Viver diante do absurdo
Igor Teo | 6 de dezembro de 2016Albert Camus dizia que o único problema filosófico verdadeiro é o suicídio, todos os demais são pequenezas perto deste. E ele não podia estar mais certo. Afinal, o que faz alguém escolher a vida, com todas suas incertezas, agonias e absurdos, e não a morte, quando esta última pode representar o fim dos seus tormentos?

Valorizamos a vida. Não apenas a valorizamos, como a sobrevalorizamos, ao mesmo tempo em que tememos a morte. Em minha experiência, tenho descoberto que o temor da morte não é um problema do “materialismo”. Não é um problema de ateus que não acreditam na vida após a morte, mas mesmo pessoas que se entendem por espiritualizadas, que acreditam em reencarnação ou em planos divinos, ainda assim, no seu mais íntimo, sentem extremo terror diante da possibilidade de perderem a si, as coisas ou as pessoas que amam.
Porque não é apenas através do medo de morrer – essa ideia abstrata que não existe enquanto eu existo; e quando ela existir, eu não mais existirei – que elas demonstram sua incapacidade de lidar com este fato. É na incapacidade de lidar com a própria impermanência da vida. Leia o restante desta entrada »












































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