O Nada não existe, mas insiste
Igor Teo | 18 de setembro de 2012Talvez em algum momento de nossas vidas possamos nos questionar sobre o que é real, o que é certo, ou melhor, o que realmente e certamente existe. Descartes tentou responder essa pergunta dizendo que o fato dele ser capaz de pensar seria garantia suficiente de sua própria existência. No entanto, sua visão idealista do pensamento como um dado em si mesmo ignorava que o próprio é consequência de processos anteriores, biológicos e sociais, e não uma erupção acausal. Mas não preciso me aprofundar muito mais nessa questão porque Antonio Damásio já faz isso no seu livro “O Erro de Descartes”, pois com a teoria Darwinista sabemos que antes de nossa espécie sequer desenvolver linguagem, já tínhamos uma história filogenética, sendo necessário assim existir muito antes de pensar.
Apesar disso, ainda estamos buscando por certezas. Descobrir o que é seguro para nos agarrarmos com todas nossas forças e rezar com toda nossa esperança para que nada mude. O que queremos é assegurar a nossa própria existência, é calar o medo do nosso próprio fim.
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