Atalanta fugidia
Rafael Arrais | 1 de fevereiro de 2013Dizem que foi uma caçadora virgem que transpassava seus pretendentes com sua lança, mas os mitos não contaram esta outra história acerca de Atalanta:
Na primeira vez que a viu, Hipomene duvidou dos próprios olhos. Não era o fato de uma mulher, totalmente nua, haver vencido grandes guerreiros numa corrida, que o deixara espantado. Espantado estava Hipomene com a beleza de Atalanta, que parecia resumir toda a beleza da Natureza, e de todas as mulheres do mundo, em um único corpo, esguio como a água dos riachos, misterioso como a lua cheia em meio à noite obscura.
Todos aqueles que perderam a corrida nunca mais foram os mesmos: tornaram-se melancólicos e tristonhos, e desistiram das guerras e da vida. Antes seus olhos brilhavam com a glória prometida em seus sonhos e devaneios, agora eram escravos dos vinhos, das tavernas e das cortesãs. Como não conseguiram alcançar Atalanta, passaram a buscá-la em todas as mulheres do mundo, como se, ao possuírem uma por uma, estivessem de certa forma a possuir a própria caçadora, filha dos ursos… Ante tal horrendo exemplo de vidas perdidas, Hipomene abdicou do duelo com Atalanta.




Seguindo os relatórios, aviso que terminei de postar todas as Monografias de quem estava cadastrado até dia 29/01. Somos atualmente 3.229 membros do grau de Átrio, dos quais 431 conseguiram sobreviver ao Obituário e aos Relatórios iniciais (13% apenas)… Digo isso porque o AA é, talvez, uma das Ordens Magísticas mais rígidas em seu treinamento e preparação, e esta quantidade de buscadores que sobreviveu à Monografia 01 é maior do que a imensa maioria das Ordens Herméticas que existem aqui no Brasil. Em apenas 11 meses de trabalhos, estamos com 83 membros nos preparativos finais e 52 já começaram os estudos em grau de Probacionista (1,6% dos inscritos).













































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