Hermes na Alquimia
deldebbio | 6 de agosto de 2009Referir-nos-emos agora a Hermes, deidade chave na tradição egípcia, grega e romana. Thot, o Hermes egípcio, que na Alexandria é conhecido como Hermes Trismegisto, ou seja, o possuidor das três quartas partes da sabedoria universal, é identificado igualmente com o Hermes grego e com o Mercúrio romano. Sempre se considerou este deus como uma imagem da transmissão, e a isso se deve que os atributos com os quais é identificado, capacetes e sandálias aladas, estejam relacionados com o vento. Uma de suas características é a rapidez de seu deslocamento, o que na Alquimia pode ser observado, de forma análoga, quanto ao metal do mesmo nome, que conhecemos como Mercúrio em sua versão latina.
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O órgão fisiológico do coração não é, como se crê de ordinário, a sede do sentimento e do sentimentalismo mais pacato, senão que ele foi tomado em todas as tradições como um dos símbolos mais patentes e claros da idéia de centro. No cristianismo isto é óbvio, pois quando se fala do “Sagrado Coração” de Cristo se está fazendo referência à parte mais central dessa tradição, à própria fonte de onde emana a essência de sua doutrina e seus mais profundos mistérios.
Nas mesmas condições em que efetuamos os exercícios anteriores e os que seguirão, realizaremos agora uma prática nova: você já se familiarizou com uma respiração simples de duas fases (aspiração-expiração). Agora subdividiremos este ciclo em quatro. Desta forma, você se acostumou a produzir tanto a aspiração como a expiração num determinado lapso igual de tempo (4, 6 ou 8 pulsações, etc.). Trate de fazer este exercício que damos na continuidade, outorgando a cada uma das quatro fases o mesmo número de pulsações já eleitas.
Tomamos certos pontos da ciência cabalística, apropriados para efetuar nossos trabalhos com a Árvore da Vida Sefirótica, que relacionamos com outros símbolos tradicionais e disciplinas herméticas, e igualmente com outros exercícios e práticas que funcionam como meios ou despertadores para ir observando, conhecendo e adquirindo, pouco a pouco, pela reiteração destes rituais, outro grau de consciência ou uma leitura diferente da realidade e da descrição que temos da mesma. Igualmente, devem anotar-se certos riscos inerentes à queda de uma série de estruturas que, de não serem substituídas pelos elementos que nos brinda a Doutrina Tradicional, levar-nos-iam só a uma estéril vacuidade, ou a uma desesperação gratuita. Adverte-se uma vez mais sobre a discrição e seriedade que devem rodear nossos trabalhos, conselho repetido invariavelmente pelos adeptos da Ciência e da Arte. Voltaremos a concentrar uma e outra vez sobre o diagrama cabalístico, verdadeiro modelo do universo, com o ânimo de interiorizá-lo, compreendê-lo, e intuir o cúmulo de imagens que nele estão contidas e cuja manifestação promove. Desta forma, queremos lembrar que, segundo o Sefer Yetsirah (ou Livro das Formações, verdadeiro clássico cabalístico) reitera repetidamente, os sefiroth são dez. Não nove, senão dez. Não onze, senão dez.



































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