Árvore da Vida dos Jogos
deldebbio | 31 de janeiro de 2010A Revista Wired publicou recentemente um Guia Simplificado de todos os tipos de jogos que existem, elaborado pelo jornalista Steven Leckart e, surpresa, a organização final dos tipos de jogos recai no mesmo diagrama que lida com a estrutura dos deuses, religiões e Ordens Iniciáticas: a Árvore da Vida. Você pode conferir o diagrama em tamanho grande AQUI.
Não apenas semelhante em forma, mas o conceito por trás de cada uma das divisões segue o mesmo arquétipo da esfera correspondente:
A Matemática corresponde a Malkuth, a origem, aos números em estado bruto, o elemento Terra dos jogos. Através do Caminho de Tav (imaginação), conecta-se aos Jogos que utilizam-se de matemática, como bilhar, dardos, boliche e outros. A esfera dos Jogos equivale a Yesod, ao uso da matemática de maneira a nos levar para mais próximo da Mágica (Keter).
No Pilar Esquerdo (Rigor, Razão) da Árvore temos os Jogos de Tabuleiro (Hod/Mercúrio, que envolve o uso da razão), a Teoria dos Jogos (Geburah/Marte, a organização por trás das estratégias) e finalmente os Códigos (Binah/Saturno, os limitadores).
No Pilar Direito (Misericórdia) temos os jogos de Carta (Netzach/Vênus, pois envolvem mais blefe e emoções do que jogos de tabuleiro), Plot (Chesed/Júpiter, que se relaciona com o Santo Graal, o fluxo de idéias formando uma trama e os jogos de RPG) e finalmente Mistérios (Hochma/Urano, o Caos primordial dos mistérios divinos).
No Pilar Central, temos a evolução da Matemática (Malkuth/Terra) em direção à Magia, primeiro transformando-se em Jogos (Yesod/Lua), depois em Puzzles(Tiferet/Sol) e finalmente em Mágica (Keter/Netuno).
Simplesmente fantástico.
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Uma das nossas leitoras, Sandra Wakswaser, possui uma loja de design de jóias e eu consegui convencê-la a fazer os Pantáculos em prata com os Sigilos pessoais de quem desejar.
No mundo profano, as pessoas utilizam um instrumento chamado Assinatura para marcarem documentos e outros papéis importantes com um símbolo que é reconhecido como sendo seu. Contratos, cheques, documentos, certidões e diplomas só são reconhecidos se estiverem assinados, e muitas vezes esta assinatura precisa ter a Firma reconhecida para ter validade.
Tomamos certos pontos da ciência cabalística, apropriados para efetuar nossos trabalhos com a Árvore da Vida Sefirótica, que relacionamos com outros símbolos tradicionais e disciplinas herméticas, e igualmente com outros exercícios e práticas que funcionam como meios ou despertadores para ir observando, conhecendo e adquirindo, pouco a pouco, pela reiteração destes rituais, outro grau de consciência ou uma leitura diferente da realidade e da descrição que temos da mesma. Igualmente, devem anotar-se certos riscos inerentes à queda de uma série de estruturas que, de não serem substituídas pelos elementos que nos brinda a Doutrina Tradicional, levar-nos-iam só a uma estéril vacuidade, ou a uma desesperação gratuita. Adverte-se uma vez mais sobre a discrição e seriedade que devem rodear nossos trabalhos, conselho repetido invariavelmente pelos adeptos da Ciência e da Arte. Voltaremos a concentrar uma e outra vez sobre o diagrama cabalístico, verdadeiro modelo do universo, com o ânimo de interiorizá-lo, compreendê-lo, e intuir o cúmulo de imagens que nele estão contidas e cuja manifestação promove. Desta forma, queremos lembrar que, segundo o Sefer Yetsirah (ou Livro das Formações, verdadeiro clássico cabalístico) reitera repetidamente, os sefiroth são dez. Não nove, senão dez. Não onze, senão dez.
Queremos aqui insistir sobre o mandala da Árvore Sefirótica com a qual trabalhamos. Sugere-se efetuar ritualmente a construção de uma nova árvore por sua mão e carregar nela todos os elementos que foram mencionados até o momento. Igualmente tem que se buscar memorizar os nomes, sua tradução, as equivalências entre distintas disciplinas, e se exercitar nelas. Tome lápis e papel e se concentre neste trabalho. Pode também levá-lo ao tridimensional. Os nomes hebreus das sefiroth têm um sentido mágico e teúrgico que excede sua simples tradução à língua profana. Estes nomes de poder devem ser memorizados corretamente e invocados em alta voz, seja de maneira metódica, ou quando se julgue oportuno em relação a fatos e momentos cotidianos. Por esta razão, localizar determinados acontecimentos externos e, sobretudo, realidades internas nos distintos níveis de si mesmo, são atividades sumamente convenientes. Cada plano, mundo ou nível de consciência corresponde a uma realidade íntima que vai do mais periférico, concreto e conhecido (Asiyah), ao mais sutil, invisível e desconhecido (Atsiluth). Estas divisões do diagrama plano são também mundos ou níveis que os homens portamos dentro de nós. Do conhecido e grosseiro ao profundo e desconhecido.






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