria das multidões ajuda a pensar melhor – Pesquisadores mostram como ativar o pensar coletivo em sua cabeça.

    http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/sabedoria_das_multidoes_ajuda_a_pensar_melhor.html

    Reply
  24. Tainã says:
    1 de fevereiro de 2010 às 22:39

    mostrei a imagem pra um amigo leigo e ele flw :”com certeza foi intencional” to desconfiando q foi msm, quem foi o cara q fez o gráfico?

    Reply
  25. AD&D says:
    2 de fevereiro de 2010 às 0:11

    “@Tainã
    mostrei a imagem pra um amigo leigo e ele flw :”com certeza foi intencional” to desconfiando q foi msm, quem foi o cara q fez o gráfico?”

    obvio que quem fez a sabia o que estava fazendo, a questão não é esta, e sim a relação feita.

    Reply
  26. Marcos says:
    2 de fevereiro de 2010 às 0:31

    Como vc acha que rpg tb se encaixaria na arvore? (sim… só lembrei de arkanum aqui, que por sinal tem mais cabala do que num sei o que…)

    Abraço

    Reply
  27. andressa says:
    2 de fevereiro de 2010 às 2:43

    Marcelo, tem como postar ou indicar algum site/livro que dê uma explicação legal sobre mentores/guias espirituais?

    Reply
  28. Andreas says:
    2 de fevereiro de 2010 às 3:08

    “Ranieri diz:
    Muito interessante…
    Mas, se eu compreendo bem a Árvore da Vida, Chokmah não se liga a Geburah, nem Chesed se liga a Binah, não é?
    Bom, pode ser que o cara tenha acrescentado esses caminhos só pra colocar uns tipos a mais de jogos mas, na verdade, essas sefiroth não se ligam.”

    Ranieri, na cabala judaica estes caminhos se ligam sim, porém os caminhos malkuth-hod e malkuth-netzach não se ligam, ficando 22 caminhos de qualquer forma…
    Até hj eu não entendi pq no hermetismo eles trocaram esses caminhos, mas deve ter uma boa justificativa.

    Reply
  29. gabi says:
    2 de fevereiro de 2010 às 3:52

    Concordo tio, acho que o teste provou que os medicamentos testados não funcionam…
    Logo pensei nos testes que você fala sobre astrologia. Duvido que se fossem realizados com profissionais sérios, que escolhessem os remédios de acordo com o histórico de cada paciente, o tratamento funcionaria na mesma proporção de um placebo. Tanto que se fosse esse o caso, a porcentagem de cura de pacientes em clinicas de homeopatia seria a mesma de testes desse tipo.
    Só é triste escutar que um remédio tem efeito placebo em uma criança de 2 anos de idade, e que se eu me curei provavelmente foi uma coincidência ter acontecido na mesma época que u tomava remédios homeopáticos.
    E enquanto isso os conceituados pediatras continuam prescrevendo cortisona para crianças.

    Reply
  30. Shlomo says:
    2 de fevereiro de 2010 às 11:41

    Não posso deixar de pensar que esse modelo está de cabeça para baixo.
    Sou formado em Computação e trabalho com desenvolvimento de jogos. Pra mim, o código é muito mais “tangível” que o resto do jogo.
    Do jeito que está na imagem, parece mais com Matrix do que com um jogo de verdade. Neo via códigos como algo mais “puro” que o resto. Mas código é a parte mais poluída por semântica (sim!). Pelo mesmo motivo, acho que “roteiro” deveria estar em Yesod.
    Claro que com isso quero dizer que do outro lado é que deveria estar a sintaxe (keter é sintaxe pura).

    A direção dessa sintexe/semântica, nos teus estudos, é ao contrário dessa minha mesmo ou eu entendi errado?

    Reply
  31. thomaZ says:
    3 de fevereiro de 2010 às 18:48

    Peguei meu Simbolo Perdido aqui pra decifrar os códigos… (rsrs nem precisa)

    Reply
  32. humberto says:
    4 de fevereiro de 2010 às 21:15

    93!

    q tal fazer uma arvore da vida dos quadrinhos??

    93,93/93

    Reply
  33. Mateus says:
    4 de fevereiro de 2010 às 23:56

    É impressão minha ou os caminhos que rodeiam Dath se assemelham ao símbolo da Thelema?

    Reply
  34. Sam says:
    7 de fevereiro de 2010 às 22:09

    A arvore dos jogos coloca a visão a partir do intelecto , hod, um jogo, qualquer que seja ele tem uma variante, algo mutavel, precisamente cada um deles tem as outras qualidades da arvore dentro dela, perfeito. Colocar Daaht na parada é bem interessante. Vou arriscar um palpite. Daath colocaria em cheque a visão divertida de jogos da arvore X versus mecanicidade baseada em regras excessivas.

    Reply

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