A Nuvem sobre o Santuário – Carta 3
deldebbio | 25 de agosto de 2010Por Karl von Eckartshausen.
A verdade que se encontra no mais íntimo dos mistérios, é semelhante ao Sol; só é permitido ao olhar da águia (a alma do homem capaz de receber a luz), fixá-lo. A visão de outro qualquer mortal é ofuscada e a penumbra o envolve na própria luz.
Jamais a sublime “qualquer coisa” que está no mais íntimo dos santas mistérios se ocultou ao olhar da águia, daquele que é capaz de receber a luz.
Deus e a natureza não têm mistérios para seus filhos. O mistério existe somente na fraqueza do nosso ser, incapaz de suportar a luz, e ainda sem preparo para vislumbrar em toda sua pureza a verdade nua.
Esta fraqueza é a nuvem que cobre o santuário; o véu que oculta o Santo dos Santos.
Mas para que o homem pudesse recuperar a luz, a força e dignidade perdidas, a divindade amante abaixou-se à fraqueza de suas criaturas e escreveu as verdades e os mistérios interiores e eternos, no exterior das coisas, a fim de que o homem pudesse elevar-se por elas até o espírito.
Estes textos são as cerimônias ou o exterior da religião, que conduz ao espírito interior de união com Deus, ativo e cheio de vida.
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Jules-Stanislas Doinel nasceu em 1842 em Moulins, no Allier. Doinel surge ligado a este assunto por ter sido um personagem essencial de um movimento neocátaro que surgiu no final do século passado em França. A sua carreira de arquivista e paleógrafo iniciou-se nos Archives du Cantal, e posteriormente na Biblioteca de Loiret. Foi nesta última que ele encontrou algo que aparentemente mudou a sua vida: uma carta com a assinatura de um chanceler episcopal, de nome Etienne, que fora queimado em 1022, por heresia.
Nos faz meditar, profundamente, o brado de alerta de uma das maiores inteligências contemporâneas, a do filósofo francês Jean François Revel, que no discurso intitulado “Elogio da virtude”, proferiu na Academia Francesa de Letras, na sessão de encerramento do ano de 1998, perante as mais destacadas figuras representativas do mundo cultural e científico da Europa, finalizou-o, assustadoramente, com as seguintes palavras : “… Para além de todos os limites até agora conhecidos, o século 20 foi o século do vício. Nossa civilização democrática não se perpetuará e não se estenderá, se no século 21 não for o século da VIRTUDE”.
A alternância entre a Sombra e a Luz sem dúvida tem fascinado o homem desde a aurora da humanidade, primeiro na natureza terrestre, depois em sua própria natureza.












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