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    Sobre o Rosacrucianismo em sua Essência

    deldebbio | 31 de maio de 2017


    Por Jeff Alves, via “Tradição Rosacruz”

    Sobre o Rosacrucianismo em sua essência, independentemente das Ordens que se baseiam nele.
    1. É pautado na CRISTOSOFIA, ou seja, na busca da Sabedoria através do Cristo (não confundir com o “jesus Cristo” católico/evangélico). Ele é Cristão de um modo não-religioso. É Cristão de um modo Hermético. E aí encontramos algo bem interessante chamado HERMETISMO CRISTÃO ou a QABBALAH CRISTÃ. Pode-se usar símbolos pagãos para falar de Cristianismo. Seja Apolo, Buda, Cristo e etc., o que importa é que a mensagem central, que é TIFERET.

    2. Leva consigo as bases da Tradição Esotérica Ocidental, a chamada TRINOSOFIA. Aqui os assuntos QABBALAH, ALQUIMIA e TEURGIA vão estar sempre presentes. É claro que para tanto as ciências ocultas irão se expressar como um todo. Então Magia Operativa, Astrologia, Aritmosofia e diversas outras coisas estarão presentes. Você leva uma vida inteira ou mais de uma para se aperfeiçoar em apenas um dos pilares da Trinosofia. Aqui você estuda várias ao mesmo tempo, umas mais e outras menos. Em suma, você nunca pode dizer que é Mestre em todas as três ao mesmo tempo, o que faz com que você sempre se lembre que, apesar de todo o conhecimento que possui, você continua sendo humano, estando em eterno aprendizado e podendo cometer erros. Então, basicamente, você estuda a TRADIÇÃO ESOTÉRICA OCIDENTAL com ênfase em uma ou mais coisas dela.
    3. A PANSOFIA, a sabedoria proveniente do todo, está presente. Então você aprende a utilizar qualquer símbolo ou mito de qualquer Tradição e visualizar as chaves provenientes das relações entre eles. Isto geralmente é feito em qualquer tradição, mas há algo a mais. Você deve aprender a usar tudo isto e aplicar no seu dia-a-dia, além de buscar utilizar o que você sabe para modificar o mundo agora para um lugar melhor e mesmo ter ideias do que você pode fazer para que o amanhã seja um lugar melhor. Ou seja, você deve usar a sua evolução espiritual para ajudar aqueles que te cercam e mesmo a própria humanidade.
    4. A intelectualidade não é o foco. Ela é unida à prática. Então, a GNOSIS é o foco. Ou seja, não importa quantos livros você leu, o que importa é o quanto você praticou. O mais importante não é somente a compreensão dos livros e textos e sim a vivência e a experiência espiritual que eles certamente irão te levar e, principalmente, como você aplica isto em seu dia-a-dia. Afinal, Toth é casado com Maat. Como diz a máxima egípcia, a qual reflete bem este objetivo, “FALAR MAAT, FAZER MAAT”.
    5. O PELICANO é a essência da postura do Rosacrucianismo. Você deve harmonizar a matéria com o espírito. Você deve abrir a porta superior de seu coração. Você deve desabrochar a Rosa sobre a Cruz. Mas, de maneira INCÓGNITA, você sempre deve estar disposto a ajudar o próximo. Aqui temos uma auto-renúncia diferente da dos orientais. Aqui não se prega matar o ego ou mesmo anulá-lo. Aqui transmutamos o nosso ego. Aqui, de modo anônimo, renunciamos a todas as glórias do mundo e agimos somente para a glória de Deus. Mesmo que você tenha que se sacrificar para que possa ajudar o outro ou mesmo a humanidade, se for da vontade de Deus e se você realmente estiver em comunhão com Ele, você assim o irá fazer. É basicamente a expressão da harmonia da trindade CHESED, GEBURAH e TIFERET. É saber utilizar as três essências, SAL, MERCÚRIO e ENXOFRE. É estar em estado de IMAGO DEI e IMITATIO DEI. E tudo isto não é para a nossa glória, mas para a glória de Deus. AD ROSAM PER CRUCEM. AD CRUCEM PER ROSAM. IN EA-EIS GEMETUS RE SUR GAM. NON NOBIS NON NOBIS DOMINE SED NOMINIS TUI GLORIAE SOLAE.
    – Tradição Rosacruz.

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    « Pesadelos: o que são? 7 Anos Atrás, em Junho de 2010 »

    2 Responses to “Sobre o Rosacrucianismo em sua Essência”

    1. Ruy Henrique disse:
      31 de maio de 2017 às 20:12

      Estive considerando o mito de Jesus.
      A culminação da obra, na crucificação, se visto como um ato de significado, explicita o sacrifício. O corpo de carne (ego) pregado na cruz, entregue. O coração de carne perfurado por uma lança. Mas o Eu, unido a ‘Deus’, não se abala, não esfalece diante do propósito.
      A vida do homem, vivida como uma mensagem, só pôde ter o poder que teve graças ás ações tomadas. Os apóstolos cuidadosamente escolhidos e devidamente preparados seguiram em realizar as partes “adjacentes” do trabalho – só possíveis, vale notar, graças á essência ter sido cumprida magistralmente. O resultado, seja um mito bem construído ou verdade fatual, é uma instituição chamada Igreja Católica que perdura com poder até os dias de hoje e que, convenhamos, foi a responsável por moldar o mundo e a vida como os conhecemos hoje, mesmo se nem sempre motivada pelas melhores das intenções, mas isso não importa. “Deus escreve certo por linhas tortas”? “The Lord works in mysterious ways”? Não faz diferença se tudo segue um roteiro, se as Leis sustentam o Movimento ou se a Liberdade engendra uma criação constante e conjunta. O importante é perceber isto: o Sol, aquele homem semi-nu de peito aberto com seu corpo entregue, viveu (vive)*, e são suas AÇÕES, carregadas de SIGNIFICADO imbuído, que MARCAM a história da Humanidade. Ações por si só são como palavras soltas sem intenção, e todo significado precisa de uma realidade para que possa ter valia. Temos a tela, toda a ‘Criação’. Nos resta marcá-la.

      *Obs.: Devido a minha fluência precária, gostaria de esclarecer um ponto que pode não ter ficado claro. A referência a “vida”, digo, a fatualidade da existência física de Jesus, os apóstolos e todo o mito, é de pouca importância para a existência do mito em si. Quando digo que vive, é dentre outras coisas pelo fato de ser uma história existente, independente do número de pessoas que a crê como fatual. Um mito grego igualmente existe, uma história da carochinha, conto de fadas e mentira de pescador também. Quando você viu um carro pela primeira vez, quando criança, qual foi a imagem mental que teve daquilo? E quando adulto, como é? Se aquilo mudou em sua mente, e em sua memória, significa que você tem uma “acepção” de realidade. Quem garante que o que você vê, ouve, cheira, sente, come, realmente existe? Quem te pode garantir que tu existe…? Sendo assim, porque uma história é tão menos verdadeira que a sucessão de eventos que é a tua vida? E não somos nós que damos o significado? Então, se algo que “existe” apenas “existe” sem significado, e passa a ter significado somente quando o damos àquilo, o que diferencia uma estória carregada de significado, perdurando milênios, de um evento que você viveu em casa/no trabalho semana retrasada e que ninguém no mundo se lembra? =)

      Responder
    2. ACAUA ALVES GALVAO DA SILVA disse:
      1 de junho de 2017 às 9:04

      A Pansofia é um ponto interessante. Pois vemos que sua intenção era alcançar todo o conhecimento humano e dar um colorido espiritual. Ai fica a questão, será que quando falamos de Física Quântica e seus desdobramentos esotéricos e ocultistas estamos fazendo Pansofia?

      Que as Rosas floresçam em vossa Cruz.

      Responder

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