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    O Caminho do Excesso

    deldebbio | 15 de dezembro de 2016

    aleister-crowley-tdc
    Por Iao 131 traduzido por Mago implacável

    A noção de Caminho do Meio é passada mais notavelmente por Buddha e Aristóteles. Buddha enfatizou o Caminho do Meio no contexto de “Despertar”, dizendo que o caminho da moderação está entre os extremos da austeridade e da indulgência. Aristóteles enfatizou o que ele chama de Doutrina do “Meio termo”. Onde a “virtude” reside na metade dos extremos de qualquer ação moral: Virtude é o meio entre dois vícios.

    Thelema, por outro lado, é o Caminho do Excesso. Nesse novo Aeon, nos aventuramos a encontrar ambos os extremos, em qualquer caso: Indulgência & austeridade, orgulho & humildade, bom &mal, alturas & profundidades; O livro da Lei nos dá esta formula de modo claro: “Mas excede! Excede! Esforça-se cada vez mais e se tu és verdadeiramente meu- e não duvide disto, e se tu és sempre jubiloso! Morte é a coroa de tudo! (II:71-72). A formula é dada ainda com mais detalhes no nosso livro sagrado “Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticus”:

    33. Eu vos revelo um grande mistério. Vós estais entre o abismo do alto e o abismo da profundeza
    34. Em qualquer um destes vos aguarda uma Companhia; e aquela Companhia é Vós mesmos
    35. Vós não podeis ter outra Companhia
    36. Muitos se ergueram, sendo sábios. Eles disseram “Buscai a imagem brilhante no lugar sempre dourado, e uni-vos com Ela”
    37. Muitos se ergueram, sendo tolos. Eles disseram “Descei até o sombriamente esplêndido mundo, e desposai-vos com aquela Criatura Cega do Lodo”.
    38. Eu que estou além da sabedoria e da Tolice, me ergo e vos digo: realizai ambas as núpcias! Uni-vos com ambos.
    39. Cuidado, cuidado, eu digo, a fim de que não busques a um e perdas o outro!
    40. Meus adeptos se mantêm erguidos; sua cabeça acima dos céus, seus pés abaixo dos infernos.
    Apenas escalando até as alturas e mergulhando nas profundezas nós conseguiremos entender esses Companheiros – isto é, nós iremos compreenderemos toda nossa altura e nossas profundezas ao invés de meramente permanecer no meio termo.

    É possível imaginar o Caminho do meio ou a Doutrina do meio termo como uma Torre ou um pau de base pequena que voa facilmente quando um vento assopra. O caminho do Excesso é o oposto disso; nós construímos nossas base o mais largo possível,de forma a construir fundações mais resiliente para nossa pirâmides. Para cada crescida que nossa planta faz para o céu, nossas raízes fazem para o solo.
    Agora passamos para o nosso Santo-Sátiro Nietzsche que revelou a psicologia insidiosa por trás destes Caminhos do Meio… Aquilo que eles chamam de moderação é na verdade “mediocridiade”.
    “Eu passo pelo meio do povo e mantenho os olhos abertos: eles se tornam menores e menores ainda mais eles se tornam. Deve-se isto à sua doutrina da felicidade e virtude.
    É que eles são moderados também em virtude, porque eles querem conforte, com conforto, contudo, uma virtude modesta é o que é compatível apenas.
    …
    Alguns deles querem, mas na maioria apenas é querida. Alguns são genuíno, mas a maioria deles é[composta por] maus atores
    A virtude pra eles, é o que os faz modestos e domados; assim fizeram do lobo um cão e do próprio homem o melhor animal doméstico do homem .
    “Nós colocamos a nossa cadeira no meio” — assim me confessa o seu semi sorriso — “tão distante dos gladiadores moribundos quanto dos suínos saciados”. Isto, porém, é mediocridade, embora chamem-na de moderado.
    (assim disse Zarathstra “A verdade amesquinhadora)

    O fato é esse: o homem “moderado” é o homem médio e, portanto o homem medíocre. Ele é nada especial, nada importante, nada demasiadamente radiante ou único. Essas doutrinas não geram Leões e lobos, mas sim animais domesticados. Por trás dessas virtudes há o desejo de mansidão, conforto e segurança. Essas pessoas não apenas temem os extremos em si próprios, criando uma ruptura e por consequência, uma restrição em seu íntimo ser, mas consequentemente, eles temem que o Extremo e o Excesso e seja expresso nos outros.
    O Medo e o desejo por conforto seguro são antitéticos para uma forte e engenhosa Vontade, que possa ser autoassertiva, movida por amor, forte, bela, que saltita com risadas. Nosso profeta explica em seu comentário ao Livro da Lei essa mesma ideia:
    “Progresso, como sua própria etimologia declara, significa Um passo a Frente, É o Gênio, O excêntrico, o Homem que se destaca de seus pares, que é o Salvador da Raça. Ainda que não seja sábio, possivelmente (em algum aspectos) exceder em certos aspectos, podemos ter certeza que aquele que excede não é de forma alguma medíocre”
    E assim: concluímos com uma fala de William Blake que To Mega Therion cita em seu comentário para “Exceda!Exceda!” do Liber Al:
    “A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria”

    Amor é a Lei, Amor sob vontade

    https://iao131.com/2010/06/17/the-path-of-excess-in-thelema/

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    5 Responses to “O Caminho do Excesso”

    1. Felipe Soares disse:
      15 de dezembro de 2016 às 13:38

      Certo e errado, dois extremos de um mesmo ponto. Onde um começa o outro termina.
      Cada ponto de vista é visto de um ponto. Tudo nos é lícito, porém nem tudo nos convém.

      Responder
    2. Marcos Rodrigues disse:
      15 de dezembro de 2016 às 14:54

      Todas as virtudes abaixo de Tipheret são vícios com roupagem de virtude, externamente são virtudes, porém o que os motiva é o vício, seja ele pela mediocridade, desejo de segurança/controle, medo da solidão/desejo por aprovação, medo da morte/medo de viver sendo que implica em descobrir que todos os processos até então eram falsos, e apego pela autoimagem que construiu para dar sentido ao absurdo de uma existência irreal até o momento do casamento alquímico (chumbo em ouro).

      Sito o exemplo do casal que descobre que nunca se amou, que o que sentiam até então era um misto de oportunismo e medo, uma co-dependência socialmente aceita. E conseguem transcender a necessidade de motivos externos para estarem juntos, restando assim um vazio necessário para o surgimento do até então dormente Amor.

      Os reais valores só vem após a morte dos condicionamentos que impedem o ser de entrar em contato com o vazio criativo do puro ser.

      93/93;93

      Responder
      • Marcos Rodrigues disse:
        15 de dezembro de 2016 às 15:00

        É o processo que o Nietzsche chama de “Transubstanciação de Todos os Valores”

        Cozinhar a falsidade no fogo da verdade até que apareça os reais valores ocultados pelos falsos.

        É ser ao mesmo tempo Juiz, Réu e Carrasco de seu próprio julgamento.

        Responder
    3. KR disse:
      15 de dezembro de 2016 às 20:27

      Comecei este texto pensando em William Blake, a surpresa foi tão agradável que vim comentá-la. Relembrando mais deste ser fantástico na meditação sobre o excesso e sobre a fragilidade da moral tradicional: “Se o louco persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio”, afinal, ele mesmo se completa depois: “o que hoje é evidência foi outrora imaginação”.

      Paz.

      Responder
    4. marcio silva de almeida disse:
      28 de janeiro de 2019 às 15:25

      Danem-se as regras!!Caretice pura!!! – marcio “osbourne” silva de almeida/joinville-sc

      Responder

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